Existem histórias diante das quais não cabe o silêncio, tampouco a indiferença.
Em Morro da Fumaça, no sul de Santa Catarina, um motorista de aplicativo, de 42 anos, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (2), suspeito de invadir a residência de uma passageira e estuprar uma mulher enquanto ela dormia.
Segundo a investigação da Polícia Civil, o homem teria conhecido o endereço ao realizar uma corrida cujo ponto de partida era aquela residência. Depois de deixar o passageiro no destino, teria retornado ao local cerca de 40 minutos mais tarde.
A polícia aponta que, ao voltar, o suspeito teria invadido a casa e cometido o crime contra uma mulher que estava dormindo e, portanto, sem condições de oferecer resistência.
O caso é investigado como estupro de vulnerável. A vítima não teve a identidade nem a idade divulgadas.
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça. O suspeito foi localizado e preso, sendo posteriormente encaminhado ao Presídio de Criciúma, onde permanece à disposição da Justiça.
Que fique registrada uma reflexão incômoda, porém necessária: quando alguém utiliza uma informação obtida durante o exercício de seu trabalho para transformar um endereço em oportunidade de violência, não estamos diante apenas de uma quebra de confiança, estamos diante de um crime que exige rigor e responsabilização.
Toda mulher deveria poder dormir em sua própria casa sem que sua segurança fosse uma questão de sorte.
E talvez a pergunta mais importante seja justamente esta:
Até quando mulheres precisarão desconfiar até daqueles que deveriam apenas cumprir seu trabalho e levá-las, ou a seus familiares, com segurança ao destino?
Assinado, alguém que acredita que confiança não é convite para violência e que toda mulher merece ter o direito de se sentir segura, inclusive dentro da própria casa.
Fonte: G1




