terça-feira, 22 de junho de 2021

Loucura: Como a esquerda desconstruiu o sistema psiquiátrico no Brasil

A história da auxiliar de limpeza Roseli Bispo, 46 anos, pode ter passado despercebida para muitos brasileiros mas serviu para trazer à tona a discussão sobre doença mental no país. Roseli era moradora de São Paulo. No dia 26 de abril, uma segunda-feira como outra qualquer, ela acordou às 04:00 da manhã para trabalhar, pegou o metrô às 5:00, fazendo o mesmo percurso que estava acostumada a anos. Sentada e distraída mexendo no celular, Roseli percorria de metrô o trajeto até o trabalho. Ela não percebeu a movimentação do desconhecido, em estado alucinatório, que caminhava entre os passageiros. O homem estranho se aproximou dela, retirou uma marreta da bolsa, avançou e golpeou a cabeça de Roseli. Atingida covardemente, ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao chegar no hospital.

Roseli Bispo: morta no Metrô
Roseli Bispo: Morta no Metrô - SP

Uma cena de terror, uma morte brutal.


Afinal, o que havia motivado o criminoso?


Seria um crime encomendado?


Por que usar de tanta violência?


Todas essas perguntas têm apenas uma única resposta: O assassino é doente mental.


Roseli foi assassinada por Luciano Silva, um portador de esquizofrenia paranoide e doença mental congênita. De acordo com os seguranças que o detiveram, Luciano alegou ter ouvido “vozes” e pensou que a auxiliar de limpeza, o tinha chamado de “mulher ou gay”. As mesmas palavras que diz ter escutado em 17 de maio de 2005, quando esfaqueou dois homens, também dentro de um vagão da mesma linha do Metrô. O mesmo surto ocorreu em 10 de janeiro de 1993, quando ele matou a própria noiva. Uma longa lista de crimes. Atos que pela intensidade da violência tornam chocante o fato de que o individuo praticante estivesse convivendo livremente em sociedade. Luciano passou 17 anos no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha. Mas o instrumento que o mantinha confinado, a medida de segurança com restrição de liberdade, acabou extinto. Por que? Porque novos exames demonstraram que ele não representava mais risco às pessoas e poderia voltar ao convívio social.


Luciano Gomes: 03 homicídios

A pergunta que se faz necessária é: Como médicos chegaram a esse diagnóstico?


O assassinato de Roseli expôs uma das maiores mazelas do sistema psiquiátrico brasileiro: as alterações legislativas em leis que normatizavam tratamentos mentais para criminosos no país. Luciano é um doente mental incurável, irrecuperável, assassino e perigoso, assim como tantos outros, espalhados pelo país. Quem não lembra do vigia Damião que ateou fogo em 12 crianças em uma creche no interior de Minas Gerais, matando 10 crianças e 4 adultos, entre eles a professora Heley de Abreu Silva?


A esquizofrenia, assim como outros tipos de transtornos mentais, é incurável. A causa é genética, embriológica e neurobiológica.


No Brasil, em casos como o de Luciano se aplica a Medida de Segurança, uma sanção penal aplicada ao inimputável, ou seja, àquele acometido de doença mental (ou desenvolvimento mental incompleto). Enquanto a pena comum pressupõe culpabilidade do criminoso, as medidas de segurança, pressupõem periculosidade do doente mental. Uma distinção decorrente da própria conceituação do que motiva o crime. As penas comuns são proporcionais à gravidade do crime, enquanto as medidas de segurança fundamentam-se na periculosidade do sujeito. As penas comuns são por tempo determinado, as medidas de segurança, indeterminado. As penas comuns são aplicáveis aos imputáveis, as medidas de segurança aos inimputáveis e semi-imputáveis.


Na teoria tudo parece ideal, pois quem não tem condições de viver em sociedade, deve ser mantido afastado para a segurança do coletivo e de si próprio. Mas na prática, a coisa muda de figura. Existe uma forte pressão por parte de entidades de defesa dos direitos humanos para que o tempo de interdição por medida de segurança não ultrapasse 3 anos. Levantar essa "Bandeira" é um absurdo, algo que coloca em risco a integridade física de toda a sociedade.


Michael Foucault: "Doença Social"

Para entendermos o porquê da defesa de ponto de vista tão chocante, precisamos voltar um pouco no tempo e buscar as bases da reforma psiquiátrica. O movimento reformista, no contexto da crítica social estabelecida a partir de teorias e discussões das ciências humanas e sociais, passou a tratar a “doença mental” como uma “doença social”, preconizando a existência do sofrimento do sujeito em relação ao “corpo social”. E aqui, em meio a todo esse turbilhão de entremeios científicos encontramos as distorções promovidas pelos alicerces do politicamente correto, empenando-se em destruir todo e qualquer estudo ou terapia que não seja baseado em seu ícone maior: Michael Foucult. Resultado disso é dantesco: A palavra "manicômio" foi praticamente proibida. A psiquiatria se tornou alvo de estigmas. Medicamentos se tornaram condenáveis, afinal usar remédios implica no lucro capitalista da indústria farmacêutica. Tudo em nome de uma doutrinação obtusa que tem por objetivo a dominação social através da destruição da sociedade já existente.


Desde a reforma psiquiátrica e o fim dos manicômios, o Brasil registrou um expressivo aumento no número de unidades de apoio psicossocial. A quantidade de CAPS no país cresceu 1.658,7% entre 1998 (148 CAPS) e março de 2017 (2.455) e o número de Unidades de Acolhimento (UA), passou de 10 para 59 entre 2012 e 2015, um aumento de 590%. Além disso, foram extintos mais de 60 mil leitos psiquiátricos em um espaço de tempo em que a população passou de 100 para 200 milhões de habitantes. O mais chocante: Nada foi feito para minimizar os impactos do que acontecia. Só para ilustrar melhor, caso tivessem mantido a relação leito/habitantes, o Brasil teria hoje mais de 200 mil leitos. Temos menos de 50 mil. Portanto, a redução na disponibilidade de leitos psiquiátricos para a população foi efetivamente de 75%. Vale ressaltar que estamos falando de mudanças realizadas em governos esquerdistas impregnados de viés ideológico socialista, seguidor e propagador do politicamente correto.


Não se sabe quantos doentes mentais graves estão espalhados pelas ruas e presídios. A Cracolândia mesmo é um reduto para criminosos psicóticos, maníacos delirantes e perigosos.


Vale destacar que a reforma psiquiátrica no Brasil é um movimento histórico, sobretudo de caráter político, social e econômico influenciado pela ideologia de “grupos dominantes” (acadêmicos, políticos e agentes públicos notadamente esquerdistas). Teve como norte a desinstitucionalização progressiva com consequente desconstrução do manicômio, modelo clássico de tratamento psiquiátrico, e dos paradigmas e estereótipos sociais e culturais que o sustentam.


Sancionada em 06 de abril de 2001(Governo Fernando Henrique), a Lei da Reforma Psiquiátrica, ou Lei Paulo Delgado foi a reviravolta necessária para colocar nas ruas doentes mentais violentos. Ela foi o marco para acabar com os manicômios e trouxe um novo modelo de tratamento dos transtornos mentais. A lei, que resultou de onze anos de mobilização de entidades antimanicomiais, garantiu aos doentes mentais, o tratamento em serviços comunitários, buscando a reinserção social.


Assim sendo, fica claro que a proposta original da reforma psiquiátrica era desinstitucionalizar, “desconstruir” a doença mental como um problema médico e vê-la como um problema psicossocial de origem histórica. Para alcançar esse objetivo, passaram a usar a palavra manicômio para designar qualquer hospital psiquiátrico, por exemplo, como decisão estratégica para identificar todos os serviços hospitalares com os manicômios judiciários. Entendam bem: ninguém seria curado, apenas usariam a nomenclatura dada à instituição de tratamento para nivelar todos os doentes mentais num mesmo patamar. Assim, independentemente de estarem num hospital psiquiátrico ou num manicômio judicial, todos os pacientes deveriam se tornar autônomos. Na prática, o que houve foi uma “transinstitucionalização”: o paciente deixou o hospital para ir para ao CAPS, que também é uma instituição, isso, considerando os que realmente foram buscar o serviço. E os que não foram? Eles estão desassistidos, sem tratamento, correndo risco de morte e, em alguns casos, colocando a sociedade em risco.


Repare bem que ao minimizar o papel do estado no acompanhamento e monitoramento dos doentes mentais, a lei colocou nas mãos das famílias a total responsabilidade por seus entes doentes. Sobrecarregar uma família que já passa pelo trauma de ter um doente mental, nunca será a saída para um tratamento mais justo e humanizado do próprio doente.


A literatura científica na área da saúde e principalmente em ciências humanas, da psicologia ao direito, passando por filosofia, está repleta de materiais, livros, documentários, teses, monografias e artigos em defesa da deshospitalização, despatologização, desencarceramento e "desconstrução da loucura". Eles são sociólogos, psicólogos, promotores, professores, militantes, estudantes. Todos alinhados com ideais esquerdistas. Como já mencionado anteriormente, o fundamento disso está nas escabrosas obras de Michel Foucault, especificamente o livro "História da Loucura na Idade Clássica", uma obra que além da imprecisão histórica, não tem qualquer respaldo técnico ou científico. Foucault é cultuado por boa parte dessas pessoas que defendem a liberdade de criminosos porque, segundo o autor, vigiar e punir é "perigoso, inconveniente e inútil".


Michel Foucault era filósofo e professor. O fato de não ser psiquiatra e nem mesmo médico, não o impediu de interferir em uma área da ciência totalmente oposta a suas competências. Foucault deu uma grande contribuição para a formação da ideologia antipsiquiátrica em suas obras: História da Loucura na Idade Clássica [1961], As Palavras e As Coisas [1966], Arqueologia do Saber [1969]. Em pleno século XX, com todos os avanços, descobertas e conquistas nas áreas de neurociência e medicina, Foucault sugeriu que os transtornos podem ser vistos como “construções sociais”. Não bastasse isso, ele foi além. O filósofo declarou que não existem doenças mentais, e que a conceituação médica psiquiátrica não passa de um conjunto de rótulos.


Na esteira do mais canhestro desconstrutivismo, o movimento da antipsiquiatria inspirou-se na dialética marxista, na teoria crítica e no estruturalismo. Alguns intelectuais cultuam Foucault literalmente e espalham suas ideias repletas de marxismo cultural por diversas áreas de atuação. Nesse derrame de insanidade, a saúde mental do brasileiro recebeu um tiro fatal.


Em 2001, no governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso (também esquerdista), foi sancionada a Lei Federal 10.216. Teoricamente, está lei serviria para garantir os direitos de pessoas com doenças mentais. Mas o que se viu foi o redirecionamento da assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária (CAPS), eximindo cada vez mais o Estado da responsabilidade sobre o tratamento e assistência ao doente mental, e jogando nas costas da família todo o ônus. A desinstitucionalização e a efetiva reintegração das pessoas com transtornos mentais graves e persistentes na comunidade foi uma tarefa atribuída ao já sucateado e sobrecarregado SUS.


A publicação da lei 10.216 vem fomentando uma mudança nas práticas de assistência ao louco infrator. Observa-se aqui um movimento direcionado a reformular conceitos de inimputabilidade, medida de segurança e periculosidade. Foi assim que, via Ministério da Saúde, instituições de saúde pública passaram a defender a ideia de tratar o louco infrator fora do manicômio judiciário, na rede SUS extra-hospitalar de atenção à saúde mental, especialmente nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).


Coube aos CAPS o acolhimento e a atenção às pessoas com transtornos mentais graves e persistentes. Mas isso tudo foi muito bonito no papel. A realidade é diferente da utopia desconexa patrocinada pela esquerda, que sempre teve como objetivo primordial a destruição da sociedade tal qual conhecemos. Os CAPS são hoje uma "faca de dois gumes", locais que ficaram rotulados ineficazes para lhe dar com criminosos portadores de doenças mentais graves. Isso para falar o mínimo.


Em 2002, o então Presidente Luís Inácio Lula da Silva, propôs e sancionou a Lei Federal 10.708, que instituiu o Programa Volta para Casa, um mecanismo que dizia ter por objetivo a inserção social das pessoas com história de internações em hospitais psiquiátricos, através do pagamento mensal de um auxílio-reabilitação. Note que mais uma vez, é o estado passado a “bola” para as famílias. 


Heley de Abreu: morta em incêndio - MG

Em 2017 uma outra tragédia trouxe à tona a discussão sobre transtornos mentais: o Massacre de Janaúba (MG). Na manhã de 5 de outubro de 2017, o vigilante noturno do Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, Damião Soares dos Santos, de 50 anos, chegou à creche dizendo que ia entregar um atestado médico. Depois de entrar, ele invadiu uma sala de aula, onde dezenas de crianças entre 3 e 7 anos de idade estavam participando de atividades normais da escola. Em seguida, Damião trancou a porta, lançou combustível sobre várias crianças, funcionários e sobre si próprio e ateou fogo.


Como resultado da ação de Damião, 10 crianças morreram, além das professoras Helen de Abreu e Jéssica Morgana e a auxiliar Geni Oliveira. Foram 13 vítimas de um doente mental.


Em 2014, segundo informações apuradas pelo Jornal Estado de Minas, Damião começou a apresentar problemas psiquiátricos. Ainda de acordo com o jornal, ele teria passado por um tratamento, mas a responsável pelo CAPS da cidade, declarou não haver registro de Damião no Centro de Atendimento. Todo esse debate em torno da doença do vigilante só nos leva a questionar: De quem é a culpa por tantas mortes? Casos como o de Janaúba poderiam ser evitados caso a rede de assistência aos portadores de transtornos mentais graves não tivesse sido desmantelada e incompetentemente reestruturada ao longo do tempo. Este é um problema que só se torna mais complexo ano após ano.


Damião dos Santos: 13 assassinatos

Grande parte da estrutura da saúde mental no país está nas mãos de uma elite de doutores e intelectuais embebidos de ativismo ideológico, negligentes, irresponsáveis, desconectados da realidade, que escrevem, promovem, produzem e impõem uma agenda enviesada e traduzida em justiça social, baseada em mitos ideológicos, antagonismo à ciência e completa falta de autocrítica. A área da saúde, em especial a psicologia, está repleta desse ativismo impregnado de viés esquerdista.


Ao lerem uma crítica como essa, logo a classificarão como reacionária, higienista, psicofóbica. Deixo claro que não comungo de nenhum tipo de internação ou confinamento com métodos cruéis e desumanos. Todos aqueles que necessitam, precisam sim ser amparados pelo Estado em instituições estruturadas, que protejam tanto o doente mental perigoso quanto a sociedade. Não podemos ignorar o fato de que enquanto isso não acontecer da forma adequada, o número de vítimas de doentes mentais inimputáveis só aumentará.

Antipsiquiatras são verdadeiros homicidas culposos. Todos tem nas mãos o sangue de vítimas como Roseli e de Heley de Abreu.


Criminosos portadores de doença mental devem ter acompanhamento psiquiátrico baseado em evidências, direcionados para interdição (Medida de Segurança) por tempo indeterminado, principalmente em casos incuráveis e irrecuperáveis. Apenas isso garante a segurança da sociedade, a tranquilidade de ir e vi. Isso é o que nos garantirá o fim de tragédias como as de Roseli, da professora Heley e das vítimas de Janaúba.


Links


Lei da Reforma Psiquiátrica

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm#:~:text=LEI%20No%2010.216%2C%20DE,modelo%20assistencial%20em%20sa%C3%BAde%20mental.


Lei do Auxílio Financeiro do Programa De Volta para Casa

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.708.htm#:~:text=LEI%20No%2010.708%2C%20DE,transtornos%20mentais%20egressos%20de%20interna%C3%A7%C3%B5es.


Matéria sobre Crime no Metrô em SP

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/04/26/passageira-e-agredida-e-ferida-por-homem-dentro-de-vagao-do-metro-em-sao-paulo-agressor-foi-detido-por-segurancas.ghtml


Matéria sobre currículo do Assassino do Metrô

https://istoe.com.br/sp-preso-por-matar-passageira-com-marreta-no-metro-ja-matou-noiva-em-1993/


Matéria sobre Incêndio em Creche de Minas Gerais

https://g1.globo.com/mg/grande-minas/noticia/guarda-de-creche-em-janauba-ateia-fogo-em-criancas-deixando-mortos-e-feridos.ghtml


Matéria com perfil do incendiário da Creche

https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2017/10/06/interna_gerais,906551/veja-o-perfil-do-vigia-que-matou-criancas-em-incendio-em-janauba.shtml


Link para PDF do Livro História da Loucura – Michael Foucault

http://www.uel.br/projetos/foucaultianos/pages/arquivos/Obras/HISTORIA%20DA%20LOUCURA.pdf

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sábado, 22 de maio de 2021

A Igreja Católica e sua contribuição para ciência


Uma das maiores falácias usadas contra a Igreja Católica é a que propaga ideias estapafúrdias sobre um conflito entre ciência e religião. Muito disso tem relação com acontecimentos históricos como a Revolução Francesa, o Iluminismo, a Revolução Russa, pois movimentos como esses empenaram-se em rotular tudo que vinha da fé como arcaico, ultrapassado e indigno de confiança.

Trazendo um pouco de luz sobre tudo isso, resolvemos mostrar a verdade sobre a perseguição sofrida pela Igreja, especialmente perpetrada por aqueles que propagam ideologias esquerdistas.

Conheça a seguir 10 padres cientistas e suas importantes contribuições à cultura e à tecnologia. Eles representam uma pequena porção dos clérigos católicos cujos estudos, pesquisas e descobertas em diversas áreas da ciência ajudam a desmascarar, com fatos documentados, a mentira de que a Igreja seria “inimiga da ciência”.

Guido d’Arezzo

MÚSICA – Guido d'Arezzo foi um monge que viveu na Idade Média, entre os anos de 992 e 1050. Ele criou o sistema para representar as notas musicais.

Gregor Mendel

GENÉTICA – Gregor Mendel, monge católico que viveu de 1822 a 1884. Estudando as ervilhas, ele fez as descobertas científicas que deram origem à Genética moderna.

Jean-Baptiste Carnoy

CÉLULAS – Jean-Baptiste Carnoy  nasceu na Bélgica em 1836 e foi ordenado sacerdote em 1861. Em 1865, ele se doutorou em Ciências Naturais. O padre botânico promoveu o uso do microscópio e foi pioneiro no estudo das células. É dele a criação da importante fórmula da medicina conhecida como “solução de Carnoy”.

Georges Édouard Lemaître

BIG BANG – Georges Édouard Lemaître foi sacerdote e cientista e viveu entre1894 e 1966. A Agência Espacial Europeia homenageou-o dando o seu nome a uma missão espacial de abastecimento da Estação Espacial Internacional. O padre Lemaître é um dos precursores da teoria do Big Bang.

James B. Macelwane

GEOFÍSICA – James B. Macelwane foi um padre jesuíta que viveu entre 1833 e 1956 e que se dedicou com grande empenho ao ensino para jovens cientistas. Filho de um pescador, ele se ordenou padre e se doutorou em Física com uma relevante dissertação sobre sismologia em 1923.Todos os anos, a União Geofísica Americana concede a medalha James B. Macelwane a um cientista de até 36 anos de idade que tenha prestado contribuições significativas à Geofísica. 

Benedetto Castelli

MANCHAS SOLARES – Benedetto Castelli foi um monge italiano, amigo e colaborador de Galileu Galilei. Foi ele quem desenvolveu o método para projetar a imagem do sol sem prejudicar a visão, ajudando assim nos estudos de Galileu sobre as manchas solares.

Boaventura Thurlemann

MEDIÇÃO ELETROMAGNÉTICA DE VAZÃO – Boaventura Thurlemann foi um sacerdote suiço. O primeiro medidor eletromagnético de vazão, instrumento que permitiu avanços significativos na indústria, foi construído por ele. 

Pierre Gassendi

ÁTOMOS E MOLÉCULAS – Pierre Gassendi nasceu na França em 1592 e foi ordenado em 1616. Este sacerdote cientista recuperou as ideias dos antigos intelectuais e filósofos gregos sobre a existência dos átomos e fez a primeira distinção entre átomos e moléculas.

Bartolomeu Lourenço de Gusmão

AVIAÇÃO – Bartolomeu Lourenço de Gusmão  foi um padre que viveu entre 1685 e 1724. Este clérigo foi um dos precursores da aviação. Todos os anos, a Força Aérea Brasileira concede a Medalha Bartolomeu de Gusmão a pessoas que prestaram serviços importantes para a aeronáutica. 

Christian Mayer

ESTRELAS BINÁRIAS – Christian Mayer foi um sacerdote jesuíta do século XVIII. Ele ajudou a implantar observatórios na Alemanha, estudou o movimento das estrelas e elaborou um catálogo com dezenas de estrelas binárias observadas a partir de 1776. A importância desse padre astrônomo é tamanha que uma cratera da Lua foi nomeada em sua homenagem.

Depois de tantas evidências, deitamos por terra a difamação falaciosa contra a Igreja.


“Não existem nem cem pessoas que odeiam a Igreja católica. Mas existem milhões de pessoas que odeiam o que eles pensam que é a Igreja católica” 
Arcebispo Fulton Sheen
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sexta-feira, 16 de abril de 2021

China ordena fechamento dos orfanatos católicos

O Partido Comunista Chinês decretou o fechamento e o cancelamento de todos os orfanatos católicos. Estas instituições foram valorizadas por décadas pelos chineses até mesmo por membros do Partido. 

Em meio à confusão e assombro causado por esta medida do governo comunista, um padre chinês, padre Wendao, faz um apelo ao Papa Francisco em nome desses órfãos. 

Compartilhamos aqui as palavras desse corajoso padre, em defesa dos órfãos e deficientes atingidos pelo fechamento dos orfanatos católicos.

Veja o que ele escreve:

Nos últimos tempos, tem havido muitas notícias sobre o fechamento ou supressão de casas para crianças deficientes ou órfãs administradas pela Igreja Católica. Alguns dos casos mais recentes são o Lar São José para Crianças Deficientes em Renqiu, Xianxian (Diocese de Cangzhou) e o Lar Liming (Dawn) em Zhaoxian, ambos em Hebei. Também há notícias sobre os orfanatos católicos Zhangjiakou e Zhengding, também em Hebei. Há dois anos o mesmo aconteceu com um orfanato em Baoji (Shaanxi), cuidado pelas Irmãs do Sagrado Coração.

Agora, o governo não está apenas ignorando a maravilhosa contribuição e o serviço social de alta qualidade que a Igreja Católica oferece, ele está destruindo-a! As autoridades ordenaram às freiras que fechassem os orfanatos e transferissem as crianças órfãs e deficientes que estavam com elas para instituições do Estado. Note-se que essas pessoas são os mesmos representantes do governo que, no passado, consideravam que o registro da identidade dessas crianças era um incômodo e não fazia sentido. O que aconteceu? Eles mudaram, eles se tornaram gentis durante a noite? É claro que o objetivo do governo não é servir às crianças abandonadas, mas seguir as ordens políticas de seus superiores: fazer todo o possível para reduzir a influência da Igreja Católica na China. Por isso, sejam os serviços sociais ou a vida da Igreja, o governo reprime implacavelmente tudo ou impõe uma série de medidas de controle.

Durante a Semana Santa e na Páscoa deste ano, muitos fiéis em diferentes partes da China espalharam mensagens cheias de tristeza porque não puderam participar das liturgias da Semana Santa. Dizem que gostariam de participar das cerimônias, mas as igrejas foram fechadas. Shopping centers e atrações turísticas estão abertos – por que não a igreja? Parece que isso se deve à pandemia, mas na verdade existe um controle mais rígido sobre a Igreja. Dias atrás, outra notícia triste foi divulgada de Xangai: “devido à pandemia de Covid-19, qualquer peregrinação a Sheshan (Xangai) será proibida” precisamente nos próximos meses, quando a bendita Mãe de Deus é homenageada e celebrada.

Casos semelhantes ocorrem não apenas em igrejas, mas também em escolas em todos os níveis. O governo reforçou o controle sobre a fé religiosa de alunos e professores, do ensino fundamental à universidade, e eles fazem todo o possível para controlar todos os ambientes educacionais para que nenhuma atividade religiosa ou da Igreja ocorra.

Alguns fiéis comentaram que a escola divulgou documentos para investigar a fé religiosa de alunos e professores. Quando descobrem que têm uma fé religiosa (e principalmente católica), alguns foram persuadidos a abandonar o caminho educacional, outros foram advertidos por pressões psicológicas; alguns professores receberam ameaças de que suas carreiras estavam em risco, outros foram desprezados em público. O objetivo é chegar a zero crentes na escola, fazendo com que alunos e professores entendam que é melhor não acreditar em nenhuma religião.

Enquanto escrevo isto, o Acordo (provisório) entre a China e o Vaticano vem à mente. Quando foi assinado, a Igreja na China ficou muito animada. Todos eles esperavam por “dias melhores”. Além disso, um grande número de pessoas na igreja estava entusiasmado e para muitos fiéis a luz finalmente estava alcançando a China. A mídia chegou a dizer que o Papa viria à China em breve.

À luz desta esperança, os fiéis chineses aceitaram esses bispos como pastores oficiais da Igreja. Mas, de fato, uma organização não reconhecida pela Igreja, a Associação Patriótica, ofuscou os princípios dos fiéis e se tornou um modelo oficial. Alguns padres que cultivam o “sonho de [ser] bispo” agitam a bandeira do pacto sem considerar se há vantagens para a Igreja, e impõem desavergonhadamente, como no mercado Liu’yin em Pequim, olhando para as próprias vantagens.
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terça-feira, 13 de abril de 2021

Assine a petição em apoio ao Deputado Daniel Silveira


O Deputado Federal Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso no dia 16 de fevereiro, após fazer um vídeo em que defendia seus posicionamentos ideológicos, e exercendo seu direito à liberdade de expressão e suas prerrogativas de imunidade parlamentar, posicionou-se a respeito de ações tomadas pelos ministros do STF.

Em prisão domiciliar a quase um mês, o deputado passou também um mês detido no Batalhão Especial Prisional (BEP) da Polícia Militar, em Niterói, na região metropolitana do Rio.

A prisão foi determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes, adensada ao inquérito das Fake News, sob o argumento de que o Deputado estaria cometendo crime contra a honra de ministros e contra a segurança nacional.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou no dia 23 de fevereiro um processo disciplinar para apurar a conduta do deputado Daniel Silveira, que pode levar à cassação do mandato dele. No Conselho de Ética, Silveira responde a uma representação apresentada pela própria Mesa Diretora, órgão formado pelo presidente, Arthur Lira (PP-AL) e mais seis integrantes titulares.

Agora, o Movimento Advogados do Brasil coleta assinaturas eletrônicas para uma petição em defesa do Deputado Daniel Silveira, direcionada ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, solicitando que este órgão legislativo aplique uma pena mínima ao deputado, uma sanção educativa para sanar os supostos danos originados da conduta de Daniel Silveira.

Para assinar a petição, acesse o link baixo e preencha os dados solicitados. Vale lembrar que a assinatura precisa ser validada através do seu e-mail. Para isso, basta que você acesse o seu e-mail, abra a mensagem enviada pelo site da petição e  confirme a sua assinatura.

Link para Petição
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quinta-feira, 8 de abril de 2021

Ilheenses foram às ruas em homenagem ao PM Wesley

Na terça-feira, dia 06 de abril, os cidadãos de Ilhéus, cidade litorânea do sul da Bahia realizaram uma manifestação pacífica em homenagem ao PM Wesley, morto a tiros no final do mês passado, no Farol da Barra em Salvador.
O ato, que contou com a participação de policiais militares, policiais civis, bombeiros militares, policiais penitenciários e sociedade civil, aconteceu no centro da cidade, em frente à Catedral de São Sebastião.
Muitos participantes emocionaram-se com os discursos feitos por representantes de associações policiais e familiares de militares.
O objetivo da manifestação foi levar à toda Bahia e todo o Brasil as palavras de Wesley.
"As palavras de Wesley ecoaram no coração de milhões de pessoas. Sejam militares ou civis, todos entendemos o que ele quis transmitir. A polícia não pode ser usada contra a sociedade. Policial algum fica feliz em prender trabalhador ou pai de família." - declarou Sérgio Rogério, presidente do Comitê Sul Bahia.
Além de homenagear a memória de Wesley, os manifestantes também clamavam por justiça. "Não podemos deixar que o que aconteceu com Wesley seja esquecido. Ele foi abatido pelos próprios colegas de farda, em uma ação que podemos classificar como no mínimo estranha. Um animal teria um tratamento melhor do que Wesley recebeu." - disse Barbara Bastos, representante das famílias de militares.
Associações de policiais já declararam estar tomando providências para que o acontecido com Wesley seja apurado com rigor judicial. Além disso, também foi pedido o afastamento do secretário de segurança pública da Bahia e a participação efetiva do Ministério Público na investigação dos fatos.
Os manifestantes encerraram o ato com uma carreata que percorreu todo o centro e zona norte da cidade.
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Bahia: Templos e atividades religiosas são reconhecidos como essenciais

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD), promulgou nesta quarta-feira (7) a lei que reconhece a prática religiosa e o funcionamento de templos religiosos como atividades essenciais no estado.
 
A decisão foi tomada após o governador Rui Costa (PT) não sancionar o texto, aprovado pela Casa, por unanimidade, em 24 de março deste ano. Segundo a Constituição da Bahia, o chefe do Executivo tem 48 horas para promulgar uma lei. Caso não cumpra o prazo, o presidente da Assembleia Legislativa fica autorizado a fazê-lo.

Com a promulgação, a lei, de autoria da Mesa Diretora da AL-BA, passa a valer em todo o estado. 
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quarta-feira, 3 de março de 2021

Phyllis Schlafly: referência feminina do conservadorismo



Phyllis Schlafly foi uma das mulheres mais influentes na história do Partido Republicano dos Estados Unidos e do Movimento Conservador. Ativista e engajada na luta conservadora, ela 
montou um movimento de base com a participação de milhares de donas de casa, fez da campanha anti-aborto uma das principais plataformas do Partido Republicano, fomentou o crescimento do conservadorismo e ajudou a eleger presidentes como Ronald Reagan. 

Ainda assim, ela é praticamente uma desconhecida para quem não está familiarizado com a tradição política norte-americana.

Phyllis determinou uma grande parte dos valores do movimento conservador norte-americano, influenciou a propagação mundial das ideias conservadoras, defendendo a família como elemento central da sociedade e repudiando o feminismo e o aborto. Acima de tudo, ela foi a principal promotora do resgate da ideia de que a mulher é basicamente uma cuidadora e mãe, antes de ser trabalhadora.

"O que estou defendendo são os verdadeiros direitos das mulheres. Uma mulher deveria ter o direito de estar em casa como esposa e mãe."

Phyllis Stewart Schlafly  nasceu em uma família sulista do Missouri, atingida pela depressão econômica da década de 1930. Criou-se em um ambiente católico, o que foi fundamental para que valorizasse a ideia de esforço e trabalho, meritocracia. Durante a Segunda Guerra Mundial, com apenas vinte anos, foi técnica de balística na maior fábrica de munições do mundo. Foi uma universitária destacada: formou-se em Direito, especializou-se em Direito Constitucional, e obteve um mestrado em Política Governamental na prestigiada Faculdade Radcliffe. Pouco depois, conheceu e se casou com o advogado John Fred Schlafly Jr., de uma rica família de Saint Louis. Anos mais tarde, ela se doutorou em Direito.

Schlafly trabalhou em campanhas para a eleição de governadores republicanos no final dos anos 1940 e escreveu panfletos anticomunistas durante a Guerra Fria. Em 1952 foi candidata republicana ao Congresso. 

Inteligente e muito sedutora, Phyllis percorreu todo o país e se tornou o flagelo das feministas. Seu discurso fundamentado de tradição e estabilidade familiar, exortando as mulheres a escolherem a felicidade no matrimônio e no lar, criou um movimento de base que fez vários Estados mudarem de opinião. Pelo caminho enfrentou o ódio encarniçado dos defensores dos direitos civis.

Seu livro A Choice Not an Echo (“Uma escolha, não um eco”), que incentivava e orientava o partido republicano a se afastar do “establishment da Costa Leste” ―como Henry Kissinger, a quem detestava ―, vendeu três milhões de exemplares, tornando-o um dos livros de política conservadora mais vendidos de todos os tempos nos Estados Unidos.

Phyllis entrou para a história de vez em 1972, quando encabeçou a campanha contra a chamada Emenda da Igualdade de Direitos (ERA, na sigla em inglês). O que parecia uma batalha ganha desde o início pelos liberais democratas se tornou um debate que perdurou até a década de oitenta, perdendo força.

No auge de sua influência, quando ela discava o número de Ronald Reagan na Casa Branca, o presidente jamais deixava de atender aos seus telefonemas. Reagan gostava de conversar com ela. Os dois se tornaram grandes amigos durante a primeira campanha de Reagan como presidenciável.

Durante anos, até sua morte, em 2016, Phyllis presidiu a Eagle Forum, entidade civil fundada por ela, que atua em defesa dos valores conservadores, da família, da vida, da pátria.


Links

Link para Download do livro de Phyllis Schlafly  - A Choice Not an Echo 
https://eagleforum.org/about/phyllis-books/a-choice-not-an-echo-1964.html

Link para site do Eagle Forum
https://eagleforum.org/

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Bahia recebeu R$ 36 bilhões do Ministério da Educação para combate ao Coronavirus nas escolas.

A Bahia é o quarto estado da União que mais recebeu verba do Ministério da Educação (MEC) para o combate ao novo coronavírus através do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). As informações constam no 6º relatório bimestral da execução orçamentária do Ministério, promovido pela organização Todos pela Educação, divulgado na última segunda-feira, 22 de fevereiro.

Os 4 estados que mais receberam foram: 
1- Minas Gerais (R$ 56,1 bilhões)
2- São Paulo (R$ 51,1 bilhões)
3- Paraná (R$ 38,2 bilhões)
4- Bahia (R$ 36,9 bilhões)

Mesmo tendo recebido esse considerável investimento, a Bahia continua sem definir prazo para o retorno das aulas presenciais, que estão suspensas desde março de 2020.

Na semana passada a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o ranking brasileiro da educação pública à distância durante a pandemia. O resultado foi assustador: A Bahia ficou em último lugar.

De acordo com o relatório da FGV, o estado tirou nota zero na pesquisa porque não apresentou nenhum programa no período em que ia dados foram colhidos. O relatório também pontua que “houve atrasos significativos na adoção desses programas tanto pelos estados quanto pelas capitais”. “Além disso, os programas foram desenhados com atenção insuficiente para a questão da garantia de acesso a tecnologias que permitiriam o aprendizado e supervisão de alunos de forma remota”, diz trecho da análise.

A média nacional foi de 2,38.
O líder no índice foi a Paraíba, com nota 6,03.

Tudo isso é um reflexo de como a educação na Bahia vem sendo negligenciada. O estado ainda amarga outros dois títulos vergonhosos: estado com maior número de analfabetos (1 milhão e meio de pessoas) e o terceiro pior segundo grau do Brasil.

Vale ressaltar que a Bahia está sendo governada pela quarta gestão consecutiva do PT, com dois mandatos de Jaques Wagner, seguidos por dois de Rui Costa. Chega a ser até irônico que justamente o partido que adotou como leva "Pátria Educadora", tenha plena participação na derrocada da educação na Bahia.


Links

Todos pela Educação - 6º relatório bimestral da execução orçamentária do Ministério da Educação
https://todospelaeducacao.org.br/noticias/relatorio-do-todos-impacto-da-pandemia-na-educacao-basica-tem-ido-alem-do-fechamento-de-escolas/
*Dados mencionados na matéria estão nas páginas 27 e 28 do relatório

Link para matéria sobre analfabetismo na Bahia
https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2020/07/15/bahia-tem-maior-taxa-de-analfabetismo-do-pais-em-2019-aposta-ibge.ghtml

Link para matéria sobre péssimo Segundo Grau da Bahia
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/ideb-2019-bahia-nao-atinge-meta-e-tem-3o-pior-desempenho-do-pais-entre-alunos-do-ensino-medio/


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