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segunda-feira, 31 de março de 2025

No Brasil, crime organizado registra lucro superior a R$ 348 bilhões em apenas 1 ano


O crime organizado no Brasil tem gerado receitas astronômicas. Suas atividades ilegais estariam rendendo um faturamento anual de R$ 348,1 bilhões.

De acordo com o relatório Follow The Products, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado este mês, as organizações criminosas expandiram seus “modelos de negócio”, explorando mercados legais como combustíveis, ouro, tabaco e bebidas.

As operações ilegais estão diretamente ligadas à exploração de produtos essenciais e ao envolvimento de facções criminosas. Entre as atividades mais rentáveis estão o comércio ilegal de combustíveis, com R$ 61,5 bilhões de receita, e de bebidas alcoólicas, com R$ 56,9 bilhões.

Além disso, o tráfico de drogas ainda mantém sua relevância, gerando R$ 15 bilhões anualmente. O impacto fiscal dessas atividades é significativo, com perdas bilionárias para o país, como os R$ 23 bilhões de impostos sonegados no mercado de combustíveis ilegais.

Além de listar a expansão do crime nos mercados legais, o estudo aponta o aumento de crimes virtuais e furtos de celulares, resultando em uma receita de R$ 186 bilhões por ano. A falta de controle, rastreamento de produtos e o domínio territorial de facções são descritos como fatores que contribuem para o crescimento desse mercado ilegal.

O relatório sugere que um combate eficaz ao crime organizado exige maior integração de dados entre órgãos como a Receita Federal, Polícia Federal e agências reguladoras, além do uso de tecnologias como blockchain para monitorar o fluxo financeiro ilícito. A presença do estado em áreas vulneráveis também é considerada como ponto de prioridade para enfrentar a violência, corrupção e exclusão social que alimentam a economia do crime.

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domingo, 27 de agosto de 2023

PF apreende caminhão com quase duas toneladas de droga no Paraná


A Polícia Federal apreendeu, neste fim de semana, um caminhão transportando quase duas toneladas de entorpecente em sua carroceria, na rodovia BR277, altura do município de Céu Azul, no Paraná.

Os policiais realizavam um patrulhamento de rotina pela rodovia federal, cerca de 90 quilômetros da fronteira com o Paraguai, quando avistaram um caminhão e resolveram proceder com abordagem. A atitude do motorista foi determinante para despertar a desconfianças dos policiais e culminou na averiguação do veículo. 

Após vistoria, os agentes encontraram maconha na carroceria do caminhão, totalizando uma carga de 1.985 quilos da droga. 

O condutor foi preso em flagrante pelo crime de tráfico internacional de drogas e levado para a Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu, junto com o caminhão e a carga de maconha.
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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Conselho Federal de Medicina e ABP publicam nota contra a descriminalização da maconha


O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) divulgaram, nesta quarta-feira, 16 de agosto, nota pública na qual reafirmam posicionamento contrário à descriminalização da maconha no Brasil. 

No documento, as entidades alegam que, diante da retomada do debate público sobre a questão, medidas que liberem ou flexibilizem o uso de drogas podem resultar no aumento do consumo, comprometimento da saúde (de indivíduos e da coletividade), e fortalecimento do narcotráfico.

A nota sai às vésperas de uma sessão especial que o Senado Federal realizará, nesta quinta-feira, 17 de agosto, para discutir o tema. Conselheiros do CFM, que são psiquiatras, acompanharão as discussões no Plenário da Casa. Para o CFM e a ABP, o consumo da maconha, mesmo sob alegação “medicinal”, representa riscos.

“Trata-se de droga que causa dependência gravíssima, com importantíssimos danos físicos e mentais, inclusive, precipitando quadros psicóticos (alguns não reversíveis) ou agravando sintomas e a evolução de padecentes de comorbidades mentais de qualquer natureza, dificultando seu tratamento, levando a prejuízos para toda a vida”, afirmam.

O documento reitera ainda que “o consumo de drogas também contribui para a maior incidência de acidentes de trânsito, homicídios e suicídios, com redução no mundo e aumento no Brasil”. Portanto, o CFM e a ABP entendem que a descriminalização, ao aumentar o consumo, também amplia o poder do tráfico, contribuindo para maiores índices de violência.

As instituições sublinham ainda que não há experiência histórica ou evidência científica que mostre melhoria com a descriminalização de drogas ilícitas. Segundo a nota, “pelo contrário, é nos países com maior rigor no enfrentamento às drogas que há diminuição do número de casos de dependência química e de violência relacionada ao consumo e tráfico dessas substâncias". 

No Brasil, um exemplo dessa abordagem é o combate ao tabagismo, que caiu de um índice de consumo de 50%, na população em geral, para cerca de 10%”.

Veja nota:



Link para íntegra da nota do CFM e ABP

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