Caros e atentos leitores, parece que, finalmente, alguém decidiu colocar limites em um romance que há muito tempo vinha sendo tóxico: o relacionamento entre adolescentes e as redes sociais.
A Meta, proprietária de Facebook e Instagram, firmou um acordo de US$ 16,7 bilhões, cerca de R$ 86 bilhões, com procuradores de 47 estados e territórios dos Estados Unidos.
Como parte do acordo, a empresa deverá adotar novas restrições para adolescentes, incluindo limite diário de duas horas de uso e bloqueio das plataformas durante a madrugada.
A medida encerra um processo no qual autoridades acusavam a Meta de desenvolver suas plataformas de maneira a estimular o uso excessivo por crianças e adolescentes, além de questionarem práticas relacionadas à coleta de dados de menores.
E aqui está o ponto que merece nossa atenção: limitar o tempo de exposição não resolve todos os problemas, mas pode ser uma ferramenta importante para reduzir os efeitos do uso excessivo das redes.
Menos horas diante da tela podem significar mais tempo para dormir, estudar, conviver, brincar, conversar e simplesmente existir sem a necessidade de transformar cada momento da vida em conteúdo.
Porque, meus caros leitores, talvez a verdadeira modernidade esteja justamente em ensinar nossos jovens que nem tudo precisa ser curtido, compartilhado ou acompanhado em tempo real.
Tecnologia deve servir às pessoas, e não o contrário.
Agora me contem: vocês acham que duas horas por dia são suficientes para adolescentes ou os limites deveriam ser ainda mais rígidos?

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