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terça-feira, 29 de abril de 2025

Governo dá 48 horas para Youtube, Tiktok e Instagram removerem anúncios de cigarro eletrônico


A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) deu 48 horas para que as plataformas YouTube, Instagram, TikTok, Enjoei e Mercado Livre removam conteúdos que promovam ou comercializem cigarros eletrônicos.

As empresas foram notificadas na terça-feira, 29 de abril, pelo órgão do Ministério da Justiça a excluírem, de imediato, conteúdos vinculados aos cigarros e a outros produtos derivados de tabaco cuja venda é proibida no Brasil.

A iniciativa do CNCP (Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual), colegiado vinculado à Senacon, também pede o reforço os mecanismos de controle para evitar novas publicações desse tipo.

Levantamento validado pelo CNCP identificou 1.822 páginas ou anúncios ilegais relacionados a cigarros eletrônicos nas plataformas notificadas.
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sexta-feira, 31 de maio de 2024

Dia Mundial Sem Tabaco: Brasil diminui em 35% o consumo da substância


O consumo de tabaco está diminuindo, apesar dos esforços da indústria do tabaco para comprometer o progresso. É o que apontam as pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Brasil e a Holanda se destacaram pelo êxito na redução do consumo de tabaco, depois de implementarem as medidas estipuladas pela Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.

O Brasil obteve uma redução relativa de 35% desde 2010, enquanto a Holanda está prestes a atingir a meta de 30%.

As tendências em 2022 mostraram um declínio contínuo nas taxas de consumo de tabaco no mundo, mas os índices ainda são altos: Cerca de 1 em cada 5 adultos em todo o mundo consome tabaco.

Embora os números tenham diminuído constantemente ao longo dos anos, o mundo chegará a uma redução relativa de 25% no consumo de tabaco até 2025, não alcançando a meta global voluntária de 30% de redução proposto em 2010. Apenas 56 países em todo o mundo atingirão essa meta, quatro países a menos em comparação ao relatório de 2021.

Pesquisas demonstram consistentemente que crianças com idades entre 13 e 15 anos estão utilizando produtos de tabaco e nicotina.

O Dia Mundial Sem Tabaco, 31 de maio, foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.

O tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano, no mundo. Estudos científicos publicados este ano mostram que os fumantes têm maior risco de desenvolver doença grave e morte por COVID-19 do que não-fumantes.

Parar de fumar pode ser desafiador, especialmente com o estresse social e econômico adicional que surgiu como resultado da pandemia. Em todo o mundo, cerca de 780 milhões de pessoas dizem querer parar de fumar, mas apenas 30% delas têm acesso às ferramentas que podem ajudá-las a fazer isso.

Para proteger as futuras gerações e garantir que o uso de tabaco continue a diminuir, a Organização Mundial da Saúde (OMS) dedicará o Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio, deste ano, à proteção das crianças contra a interferência da indústria do tabaco.

"Houve um bom progresso no controle do tabaco nos últimos anos, mas não há tempo para complacência. Estou surpreso com o quão longe a indústria do tabaco vai para buscar lucros às custas de inúmeras vidas. Vemos que, quando um governo pensa que venceu a luta contra o tabaco, a indústria do tabaco aproveita a oportunidade para manipular as políticas de saúde e vender seus produtos mortais” .- afirma Ruediger Krech, diretor do Departamento de Promoção da Saúde da OMS.

As 6 medidas de controle do tabaco são:

▪️ Monitorar o uso do tabaco e as políticas de prevenção.
▫️ Proteger as pessoas contra o tabagismo.
▪️ Oferecer ajuda para parar de fumar.
▫️ Avisar sobre os perigos do tabaco.
▪️ Aplicar proibições à publicidade, promoção e patrocínio do tabaco.
▫️ Aumentar os impostos sobre o tabaco.
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quarta-feira, 24 de abril de 2024

Após manter veto, Anvisa publica resolução que proíbe cigarro eletrônico no Brasil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou, nesta quarta-feira, 24 de abril, a resolução que proíbe a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, os denominados cigarros eletrônicos ou “vapes”. A publicação chega após a Anvisa manter o veto do produto na última sexta-feira, 19 de abril.

O texto estabelece os dispositivos eletrônicos para fumar como “produto fumígeno cuja geração de emissões é feita com auxílio de um sistema alimentado por eletricidade, bateria ou outra fonte não combustível, que mimetiza o ato de fumar”. Os objetos proibidos que foram incluídos na categoria são produtos descartáveis ou reutilizáveis; produtos que utilizem matriz sólida, líquida ou outras, dependendo de sua construção e design; produtos compostos por unidade que aquece uma ou mais matrizes: líquida (com ou sem nicotina); sólida (usualmente composta por extrato ou folhas de tabaco – trituradas, migadas, moídas, cortadas ou inteiras, ou outras plantas); composta por substâncias sintéticas que reproduzam componentes do tabaco, de extratos de outras plantas; por óleos essenciais; por complexos vitamínicos, ou outras substâncias.

Entraram também na lista os produtos conhecidos como e-cigs, electronic nicotine delivery systems (ENDS), electronic non-nicotine delivery systems (ENNDS), e-pod, pen-drive, pod, vapes, produto de tabaco aquecido, heated tobacco product (HTP), heat not burn e vaporizadores, entre outros.

A publicação proíbe também o ingresso no país de produtos trazidos por pessoas de fora, por qualquer forma de importação, incluindo a modalidade de bagagem acompanhada ou bagagem de mão.

“O não cumprimento desta resolução constitui infração sanitária”, destacou a Anvisa no texto.
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quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Mesmo proibido, cigarro eletrônico continua sendo vendido no Brasil


O cigarro eletrônico vicia, traz graves consequências e pode causar câncer entre os usuários. Mesmo proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) , o produto continua sendo comercializado no Brasil.

Um estudo realizado pela Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, mostrou que 20% dos jovens entre 18 e 24 anos já usaram os dispositivos eletrônicos, enquanto na faixa etária entre 25 e 34 anos, o total foi de 10% dos entrevistados.

Um estudo apresentado durante o Congresso Internacional da Sociedade Respiratória Europeia, na Espanha, mostrou que os adolescentes com pais fumantes têm 55% mais chances de experimentar cigarros eletrônicos.

Diversos famosos já relataram problemas de saúde causados pelo uso dos cigarros eletrônicos. Dentre eles, estão o modelo Lucas Vianna, o cantor sertanejo Zé Neto, a cantora Solange Almeida (ex-vocalista do Aviões do Forró) e a rapper americana Doja Cat.

Recentemente, o ator Eri Johnson publicou em suas redes sociais um vídeo afirmando que diversos amigos estavam sofrendo pelos cigarros eletrônicos. “Estou com quatro amigos mal para caramba por causa do vape… aquela loucura eletrônica. […] Se puder evitar, não entrar nessa, você vai durar um pouco mais nessa vida e viver ela bem vivida”, disse o ator.
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