Caros e atentos leitores, há esperas que não cabem no calendário. Há famílias que acordam todos os dias com a mesma pergunta: “Onde está quem eu amo?”
E é justamente para essas famílias que uma ação como esta pode representar uma nova possibilidade de resposta.
Até o dia 28 de agosto, familiares de pessoas desaparecidas poderão participar gratuitamente, em Ilhéus, da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA, iniciativa que busca ampliar as chances de identificação de pessoas desaparecidas em todo o Brasil.
Na Bahia, serão 33 pontos de atendimento, com participação do Departamento de Polícia Técnica. Em Ilhéus, a coleta acontecerá na unidade do DPT durante o período da mobilização.
O procedimento é simples, rápido e indolor: são coletadas células da parte interna da bochecha. O material passa a integrar os bancos de perfis genéticos e poderá ser comparado com amostras de pessoas encontradas, vivas ou mortas, que ainda não tenham sido identificadas.
E aqui está a importância que não pode ser ignorada: cada amostra pode aumentar a possibilidade de uma família finalmente receber uma resposta.
A orientação é priorizar familiares de primeiro grau, pais, filhos e irmãos, por apresentarem maiores possibilidades de compatibilidade genética.
Para participar, é necessário apresentar documento de identificação e informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento: número do registro, estado onde foi feito e delegacia responsável pelo caso.
Para quem vive a angústia de um desaparecimento, talvez cinco minutos sejam apenas cinco minutos.
Mas uma amostra de DNA pode representar algo muito maior: a esperança de transformar uma espera sem fim em uma resposta.
Porque toda pessoa desaparecida tem uma história.
E toda família tem o direito de procurar, de esperar e, sobretudo, de saber.
Compartilhe esta informação. Ela pode chegar justamente a uma família que está procurando uma resposta.

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