sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Bahia lidera ranking de desnutrição infantil no Brasil

A Bahia lidera o ranking de estados com o maior quantitativo de crianças de até um ano internadas por desnutrição na rede pública de saúde no último ano.  Salvador, por sua vez, é a primeira capital brasileira no ranking de hospitalizações de crianças menores de 1 ano, por desnutrição. Isso é o que mostram os dados divulgados pelo Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância) na última segunda-feira, 23 de janeiro. 

Na maioria das vezes, a desnutrição acontece por alguma doença que impede a absorção de nutrientes, por ingestão quase que exclusiva de alimentos industrializados, pouco nutritivos, ou privação de alimentos devido à condição sócio-econômica. Em todos os casos há desequilíbrio nutricional. No caso da Bahia, essa realidade ainda é mais grave: a privação de alimentos é apontado como principal motivo para os casos que chegam aos hospitais do estado.

No caso de Salvador, a desnutrição infantil seria um reflexo das condições sociais de parte da população da capital. Na cidade, 40,9% das famílias vivem algum nível de insegurança alimentar, segundo pesquisa da Universidade Federal da Bahia (Ufba), feita entre 2018 e 2020

A pesquisa, que é uma parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (Unifase), de Petrópolis (RJ), em todo o Brasil, registrou 2754 bebês que foram parar em unidades hospitalares em decorrência da deficiência de nutrientes essenciais ao funcionamento adequado do organismo.

Deste somatório levantado, 480 pacientes são baianos. O número é maior que o registrado nas outras 26 unidades da federação. Logo atrás da Bahia, estão, em hospitalizações, o estado do Maranhão (com 280 casos), São Paulo (com 223 casos) e Minas Gerais (com 205 casos).

A pesquisa do Observa Infância considerou os dados constantes no Sistema de Informações Hospitalares (SIH), base do Ministério da Saúde (MS).
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Google vai traduzir letra de médico com nova tecnologia de Inteligência Artificial


Quantas vezes você recebeu uma receita médica indecifrável por conta da letra do médico? Apesar de muitos médicos já imprimirem as receitas para evitar problemas, ainda acontecem casos em que pacientes de deparam com verdadeiros garranchos, impossíveis de compreender.

Justamente por isso, a Google está desenvolvendo uma tecnologia que promete traduzir a famosa “letra de médico”. O novo recurso foi apresentado durante um evento realizado na Índia, no final do ano passado.

A empresa usa um modelo de IA (Inteligência Artificial), capaz de decifrar caligrafias difíceis de ler, com foco em anotações e prescrições escritas por médicos.

A tecnologia será integrada no Google Lens e poderá ser utilizada também em documentos antigos, danificados e com caligrafia ruim, e suas aplicações poderão nos ajudar no cotidiano, além de auxiliar no progresso de pesquisas documentais.

Por enquanto, a Google demonstrou a capacidade da ferramenta ao detectar medicamentos em receitas escritas à mão.

Vale lembrar que o Google Lens é uma ferramenta multifuncional de reconhecimento de objetos com inteligência artificial, utilizada na detecção de objetos (como produtos, plantas ou espécies animais), além de traduzir idiomas.

Recentemente, ela começou a substituir o Google Translate no modo câmera e consegue traduzir textos de diversas línguas em 100 milissegundos.

Sobre o programa para decifrar letra de médico, o Google afirmou: “Ainda há muito trabalho a ser feito antes que este sistema esteja pronto para o mundo real”.

Vamos aguardar essa ferramenta ser disponibilizada.
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CNBB: divulga nota reprovando iniciativa do Governo Federal de flexibilizar aborto



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na manhã desta quarta-feira, 18 de janeiro, uma nota na qual manifesta reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto a exemplo das últimas medidas do Ministério da Saúde, constantes da Portaria GM/MS de nº 13, publicada no último dia 13.

A portaria permitiu a revogação de outra portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais. A Nota da CNBB pede esclarecimento do Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha e também sobre a desvinculação do Brasil com a Convenção de Genebra.

No documento, a CNBB reitera que “a hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz e reforça que é preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social”. Confira, abaixo, a íntegra do documento.


A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR


Nota da CNBB

“Diante de vós, a vida e a morte. Escolhe a vida!” (cf. Dt 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não concorda e manifesta sua reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto. Assim, as últimas medidas, a exemplo da desvinculação do Brasil com a Convenção de Genebra e a revogação da portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais, precisam ser esclarecidas pelo Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha.


A hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz. É preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social.


A Igreja, sem vínculo com partido ou ideologia, fiel ao seu Mestre, clama para que todos se unam na defesa e na proteção da vida em todas as suas etapas – missão que exige compromisso com os pobres, com as gestantes e suas famílias, especialmente com a vida indefesa em gestação.

Não, contundente, ao aborto!

Possamos estar unidos na promoção da dignidade de todo ser humano.

Brasília-DF, 18 de janeiro de 2023


Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

Fonte: CNBB
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sábado, 3 de dezembro de 2022

Portadores de AME terão acesso ao medicamento mais caro do mundo gratuitamente



Brasileiros portadores da AME (Atrofia Muscular Espinhal), doença rara, degenerativa, que afeta o neurônio motor, responsável por gestos voluntários vitais para o corpo humano, como respirar, engolir e se mover, terão acesso ao tratamento mais completo para essa enfermidade. E o melhor: gratuitamente. A boa notícia foi dada neste sábado, 03 de dezembro, pelo Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O Onasemnogeno Abeparvoveque (Zolgensma), usado para o tratamento da AME, recebeu da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias em Saúde no SUS, Conitec, parecer favorável para incorporação ao SUS, mediante acordo de acesso gerenciado. O Zolgensma é considerado o medicamento mais caro do mundo, custando cerca de R$ 6,4 milhões.

Com isso, o Sistema Único de Saúde ofertará as tecnologias mais avançadas para o tratamento da AME. Isso porque o Zolgensma se une ao Nusinersena e ao Risdiplam, tratamentos já incorporados ao sistema de saúde.

A recomendação da Conitec é que o Zolgensma seja usado para tratar crianças com AME do tipo I, com até 6 meses de idade, que estejam fora de ventilação invasiva acima de 16. horas por dia, conforme protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde e Acordo de Compartilhamento de Risco.

Esta é uma luta de muitos pais e foi uma das causas abraçadas e defendidas pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, pela ex-ministra Damares Alves e pelo Presidente Jair Bolsonaro, desde o início do seu governo.


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Elon Musk faz revelações sobre eleições e suposto benefício da esquerda na rede social



Desde que assumiu o comando do Twitter, Elon Musk, o homem mais rico do mundo, tem dito que trará à tona uma série de informações privadas da rede social.

O bilionário afirma que o mundo precisa saber o que houve nos bastidores de uma das maiores e mais influentes redes sociais do planeta.

Recentemente, Elon Musk anunciou a divulgação de e-mails de executivos da rede social que tratam da decisão polêmica de 2020 de restringir o acesso a um artigo do New York Post sobre um laptop de Hunter Biden, filho do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

"O Twitter tomou medidas extraordinárias para suprimir a história, removendo links e postando avisos de que [o conteúdo] podia ser ‘inseguro’. Eles até bloquearam sua transmissão por mensagem direta, ferramenta até então reservada para casos extremos, como, por exemplo, pornografia infantil" - afirmou Elon Musk em um dos trechos difundidos na plataforma.

Agora, o magnata ampliou a discussão sobre eventuais intervenções do Twitter. Desta vez, Musk aponta para o Brasil. Segundo ele, há suspeitas de que a rede social tenha favorecido a esquerda durante eleições brasileiras.

Conforme o relato, candidatos do espectro político podem ter sido beneficiados com ações aplicadas pela empresa de mídia social. Respondendo a uma indagação do youtuber Avi Yemini, que perguntou se outras eleições no mundo foram “direcionadas” no Twitter, Musk foi direto.

"Tenho visto muitos tweets preocupantes sobre as recentes eleições no Brasil. Se esses tweets forem precisos, é possível que o pessoal do Twitter tenha dado preferência a candidatos de esquerda" - declarou o dono do Twitter.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

STF forma maioria para arquivar ação de Bolsonaro contra Moraes


Hoje, sexta-feira, 02 de dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para arquivar uma ação apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes. Na petição, Bolsonaro afirma que Moraes cometeu “abuso de autoridade”.

O caso é julgado no plenário virtual da Corte e já tem os votos de nove ministros a favor do arquivamento. O prazo para análise do caso, relatado pelo ministro Dias Toffoli, termina hoje. Ainda faltam os votos de Nunes Marques e André Mendonça.

Ao acionar o STF, Bolsonaro afirmou que Moraes cometeu sucessivos “ataques à democracia, desrespeito à Constituição e desprezo aos direitos e garantias fundamentais”.

Toffoli, no entanto, apontou que os fatos apontados na ação “não constituem crime e que não há justa causa para o prosseguimento do feito”.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Medalhista paralímpico é o primeiro astronauta com deficiência na história


O inglês John McFall é um medalhista paralímpico de 41 anos e cirurgião ortopédico. Mas não só: ele acaba de se tornar membro do time recrutado pela agência espacial europeia (European Space Agency, ESA) para viajar ao espaço. Ou seja, é a primeira pessoa com deficiência a se tornar astronauta.

McFall teve que amputar sua perna direita, acima do joelho, após sofrer um acidente de moto aos 19 anos. Ele aprendeu a correr com uma prótese, participou de sua primeira corrida em 2004 e, no ano seguinte, se tornou atleta profissional, representando a Grã-Bretanha em competições internacionais. A sua coleção de medalhas inclui o bronze que ganhou em uma prova de 100 metros nos Jogos Olímpicos de Beijing, em 2008.

No ano passado, a ESA convidou pessoas com deficiências físicas para concorrer à vaga de astronauta – e McFall se destacou entre os 257 candidatos. Isso foi parte de um processo seletivo maior: no total, 22,5 mil pessoas dos 22 estados membros da agência espacial participaram. A ESA escolheu 16 pessoas, além do atleta inglês, para compor o primeiro lote de novos recrutas em mais de uma década.

O objetivo da ESA nesta seleção era diversificar seu grupo de astronautas. E escolher o atleta paralímpico, por exemplo, significa estudar sobre a viabilidade de levar uma pessoa com deficiência ao espaço. Para isso, a Nasa vai trabalhar em conjunto com a ESA. As agências precisam estabelecer quais adaptações são necessárias nos veículos espaciais para transportar tanto um “para-astronauta” quanto pessoas sem deficiência, garantindo a segurança da tripulação.

O novo grupo de recrutas também conta com uma diversidade de gênero incomum ao histórico da agência espacial: em 2008, uma entre os seis astronautas era mulher; agora, são oito no grupo de 17 pessoas. Por outro lado, a equipe é bem homogênea em relação à diversidade racial: todos são brancos.

Não é garantia que os novos astronautas viajem ao espaço. O certo é que eles participarão de um programa de dois anos de treinamento no Centro Europeu de Astronautas da ESA, começando em abril do ano que vem.
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Jair Bolsonaro suspende verba das emendas de relator



O presidente Jair Bolsonaro (PL) mandou suspender o pagamento das emendas de relator, o chamado orçamento secreto. A ordem no Palácio do Planalto é não pagar mais nada neste ano. Na prática, a medida deixa o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sem capacidade de honrar os acordos feitos para bancar sua reeleição ao comando da Casa.

A decisão de Bolsonaro ocorre um dia depois do PT se aproximar de Lira anunciando apoio à sua recondução no comando da Câmara. O partido do presidente eleito também deve apoiar a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado. Os dois foram eleitos para o comando das Casas legislativas com o apoio de Bolsonaro.

Dos R$ 16,5 bilhões reservados para o orçamento neste ano, R$ 7,8 bilhões não foram liberados e estão bloqueados pelo governo federal. Líderes do Congresso agiam para destravar os recursos e pressionavam o Palácio do Planalto, mas foram pegos de surpresa por dois atos assinados por Bolsonaro na quarta-feira, dia 30 de novembro.

O presidente alegou que faltam recursos para outras áreas com os sucessivos bloqueios que o governo precisou fazer para cumprir o teto de gastos, a regra que atrela o crescimento das despesas à inflação.

Bolsonaro assinou duas medidas na última quarta-feira, dia 30 de novembro, para efetivar a decisão. Primeiro, enviou uma proposta ao Congresso para remanejar as verbas para outras áreas. Depois, editou um decreto autorizando a equipe do governo a fazer os cancelamentos em uma área e acrescentar em outra.

O projeto de lei tira os recursos das emendas de relator e coloca a verba em despesas obrigatórias, entre elas o pagamento do salário de servidores públicos. Essa proposta depende de aprovação do Congresso e deixaria os parlamentares sem as emendas. O governo não divulgou os valores da movimentação, mas pode “secar” toda a fonte das emendas.

O Congresso quer agora usar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição apresentada pela equipe de Lula para liberar recursos do Orçamento neste ano e forçar o governo Bolsonaro a bancar o orçamento secreto no fechamento do ano. As verbas são tratadas como prioritárias para abastecer as campanhas de Lira e Pacheco no comando do Legislativo. Além disso, o Centrão articula alterar a PEC para incluir uma regra que torna as emendas secretas impositivas, o que obrigaria o Executivo a fazer os pagamentos e blindaria os repasses de cortes.

O controle das emendas de relator garantiu a Arthur Lira apoio para se reeleger ao comando da Câmara no biênio 2023-2024. Ele conseguiu o apoio de dez partidos políticos, algo inédito na disputa por essa cadeira, das mais variadas correntes do Congresso. A defesa da manutenção do orçamento é a principal plataforma de campanha de Lira para seguir no cargo.

Na campanha, Lula condenou a prática que classificou de “usurpação do poder” e prometeu revê-la. A candidata do MDB, Simone Tebet, que se aliou ao petista disse na ocasião que o orçamento secreto é “o maior processo de institucionalização da corrupção no Brasil”. Após a eleição, Lula não comentou mais sobre o esquema e os petistas aceitaram apoiar Lira que tem o orçamento secreto como sua principal promessa.
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