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quarta-feira, 11 de março de 2026

11 de março de 2020: o dia em que o mundo parou


Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou oficialmente que o avanço da COVID-19 havia se tornado uma pandemia. Naquele momento, o que já era uma crise sanitária grave ganhava uma dimensão global incontestável. Fronteiras foram fechadas, voos cancelados, cidades esvaziadas. O mundo, pela primeira vez em gerações, parava quase por completo diante de um inimigo invisível.

Os números cresciam em ritmo alarmante. Hospitais colapsavam, profissionais de saúde enfrentavam jornadas exaustivas e famílias, em todos os continentes, lidavam com perdas abruptas e dolorosas. Milhões de vidas foram interrompidas. O luto coletivo atravessou culturas, religiões e idiomas, deixando marcas profundas que ainda hoje ecoam.

A reação global foi marcada por incertezas. Governos adotaram medidas emergenciais, como lockdowns e campanhas de distanciamento social, enquanto a ciência corria contra o tempo para entender o vírus e desenvolver vacinas. A pandemia também escancarou desigualdades: países com menos estrutura enfrentaram desafios ainda maiores para proteger suas populações.

No Brasil, o impacto foi igualmente devastador. O sistema de saúde foi pressionado ao limite, e o país se tornou um dos epicentros da crise sanitária. Em meio ao caos, surgiram denúncias e investigações sobre má gestão de recursos públicos destinados ao combate à pandemia. Casos envolvendo a compra de equipamentos médicos, como respiradores que não foram entregues, levantaram questionamentos sobre a condução de contratos emergenciais em diferentes regiões do país.

No Nordeste, episódios amplamente divulgados pela imprensa chamaram atenção para suspeitas de irregularidades em aquisições feitas durante o período mais crítico da pandemia. Na Bahia, por exemplo, investigações abordaram contratos para compra de respiradores que acabaram não sendo cumpridos, em um momento em que cada equipamento poderia significar a diferença entre a vida e a morte.

Esses episódios reforçaram um sentimento de indignação em meio à tragédia. Em um cenário onde hospitais lutavam para salvar vidas, qualquer falha, seja por incompetência ou irregularidade, tinha consequências ainda mais graves.

Cinco anos depois, o 11 de março permanece como um marco histórico. Um dia que simboliza não apenas o início oficial de uma pandemia, mas também um período de dor, desafios e aprendizados. Um dia que o mundo não esquece, e que segue como lembrança da importância da responsabilidade pública, da ciência e da solidariedade em tempos de crise.
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terça-feira, 3 de março de 2026

Congresso Nacional aprova venda de remédios em supermercados


A Câmara dos Deputados aprovou ontem o projeto que autoriza a comercialização de medicamentos em supermercados. O texto já havia passado pelo Senado, ou seja: foi aprovado nas duas casas do Congresso Nacional e agora segue para sanção do presidente.
Mas calma, não é simplesmente colocar remédio na gôndola ao lado do arroz.

A proposta determina que os supermercados só poderão vender medicamentos se instalarem uma farmácia em espaço exclusivo, separado das demais áreas, e com farmacêutico responsável presente durante todo o horário de funcionamento. Isso inclui, inclusive, medicamentos de uso controlado.

O tema ganhou força após manifestação pública do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que defendeu a medida como forma de ampliar o acesso e estimular a concorrência, o que poderia impactar nos preços.

Agora o país entra em um novo debate:

• Mais acesso significa mais facilidade para a população?
• Ou pode trazer riscos ao uso indiscriminado de medicamentos?

É uma mudança grande no modelo de comercialização no Brasil e que pode afetar consumidores, farmácias e o mercado da saúde como um todo.

E você, é a favor ou contra essa decisão? Comenta aqui
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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Anvisa proibe substâncias usadas em esmaltes e unhas gel por risco de Câncer e infertilidade


A Anvisa proibiu o uso de duas substâncias químicas presentes em esmaltes e unhas em gel que precisam ser expostos à luz ultravioleta (UV) ou LED. A decisão veio após estudos apontarem riscos de câncer e problemas reprodutivos.

As substâncias banidas são o TPO (óxido de difenil fosfina) e o DMPT (dimetiltolilamina).

De acordo com a agência, estudos internacionais em animais demonstraram que o DMPT é potencialmente cancerígeno, enquanto o TPO é tóxico para a reprodução, podendo prejudicar a fertilidade.

Com a decisão, o Brasil se alinha aos padrões de segurança da União Europeia, que recentemente também proibiu o uso dessas substâncias.

A resolução determina regras imediatas e prazos para o mercado se adequar:

Imediatamente: estão proibidas a fabricação, importação e concessão de novos registros ou notificações de produtos contendo TPO ou DMPT.

Em até 90 dias: empresas e estabelecimentos devem encerrar a venda e o uso de itens que já estão nas prateleiras.

Após 90 dias: a Anvisa cancelará os registros e notificações existentes, e as empresas deverão recolher os produtos ainda disponíveis no comércio.

Segundo nota oficial, a medida foi tomada para “proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e principalmente dos profissionais que trabalham com eles”, afirmou a Anvisa.

Uma decisão que reforça a importância da segurança e da responsabilidade no setor da beleza. Cuidar da saúde vem sempre antes da estética!
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quinta-feira, 31 de julho de 2025

Jovem de 23 anos tem gestação rara e dá à luz a quadrigêmeos em maternidade de Salvador


Uma jovem de 23 anos deu à luz a quadrigêmeos – três meninos e uma menina, no último dia 16 de julho. O parto ocorreu na Maternidade José Maria de Magalhães Netto, em Salvador. Maria Stephanie de Jesus de Santana é moradora do município de Cipó, no interior da Bahia.

A gestação de alto risco foi acompanhada inicialmente na Unidade Básica de Saúde do município e, posteriormente, na Maternidade Climério de Oliveira, na capital. Diante da complexidade do caso, Maria Stephanie foi transferida para a MJMM, onde recebeu assistência especializada até o momento do parto.

O nascimento dos quadrigêmeos foi realizado por cesariana e conduzido pela médica obstetra Micheline de Andrade Pereira Barbosa, com o apoio de uma equipe multiprofissional composta, entre obstetras, anestesistas, pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Por serem prematuros, os quatro bebês permanecem internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) da MJMM. O estado de saúde deles é considerado estável, mas ainda não há previsão de alta, já que os recém-nascidos necessitam de acompanhamento contínuo para o desenvolvimento adequado e ganho de peso.

Maria Stephanie vive com o esposo há sete anos. O casal, que já tem uma filha de seis anos, enfrenta agora um novo desafio: a criação dos quadrigêmeos em meio a uma situação de vulnerabilidade social. A jovem está desempregada e conta com o apoio da rede de saúde e da solidariedade da sociedade para suprir as necessidades básicas dos recém-nascidos.

“Foi um susto saber que eram quatro, mas fui bem acompanhada desde o início. Agora, minha maior preocupação é conseguir dar a eles o que precisam. Qualquer ajuda será uma bênção”, afirmou Maria Stephanie, emocionada.

A maternidade está organizando, por meio do Serviço Social, uma campanha de arrecadação para auxiliar a família. Entre os itens mais urgentes estão fraldas (RN e P), roupas de bebê, lençóis, mantas, itens de higiene, leite infantil, além de berços, carrinhos e outros móveis essenciais.

Pessoas interessadas em colaborar podem procurar diretamente a equipe social da Maternidade José Maria de Magalhães Netto, que fará a ponte entre os doadores e a família.

A MJMM é referência estadual em partos de alto risco e integra a rede pública de saúde que atende pacientes de Salvador e de diversos municípios baianos. Somente em 2024, a unidade realizou mais de 4.800 partos, reforçando seu papel estratégico na atenção à saúde materno-infantil na Bahia.
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sexta-feira, 11 de julho de 2025

Bahia é o estado do Nordeste com mais casos de hepatites virais entre 2000 a 2024


A Bahia registrou o maior número de casos de hepatites virais da região Nordeste nos últimos 24 anos. Com um total de 30.159 casos, o estado possui o maior número de notificações das doenças entre 2000 a 2024. No boletim divulgado, a hepatite A e B lideraram a lista das enfermidades com maiores registros, sendo 9.463 casos e 10.635 casos respectivamente.

Em sequência, foram obtidos em unidades de saúde baianas 9.908 episódios de hepatite C, 83 casos de hepatite E e 70 casos de hepatite D. Já as taxas de detecção para o ano de 2024, ficaram em 0,4 casos por 100 mil habitantes em hepatite A; 3,6 casos por 100 mil habitantes para hepatite B; e 4,6 casos por 100 mil habitantes para hepatite C.

O levantamento apresentou também taxas de mortalidade por hepatites no estado. A hepatite C apresentou um coeficiente de mortalidade como causa básica na Bahia de 0,2 óbito por 100 mil habitantes em 2024; seguido pela hepatite B com 0,1 mortes por 100 mil habitantes. Já a hepatite A foi listada por região, sendo no Nordeste, um coeficiente de mortalidade como causa básica foi de 0,02 óbito por 100 mil habitantes em 2024.

A hepatite D obteve, no período de 2000 a 2024, 18 óbitos associados na Bahia, sendo 8 como causa básica e 10 como causa associada. Salvador ocupa a 2ª posição entre as capitais do Nordeste com as maiores taxas de detecção de hepatite B em 2024. Salvador ocupa a 2ª posição entre as capitais do Nordeste com as maiores taxas de detecção de hepatite B no ano passado.

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terça-feira, 17 de junho de 2025

Congresso Nacional derruba veto e garante pensão vitalícia para crianças com microcefalia no Brasil



Em uma decisão histórica que representa alívio e dignidade para milhares de famílias brasileiras, o Congresso Nacional derrubou hoje, 17 de junho, o veto presidencial à Lei que garante pensão vitalícia a crianças vítimas da microcefalia causada pelo vírus da zika. A nova legislação assegura o benefício sem necessidade de perícia médica periódica, oferecendo maior segurança financeira e estabilidade para famílias que enfrentam uma rotina intensa de cuidados e tratamentos especiais.

A pensão vitalícia será concedida a crianças com microcefalia provocada por zika vírus, nascidas até 31 de dezembro de 2015, que já recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A medida garante a conversão automática do BPC em pensão especial no valor de um salário mínimo (atualmente R$ 1.412), sem a exigência de renovação ou reavaliação da deficiência.

A proposta, que já havia sido aprovada pelo Congresso em 2023, havia sido vetada integralmente pelo Poder Executivo, sob a justificativa de que criaria despesa sem indicar a fonte de compensação orçamentária. No entanto, o veto foi derrubado por ampla maioria, evidenciando a força da articulação política suprapartidária em torno do tema.

Articulação política no Congresso

A derrubada do veto foi resultado de uma ampla articulação política suprapartidária, que uniu parlamentares de diferentes espectros ideológicos em torno de uma causa comum: o amparo permanente às crianças com microcefalia e suas famílias.

Entre os nomes de destaque da mobilização estão a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que defendeu a medida como uma ação de justiça social e compromisso com a infância, e a deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), que reforçou a importância de garantir segurança e dignidade às mães cuidadoras. Ambas atuaram ativamente em plenário e nas comissões, dialogando com outros colegas para garantir o consenso necessário à votação.

A iniciativa também contou com apoio de parlamentares do Centro e de bancadas conservadoras e cristãs, que defenderam o caráter humanitário da proposta. O entendimento predominante foi de que, independentemente de posicionamentos ideológicos, o Estado tem a responsabilidade de apoiar essas famílias que vivem uma realidade desafiadora e permanente.

Essa convergência de forças políticas permitiu que o veto fosse derrubado por maioria expressiva, reforçando o papel do Congresso como espaço legítimo de escuta e proteção dos mais vulneráveis.

Quem será beneficiado?

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 3.400 crianças nascidas entre 2015 e 2016 foram diagnosticadas com microcefalia relacionada à zika. A maioria dessas famílias vive em situação de vulnerabilidade social e depende exclusivamente do BPC para garantir medicações, alimentação especial, terapias e transporte até unidades de saúde.

Com a nova pensão vitalícia, as famílias não precisarão mais renovar laudos ou comprovar a continuidade da deficiência, o que antes representava um desgaste constante e humilhante para mães e responsáveis legais.

O que é microcefalia?

A microcefalia é uma malformação congênita em que o bebê nasce com o crânio e o cérebro menores do que o esperado, podendo provocar retardo no desenvolvimento neurológico, dificuldades motoras, crises epilépticas e deficiências cognitivas graves. O quadro é irreversível e exige cuidados contínuos e acompanhamento multidisciplinar por toda a vida.

A epidemia de zika vírus no Brasil, entre 2015 e 2016, deixou milhares de bebês afetados. O vírus é transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue e chikungunya), e quando atinge gestantes no início da gravidez, pode afetar diretamente o desenvolvimento fetal.

Repercussão e impacto social

Para as mães e pais, a derrubada do veto representa muito mais do que uma conquista financeira: é o reconhecimento da dor, da luta e da resistência de famílias que foram diretamente afetadas pela negligência do poder público durante o surto de zika.

“A pensão é um alento. É como se o Estado dissesse: ‘eu reconheço que falhei, e agora estou tentando reparar", afirmou uma das mães em manifestação após a votação no Congresso.

Além do alívio imediato para as famílias, a medida estabelece um marco importante no debate sobre saúde pública, políticas sociais e proteção da infância com deficiência.
Um passo em direção à justiça

A derrubada do veto é um símbolo de como o Parlamento pode atuar para corrigir omissões históricas, mesmo diante de vetos do Executivo. E reforça a ideia de que a proteção dos mais vulneráveis deve estar acima de cálculos fiscais, quando se trata de garantir dignidade humana.

A pensão vitalícia é, agora, lei em vigor, e as famílias afetadas pela microcefalia causada pelo zika vírus finalmente podem respirar com mais segurança. Uma vitória da articulação política, mas, sobretudo, uma vitória da resistência das mães e pais que nunca deixaram de lutar por seus filhos.
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domingo, 30 de março de 2025

Médico brasileiro que viralizou ao fantasiar crianças antes de cirurgias recebe prêmio internacional


Um médico de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, que viralizou ao mostrar pacientes fantasiados de super-heróis antes das cirurgias, foi premiado na Itália pela Associação art4sport ONLUS pelo trabalho no atendimento humanizado em ambiente cirúrgico.

O otorrino Leandro Brandão participou do 'WEmbrace Awards 2025' , promovido pela Associação para celebrar histórias inspiradoras de inclusão e diversidade. O médico foi premiado na categoria Sfera The World.

O médico viralizou nas redes sociais em 2023 com cenas que chamaram a atenção de milhares de internautas dele vestindo crianças de super-heróis antes das cirurgias. O vídeo ultrapassou mais de 1 milhão de visualizações e teve diversos compartilhamentos.

As imagens, que circularam pelas redes sociais, chegaram ao conhecimento da Associação art4sport ONLUS, que convidou o médico para participar da edição de 2025 do 'WEmbrace Awards'.

Para o médico o reconhecimento internacional significa também a oportunidade de promover ainda mais a humanização nos procedimentos de saúde.

"Uma oportunidade de ouvir histórias muito impactantes e muito bonitas e conhecer pessoas incríveis. E também achei que foi muito legal pra divulgar essa forma de fazer um atendimento mais humanizado com as crianças", completou Leandro.


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sexta-feira, 28 de março de 2025

Bahia registra mais de mil casos de picadas de escorpião em 2025


A Bahia registra um aumento preocupante nos casos de picadas de escorpião em 2025, com mais de mil ocorrências já registradas, segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Os dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Bahia (CIATox-BA) revelam que, em 2024, foram 24.049 acidentes com escorpião, resultando em seis óbitos.

As cidades com maior incidência de acidentes em 2024 foram Vitória da Conquista (1.012), Jequié (555), Feira de Santana (547), Irecê (406) e Seabra (360). O município de Vitória da Conquista lidera o ranking pelo segundo consecutivo, e a tendência se mantém em 2025, com mais de 60 casos já registrados.

A gravidade das picadas de escorpião varia, com sintomas como dor intensa, inchaço, náusea, vômito e, em casos graves, problemas cardiorrespiratórios.

Para prevenir acidentes, é essencial manter a casa limpa e organizada, vedar portas e janelas, usar repelentes e inspecionar calçados e roupas antes de usar. Em caso de picada, procure atendimento médico imediato, lave a área com água e sabão, mantenha a calma e aplique compressas frias. Não corte ou sugue a picada.

As espécies de escorpião de maior relevância na Bahia são o escorpião-amarelo (T. serrulatus), o escorpião-marrom (T. bahiensis) e o escorpião-amarelo-do-nordeste (T. stigmurus).
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quinta-feira, 27 de março de 2025

Anvisa determina suspensão de pasta de dente da Colgate após relatos de reações adversas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda da pasta de dente Colgate Clean Mint após relatos de efeitos adversos em alguns consumidores. A medida foi anunciada no Diário Oficial desta quinta-feira (27).

A autarquia informou que oito notificações, envolvendo 13 tipos de reações adversas, foram registradas após o consumo do produto. Os sintomas elencados nos registros foram: inchaço nas amígdalas, lábios e mucosa oral.

A sensação de ardência, dormência nos lábios e na boca, boca seca, gengiva irritada e vermelhidão, também foram descritos por alguns consumidores. Segundo o G1, a Clean Mint, pasta interditada, é uma nova versão de um dos cremes dentais mais populares da marca, a Colgate Total 12.

A empresa anunciou uma mudança na fórmula e no nome. A entidade ainda não se pronunciou sobre o assunto.
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segunda-feira, 24 de março de 2025

Paciente terminal pode passar a definir próprio tratamento de saúde


Pacientes em estado terminal podem ter a oportunidade de decidirem sobre os seu próprio tratamento médico a partir das chamadas diretivas antecipadas de vontade (DAV), conforme prevê o Projeto de Lei 4869/24 encaminhado a Câmara dos Deputados pelo parlamentar Domingos Neto (PSD-CE).

O DAV é usado em hospitais para registrar as preferências de um paciente sobre tratamentos e cuidados de saúde em caso de incapacidade. São também conhecidas como testamento vital. Lá estão descritas, por exemplo, as orientações sobre cuidados e tratamentos de saúde que a pessoa deseja ou não receber, no momento em que estiver incapacitada de expressar sua escolha de maneira autônoma e livre.

O texto tramita na Câmara dos Deputados e altera o Código Civil.

Segundo Domingos Neto, a inclusão das DAV no Código Civil representa um avanço significativo, não apenas para o campo jurídico, mas também para a prática médica. 

“As DAV promovem uma relação mais colaborativa e empática entre médicos e pacientes. Isso é especialmente relevante onde o foco está no alívio do sofrimento e na melhoria da qualidade de vida.” - explica o deputado.

O deputado afirmou que a inclusão das DAV no Código Civil contribui para a promoção de uma cultura de respeito à autonomia e dignidade dos pacientes no contexto da saúde. 

“Fortalece o respeito à autonomia e dignidade dos pacientes e promove uma prática médica mais humanizada, centrada nas necessidades e desejos individuais de cada paciente em sua jornada final de vida, respeitando o seu curso natural”, disse Domingos Neto.

A proposta será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
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sábado, 22 de março de 2025

Medicamentos ficarão mais caros a partir de 1º de abril


O que já está caro, vai ficar ainda mais. O reajuste dos preços dos medicamentos brasileiros só será anunciado oficialmente em 31 de março, mas farmácias já alertam aos clientes sobre o aumento dos valores. Com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, especialistas projetam que o reajuste deve ser de até 5,06%.

O percentual não é um aumento automático nos preços, mas uma definição de teto permitido de reajuste, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O aumento de preços acontece todos os anos e é estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). São levados em consideração três elementos para definir o reajuste: fator de produtividade (atualizado anualmente), parcela de fator de ajuste de preços relativos entre setores e o IPCA dos últimos 12 meses.

Com o anúncio de que o IPCA de fevereiro ficou em 1,31%, levando o acumulado dos últimos 12 meses para 5,06%, já é possível calcular quanto será o reajuste dos medicamentos. De acordo com a Simtax, especialista em tributação do mercado farmacêutico, o reajuste será de 5,06% para o Nível 1, 3,83% para o Nível 2 e 2,60% para o Nível 3.

Os níveis de reajuste de medicamentos consideram a participação de genéricos no mercado. No primeiro, a concorrência é igual ou superior a 20%. No segundo, entre 15% e 20%. Já no terceiro, inferior a 15%.

Em 2024, o reajuste foi menor do que o previsto para este ano. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos autorizou reajuste de 4,50% para todos os níveis, o menor valor praticado desde 2020.
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sexta-feira, 21 de março de 2025

A cada oito dias, um idoso é morto por um membro da família no Japão


Em setembro do ano passado, o Japão se deparou com uma realidade chocante. Embora já fosse de conhecimento público que o país enfrenta um grave problema de envelhecimento populacional, poucos números ilustraram essa crise tão bem quanto o mais recente levantamento do governo sobre as "mortes solitárias":

  • 28.330 idosos morreram sozinhos.
  • Em 4.913 casos, a polícia demorou duas semanas ou mais para reconhecer a morte.

Se esse dado já era preocupante, há algo ainda pior.

O Japão vem enfrentando uma crise crescente de "Care Killing" - um fenômeno em que familiares exaustos acabam tirando a vida dos parentes que cuidam. Essa situação se intensificou nos últimos anos, agravada pelo isolamento forçado durante a pandemia de COVID-19.

Entre 2011 e 2021, foram registrados 443 mortes em 437 casos de assassinato ou suicídio ligados à fadiga do cuidador, segundo um estudo da professora Etsuko Yuhara, especialista em bem-estar social da Universidade Nihon Fukushi.

Em outras palavras, a cada oito dias, um idoso no Japão foi assassinado por um membro da família que atuava como seu cuidador.

O estudo ainda revelou quem são os principais responsáveis por esses crimes: Cônjuges; filhos adultos e outros familiafres como netos, irmãos e outros parentes.

A mídia japonesa aponta que o peso emocional, físico e financeiro de cuidar de um parente doente – especialmente em isolamento – é uma das principais causas dessas tragédias. Muitas vezes, os cuidadores também são idosos, enfrentando seus próprios desafios físicos e psicológicos, e acabam presos em uma realidade sem perspectivas para o futuro.

A falta de apoio externo e problemas familiares preexistentes agravam ainda mais o cenário, levando alguns a tomar decisões extremas, como o assassinato seguido de suicídio.

A pandemia agravou esse problema, cortando as redes de apoio comunitárias e sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde japonês.

Haruo Yoshida, de 86 anos, estrangulou sua esposa de 81 anos, que estava doente, após anos cuidando dela.

Em Osaka, um casal de 83 anos foi encontrado morto: o marido enviou uma mensagem anunciando seu suicídio, logo depois de assassinar a esposa.

Fujiwara Hiroshi empurrou sua esposa paralisada no mar, após cuidar dela por mais de 40 anos.

A desesperança tem levado até mesmo à recriação de práticas semelhantes ao "ubasute", uma antiga tradição japonesa na qual idosos eram abandonados nas montanhas.

Um exemplo recente é o de Ichiaki Matsuda, que deixou sua mãe de 86 anos sozinha em um parque por não suportar mais o estresse de cuidar dela. A idosa morreu devido à exposição ao frio.

O Japão enfrenta um envelhecimento acelerado da população. Atualmente, mais de 5,5 milhões de japoneses precisam de cuidados diários, e quase 30% dos cuidadores têm mais de 70 anos.

A rotina de cuidar de um familiar doente, com tarefas físicas e emocionais exaustivas, tem levado cada vez mais pessoas ao limite do inimaginável.

O problema das "Care Killing" chegou até a televisão japonesa. Um documentário da NHK relatou a história de Shigeru, que cuidava de sua esposa Sachiko após ela sofrer uma paralisia lombar.

A rotina exaustiva de acordar às 4 da manhã, limpar a casa, alimentá-la e cuidar de suas necessidades o consumiu emocionalmente. Após ouvir repetidos pedidos da esposa para que "acabasse com seu sofrimento", Shigeru, em um ato de desespero e culpa, acabou asfixiando-a.

O documentário também apresenta a história chocante de Ryuichi, um homem que abandonou o trabalho para cuidar da mãe com demência.

Sem renda, mergulhado na pobreza e completamente esgotado, ele acabou tirando a vida da própria mãe – e tentou cometer suicídio em seguida.

Histórias como essas revelam um padrão cruel: cuidadores presos entre o peso da responsabilidade cultural e a falta de apoio do sistema acabam enxergando nas decisões extremas a única saída possível.

O governo japonês já implementou algumas políticas de assistência e sistemas de seguro para cuidados de longo prazo, mas esses esforços não têm sido suficientes para atender às demandas crescentes de uma sociedade cada vez mais envelhecida.

Um dos maiores desafios é o custo elevado das instituições de cuidados. Muitas famílias simplesmente não conseguem pagar, já que as mensalidades costumam ultrapassar os 100 mil ienes. Como consequência, parentes acabam assumindo o papel de cuidadores sem qualquer preparação.

Além dos custos, há outro problema grave: a falta de profissionais qualificados no setor de cuidados. Essa escassez é causada por salários baixos e pelo estigma que ainda existe em torno da profissão, afastando novos trabalhadores da área.

Especialistas como Etsuko Yuhara defendem que a única solução viável é melhorar as condições de trabalho e, se necessário, abrir as portas para trabalhadores estrangeiros, a fim de suprir a crescente demanda.

A cultura japonesa tem um papel central nesse drama. Assim como em muitos países da Ásia, cuidar dos pais idosos é visto como um dever moral inquestionável. No entanto, essa expectativa social, somada ao isolamento e à falta de apoio profissional, deixa os cuidadores presos em um ciclo de esgotamento físico e emocional.

Durante a pandemia, essa solidão se intensificou ainda mais, impedindo muitos cuidadores de buscar ajuda ou até mesmo de compartilhar suas dificuldades.

O cuidado de longo prazo não apenas esgota fisicamente, mas também isola socialmente. O afastamento do mundo exterior, combinado com a pressão psicológica e, em muitos casos, abusos verbais ou físicos por parte dos idosos doentes, transforma a rotina dos cuidadores em uma prisão emocional.

Estima-se que cerca de 20% dos cuidadores japoneses sofrem de depressão, agravada pela crença de que cuidar dos idosos é um dever inescapável – algo que não se pode rejeitar, por mais pesado que seja.
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quinta-feira, 13 de março de 2025

Estudo revela possível tratamento genético para a síndrome de Down


Pesquisadores japoneses informaram um avanço na busca por um possível tratamento para a síndrome de Down. Em um estudo publicado na revista científica PNAS Nexus, cientistas da Universidade de Mie e da Universidade de Saúde de Fujita conseguiram eliminar, em laboratório, o cromossomo extra que caracteriza a trissomia 21. O experimento utilizou a técnica de edição genética CRISPR-Cas9 para remover seletivamente a terceira cópia do cromossomo 21 em células cultivadas, sem comprometer a integridade do DNA.

Embora os testes ainda estejam em fase inicial, os especialistas acreditam que a descoberta abre caminho para futuras terapias. A síndrome de Down ocorre quando uma pessoa nasce com uma cópia extra do cromossomo 21, o que pode causar alterações no desenvolvimento cognitivo e na saúde geral. A condição afeta cerca de 1 a cada 700 nascidos vivos e, até hoje, não existe um tratamento que possa corrigir a causa genética do transtorno.

Para conduzir o estudo, os cientistas utilizaram células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), derivadas de fibroblastos da pele de um paciente com síndrome de Down. Essas células foram submetidas à edição genética com a técnica CRISPR-Cas9, um novo sistema que permite modificar o DNA com precisão cirúrgica.

O diferencial do estudo está na capacidade de identificar e remover exclusivamente a terceira cópia do cromossomo 21, garantindo que cada célula mantivesse apenas um cromossomo herdado de cada genitor. Esse método evita a eliminação de um cromossomo errado, o que poderia gerar novas complicações genéticas.

A edição também foi testada em células diferenciadas, como fibroblastos e outros tipos de células que já não estavam em divisão. Isso demonstrou a possibilidade de aplicar a técnica em diferentes estágios celulares, aumentando suas perspectivas de uso terapêutico no futuro.

Embora a descoberta seja inovadora, os próprios cientistas ressaltam que ainda há um longo caminho até que a abordagem possa ser testada em organismos vivos. Um dos principais desafios é evitar alterações indesejadas nos cromossomos restantes, garantindo que a edição não cause outros problemas genéticos.

Outro obstáculo é aumentar a eficiência do processo. Atualmente, nem todas as células tratadas perdem o cromossomo extra de maneira uniforme, o que torna necessária uma otimização para viabilizar uma aplicação clínica no futuro.

“Nossa abordagem estabelece as bases para intervenções médicas mais sofisticadas visando a trissomia 21”, explicaram os pesquisadores no artigo publicado.

Se a técnica for aprimorada, poderá ser usada para corrigir a trissomia 21 em estágios iniciais do desenvolvimento embrionário. Isso abriria caminho para novas opções terapêuticas, especialmente para famílias que optam por procedimentos de fertilização in vitro e desejam prevenir a condição.

Atualmente, os cientistas estudam maneiras de refinar o método para torná-lo mais seguro e eficaz. Os próximos passos incluem testes em modelos animais, antes que qualquer aplicação clínica seja considerada.

A pesquisa representa um avanço no campo da edição genética e abre novas perspectivas para o tratamento de doenças genéticas. No entanto, também levanta questões bioéticas sobre a edição do genoma humano, um tema que ainda é amplamente debatido na comunidade científica e entre especialistas em bioética.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Benefícios da pistache para pele e cabelos


Conhecido pelo sabor refinado e pelos benefícios nutricionais, o pistache ultrapassou as fronteiras da culinária e promete ser a nova tendência no universo da beleza. Rico em antioxidantes, vitaminas e minerais, o ingrediente tem conquistado espaço em cosméticos por sua capacidade de nutrir e proteger pele e cabelos.

Com essa combinação de benefícios, marcas do setor de beleza estão explorando o pistache em diferentes formatos de produtos. Desde sabonetes faciais, hidratantes corporais até creme de tratamento para os cabelos, o ingrediente reafirma seu lugar como uma solução versátil e natural, alinhada às demandas do mercado por cuidados que unem eficácia e sustentabilidade.

Confira os benefícios do pistache para pele e cabelos!


Benefícios do pistache para o cabelo

Originário do Oriente Médio, o pistache é uma fonte rica de ácidos graxos, como o ômega 3, que desempenham um papel fundamental na hidratação profunda dos fios e na melhoria da elasticidade capilar, reduzindo a propensão à quebra.

Além disso, ele auxilia na reparação de danos causados por fatores externos, como exposição ao sol, poluição, cloro e água salgada, proporcionando uma barreira protetora que ajuda a preservar a saúde dos cabelos. Atentas a esse fenômeno, marcas do segmento começam a investir no lançamento de produtos que atendam ao desejo dos consumidores por soluções inovadoras e mais naturais.


Vantagens do pistache para a pele

Além de brilhar em produtos para os cabelos, o pistache também tem mostrado grande potencial em cosméticos voltados para cuidados com a pele. Rico em antioxidantes, como a vitamina E, ele atua no combate aos radicais livres, ajudando a prevenir sinais de envelhecimento precoce. Suas propriedades emolientes, provenientes dos ácidos graxos, são ideais para manter a pele hidratada, macia e com aparência saudável.

Outro benefício do pistache para a pele é sua ação regenerativa. O ingrediente ajuda na recuperação de barreiras cutâneas comprometidas, tornando-se um aliado em períodos de maior exposição ao sol. Além disso, também possui propriedades anti-inflamatórias, sendo indicado para peles sensíveis ou propensas a irritações.
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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Cientistas descobrem porque vírus da Zika causa microcefalia em bebês


Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram qual é o mecanismo do vírus da Zika que consegue provocar microcefalia (o desenvolvimento anormal do cérebro) no bebê após infectar uma mulher grávida. Conforme publicação na revista mBio, o vírus “sequestra” uma proteína na placenta da mãe, sendo prejudicial ao bebê.

O estudo explica que o vírus atravessa a placenta da grávida, o zika vírus "sequestra" do bebê uma proteína chamada ANKLE2, a qual tem um papel importante para que cérebro de um feto se desenvolva de forma saudável. As informações são do Jornal O Globo.

Os pesquisadores explicam que o vírus depende do consumo de proteínas e da utilização das funções da célula de um hospedeiro, neste caso o bebê, para se reproduzir, devido ao seu conjunto limitado de material genético.

A equipe cultivou o vírus zika em células humanas e, a partir disso, eles perceberam que ao eliminar o gene ANKLE2 nessas células o vírus teve sua capacidade de crescimento reduzida.

“O zika e vírus relacionados desenvolveram estratégias para se esconderem nesses bolsos de replicação para evitar a detecção. Acreditamos que o ANKLE2 é sequestrado para ajudar a facilitar esse processo, e sem ele os bolsos não se formam tão bem e o sistema imunológico pode manter a replicação do vírus sob controle”, explica Adam Fishburn, também parte da pesquisa.

Além disso, também foi descoberto descobriram que o zika vírus também usa a proteína ANKLE2 quando infecta células de mosquitos, o que significa que essa interação é importante tanto em hospedeiros humanos quanto insetos.

E enquanto o vírus da dengue e da febre amarela também mostraram ter a mesma ação de "sequestro" desta proteína, o zika vírus é especialmente perigoso para o desenvolvimento fetal pois consegue atravessar a placenta e infectar o bebê de forma direta.
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domingo, 17 de novembro de 2024

Como reconhecer os sinais de um pré-infarto


As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em todo o mundo e fazem mais de mil vítimas por dia somente no Brasil. No país, estima-se que de 300 a 400 mil casos das ocorrências anuais relacionadas ao coração sejam infartos — e de cada cinco a sete pacientes, pelo menos um deles vai a óbito, segundo dados do Ministério da Saúde.

Apesar de ser uma emergência médica cardíaca, os primeiros sinais de um possível infarto nem sempre vêm do coração. Antes de ocorrer, o paciente pode sentir alguns incômodos relacionados a ele em outras partes do corpo, além do peito. Esses sintomas podem, inclusive, acontecer dias, semanas e até meses antes do infarto em si.

Diferença entre infarto e pré-infarto

Popularmente conhecida como pré-infarto, a angina instável é quando há uma obstrução das artérias que leva a dor torácica, mas que não chega a causar um dano do tecido, como no caso de um infarto. Quando essa obstrução das coronárias por acúmulo de gordura é total, associada a outros fatores que levam ao aumento da coagulabilidade dos vasos sanguíneos, é quando ocorre o infarto.

Quando esse bloqueio nos vasos sanguíneos é somente parcial, é caracterizado como um pré-infarto, que pode ser uma indicação de que o pior está por vir.

Sintomas de um pré-infarto

Os sinais de que um possível infarto está para acontecer incluem as dores no peito que podem irradiar para a mandíbula, pescoço e lado interno do braço esquerdo. Esses sintomas também podem estar associados a náuseas e vômitos, com duração de aproximadamente 30 minutos.

É importante ficar atento quando a pessoa apresenta esses desconfortos aliados a fatores de risco, como hipertensão, diabetes, tabagismo ou sedentarismo, pois são indicativos de que essa condição da angina instável pode se tornar um infarto em um futuro próximo.

Em suma, o pré-infarto se caracteriza quando o paciente demonstra um desconforto torácico que não chega a ser uma lesão do músculo cardíaco, mas, como isso só pode ser averiguado por um especialista, a indicação é que, caso esses sintomas ocorram, o paciente busque ajuda médica.

Como evitar que um pré-infarto se torne um infarto

Mesmo após experienciar um pré-infarto,existem alguns cuidados que podem evitar um infarto no futuro. Normalmente são os mesmos cuidados para qualquer pessoa que queira ter uma vida saudável: manter uma boa alimentação e praticar atividades físicas regularmente, além de tomar os medicamentos adequadamente, quando necessário, e consultar um médico cardiologista para dosar os exames de sangue e fazer os testes necessários para prevenção.

Vale ressaltar que o risco de infarto é maior para homens a partir dos 40 anos e mulheres a partir dos 50, principalmente quando entram na menopausa. Pessoas nessas faixas etárias devem consultar um especialista anualmente para prevenir qualquer tipo de doença cardiovascular.
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domingo, 10 de novembro de 2024

Teleton 2024 arrecada R$ 36 milhões em doações para AACD


A 27ª edição do Teleton, realizada neste final de semana, foi um marco de solidariedade e superação, arrecadando R$ 36 milhões para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Este valor superou em muito a meta inicial de R$ 5 milhões, demonstrando o poder da união e do compromisso social em prol de uma causa nobre. 

Desde sua estreia em 1998, o Teleton tem sido um evento crucial para a captação de recursos destinados ao tratamento de crianças com deficiência, e este ano não foi diferente, mesmo com a ausência do icônico Silvio Santos. Sua filha, Silvia Bravanel, assumiu o papel de anfitriã, destacando a importância do apoio contínuo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes atendidos pela AACD.

A AACD é uma instituição que realiza mais de 800 mil tratamentos anuais, dos quais 80% são realizados através do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, o SUS cobre apenas uma pequena fração dos custos totais, tornando as doações arrecadadas pelo Teleton vitais para a manutenção dos serviços oferecidos. 

Marcelo Ares, coordenador médico da AACD, enfatizou a complexidade do trabalho realizado pela instituição, que exige constante investimento e aprimoramento para manter o padrão de atendimento. Ele também destacou a importância de a sociedade conhecer e apoiar o trabalho da AACD, incentivando doações ao longo de todo o ano.


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sábado, 20 de abril de 2024

Brasil registra primeiro caso de cólera em 18 anos



Pela primeira vez em 18 anos, o Brasil registrou um caso autóctone de cólera, ou seja, em que o paciente contraiu a doença no próprio país e não em viagem para regiões afetadas.

Desde 2006, o Brasil não registrava casos autóctones da doença. O caso foi detectado em Salvador, na Bahia. Segundo a nota técnica assinada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, a bactéria causadora da doença (Vibrio cholerae) foi identificada em um homem de 60 anos de idade. Ele não tinha viajado recentemente a países com ocorrência de cólera, nem tido contato com algum outro caso confirmado ou mesmo suspeito. O homem apresentou sintomas de desconforto abdominal e diarreia em março e já está curado. Os últimos casos autóctones registrados no Brasil forem entre 2004 e 2005 em Pernambuco, entre 2004 e 2005.

Medidas preventivas e investigações adicionais estão em andamento pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (CIEVS-BA), em coordenação com entidades locais e nacionais, segundo nota divulgada pelo ministério.

A cólera é uma doença infecciosa intestinal aguda, transmitida por contaminação fecal-oral direta, ingestão de água ou alimentos contaminados e ainda de pessoa para pessoa. A bactéria da cólera está ativa na natureza. Sua propagação pode ser evitada com medidas de higiene pessoal adequadas e, sobretudo, com saneamento básico.

Cerca de 75% das pessoas infectadas permanecem assintomáticas. Formas graves da doença devem ser tratadas imediatamente para evitar complicações e, em casos extremos, a morte. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), de janeiro a março deste ano, 31 países registraram casos ou surtos de cólera A região africana é a mais impactada, com 18 países afetados.

*Com informações do Estadão Conteúdo
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sexta-feira, 29 de março de 2024

Dicas essenciais para cuidar da barba em casa



Cada pessoa tem sua rotina de cuidados pessoais com corpo e cabelos. Porém, a busca pela barba bonita e sempre bem preenchida nem sempre vem acompanhada dos hábitos necessários, o que faz com que surjam dúvidas sobre como tratá-las corretamente e, assim, conseguir manter a pele saudável.

Por isso, elencamos algumas dicas para você cuidar corretamente da sua barba e mantê-la bonita por mais tempo. Confira!

1. Faça a higiene corretamente

O primeiro passo para uma barba bem-cuidada é a higienização com xampus indicados para essa região e condicionadores leves. É importante manter a barba limpa, pois ajuda a controlar a oleosidade e eliminar a impurezas acumuladas ao longo do dia.

Uma barba mal-cuidada não se limita aos fios sem brilho, quebradiços e ressecados. A falta de higiene e/ou cuidados com a barba começa a causar coceira, irritação na pele e mau cheiro, além de pelos encravados.

2. Seque bem a barba

É extremamente importante secar muito bem a barba, pois um ambiente úmido se torna mais propício para a proliferação de fungos, causando caspa, problemas de pele e queda dos fios.

3. Utilize óleos

Com a barba limpa e completamente seca, é recomendo o uso de óleos ou balms específicos (produtos sem enxágue), para aplicar por toda extensão dos fios. O resultado é uma barba hidratada, com brilho e maciez.

4. Tenha cuidado com a maquiagem

A maquiagem em peles com barba também requer alguns cuidados, já que esta tende a ser mais áspera e oleosa. Por isso, é muito importante que seja feita uma boa limpeza na pele antes de aplicar qualquer produto, caso contrário, podem surgir ou piorar eventuais problemas.

Também é indispensável o uso de protetor solar facial indicado para cada tipo de pele antes da aplicação da maquiagem. Além disso, retirar os produtos e higienizar corretamente a pele antes de dormir é fundamental.

5. Penteie e apare a barba regularmente

Pentear a barba regularmente não somente controla o volume dos pelos na região, como também evita quebras, combate o frizz e ajuda a eliminar os pelos mais fracos. Para escolher o melhor pente, a dica é investir em modelos específicos para a sua barba, que sejam feitos de madeira.


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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Como reduzir os impactos da doença celíaca na saúde


A doença celíaca é uma condição autoimune crônica do intestino delgado desencadeada pela ingestão de glúten, uma proteína presente em cereais como trigo, cevada e centeio. Segundo informações da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA), a patologia atinge cerca de 2 milhões de pessoas no país, mas a maioria encontra-se sem diagnóstico. A condição é caracterizada pela dificuldade do organismo em absorver nutrientes como o glúten, e pode surgir em qualquer fase da vida.

Em pessoas com doença celíaca, o sistema imunológico reage de forma anormal ao glúten, atacando e danificando a mucosa do intestino delgado. Isso leva à inflamação e à deterioração das vilosidades intestinais, estruturas responsáveis pela absorção de nutrientes.

Não há uma maneira definitiva de prevenir o desenvolvimento da doença celíaca, uma vez que é uma condição de origem genética. No entanto, é possível estar atento ao histórico familiar da doença e iniciar uma investigação precoce caso haja suspeita de predisposição genética.

A retirada do glúten da alimentação antes do surgimento dos primeiros sintomas pode ajudar a evitar danos à mucosa do intestino delgado, reduzindo assim o risco de complicações associadas à doença celíaca.

O tratamento da doença celíaca é centrado em uma mudança na dieta, pois não há cura para a condição e não existem medicamentos que possam eliminar os sintomas. A base do tratamento é a exclusão total do glúten da alimentação. Isso significa evitar alimentos que contenham trigo, cevada, centeio e, em alguns casos, até mesmo aveia, devido ao risco de contaminação cruzada.

Após o diagnóstico, é importante que o paciente faça o acompanhamento nutricional regular para garantir que esteja obtendo todos os nutrientes necessários e para prevenir deficiências nutricionais que podem surgir devido à exclusão do glúten. Uma dieta equilibrada e variada, com foco em alimentos naturais e integrais, ajudará a manter a saúde e o bem-estar a longo prazo.

O tratamento adequado da doença celíaca não se limita apenas à eliminação do glúten da dieta, mas também envolve o gerenciamento de possíveis complicações e o monitoramento regular da saúde intestinal.

A inflamação crônica do intestino delgado, se não tratada adequadamente, pode aumentar o risco de desenvolvimento de tumores e outras condições graves no futuro. Portanto, é essencial que os pacientes sigam rigorosamente as orientações médicas e nutricionais para garantir qualidade de vida e prevenir complicações a longo prazo.
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