segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Supercombo faz discurso político no Rock in Rio, cita Daniel Vorcaro e pede manutenção do STF


Caros e atentos leitores, se há algo que esta temporada da nossa República tem oferecido em abundância, é dramaturgia política. E, ao que parece, os palcos do Rock in Rio foram escolhidos para protestos da Corte.

Depois de Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, levar ao palco suas cobranças por explicações aos ministros do Supremo Tribunal Federal, foi a vez de Léo Ramos, vocalista do Supercombo, transformar o festival em tribuna.

Durante a apresentação do sábado, 05 de agosto, ao comentar as eleições de outubro, o cantor defendeu uma “varrida” nas urnas contra a extrema direita e, em seguida, direcionou suas críticas ao Congresso Nacional, ao STF e ao cenário político brasileiro.

“Esse ano é ano de eleição”, declarou Léo. E, em tom inflamado, pediu uma “manutenção no Congresso, no STF, na porra toda”, mencionando ainda os escândalos que vêm dominando o noticiário nos últimos dias.

E houve ainda outro ingrediente digno de nota.

A transmissão da apresentação foi interrompida justamente durante o discurso político. Nas redes sociais, fãs acusaram a emissora responsável de censura. A empresa, por sua vez, negou qualquer interferência editorial ou perseguição política.

Assim, entre guitarras, microfones e milhares de espectadores, o palco tornou-se novamente cenário para aquilo que poderíamos chamar, com a devida licença poética, de os protestos da Corte.

Artistas têm voz. Palcos são espaços de expressão. E o público, naturalmente, também tem o direito de concordar, discordar, aplaudir ou questionar.

Talvez a parte mais interessante, e também mais incômoda, seja justamente esta: quando a política sobe ao palco, quem está na plateia também passa a fazer parte do espetáculo.

E vós, caros leitores, dizei-me: artistas devem utilizar grandes palcos para manifestar suas posições políticas ou música e política deveriam permanecer em salões distintos?
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domingo, 6 de setembro de 2026

Bahia registra mais de 25 tremores de terra em um único mês


Ao longo do mês de agosto, a Bahia registrou ao menos 29 tremores de terra. Os dados são do monitoramento do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Jacobina, no norte baiano, foi um dos municípios com maior número de ocorrências no período, com cinco registros. Segundo o laboratório, não há relatos de que os eventos to enham sido sentidos pela população.

O último evento sísmico registrado no mês ocorreu na segunda-feira, 31 de agosto, em Jacobina. O sismo aconteceu às 5h34, no horário de Brasília, e apresentou magnitude preliminar de 2,3 mR. Não houve relatos de moradores indicando que o fenômeno tenha sido sentido.
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Pix bate recorde com 318 milhões de transações em um único dia


O Pix, sistema instantâneo de transferências financeiras do BC (Banco Central), bateu um novo recorde ao superar 318,1 milhões de transações em um único dia. A marca foi registrada na última sexta-feira, 04 de agosto.

O volume recorde de transferências correspondeu ao processamento de um valor financeiro de R$ 186,9 bilhões, segundo informações divulgadas hoje pelo BC (Banco Central).

O número recorde coincide com pagamento da população CLT. A regra estipulada pelas leis trabalhistas determina que os profissionais com carteira assinada recebam os salários até o quinto dia útil de cada mês.

O Pix já é a forma de pagamento preferida do brasileiro. Segundo levantamento realizado pelo BC no ano passado, o meio de pagamento instantâneo é usado por 76,4% da população. O percentual supera o uso dos cartões de débito (69,1%) e crédito (51,6%) e do dinheiro (68,9%).
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sábado, 5 de setembro de 2026

Dinho Ouro Preto canta "Que país é esse?" e diz: "Essa é para o Daniel Vorcaro, ministros do STF e políticos. Vc nos devem explicações."


Caros e revoltados leitores, há músicas que atravessam gerações. E há músicas que, quando os escândalos da Corte parecem se multiplicar, simplesmente voltam a dizer aquilo que muitos prefeririam não ouvir.

“Que País É Este?”, do Capital Inicial, nasceu como um grito de indignação e permanece como um dos grandes hinos de protesto da música brasileira. Décadas depois, suas perguntas continuam desconfortavelmente atuais.

No palco do Rock in Rio, Dinho Ouro Preto decidiu fazer aquilo que a canção sabe fazer tão bem: provocar reflexão e protestar.

Ao mencionar o escândalo envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, cujos desdobramentos chegaram ao Supremo Tribunal Federal, o vocalista direcionou suas cobranças a ministros do STF e também a políticos de esquerda, centro e direita.

E assim, diante de uma multidão, uma velha canção ganhou um novo endereço.

“Essa próxima música é para o Daniel Vorcaro. Essa música é para os ministros do STF que nos devem explicações. Essa vai para os políticos de direita, de centro, de esquerda, que nos devem explicações.”

Ora, caros leitores, se há algo que a temporada política brasileira jamais parece economizar é em escândalos. Mas este, convenhamos, chega com todos os ingredientes de um verdadeiro grande escândalo da Corte: banqueiro, poder, política, Justiça e perguntas que atravessam os salões mais nobres da República.

E talvez seja justamente por isso que “Que País É Este?” continue tão poderosa.

Porque a música não escolhe lado. Ela escolhe a pergunta.

E quando o país inteiro parece perguntar quem deve explicações a quem, talvez o refrão nunca tenha parecido tão apropriado.

Mas dizei-me, caros leitores: “Que País É Este?” ainda representa apenas um protesto do passado ou continua sendo o retrato do Brasil de hoje?
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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Motorista de aplicativo volta ao endereço após fim da viagem, invade casa e estupra vítima


Existem histórias diante das quais não cabe o silêncio, tampouco a indiferença.
Em Morro da Fumaça, no sul de Santa Catarina, um motorista de aplicativo, de 42 anos, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (2), suspeito de invadir a residência de uma passageira e estuprar uma mulher enquanto ela dormia.

Segundo a investigação da Polícia Civil, o homem teria conhecido o endereço ao realizar uma corrida cujo ponto de partida era aquela residência. Depois de deixar o passageiro no destino, teria retornado ao local cerca de 40 minutos mais tarde.

A polícia aponta que, ao voltar, o suspeito teria invadido a casa e cometido o crime contra uma mulher que estava dormindo e, portanto, sem condições de oferecer resistência.

O caso é investigado como estupro de vulnerável. A vítima não teve a identidade nem a idade divulgadas.

Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça. O suspeito foi localizado e preso, sendo posteriormente encaminhado ao Presídio de Criciúma, onde permanece à disposição da Justiça.

Que fique registrada uma reflexão incômoda, porém necessária: quando alguém utiliza uma informação obtida durante o exercício de seu trabalho para transformar um endereço em oportunidade de violência, não estamos diante apenas de uma quebra de confiança, estamos diante de um crime que exige rigor e responsabilização.

Toda mulher deveria poder dormir em sua própria casa sem que sua segurança fosse uma questão de sorte.

E talvez a pergunta mais importante seja justamente esta:

Até quando mulheres precisarão desconfiar até daqueles que deveriam apenas cumprir seu trabalho e levá-las, ou a seus familiares, com segurança ao destino?

Assinado, alguém que acredita que confiança não é convite para violência e que toda mulher merece ter o direito de se sentir segura, inclusive dentro da própria casa.

Fonte: G1
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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Sancionada lei que torna Tourette deficiência e estabelece política nacional de proteção


Caros e inclusivos leitores, há batalhas que nem sempre são travadas em grandes palácios ou diante de multidões. Algumas acontecem, silenciosamente, todos os dias, no corpo, na mente e na rotina de milhares de pessoas que, por tempo demais, precisaram lutar também para serem compreendidas.Nesta quinta-feira, dia 3, uma nova página foi escrita no Brasil.

Foi sancionada a lei que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Síndrome de Tourette, estabelecendo um importante marco para a inclusão social, o acesso à saúde e a proteção contra a discriminação em todo o país.

Entre as medidas previstas, está o reconhecimento de que pessoas com Síndrome de Tourette, quando seus sintomas comprometerem significativamente sua funcionalidade e participação social, poderão ser consideradas pessoas com deficiência, mediante avaliação biopsicossocial.

A legislação também autoriza o uso do cordão de girassóis como símbolo nacional para identificação e prioridade em estabelecimentos públicos e privados.

Pode parecer apenas uma nova lei aos olhos mais apressados. Mas, para quem convive diariamente com os desafios impostos pela incompreensão, pelo preconceito e pela falta de informação, o reconhecimento de direitos representa algo muito maior: representa dignidade, respeito e pertencimento.

Porque uma sociedade verdadeiramente elegante não é aquela que apenas abre suas portas. É aquela que garante que todos possam atravessá-las com dignidade.

E vós, caros leitores, acreditais que o Brasil está preparado para transformar leis em acolhimento e direitos em respeito verdadeiro?
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Mãe em cárcere privado usa tarefa escolar do filho de 7 anos, para ser resgatada da violência


Caros e chocados leitores, há histórias que chegam até nós como um simples bilhete. E há aquelas em que um bilhete pode significar a diferença entre o silêncio e a liberdade.
No distrito de Nova Palma, em Gongogi, no sul da Bahia, uma mulher de 22 anos encontrou uma maneira silenciosa e desesperada de pedir socorro.

Enquanto o filho de apenas 7 anos ia à escola, ela aproveitou uma atividade escolar para transformar um desenho em um pedido de ajuda. Nele, revelou o que acontecia dentro de casa: violência, ameaças e cárcere privado.

A professora percebeu o pedido, acionou uma policial militar e, então, aquela mensagem que poderia ter passado despercebida tornou-se o início de uma operação da Polícia Civil.

Os investigadores passaram a monitorar a residência onde a jovem vivia. E o que veio à tona confirmou a gravidade do relato.

Segundo a vítima, ela estava casada com o agressor, de 27 anos, havia oito anos. Mãe de duas crianças, uma de 7 anos e outra de apenas 1 ano, relatou que as agressões e ameaças já faziam parte de sua rotina. Nos últimos dias, porém, o cenário teria se agravado: ela foi impedida de sair de casa e proibida de falar com a própria mãe e outros familiares.

O agressor foi preso em flagrante e autuado por cárcere privado e violência doméstica. O pedido de prisão preventiva foi formalizado pela Polícia Civil.

Que este caso nos lembre de uma verdade que jamais deveria precisar ser repetida: violência doméstica não é assunto de família. É crime.

E quando uma mulher encontra coragem para pedir socorro, ainda que através do desenho de uma criança, cabe à sociedade ter olhos para enxergar, ouvidos para escutar e coragem para agir.

Porque alguns pedidos de ajuda chegam em silêncio. Mas a resposta precisa ser firme.

Você acredita que escolas e professores estão preparados para reconhecer os sinais silenciosos de violência que podem existir dentro de uma casa?
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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Morre o ator Gracindo Júnior


Morreu hoje, aos 83 anos, Gracindo Jr., ator, diretor e artista de uma trajetória que atravessou mais de cinco décadas entre o rádio, o teatro, o cinema e a televisão. Filho do inesquecível Paulo Gracindo, ele começou ainda adolescente, aos 15 anos, na Rádio Nacional, e posteriormente tornou-se um dos pioneiros dos primeiros anos da televisão brasileira.
Quem viveu a televisão de outras décadas certamente guarda na memória personagens e novelas como “O Casarão”, “O Bem-Amado”, “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata”, “Explode Coração” e “Dona Beija”. E há uma dessas histórias que parece saída de um romance familiar: em O Casarão, Gracindo Jr. e seu pai interpretaram o mesmo personagem em diferentes fases da vida. Um encontro de talento, sangue e memória diante das câmeras.

Mas Gracindo Jr. não viveu apenas diante das câmeras. Também deixou sua marca como diretor, comandando trabalhos como “Marron-Glacé” e “Os Trapalhões” além de participar dos primeiros videoclipes exibidos pelo Fantástico.

E talvez seja justamente essa a beleza de uma carreira tão longa: quando as luzes finalmente se apagam, permanecem as cenas, os personagens, as histórias e o carinho de quem assistiu.

À família, aos amigos e a todos que tiveram o privilégio de compartilhar a vida e a arte com Gracindo Jr., nossos sentimentos e nossa mais sincera solidariedade neste momento de despedida.

Agora me contem, meus caros leitores: qual personagem ou novela de Gracindo Jr. ficou guardado na memória de vocês?

Assinado, alguém que acredita que os grandes artistas jamais deixam verdadeiramente o palco apenas passam a viver para sempre na memória de quem os aplaudiu.
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