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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Motorista de aplicativo volta ao endereço após fim da viagem, invade casa e estupra vítima


Existem histórias diante das quais não cabe o silêncio, tampouco a indiferença.
Em Morro da Fumaça, no sul de Santa Catarina, um motorista de aplicativo, de 42 anos, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (2), suspeito de invadir a residência de uma passageira e estuprar uma mulher enquanto ela dormia.

Segundo a investigação da Polícia Civil, o homem teria conhecido o endereço ao realizar uma corrida cujo ponto de partida era aquela residência. Depois de deixar o passageiro no destino, teria retornado ao local cerca de 40 minutos mais tarde.

A polícia aponta que, ao voltar, o suspeito teria invadido a casa e cometido o crime contra uma mulher que estava dormindo e, portanto, sem condições de oferecer resistência.

O caso é investigado como estupro de vulnerável. A vítima não teve a identidade nem a idade divulgadas.

Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça. O suspeito foi localizado e preso, sendo posteriormente encaminhado ao Presídio de Criciúma, onde permanece à disposição da Justiça.

Que fique registrada uma reflexão incômoda, porém necessária: quando alguém utiliza uma informação obtida durante o exercício de seu trabalho para transformar um endereço em oportunidade de violência, não estamos diante apenas de uma quebra de confiança, estamos diante de um crime que exige rigor e responsabilização.

Toda mulher deveria poder dormir em sua própria casa sem que sua segurança fosse uma questão de sorte.

E talvez a pergunta mais importante seja justamente esta:

Até quando mulheres precisarão desconfiar até daqueles que deveriam apenas cumprir seu trabalho e levá-las, ou a seus familiares, com segurança ao destino?

Assinado, alguém que acredita que confiança não é convite para violência e que toda mulher merece ter o direito de se sentir segura, inclusive dentro da própria casa.

Fonte: G1
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segunda-feira, 9 de março de 2026

Preso por estupro coletivo usa camisa com frase “não se arrependa de nada”


Vitor Hugo de Oliveira Simonin, de 18 anos, se apresentou no 12ª Delegacia Policial (Copacabana) para prestar depoimento sobre sua participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, na Zona Sul da capital. Ele chamou a atenção por usar uma camiseta com a frase "Regret Nothing" ("Não se arrependa de nada") durante a sessão.

A frase é comumente utilizada por grupos que propagam discursos de ódio contra mulheres na internet. Os chamados "Red Pills" são os mais conhecidos desse ambiente virtual, em que ideologias machistas são disseminadas com a justificativa de um “despertar para a realidade”, uma referência ao filme Matrix (1999).

O termo também é associado aos discursos do influenciador Andrew Tate, que acumula mais de 11 milhões de seguidores no X (antigo Twitter). Tate é um coach americano-britânico, que virou réu por acusações de estupro, tráfico humano e exploração sexual.

Vitor Hugo é apontado como um dos participantes diretos do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele era estudante do Colégio Pedro II, instituição que já iniciou os procedimentos para o seu desligamento.

O apartamento onde o estupro ocorreu é de propriedade da família de Vitor Hugo, embora o local não fosse utilizado como residência habitual do grupo.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Polícia Civil de Santa Catarina conclui inquérito e aponta apenas um adolescente como responsável pela morte do cão Orelha


A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu na noite dessa terça-feira (03 de fevereiro) o inquérito que investigou as circunstâncias da morte do cão comunitário Orelha, animal conhecido e acarinhado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis. O desfecho do procedimento policial trouxe uma reviravolta: apesar de inicialmente quatro adolescentes terem sido investigados, a corporação passou a apontar apenas um deles como autor direto das agressões que levaram o animal à morte.

Conclusão da investigação

Segundo a Polícia Civil, depois de ouvir 24 testemunhas, analisar cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança e cruzar diversos elementos probatórios, os investigadores concluíram que um dos adolescentes teve participação principal nas agressões ao cão Orelha — que sofreu uma pancada na cabeça de acordo com o laudo pericial e morreu em um hospital veterinário no dia seguinte.

Com o fim da fase de investigação, a corporação formalizou na Justiça o pedido de internação provisória desse adolescente, uma medida equiparada à prisão para adultos, considerando a gravidade do ato infracional, conforme critérios previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Outros envolvidos e situações que cercam o caso

Além da conclusão quanto ao agressor principal, a Polícia Civil indiciou três adultos — familiares dos adolescentes por coação de testemunhas, após tentativas registradas de influenciar depoimentos durante a investigação.

Vale lembrar que a investigação também apurava um segundo episódio de maus-tratos, relacionado a um cão chamado Caramelo, que escapou com vida apesar da tentativa de afogamento.

Controvérsias e resistência do Ministério Público

A conclusão da Polícia Civil não encerra todas as discussões sobre o caso. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) manifestou preocupação com lacunas em relatórios e incertezas quanto à participação de outros adolescentes originalmente investigados, pedindo diligências complementares para aprofundar a apuração dos fatos.

Críticas à investigação e à defesa do adolescente

A defesa do menor acusado contesta a conclusão do inquérito, criticando a força dos indícios usados para apontá-lo como autor, sobretudo pela ausência de imagens diretas do momento da agressão e por depender de análises circunstanciais como horários e depoimentos que se contradiziam.

Repercussão pública

O caso ganhou enorme repercussão nas redes sociais e na imprensa nacional desde o início de janeiro, quando imagens e relatos sobre a agressão a Orelha chocaram internautas e ativistas de proteção animal. A conclusão do inquérito e o direcionamento da responsabilidade para um único adolescente intensificaram o debate público sobre a resposta das instituições a casos de crueldade animal no Brasil — especialmente quando envolvidos são menores de idade.
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Passageiros são expulsos de carro de aplicativo por praticarem ato sexual durante corrida


Um motorista por aplicativo registrou ocorrência após passageiros desrespeitarem completamente o ambiente de trabalho, praticando atos obscenos dentro do veículo durante uma corrida em Salvador, na noite de 1º de fevereiro.

Ao perceber a situação, o motorista interrompeu a corrida em um posto de gasolina e pediu que todos descessem do carro. O episódio ainda teve tentativa de agressão, gerando confusão e levando o caso para a 14ª Delegacia Territorial, na Barra.

Isso não é “brincadeira”, não é “liberdade”, é falta de respeito com quem está trabalhando para ganhar o próprio sustento. Motoristas merecem dignidade, segurança e respeito.

O que você acha dessa situação ? Comente.
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Polícia Civil conclui inquérito sobre triplo homicídio de mulheres em Ilhéus


A Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito sobre as mortes de três mulheres na Praia dos Milionários, em Ilhéus, no sul da Bahia, quatro meses após o crime. Thierry Lima da Silva, que confessou ter matado as vítimas, foi indiciado no dia 19 de dezembro e denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 15 janeiro.

As vítimas Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, e Mariana Bastos da Silva, de 20 anos, foram mortas enquanto caminhavam pela praia na Praia dos Milionários, em Ilhéus, no dia 15 de agosto de 2025. 

Em setembro de 2025, o jornal Correio revelou que o material genético de Thierry Lima da Silva, de 23 anos, não foi encontrado nos corpos das vítimas e nem nas três facas analisadas como prováveis armas do crime.

Apesar disso, o MP-BA entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, denunciando o suspeito. A denúncia foi encaminhada para a 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus e aguarda apreciação do juízo.

O inquérito foi conduzido pelo Núcleo de Homicídios de Ilhéus e pela 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ªCoorpin/Ilhéus) e contou com o apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Departamento de Inteligência Policial (DIP).

"Durante as investigações, foram realizadas diligências de campo, análise de imagens de câmeras de segurança, exames periciais, oitivas de familiares e testemunhas, além da coleta de outros elementos probatórios que fundamentaram o indiciamento", diz a Polícia Civil, em nota.

As três mulheres foram encontradas mortas na tarde de 16 de agosto. Elas estavam desaparecidas desde o dia anterior, após saírem para passear com um cachorro na Praia dos Milionários. Um registro de câmeras de segurança mostra o momento em que as mulheres andam com animal na areia da praia.

Amigas, Alexsandra e Maria Helena eram professoras da rede municipal da cidade. Elas eram vizinhas e moravam a cerca de 200 metros de distância da praia. O cachorro foi encontrado com vida ao lado dos corpos.

De acordo com as investigações, as vítimas apresentavam ferimentos por golpes de facas, todos com um padrão similar, na região do pescoço, o que poderia indicar que apenas uma pessoa cometeu o crime. No corpo das três ainda foram encontrados vestígios que mostram que elas também foram feridas por cacos de vidro.

Thierry Lima da Silva vivia em situação de rua, é usuário de drogas e já estava sendo investigado por ser considerado suspeito do triplo homicídio, segundo informações da polícia, que confirmou a confissão do crime. Durante depoimento, Thierry assumiu a autoria do triplo homicídio e relatou à polícia que golpeou as vítimas durante uma tentativa de roubo.
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