sábado, 12 de setembro de 2020

Supremo vai decidir se Estado pode obrigar pais a vacinarem os filhos


O Supremo Tribunal Federal vai decidir se pais podem deixar de vacinar seus filhos menores de idade tendo como fundamento convicções filosóficas, religiosas, morais e existenciais. Por unanimidade, os ministros da Corte reconheceram a existência de repercussão geral em recurso que trata da matéria.

Ao se manifestar pela existência de repercussão geral da matéria o relator do recurso, ministro Luís Roberto Barroso, observou que o caso envolve a definição dos contornos da relação entre Estado e família.

Para Barroso, o tema possui relevância política em razão do crescimento e da visibilidade do movimento antivacina no Brasil. Já do ponto de vista jurídico, o caso está relacionado à interpretação e ao alcance das normas constitucionais que garantem o direito à saúde das crianças e da coletividade e a liberdade de consciência e de crença.

O processo está em segredo de Justiça e as informações foram divulgadas pela Assessoria de Imprensa da Corte.

O recurso tem origem em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra os pais de uma criança, atualmente com cinco anos, a fim de obrigá-los a regularizar a vacinação do seu filho. Segundo informou o STF, eles deixaram de cumprir o calendário de vacinação determinado pelas autoridades sanitárias, por ‘serem adeptos da filosofia vegana e contrários a intervenções médicas invasivas’. 

Em primeira instância, a ação foi julgada improcedente, com fundamento na liberdade dos pais de guiarem a educação e preservarem a saúde dos filhos. No entanto, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo acabou reformando a sentença e determinou, em caso de descumprimento da decisão, a busca e apreensão da criança para a regularização das vacinas obrigatórias. 

O pais apresentaram então um recurso extraordinário argumentando que a criança tem boas condições de saúde apesar de não ser vacinada. Eles defendem que a escolha pela não vacinação é ideológica e informada e não deve ser considerada como negligência, mas ‘excesso de zelo em relação a supostos riscos envolvidos na vacinação infantil’.

O casal alega ainda que a obrigatoriedade da vacinação de crianças, prevista no artigo 14, parágrafo 1º, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em normas infralegais, deve ser sopesada com a liberdade de consciência, convicção filosófica e intimidade, garantidas na Constituição.

Interessante observarmos que este tema voltou à baila justamente nesse período de pandemia,onde governadores, como o de São Paulo e o da Bahia, empreendem esforços para vacinar a população contra a COVID-19, usando vacinas com eficácia questionada, como as originárias na China e Rússia.

Não há previsão para que o caso seja colocado em pauta.
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Restaurante adota cães de rua que pediam comida no local



Quando vemos cães alegres, felizes e bem nutridos, não imaginamos as situações difíceis que eles tiveram que enfrentar no seu passado.

A história dos cães Costilla e Adobada demonstra exatamente isso.

Há três anos a rotina desses cães que moram em Toluca, México, era vagar pelas ruas e se aproximar de restaurantes e lanchonetes na esperança de ganhar um pouco de comida, o que na maioria das vezes não acontecia.

Os dois cachorrinhos foram parar no restaurante Rancheros del Sur. Diferente dos demais, os funcionários além de alimentá-los, resolveram acolhê-los como os mascotes oficiais do estabelecimento.


Costilla e Adobada ganharam um lar. Muito simpáticos, os cães são responsáveis por recepcionar os clientes, que claro, ficam lisonjeados em serem recebidos por criaturas tão encantadoras.

Os cães tiveram suas vidas transformadas e os responsáveis resolveram levar a história a público, comovendo assim, centenas de pessoas.

“São cães resgatados, são muito simpáticos com todos os nossos clientes e amigos”, disse o proprietário do estabelecimento. 

Além disso, eles têm lindos sorrisos, com certeza são ótimos recepcionistas!
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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Polícia Federal prende brasileiro suspeito de comandar fórum de pedófilia na Deepweb


A Polícia Federal deflagrou, na manhã da última  quarta-feira, 09 de setembro, uma operação contra a pedofilia, estupro de vulneráveis e comercialização de pornografia infantil na internet. O alvo é um brasileiro que seria responsável por criar e administrar um dos maiores fóruns de pornografia infantil da deepweb (sites não encontrados em buscadores). 
A prisão desse suspeito já é considerada uma das mais significativa na luta e combate ao abuso sexual, pedófilia e distribuição de material pornográfico infantil no Brasil.
Batizada de Operação Desvelado, a ação é uma cooperação com a Interpol em Lyon, na França.
De acordo com a PF, o suspeito reside em Araçatuba, no interior de São Paulo, tem aproximadamente 50 anos, é solteiro e pai de uma mulher (que está na lista de possíveis vítimas de estupro). Ele também tem um neto. 
Além de disponibilizar a plataforma para usuários ao redor do mundo, o brasileiro ainda colocava no ar uma grande quantidade de vídeos e fotos de si próprio estuprando vítimas diversas. As idades das meninas que foram vítimas desse criminoso  variavam entre 5 e 12 anos. 
A PF afirmou ainda que não há, até o momento, indicação de envolvimento de terceiros no caso - fato que será esclarecido pela análise dos itens apreendidos no local e pelos depoimentos de agressor, vítimas e familiares. 
A lei prevê prisão de 3 a 6 anos para crimes de publicação de imagens de pornografia infantil, enquanto o estupro de vulneráveis prevê de 8 a 15 anos de prisão. Penas muito brandas para a tamanha monstruosidade desses tipos de crimes.
Enquanto Deputado Federal, o atual Presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu projeto de lei que instituiria a pena de castração química para estupradores. Setores da sociedade já se manistaram para que esse projeto volte à pauta do Congresso Nacional. Uma demostração de que o brasileiro já está cansado de ver criminosos sexuais saírem praticamente ilesos de crimes praticados contra crianças e menores.
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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Escola Sem Partido ainda tem "bala na agulha"

Fundador do Escola Sem Partido, o advogado Miguel Nagib, explica o que o movimento defende

Nos últimos anos, o debate acerca da doutrinação ideológica nas escolas do país cresceu de forma veloz não só entre profissionais e envolvidos no campo da educação, como também na sociedade em geral. 

O principal agente para o crescimento dessa discussão, responsável pelo combate à Doutrinação Ideológica, foi o Escola Sem Partido (ESP), movimento que existe desde 2004 e cuja visibilidade aumentou com a tramitação de projetos de lei sobre o tema na Câmara dos Deputados e em alguns estados e municípios. O movimento ESP tem por objetivo coibir a prática da doutrinação ideológica perpetrada por professores e professoras. 

Mas o que é Doutrinação Ideológica? 

Doutrinar é um ato de catequese, trata-se de incutir uma doutrina ou conjunto de valores fechados, na mente de outro ser humano. 

Quando José Dirceu afirmou que a maior ameaça contra a esquerda brasileira era o projeto Escola sem Partido, ele não estava mentindo. 

Os esquerdistas sabem que 99,99% de toda a doutrinação ideológica que acontece nas escolas é promovida por professores de esquerda, em benefício de temáticas e organizações também de esquerda. 

Tudo isso não é nenhuma novidade, ainda mais para aqueles que sentam em bancos de escolas e universidades públicas. Porém, apesar da prática ser comum, admitir que se estabeleça em sala de aula uma militância política ou partidária configura-se um desvio de finalidade da proposta educacional. Uma vez que a transmissão de conhecimento intelectual é deixada em segundo plano, tendo em vista a ideia central de arregimentar mais seguidores para causas políticas da esquerda, configura-se a doutrinação ideológica. 

É justamente contra isso que o Escola sem Partido vem lutando. 

Na semana passada o ESP sofreu seu pior revés.

Por nove votos a um, o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional uma lei alagoana do Escola Sem Partido (Lei 7.800/2016). A ação (ADI 5537) foi movida pela Contee – Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, entidade que representa sindicatos e federações de professores e trabalhadores não docentes do ensino privado O julgamento, em sessão virtual, foi encerrado no final de sexta-feira, dia 22. 

O julgamento aglutinou também outras duas ações que questionavam a mesma lei e por isso foram apensadas ao processo principal (ADI 5580 e ADI 6038). 

Desde 2014, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais de todo o país propuseram projetos de lei que se baseavam no Escola sem Partido. A Lei alagoana foi a primeira a ser aprovada, ainda em 2016, mas encontrava-se suspensa desde 2017. Agora será definitivamente enterrada. Essa atitude demonstra que o Supremo tem feito um cerco contra leis que abordem temáticas como “ideologia de gênero” ou “doutrinação ideológica”. 

No primeiro semestre o STF anulou quatro leis municipais que vedavam a abordagem de gênero e agora declara a lei 7.800/2016 integralmente inconstitucional. Ainda existem outras doze leis que precisam ser julgadas, mas diante do parecer dado pela corte na semana passada, é certo que elas tenham o mesmo destino da lei alagoana. 

Votaram contra a Lei do Escola Sem Partido os ministros Luís Roberto Barroso (relator), Luíz Fux, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Carmém Lúcia, Ricardo Lewandowiski, Edson Fachin, Dias Tofolli e Alexande de Moraes. O único voto favorável foi do ministro Marco Aurélio Mello. 

Mas enganam-se aqueles que pensam que o Escola sem Partido não tem mais nenhuma “bala na agulha”. 

Tendo em vista que a maior dificuldade do projeto é o fato de que existem grandes obstáculos para que se torne lei, vários colaboradores se empenharam em encontrar uma forma de sobrepujar esse entrave e uma luz se acendeu no fim do túnel: usar uma outra lei já aprovada para defender crianças e adolescentes contra a doutrinação ideológica nas escolas. 

A lei “curinga” é a Lei da Alienação Parental. 

Aprovada em 2010, essa lei tipifica o crime de alienação parental. 

Em seu art 2º, par. único, II, o texto declara ser ato de alienação parental “dificultar o exercício da autoridade parental”. 

E como isso se enquadra na luta contra a doutrinação ideológica? 

São comuns os relatos de casos em que uma criança ou adolescente, submetido à doutrinação ideológica na escola, passa a ter problemas de relacionamento familiar, especialmente em relação aos pais. 

Segundo a lei, “a prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com o genitor e com o grupo familiar e constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente”. 

Logo, podemos concluir que professores que cometem doutrinação podem responder na justiça pela prática de ato de alienação parental. Basta que atuem no sentido de “dificultar o exercício da autoridade parental” (art 2º, par. único, II, da Lei 12.318/2010). 

Sim, o Escola sem Partido não morreu. 

A luta continua! 


Link Para Lei de Alienação Parental 

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quinta-feira, 16 de julho de 2020

Policias evitam suicídio de pai de família desesperado e doam cestas básicas para o cidadão


As medidas restritivas adotadas por prefeitos e governadores, com a autorização do STF, tem causado incalculáveis danos à economia brasileira e ao mercado de trabalho, especialmente em se tratando de profissionais informais. Pipocam pelo Brasil casos de pessoas que cometeram suicídio por conta de problemas financeiros decorrentes da impossibilidade de trabalhar ou do desemprego.

Em Salvador, mais um brasileiro entraria para essa cruel estatística do suicídio durante a pandemia, não fosse a atuação de dois policiais militares.

Dois soldados da Base Comunitária de Segurança (BCS) Calabar impediram que um homem de 30 anos se suicidasse. O homem desesperado iria se jogar de um viaduto, no bairro da Federação, na noite de terça-feira, 14 de julho. 

Os policiais estavam em ronda na região quando perceberam que o cidadão aparentava  nervosismo. Junto com um catador de recicláveis e um taxistas, os PMs se aproximaram, iniciaram um diálogo e conseguiram convencê-lo a desistir de tirar a própria vida.

Em seguida, o homem foi levado até a sede da Base Comunitária. Solidários aos problemas enfrentados pelo cidadão, os policias doaram duas cestas básicas e produtos de higiene.  Emocionado o homem contou que queria se suicidar porque estava desempregado e não tinha comida para dar à esposa e aos dois filhos, de três e quatro anos.

Além de doarem as cestas básicas, os policiais se prontificaram a ajudá-lo no que estivesse ao alcance deles.

Provavelmente você não leu sobre isso em veículos de imprensa, afinal, a grande mídia  está muito preocupa em retratar a polícia sempre como inimiga do povo, tentando de toda forma esconder a verdade: a polícia é o braço protetor da sociedade. São os policias que todos os dias arriscam suas vidas nas ruas das cidades brasileiras que garantem a ordem a segurança do nosso povo!

Parabéns a esses heróis de farda!
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domingo, 12 de julho de 2020

Jovem mãe é morta a tiros por discordar do Black lives Matter



O vandalismo e a onda de crimes perpetrados pelos apoiadores do Black Lives Matter vem tomando proporções cada vez mais fatais nos Estados Unidos. No último domingo, uma jovem mãe de apenas 24 anos, foi assassinada a sangue frio apenas por discordar do ponto de vista de membros do BLM.

O crime aconteceu em Indianapólis, estado de Indiana, nos Estados Unidos

Jessica Doty Whitaker retornava para casa, acompanhada do noivo e de mais dois amigos, após participar de um evento. A família da vítima relatou que o incidente começou com uma discussão entre o grupo de Jessica e um grupo de adeptos do Black Lives Matter sobre a questão da vida negra. Jessica teria dito aos membros do Black Lives Matter a seguinte frase:" All lives matter" (todas as vidas importam).

Após a discussão, os dois grupos se separaram. O noivo Jessica, Jose Ramirez acreditou que os agressores haviam ido embora. Mas ele estava engado. Eles aguardaram o grupo nas proximidades de uma ponte e ao avistarem Jessica abriram fogo contra ela.

O avô da vítima postou em seu Facebook que "múltiplos agressores negros atiraram na cabeça dela” e concluiu indagando: "Por que alguém não está indignado com isso?"


O crime contra Jessica Whitaker demonstra o grau de nocividade das ações do Black Lives Matter. Em vários estados e em diferentes cidades, as ações do BLM atingiram índices alarmantes de violência e vandalismo. Em Mineápolis, mais de 1500 estabelecimentos comerciais foram depredados, incendiados, saqueados e destruídos em atos que se diziam ser representações do BLM.

Jessica deixou um filhinho de apenas 3 anos de idade.

"É difícil dizer a ele que sua mãe está no céu e se você quer falar com ela, precisa olhar para cima e dizer: 'Eu te amo mãe. Estamos passando por muita coisa.O menino de 3 anos nem entende realmente. Eu só quero justiça para Jessica, seu filho e sua família." explicou  Jose Ramirez, o noivo de Jessica.
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quarta-feira, 8 de julho de 2020

A verdade sobre ser mulher em um país socialista


A tragédia socialista na Venezuela trouxe à baila uma discussão um tanto quanto espinhosa para os esquerdistas, especificamente para as mulheres da esquerda: num sistema opressor, os direitos da mulher simplesmente deixam de existir.


Muitas feministas, na verdade a grande maioria, endeusam homens como Lula ou Fidel Castro, cultuando-os como líderes supremos. Mas, poucas, muitos poucas, admitem os malefícios do socialismo para a luta dos direitos das mulheres.

Vamos pegar o exemplo do que vem ocorrendo na Venezuela para mostrar que, quando o capitalismo acaba e o socialismo reina, os direitos da mulher são totalmente extintos.

Não é possível existir o tal empoderamento feminino em qualquer lugar onde a economia de mercado tenha sido destruída. É nesse cenário de destruição econômica, maquiado de bem sucedida economia socialista, que encontramos a mais degradante consequência: a explosão da prostituição como atividade de sobrevivência.

Cuba, com suas prostitutas com curso universitário, é um caso mundialmente conhecido — um fenômeno do qual o próprio Fidel Castro escarnecia e fazia graça.

Mas Cuba não é o único local socialista onde mulheres são degradas ao extremo em troca de sua própria sobrevivência.

Em junho de 2018, a Thompson Reuters Foundation divulgou uma reportagem sobre a situação das venezuelanas que fugiram da miséria e da fome na Venezuela para se prostituirem na Colômbia.

Selecionamos um trecho inicial para que você, caro leitor, possa começar a entender a dimensão do problema.

Venezuelanas se prostituem para sobreviver em cidade fronteiriça na Colômbia

Cúcuta, Colômbia - Sentadas nos degraus de uma estátua e cercadas por motéis imundos, lanchonetes e bares, Andrea e Carolina dizem que deixaram a Venezuela para escapar da fome. 

Elas agora vendem seus corpos para sustentar suas famílias. 

"Se eu não fizer isso, eu e meus filhos não comemos. É simples assim", disse Andrea, de 26 anos, que chegou à Colômbia há quatro meses, deixando suas três crianças e sua mãe. 

"O dinheiro que eu mando de volta é o que eles usam para sobreviver." 

Para Carolina, de 30 anos, um bom dia de trabalho significa conseguir três clientes, o que representa cerca de 30 dólares. Um terço disso é gasto em um quarto de motel para levar os clientes, e também em preservativos, alimentos e aluguel em um quarto dividido com quatro outras mulheres. 

"O que eu ganho aqui em um dia dura mais do que um mês para a minha família na Venezuela", disse a mãe de quatro crianças.



O que vemos retratado nas palavras de Andrea e Carolina é inquestionável: o socialismo venezuelano destruiu a moeda do país, acarretou uma inflação descontrolada e um desabastecimento generalizado.

E Carolina vai além. Ela conta o que teve que fazer para poder se prostituir e garantir a sobrevivência dos filhos.

Carolina diz que o salário mínimo na Venezuela cobre apenas o custo de um kilograma de arroz ou um pacote de ovos. A situação estava tão ruim que ela finalmente decidiu pagar 9 dólares a uma gangue para fazer a travessia até a Colômbia através de um caminho ilegal. 

Até recentemente, ela nunca havia imaginado que poderia acabar vendendo seu corpo na Colômbia. 

"Eu não era prostituta na Venezuela. Eu tinha um emprego normal", disse Carolina que já trabalhou como recepcionista em uma empresa.



A cidade de Cucutá, na Colômbia acabou se tornando o ponto de apoio para os venezuelanos mais pobres, aqueles que não tem recursos financeiros para pegar um ônibus e ir para outras cidades ou até mesmo outros países, como Brasil, Peru, Chile ou Equador. O cenário na cidade colombiana é desolador. Mães com bebês no colo imploram por qualquer tipo de ajuda, jovens menores de idade se vendem por míseros dólares e, em meio a tudo isso homens desfilam com cartazes anunciando que compram cabelos. Não tem como não recordar da lamentável cena do romance Os Miseráveis, do escritor francês, Victor Hugo, onde a personagem Fantine vende seus cabelos.


De acordo com dados do final de 2017, nove em cada dez venezuelanos (87%) estavam abaixo da linha da pobreza. Para se ter uma ideia da rapidez da deterioração econômica do país, essa cifra era de "apenas" 48% em 2014. A pobreza praticamente dobrou em apenas três anos.

Como a água e a eletricidade se tornaram escassas, os hospitais não conseguem funcionar com as mínimas condições de higiene sanitária. As consequências disso são funestas. A mortalidade infantil disparou, pois as crianças nascidas sob tais condições insalubres e sem acesso a alimentos têm poucas chances de sobrevivência. Segundo dados divulgados pelo próprio governo, houve um aumento de 30% nos óbitos de crianças e um salto de pelo menos 65% nos falecimentos de gestantes em partos. Aqui cabe uma rápida reflexão: Nessas circunstâncias onde ficaram os direitos das mulheres?

Mas engana-se quem pensa que a Colômbia é o destino apenas das mulheres pobres e sem alternativa. O país passou a ser também o local de trabalho de venezuelanas ricas.

Uma reportagem publicada em agosto de 2018 pela revista Newsweek falava sobre um bordel colombiano no qual trabalhavam 60 mulheres. 58 eram venezuelanas. Em setembro de 2017, o jornal Miami Herald havia publicado uma matéria onde entrevistou Gabriel Sánchez, um homem que administrava um bordel repleto de venezuelanas, na cidade de Arauca, Colômbia. De acordo com o entrevistado, entre as prostitutas de seu bordel estavam professoras, médicas, profissionais liberais e uma engenheira de petróleo. Todas venezuelanas.

A realidade da Venezuela nos mostra o que realmente é o socialismo e ensina às mulheres uma verdade: apenas em uma economia de mercado, as mulheres são livres para escolher sua profissão, livres para utilizar o dinheiro que ganharem da maneira que mais lhe for conveniente. Só no capitalismo elas podem trabalhar no que quiserem e gastar seu dinheiro com o que quiserem.

Essa é a verdadeira liberdade. Esse é o verdadeiro "empoderamento" feminino.

Antagonizando com toda essa ideia de liberdade, vem o socialismo. Nesse sistema não há liberdade de escolha de profissões simplesmente porque nem sequer existem profissões para optar. Isso porque o socialismo, por definição, aniquila todo o sistema de divisão do trabalho que surge naturalmente em uma economia de mercado.

Por não haver divisão do trabalho, não há economia de mercado. Não há estruturação  econômica, nem profissões. Consequentemente, no socialismo, a mulher não pode — e não tem como — se dedicar àquilo de que gosta. Não há como sobreviver trabalhando na profissão que deseja ou exercer funções que lhe agradem. Isso se torna um sonho distante, uma utopia.

Sem profissões e sem liberdade de escolha, as mulheres obrigatoriamente se tornam submissas. É aqui o momento em que o socialismo mostra sua verdadeira face de opressão aos direitos das mulheres. Sem ter alternativa, elas são obrigadas a recorrer a qualquer atividade que retorne um mínimo possível para a garantia da sua sobrevivência e, muitas vezes, dos próprios filhos. É o fim da linha, o último estágio da degradação feminina. Ao chegar nesse ponto, elas irão recorrer àquela atividade que sempre existirá em qualquer cenário econômico, pois sua demanda sempre é garantida: a prostituição.

O consolo para as mulheres que ainda, e apesar de tudo, defendem o esquerdismo e a agenda progressista é saberem que no socialismo, todas as mulheres, ricas e pobres, acabam se tornando iguais. Todas são niveladas por baixo. A tão defendida "igualdade social" é plenamente alcançada quando a última mulher é vencida pela fome e vende seu corpo por um pedaço de pão.

Links

Link para reportagem da Revista Newsweek

Link para matéria do jornal Miami Herald

Link para artigo da Thompson Reuters Foundation
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terça-feira, 7 de julho de 2020

40 anos da mulher na Marinha do Brasil



Hoje, dia 07 de julho comemora-se os 40 anos do ingresso das mulheres nos quadros da Marinha do Brasil.

A data remete à criação do Corpo Auxiliar Feminino da Reserva, ocorrido em 7 de julho de 1980, por iniciativa do então Ministro da Marinha, Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca. Pioneira, a MB foi a primeira entre as Forças Armadas brasileiras a admitir mulheres em seu efetivo, que compõe mais de oito mil integrantes. Desde então, a data histórica entrou para o calendário marinheiro, sendo celebrada nacionalmente.

São 40 anos de um trajetória de conquistas.

Em 1985, pela primeira vez, uma mulher ingressava na Base Área Naval de São Pedro da Aldeia-RJ para ser precursora na realização de uma missão em aeronave militar. Cinco anos depois, em 1990, uma oficial embarcava no Submarino ‘Tupi’ para participar da avaliação operacional dos sistemas de bordo.

Ainda nos anos 90, em 1997, após uma reestruturação de Corpos e Quadros, as mulheres ampliaram sua participação na Marinha e começaram a figurar nos processos seletivos para cargos de direção e comissões diversas, inclusive as permanentes no exterior. 

No inicio do século XXI, em 2001, a primeira mulher ingressou para o Curso de Formação de Sargentos Músicos do Corpo de Fuzileiros Navais. 

Durante esta última década, novas grandes conquistas foram alcançadas: em 2012, a Marinha promoveu a primeira mulher ao posto de Oficial-General, um marco significativo nessa bonita história.

Em 2014, as mulheres chegavam à Escola Naval para integrar o Corpo de Intendentes da Marinha e, poucos anos depois, em 2018, também passaram a ter opção de escolha pelo Corpo da Armada e de Fuzileiros Navais, completando, assim, o processo de inclusão das mulheres, em todos os corpos e quadros da Marinha.

O Ideias Barbara's deixa aqui nossas sinceras homenagens a todas essas guerreiras brasileiras, mulheres de fibra que abrilhantam a nossa Marinha.

Parabéns, Meninas!

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