domingo, 10 de novembro de 2019

Teatros no Reino Unido proíbem a expressão "Senhoras e Senhores"

Todos os dias somos testemunhas dos planos nocivos dos adeptos da ideologia de gênero. O alvo agora é o setor de entretenimento.

Seguindo as diretrizes dessa famigerada ideologia, os espetáculos e apresentações teatrais no Reino Unido não poderão mais utilizar expressões tidas como "opressivas", especialmente a famosa como "ladies and gentlemen" (Senhoras e Senhores). 

Ao mesmo tempo, a Equity, um sindicato de atores, desaconselhou fortemente quaisquer elogios baseados na aparência dirigidos aos artistas. 

Os proponentes da nova política argumentam que criarão um ambiente mais justo para os artistas LGBT e membros do público que não se consideram nem homens nem mulheres.

Ativistas LGBT afirmam que expressões como "senhoras e senhores", que têm sido usadas nos teatros há décadas, são opressivas e excluem indivíduos como o cantor Sam Smith, que se identifica como "não-binário".

O sindicato dos atores está pressionando todos os teatros no Reino Unido para que introduzam e defendam "uma terminologia neutra em termos de gênero para chamadas coletivas, tanto para o público como nos bastidores".

Além disso, o conjunto de novas diretrizes da Equity também aconselha que não se utilizem elogios para atores e nenhuma referência sobre "aparência, vestuário, voz, qualidade, identidade ou coragem".

O Teatro Nacional de Londres aderiu a  esta orientação, afirmando que, embora ainda utilizasse a expressão "Senhoras e Senhores" em alguns anúncios, seria uma prioridade eliminar gradualmente este tipo de vocativo.

A Royal Shakespeare Company também seguiu o exemplo, anunciando que iria "esforçar-se para criar ambientes que acolham e apoiem as pessoas trans e pessoas que identificam o seu gênero como fluido".

Para responder às novas diretrizes da ideologia de gênero, Nica Burns, co-proprietária do Nimax Theater, disse: "Ir ao teatro é uma experiência partilhada e comunitária num único auditório e queremos agradar ao nosso público e dar-lhe uma grande noite. Não queremos que ninguém se sinta ofendido ou aborrecido".

Apenas pela declaração acima, já vemos o nível de manipulação e de institucionalização de uma doutrinação nefasta, aplicada em abrangência coletiva. 

Mas a coisa não para por aí.

Em Outubro, o teatro Old Vic de Londres - um teatro que foi fundado em 1818 - substituiu os banheiros masculinos e femininos por banheiros neutros.

Este é o avanço da ideologia de gênero no mundo. A cada dia o politicamente correto deturpa conceitos, criando bizarras desculpas e subterfúgios para institucionalizar a ditadura do Gênero e políticas LGTB. Não podemos continuar reféns dessa manipulação. Devemos estar sempre alertas e não nos calarmos diante dessas imposições.

Links

https://voiceofeurope.com/2019/11/uk-theaters-to-ban-the-phrase-ladies-and-gentlemen-under-new-gender-neutral-guidelines/

https://www.dailymail.co.uk/news/article-7644549/Ladies-gentlemen-banned-theatre-actor-union-Equitys-new-gender-neutral-guide.html

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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Ministério Público Federal abre inquérito contra Rede Globo por apologia ao aborto

O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito, na última sexta-feira, para investigar a o crime de apologia ao aborto praticado pela emissora Rede Globo, em cenas da novela "Bom Sucesso", em transmissão ocorrida no dia 19 de outubro.

Nas cenas destacadas, a personagem Nana, interpretada pela atriz Fabiula Nascimento, descobriu uma gravidez indesejada. Em conversa com Paloma, vivida por Grazi Massafera, ela destacou que está confusa com a gestação. 
As atrizes Fabíula Nascimento (Nana) e
Grazi Massafera (Paloma) protagonizaram as
cenas de apologia ao aborto na novela
Bom Sucesso, da Rede Globo

“Pensando bem, ainda não é um bebê. É só um embrião. Não tem sistema nervoso, não tem coração, não é nem um humano ainda“, comentou a personagem.

O diálogo continuou e Paloma destacou que existem muitas mulheres almejando ser mãe e não conseguem. Porém, Nana rebateu: “Eu não sou a favor do aborto, ninguém é. Mas sou a favor do direito de decidir sobre o meu corpo, sobre a minha vida“. 

“Aqui é ilegal, mas todo mundo conhece alguém que já fez“, afirmou. “Quem tem dinheiro consegue fazer um aborto seguro. Quem não tem condições, pode até morrer ou ser presa. Sou privilegiada, eu sei, mas eu não queria estar passando por isso“, ressaltou.

Após a veiculação da cena, o Procurador da República Ailton Benedito publicou em seu perfil no Twitter que a emissora estava fazendo apologia ao aborto, destacando também que isso é um crime previsto no Código Penal.




Não podemos mais cruzar o braços e continuar assistindo a mídia praticando crimes de apologia ao aborto, às drogas, à criminalidade. É notória a ação de diversos veículos de comunicação no Brasil, que agem como verdadeiros instrumentos de engenharia social, sempre engendrando estratégias para implementar em nosso país a cultura do aborto, da drogadição e da violência banalizada. Vale ressaltar também que diversos programas de TV também abordam pautas como a ideologia de gênero, a legalização de drogas, o anticristianismo, destruição da família, a sexualização infantil e até mesmo a pedofilia.

Esperamos que o inquérito do MPF seja o começo da recuperação dos valores familiares, da proteção à vida e do combate à violência nos diversos canais de mídia. Vale ressaltar também que a população deve continuar a boicotar estes veículos, não assistindo sua programação. Temos que fazer com que sintam no "bolso" o tamanho do dano que vem causando à sociedade brasileira. 

Parabéns ao Ministério Público pela inciativa!
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Tribunal decide que mãe pode mudar sexo do filho de 7 anos

Numa  estapafúrdia reviravolta, tribunal decide que mãe tem direito de mudar sexo do filho.
Um pai do estado do Texas, nos EUA, perdeu o processo que movia contra sua ex-esposa, onde tentava impedir que a mãe transformasse seu filho de 7 anos em uma menina. Além disso, ele ainda foi acusado de abuso infantil, por não tratar o filho como uma menina.

Parece algo surreal, um roteiro de filme tipo B, mal escrito e com péssimos argumentos. Mas infelizmente, não é.

Um olhar meigo e carinhoso. A inocência de uma criança em tenra idade. Este é o pequeno James Younger, um lindo menininho de 07 anos que mora no estado do Texas, nos Estados Unidos. Ele é o centro da aterrorizante disputa judicial sobre a qual falamos no início desse post. De um lado sua mãe, Anne Georgulas, que luta para transformá-lo em menina, através da castração química. De outro lado, seu pai, Jeff Younger, que briga para que o filho não seja submetido a tamanha crueldade.

No site www.salvejames.com, Jeff Younger faz um desabafo: "James não tem conhecimento das consequências a longo prazo da transição de gênero. James manifestou interesse em ter filhos. Se sujeito a intervenções médicas, James será permanentemente esterilizado. James nunca seria capaz de ter filhos "

Não é necessário dizermos o quanto é absurdo que um tribunal de justiça apoie a insanidade de uma mãe. Nunca em tempo algum, a justiça havia permitido que uma criança fosse submetida a esse tipo de intervenção, apenas porque sua mãe acredita que por gostar do filme Frozen, o menino necessite virar menina. Mas não é apenas isso. O caso James Younger é mais do que o mero desejo de uma mãe ensandecida. Estamos diante do mais novo e ousado passo da agenda ativista LGBT: agora o alvo são as crianças. O que estão propondo no caso James Younger não é apenas abuso emocional, mas sim uma forma mais elaborada de abuso sexual, onde se adultera a identidade sexual de um garoto vulnerável, em nome de uma ativismo nefasto, amparado nas levianas entranhas da ideologia de gênero.

Adolescentes e crianças são considerados pelo movimento LGBT como um grupo vulnerável, pois ainda estão construindo suas opiniões a respeito de tudo, incluindo aí questões relativas à sexualidade. Como a maioria dos adultos não muda de posicionamento acerca desse assunto, a agenda LGBT está sendo empurrada “goela abaixo” dos nossos jovens e crianças, através dos mais variados meios de comunicação, sejam eles um "cândido" programa infantil na TV, seriados para adolescentes, comerciais, roupas, calçados, gibis, brinquedos, filmes de grande sucesso e até mesmo livros de leitura e didáticos.

Há anos, líderes e defensores da agenda LGBT têm se empenhado, de forma proativa, e trabalhado para que as novas gerações apoiem, defendam e elejam políticos pró-LGBT. Tudo para colocar em práticas o um mega plano de doutrinação em escala global.

Em que mundo estamos? 

Quando uma mãe decidi que seu menino de 7 anos é realmente uma menina, apenas porque gosta de um determinado desenho animado, vemos o quanto a humanidade está se tornando surreal e abjeta. 

Salvar o pequeno James, não significa apenas resguardar sua integridade física e emocional. É mais do que isso. Salvar o pequeno James significa salvar todas as crianças de um futuro assustador, onde qualquer representação de sua personalidade pode ser interpretada como inclinação à mudança de sexo.


Links

Link para site em defesa de James Younger

Link para matéria sobre caso James Younger
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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Venezuela passa a fazer parte do Conselho de Direitos Humanos da ONU

A Venezuela conquistou uma cadeira no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em votação realizada nesta quinta-feira (17/10) na Assembleia Geral da organização. O Brasil ficou com a outra vaga destinada a países da América Latina e do Caribe.

Com 105 votos a favor de sua candidatura, Caracas ficou à frente da Costa Rica, que entrou na corrida de última hora, obtendo o apoio de 96 países-membros, nove a menos que os obtidos pela Venezuela.

O Brasil, por sua vez, foi reeleito com 153 votos para mais um mandato, com início em 2020. 

A partir de 1º de janeiro, a Venezuela substituirá o governo cubano no órgão em Genebra. Se já era uma aberração Cuba fazer parte de Conselho de Direitos Humanos, imagina a agora ter num conselho desses um país que vive uma ditadura comunista.

Brasil e Venezuela se juntam a Argentina, Bahamas, Chile, México, Peru e Uruguai no grupo da América Latina e Caribe.

A candidatura venezuelana alcançou seu objetivo apesar da forte campanha por parte dos Estados Unidos, vários países da América Latina e organizações de direitos humanos, que instaram os Estados-membros a votarem contra o regime comunista de Nicolás Maduro. Isso é uma prova de que a ONU não está levando a sério a grave crise econômica e humanitária da Venezuela, onde os cidadãos são massacrados, mortos e presos, por se manifestarem contra a ditadura sanguinária de Nicolás Maduro. Enquanto a ONU finge não ver, milhares de venezuelanos fogem todos os meses para países vizinhos (especialmente Brasil) correndo da fome, da morte e do extermínio.
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domingo, 13 de outubro de 2019

Damares responde ao Arcebispo: Ninguém da Direita introduziu crucifixo na vagina

Durante palestra, em evento realizado em São Paulo, a Ministra Damares Alves rebateu as críticas feitas à Direita pelo Arcebispo Dom Orlando Brandes, durante Missa no Santuário de Nossa Senhora Aparecida.
Ministra Damares durante palestra na CPAC Brasil


“Estou aqui há 24 horas e ninguém me ofereceu ainda um cigarro de maconha e nenhuma menina introduziu um crucifixo na vagina.” Desta forma a ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, abriu seu discurso em uma palestra em São Paulo, durante a CPAC Brasil.

Em tom missionário, ela foi responsável pelo discurso mais aplaudido da CPAC Brasil (Conferência de Ação Política Conservadora). Ela enalteceu o conservadorismo, defendeu o governo, reclamou de ideologia de gênero e criticou “o outro lado”.

“A cada dia eu me assusto da forma como eles estão nos vendo. Eles estão incomodados porque o Brasil já mudou”, afirmou a ministra, sob aplausos.

“O presidente machista entrega para o Brasil o Ministério da Mulher. Consegue entender a loucura que está na cabeça desse povo? Eles não estão entendendo nada!”, declarou a ministra. “O presidente machista já sancionou seis leis de proteção à mulher. Chora esquerda!”

Ela havia sido convidada para falar sobre os resultados do seu ministério. Ela, no entanto, afirmou que esperou 20 anos para participar de um evento como este e pregou a organização dos conservadores.

“Se a gente não se organizar, eles vão voltar, eles usam números, manipulam estatísticas, manipulam informações para jogarem sujo. Eles não estão mortos! Estão vivos!”, disse Damares.

“Vocês estão falando em reeleição? Eu estou! Precisamos de pelo menos 12 anos para mudar o Brasil.” completou a ministra.

As chamadas pautas de costumes foram o centro do discurso.

Damares criticou as propostas de legalização do aborto e descriminalização das drogas.

“Libera a maconha e protege os traficantes”, era isso que defendia a esquerda em 2014, ao se referir a um Projeto de Lei do então deputado Jean Wyllys.

A ministra também abordou outro tema controverso: o infanticídio indígena

“Em torno de 40 povos no Brasil matam suas crianças quando nascem filhas de mãe solteiras, gêmeas ou qualquer deficiência física e mental e povo que tava aí no poder diz que não pode salvar essas crianças porque é cultura. Hipócritas”,  esclareceu a ministra.

“Enquanto deixarmos os índios matarem suas crianças, eles serão um povo reduzido e pequeno, declarou ela

Damares acabou seu discurso em tom emocionado, ao lembrar do abuso sexual que sofreu na infância e reclamou da perseguição que tem sofrido desde que aceitou assumir a pasta.

“Foram cruéis comigo, foram muito malvados comigo. Não respeitaram a minha história, não respeitaram a minha dor. Riram de mim, riram quando eu tive a coragem de dizer pro Brasil que fui abusada sexualmente”, declarou.

Ela revelou já ter sofrido 179 ameaças de morte. “Estamos pagando nosso preço, mas a gente vai mandar um recado para a esquerda: quando a gente aceitou o desafio, sabia que não seria fácil. Pode bater, quanto mais bate, mais esse governo cresce”, conclui sobre gritos e aplausos em pé.
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A triste realidade da violência sexual na Suécia

A violência sexual não para de crescer na Suécia. Somente nos primeiros seis meses de 2019, ocorreram 1.060 estupros em Estocolmo, a capital do país. Esse número marca um aumento de 20% em relação aos 890 estupros registrados na cidade durante o mesmo período de 2018. De acordo com uma reportagem do jornal sueco Mitt i, uma média de cinco estupros acontece todos os dias em Estocolmo. Dos estupros que ocorrem, apenas 5% acabam em condenação criminal do estuprador por um tribunal.
Mas o que está por trás de uma estatística tão alarmante?

A impunidade.

Ninguém na Suécia, nem a imprensa, nem o governo, nem o povo, ousa identificar os estupradores, que na vasta maioria são muçulmanos do Oriente Médio e Norte da África. O ato de identificá-los é tratado como crime de racismo. Não, você não leu errado. O silêncio dos inocentes é o mais aberrante reflexo da paranoia racista no país. 

A situação de estupros na Suécia piorou tanto que o hospital de Södersjukhuset, na capital, foi forçado a estabelecer uma ala de emergência especial só para meninas e moças estupradas. A cada ano, cerca de  800 vítimas são tratadas lá. Dados desse mesmo hospital mostram que apenas 6 em cada 10 vítimas de estupro denunciam a violência sexual às autoridades, o que acaba implicando em impunidade para os criminosos sexuais.

A coisa tá tão feia por lá que até criaram um outro tipo de crime sexual. Em alguns casos, especialmente se a mulher conseguir escapar de um estuprador, a violência acaba não sendo classificada como estupro. Em casos como esses, o crime geralmente é classificado como “ameaça ilegal” ou “coerção ilegal.

De acordo com a emissora nacional SVT, de cada cem casos de estupros registrados, só cinco resultam em sentença criminal. Esses resultados são a principal razão que leva as suecas a desistirem que comunicar os ataques sexuais. 

A ascensão do multiculturalismo, atrelada à condescendência extrema das autoridades esquerdistas suecas para com estupradores muçulmanos,  africanos e árabes, acaba por implicar em uma dureza extrema para com cidadãos que identificam os estupradores,  o que está levando a violência sexual a níveis nunca antes vistos no país. É como se praticamente, já houvesse uma espécie de "descriminalização do estupro", especialmente quando as vítimas são meninas e moças suecas.

Vale lembrar que durante muitos séculos a sociedade sueca, de vasta maioria protestante, era conhecida como uma sociedade pacífica e ordeira onde estupro era uma ocorrência raríssima. 

Quarenta anos depois do parlamento sueco ter decidido, por unanimidade, mudar a homogenia Sueca de outrora para um país multicultural, os crimes violentos tiveram um crescimento de 300% e os estupros de 700%. A Suécia já está em segundo lugar em estupros, perdendo apenas para Lesoto, no sul da África.

Links

Link para Matéria sobre estudo do aumento dos casos de estupro em 2015 na Suécia

Link para Matéria sobre crescimento do Estupro na Suécia 2019

Link para reportagem do Jornal Sueco Mitt i
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sábado, 28 de setembro de 2019

Na contramão do pacote anticrime, deputados aprovam redução de pena para crimes hediondos

Mariana Bazza: vítima de bandido
reincidente no crime
Esta semana mais um crime hediondo chocou o país: o assassinato da jovem Mariana Bazza, estudante universitária, de apenas 19 anos, que residia na cidade de Bariri, interior de São Paulo.

Entenda o Caso

Mariana desapareceu na manhã de terça-feira, 24 de setembro, ao sair de uma academia de ginástica em Bariri (SP) e aceitar a ajuda de Rodrigo Pereira Alves para trocar um pneu do carro. Ela foi encontrada  morta, a facadas, depois que o suspeito confessou que o corpo estava em uma área de canavial, na zona rural do município de Ibitinga.

O criminoso

Segundo as investigações, Rodrigo Pereira Alves havia saído da prisão há cerca de um mês e tem passagens por estupro, roubo, extorsão e constrangimento ilegal. Ele estava cumprindo pena em regime semiaberto na Penitenciária de Ribeirão Preto entre abril e agosto deste ano, quando foi concedida a saída dele do sistema penitenciário para cumprimento do restante da pena em prisão domiciliar. Sua pena era de 7 anos, 11 meses e 27 dias por roubo e constrangimento ilegal. Anteriormente, Rodrigo já havia cumprido penas por estupro e extorsão, sendo liberado em novembro de 2014.

A tragédia que acabou com a vida de Mariana Bazza e marcou para sempre sua família e amigos coloca em debate uma antiga discussão: o mecanismo de progressão de regime do nosso código penal.

Deputados contra o Brasil

Nesta mesma semana, os parlamentares do grupo de trabalho que debatem o pacote anticrime do Ministro Sérgio Moro na Câmara dos Deputados, alteraram de forma criminosa uma das partes mais importantes do pacote: o endurecimento das penas para quem pratica crimes hediondos. A maioria dos deputados que compõem o grupo de trabalho, que se constitui praticamente de deputados de partidos de esquerda, votou a favor de uma emenda modificativa ao projeto que altera as regras para progressão de regime. Hoje, a lei permite o benefício após o cumprimento de dois quintos (40%) da pena, em caso de réu primário, e de três quintos (75%), se reincidente.

Pela emenda respaldada pela maioria dos deputados, o réu primário poderá ser transferido a um regime menos rigoroso após cumprir 16% da pena. Já os que forem reincidentes em crimes hediondos ou que resultem em morte poderão solicitar a progressão após cumprimento de 70% da pena. Algo totalmente inaceitável para nossa sociedade, algo que vai de encontro aos anseios da nossa nação, que clama por uma justiça mais rigorosa e combativa.

Lei de Crimes Hediondos
Em 2006, o ministro Marco Aurélio foi o
relator do caso que derrubou o cumprimento
integral da pena em regime fechado para
criminosos que praticaram
crimes hediondos

A Lei de Crimes Hediondos, em sua redação original que data de 1990, dispôs que a pena dos condenados pelos crimes desta natureza deveria ser cumprida integralmente em regime fechado, portanto, sem possibilidade de progressão de regime. O que respondia totalmente aos anseios da sociedade por conta da gravidade dos crimes por ela enquadrados. Mas a lei passou a ser questionada logo após sua entrada em vigor. A discussão chegou ao STF em 2006, que acabou por declará-la inconstitucional, após uma sessão que acabou com um placar de 6 X 5 em a favor da alteração no mecanismo de execução de pena.O debate sobre a progressão de regime para presos condenados por crimes hediondos chegou ao STF em fevereiro de 2006, por meio do Habeas Corpus (HC) 82959, impetrado por Oséas de Campos, criminoso condenado a 12 anos e três meses de reclusão por  molestar três crianças entre 6 e 8 anos de idade. Buscou-se que o Supremo se manifestasse a favor da inconstitucionalidade da Lei dos Crimes Hediondos, a fim de que o réu pudesse progredir de regime durante o cumprimento da pena. Na ocasião, os ministros Eros Grau, Marco Aurélio, Sepúlveda Pertence, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e Gilmar Mendes defenderam a tese de inconstitucionalidade, definindo o fim do cumprimento integral de pena em regime fechado para condenados por crime hediondo.

A partir daí, a Lei de Crimes Hediondos passou por uma série de alterações legislativas. A redação atual dada pela Lei nº 13.142/2015, define um rol bem minucioso de crimes hediondos: homicídio, latrocínio, lesão corporal dolosa, extorsão qualificada pela morte, extorsão mediante sequestro, estupro (incluindo o estupro de vulnerável), epidemia com resultado de morte, favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável, genocídio e falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Voltando ao caso Mariana

Momento em que Rodrigo Pereira Alves é preso pela polícia
Como vimos no incio dessa discussão, o criminoso que vitimou a jovem  Mariana Bazza, já era um condenado por crime hediondo (estupro). Ele, que já havia também cometido outros crimes, foi posto em prisão domiciliar após cumprir apenas 04 (QUATRO) MESES  de uma pena de 7 anos, 11 meses e 27 dias, sendo beneficiado por mecanismos de regressão de pena. Alguém com a ficha criminal de Rodrigo Pereira Alves nunca deveria ter sido posto em liberdade, ainda que tenha sido sob a égide da "prisão domiciliar". Já foi comprovado que a maioria dos presos por crimes violentos torna-se reincidente. No Brasil, dados de 2014 do Conselho Nacional de Justiça mostraram que o índice de reincidência é 71,3%, levando-se em conta apenas os egressos do sistema penitenciário comum que foram condenados por crimes como homicídio, estupro ou abuso sexual, roubo qualificado (ou assalto à mão armada), agressão grave, latrocínio e sequestro.

O crime hediondo é considerado de extrema gravidade. Em razão disso, recebe um tratamento diferenciado e mais rigoroso do que as demais infrações penais. É inafiançável e insuscetível de graça, anistia ou indulto. É justamente por isso que torna-se inaceitável que parlamentares atuais julguem ser justo reduzir o tempo de cumprimento de pena para progressão de regime. Não é isso que a sociedade quer. Na verdade, a Lei dos Crimes Hediondos nunca deveria ter tido sua redação original alterada. Se tivesse mantido seu texto original, Mariana Bazza e tantas outras pessoas não estariam mortas, assassinadas por criminosos que foram beneficiados pela redução de cumprimento da pena para a progressão de regime. Os Ministros do Supremo e os parlamentares que respaldaram as alterações na Lei dos Crimes Hediondos tem as mãos sujas pelo sangue das vítimas dos bandidos que eles beneficiaram. 

Link para Projeto de Lei que aumenta tempo de cumprimento de pena para progreção de regime e liberdade condicional.
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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

STF julga caso que pode anular 32 sentenças da Lava Jato




O Ministro Dias Toffoli marcou para próxima quarta-feira, dia 25 de setembro, o julgamento que definirá se os réus que não colaboram com a Justiça têm o direito de se manifestar DEPOIS dos que colaboram.

Pelo Código de Processo Penal, todos os réus fazem suas alegações finais ao mesmo tempo, independentemente de colaborarem ou não com a Justiça. No dia 27 de agosto, a 2ª Turma do STF "inventou" que deve haver 2 momentos: um para os réus que colaboram, e outro para os que não.

Caso os juízes do STF sigam o entendimento da 2ª Turma, pelo menos 32 sentenças da Lava Jato serão ANULADAS!

A estratégia é baseada na mesma tese que beneficiou o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine em julgamento na Segunda Turma, em agosto. Com a decisão do plenário, será fixada uma jurisprudência sobre o caso. Bendine foi o primeiro réu da Lava-Jato a ter uma condenação anulada no STF.

Segundo a força-tarefa de Curitiba, se o STF estender o entendimento do caso de Bendine a todas as ações com o mesmo prazo para apresentação de alegações finais de colaboradores e delatados, pelo menos 32 sentenças poderão ser anuladas. Elas envolvem 143 dentre 162 réus condenados nos últimos cinco anos pela operação Lava-Jato.

Mais uma vez o STF estará sambando na cara do povo brasileiro!

Uma vergonha!


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