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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Câmara Municipal de Ilhéus aprova ampiação da licença-maternidade apra servidoras públicas


A Câmara Municipal de Ilhéus, cidade do Sul da Bahia, aprovou o Projeto de Lei nº 70/2025, que amplia para 180 dias o período de licença-maternidade para servidoras públicas municipais em casos de adoção — válida para crianças de até 12 anos de idade.

Antes, o tempo de licença variava conforme a idade da criança: 120 dias para até 1 ano, 60 dias para até 4 anos, 30 dias para até 8 anos.

Agora, essa escala é extinta, e o tempo de convivência familiar é igualado ao da maternidade biológica — um passo importante para o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Mais do que um direito trabalhista, essa conquista representa acolhimento, amor e reconhecimento da importância dos primeiros momentos após a adoção.
Porque ser mãe é estar presente — desde o primeiro abraço.
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Abono salarial PIS-Pasep 2024 começa a ser pago nesta quinta




A partir desta quinta-feira, 15 de fevereiro, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciam o pagamento do abono salarial do PIS/Pasep 2024 para os trabalhadores que têm direito ao benefício. 

O calendário de transferências se estende até agosto, porém os valores podem ser sacados até dezembro. Ao todo, cerca de 2 milhões de profissionais receberão o dinheiro, totalizando R$ 28 bilhões destinados a 24,8 milhões de trabalhadores ao longo do ano, sendo 21,9 milhões da iniciativa privada e 2,9 milhões do serviço público. 

Será a primeira vez que o benefício será pago de forma unificada para trabalhadores da iniciativa privada e do setor público. Em 2023, foram pagos R$ 25 bilhões para 24,5 milhões de profissionais. O valor do abono salarial varia de R$ 118 a R$ 1.412, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base de 2022. 

O Ministério do Trabalho e Emprego destaca que o aumento do salário mínimo resultou em ganhos reais para os trabalhadores com direito ao abono salarial, com um acréscimo de até R$ 92.

O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) é realizado pela Caixa Econômica Federal aos trabalhadores da iniciativa privada que possuem carteira assinada. O dinheiro é liberado automaticamente para os clientes do banco, de acordo com o mês de aniversário do trabalhador.

Neste mês, serão pagos R$ 1,9 bilhão aos trabalhadores nascidos em janeiro. Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é pago pelo Banco do Brasil aos servidores públicos. A liberação dos valores ocorre de acordo com o número final de inscrição do servidor público. O calendário de pagamento vai de fevereiro a agosto, com prazo limite para o saque em 27 de dezembro.

Para saber se tem direito ao abono, é possível fazer a consulta por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou no Portal Gov.br. No aplicativo, é necessário realizar um cadastro com nome completo, CPF, celular e e-mail, além de responder a cinco perguntas sobre a vida pessoal ou profissional. Após validar o cadastro, é preciso ter uma conta no Gov.br para acessar o menu “Benefícios” e selecionar “Abono salarial”, escolhendo o ano-base para verificar se receberá o benefício.
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sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Prêmio Nobel da Paz vai para Narges Mohammadi, voz feminina no Irã


A iraniana Narges Mohammadi, voz feminina histórica de seu país, venceu o Prêmio Nobel da Paz 2023, anunciado nesta sexta-feira, 06 de outubro.

Mohammadi , a 19ª mulher a receber um prêmio que já foi dado 92 vezes a homens, vem liderando a luta histórica das mulheres no Irã contra a opressão do atual regime. Ela está presa e, no total, já foi condenada a 31 anos de prisão e 154 chibatadas.

O Nobel da Paz foi concedido a Mohammadi cerca de um ano após o estopim da onda de protestos iniciados com a morte da jovem Mahsa Amini, presa em 2022 por "uso incorreto" do véu islâmico obrigatório no país.

A premiação também chega na semana em que outra iraniana entrou em coma após ser abordada no metrô pela chamada polícia da moralidade, um braço do governo iraniano que fiscaliza as duras restrições impostas a mulheres no país.

Embora tenha se tornando uma das lideranças do atual movimento, a atuação de Narges Mohammadi, uma mãe de gêmeos e engenheira de 51 anos, é ainda mais antiga.

Há duas décadas, a ativista é uma das principais defensoras dos direitos das mulheres e da abolição da pena de morte no Irã, um dos países que mais utiliza esse método de punição no mundo. Ela já foi presa seis vezes, a primeira delas há 22 anos.

Desde janeiro de 2022, cumpre pena de 10 anos e 9 meses de prisão por espalhar propaganda contra o governo no presídio de Evin, em Teerã, conhecido por abrigar críticos do regime.

Em farsi, Reiss-Andersen repetiu o lema dos protestos no Irã durante a premiação: "Mulheres. Vida. Liberdade".

Após a premiação, e através de seus advogados, ela declarou ao jornal "The New York Times" que "o apoio global e o reconhecimento de minha luta pelos direitos humanos me faz mais responsável, mas bem resolvida, mais apaixonada e mais esperançosa".

Os dois filhos de Mohammadi e seu marido também se manifestaram e disseram que é o reconhecimento à luta da mãe.

Já o governo iraniano criticou a decisão o comitê do Nobel. Através, da agência de notícias estatal Fars, Teerã acusou o Ocidente de "escolher premiar uma prisioneira por suas ações contra a segurança nacional do Irã".

A escolha de Mohammadi seria uma forma de politizar os direitos humanos, segundo a agência de notícias do governo iraniano.

Mesmo atrás das grades, Mohammadi é atualmente vice-diretora do Centro de Defensores dos Direitos Humanos do Irã, organização não governamental liderada por Shirin Ebadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2003.

E se tornou um dos principais nomes femininos do movimento que começou com a morte de Mahsa Amini.

Amini era uma jovem de 22 anos que em setembro de 2022 viajava de férias com a família pelo Irã quando foi abordada pela chamada polícia da moralidade - que fiscaliza o cumprimento das normas de vestimentas impostas a mulheres iranianas.

Instantaneamente, a morte de Mahsa Amini desencadeou um dos maiores movimentos contra o regime do Irã, comandando pelo líder supremo do país, Ali Khamenei, acusado de oprimir mulheres - o país tem presidente, mas, pelas leis iranianas, é o líder supremo quem dá a palavra final.

Desde então, mais de 500 pessoas morreram em protestos contra a repressão, segundo estimativas de organizações locais, e outras cerca de 400 foram condenadas à pena de morte.

Mas, no dia a dia, milhares de mulheres enfrentam as duras regras impostas pelo governo do Irã - desde 1983, a legislação, em uma interpretação da lei islâmica da Sharia, estabelece que iranianas e estrangeiras no país devem usar véu cobrindo o cabelo e usar roupas largas em público.

Muitas delas têm sido vistas sem o véu caminhando pelas ruas de Teerã e pelo transporte público, além de viajarem sozinhas, também em desafio às normas do governo que restringem mulheres desacompanhadas.

Mesmo estando atualmente presa e sem poder receber visita, Mohammadi conseguiu publicar um artigo recentemente no jornal "The New York Times" no qual diz que "quando mais nos prendermos, mais forte estaremos".

O Prêmio Nobel da Paz, no valor de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 5,1 milhões), será entregue em Oslo no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do industrial sueco Alfred Nobel, que fundou os prémios no seu testamento de 1895.

Os organizadores pediram às autoridades iranianas que soltem Narges Mohammadi a tempo de receber pessoalmente o prêmio.
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terça-feira, 20 de junho de 2017

Desarmamento: Tudo que você não sabia porque a mídia não te contou


Desde de 2003 o Brasil discute o desarmamento. De um lado, os partidários da ideia de que desarmar a população civil proporcionará a redução dos índices de violência. De outro, os que defendem o direito à segurança pessoal e patrimonial, bem como à legitima defesa.

Curiosamente, levantamentos realizados pelo Atlas da Violência 2016, estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP), divulgado em março de 2016, revelou que, após a implantação do Estatuto do Desarmamento, os homicídios continuaram a aumentar, ainda que em ritmo menor, até atingir um nível recorde, quando a taxa de assassinatos por armas de fogo foi a mais alta já registrada.

O Brasil alcançou a estratosférica marca de 59.627 mil homicídios em 2014, uma alta de 21,9% em comparação aos 48.909 óbitos registrados em 2003, quando foi implantado o Estatuto do Desarmamento no Brasil. A média de 29,1 para cada grupo de 100 mil habitantes também é a maior já registrada na história do país, e representa uma alta de 10% em comparação à média de 26,5 registrada em 2004, correspondente a quase 5 vezes a média mundial.

Um fato que contesta, de maneira veemente, a eficácia do estatuto.

Na verdade, ações independentes de Estados como São Paulo e Rio de Janeiro — onde as taxas de homicídio caíram 29% e 11%, respectivamente, entre 2007 e 2011 —, que incluem mais investimentos em segurança pública e a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), foram responsáveis por controlar, parcialmente, a onda de violência. Que fique bem claro: As ações de segurança pública foram as responsáveis pela redução da violência. O desarmamento mostrou-se uma medida pífia e totalmente ineficiente para conter a escalada da criminalidade. Isso fica claro quando comparamos os estados que conseguiram reduzir seus índices, com os demais estados onde a criminalidade cresceu assustadoramente.

Essa realidade também chamou atenção da ONU. O Estudo Global sobre Homicídios 2013 destaca que a suposta estabilidade nas taxas nacionais de homicídios no Brasil mascara disparidades nos níveis estaduais: enquanto, no Sudeste, as mortes por arma de fogo diminuíram, na Bahia, os casos aumentaram em 50%, e a Paraíba viu o número de assassinatos crescer quase 150%.

Isso comprova que muita gente confunde a consequência e o instrumento.

Trocando em miúdos: Somente controlar as armas, desarmando a população civil, não inibe a violência.


O desarmamento não apenas deixa a população menos livre, como a deixa menos segura. Não existe respeito à liberdade individual se o cidadão está sendo cerceado e impedido de se proteger contra ataques físicos e patrimoniais. Liberdade e autodefesa são conceitos indissociáveis, não há como facultar a existência de nenhum dos dois sem que ambos sejam oprimidos. Sem um, não há como existir o outro.

Existem muitos pontos cegos no debate entre os polos opostos, quando o assunto é desarmamento.

A peneira da mídia global empurra para debaixo do tapete informações fundamentais para o esclarecimento correto do que realmente é desarmamento e quais suas reais implicações e consequências para a população.

Poucas pessoas questionam sobre quais seriam os objetivos de um governo que tenta impor de maneira dura e coercitiva, o desarmamento da população. De uma forma simplista, podemos dizer que no mínimo isso seria, a priori, uma forma do próprio governo se defender. Garantir que a população não tenha acesso às armas de fogo foi uma das primeiras medidas tomadas por ditadores fanáticos em ascensão: Stalin, Fidel Castro, Mussolini, Hitler, Hugo Chaves,Mao Tse Tung, Pol-Pot...

Em meio a tudo isso, o cidadão de bem encontra-se bombardeado por argumentos pró-desarmamento. Entidades, supostamente pacifistas, promovem ações e campanhas cinematográficas, que contam com a participação de artistas e celebridades, apenas para convencer a todos de que portar uma arma transforma qualquer um em potencial criminoso.

Será mesmo que isso é verdade?

Será que as “beldades” que estampam capas de revistas e páginas de jornais estão realmente certas sobre os benefícios do desarmamento?

Don Kates

Esses questionamentos levaram dois pesquisadores, o Prof. Don Kates e o Prof. Gary Mauser, ambos criminologistas, da Universidade de Harvard, uma das mais renomadas do mundo, a desenvolverem um apurado estudo sobre essa temática. Publicado em 2007 no Volume 30, Número 2 do Harvard Journal of Law & Public Policy (pp. 649-694), o estudo põe por terra tudo que você provavelmente já ouviu falar sobre desarmamento. A pergunta central do estudo é: "Proibir armas de fogo reduz o assassinato e o suicídio?

Ao contrário do que pregam os ativistas anti-armas, a resposta obtida pelos resultados do estudo é: NÃO.

O estudo tornou evidente que não há correlação entre a posse de armas e o crime violento. Indo além, os resultados concluíram que à medida que a posse de armas aumenta, o assassinato e o suicídio diminuem.

Gary Mauser

Antes que eu esqueça, é importante deixar claro que os Profs. Kates e Mauser não são ativistas pró-armas.

As descobertas dos dois criminologistas, em seu estudo exaustivo sobre leis desarmamentistas e violência, na América e Europa, indicam que:

Nações com rigorosas leis anti-armas geralmente têm índices de homicídio substancialmente mais altos do que as que não tem.

O estudo descobriu que as nove nações europeias com as taxas mais baixas de posse de armas (5 mil armas por 100 mil habitantes) têm uma taxa combinada de homicídios três vezes maior que a das nove nações com as maiores taxas de posse de armas (pelo menos 15 mil armas por 100 mil habitantes).

Por exemplo, a Noruega tem a maior taxa de propriedade de armas na Europa Ocidental, mas possui a menor taxa de homicídios. Em contrapartida, a taxa de homicídio na Holanda é quase a pior, apesar de ter a menor taxa de porte da arma na Europa Ocidental. Suécia e Dinamarca são mais dois exemplos de nações com altas taxas de homicídio, mas poucas armas.

Se o mantra "Mais armas é igual a mais mortes, e menos armas igual a menos mortes" fosse verdadeiro, as nações com as mais altas taxas de posse de armas não teriam as menores taxas de assassinatos e suicídios. (Pag 661)

Em meio a toda essa celeuma um axioma se torna inconteste: Armas não matam. Pessoas matam.

Um aspecto fundamental no estudo divulgado por Harvard é justamente esse: Em que ponto a falta de autocontrole deixou de ser o problema?

Para comprovar que o autocontrole é preponderante - que “arma não mata pessoas, as pessoas o fazem” - o estudo também mostra que a taxa de assassinato na Rússia é quatro vezes superior a dos EUA e mais de 20 vezes maior do que a Noruega. Isso, em um país que praticamente erradicou a posse de armas privadas ao longo de décadas de regimes totalitários e métodos policiais conhecidamente truculentos.

Vale salientar que, em se tratando de políticas que visem controlar a violência, não é a taxa de mortes por arma - uma estatística que os defensores anti-armas são rápidos em destacar -, que importa, mas sim a taxa global de homicídio, independentemente dos meios. Os criminologistas explicam:

Nos Estados Unidos, como em várias outras nações, o assassinato por arma de fogo é mais raro. O assassinato por estrangulamento, esfaqueamento ou espancamento é muito mais frequente. (Pág. 663)

A coisa não acaba por aqui.

Ao longo dos últimos 20 anos, as vendas de armas de fogo dispararam nos EUA. Porém os homicídios relacionados a armas de fogo caíram 39% durante esse mesmo período. Outros crimes relacionados a armas de fogo despencaram 69%.

Todas as chacinas cometidas por indivíduos desajustados nos EUA, desde 1950, ocorreram em estados em que existem rígidas leis de controle de armas.

Com uma única exceção, todos os assassinatos em massa ocorridos nos EUA aconteceram em locais onde as pessoas são proibidas de portarem armas. Na Europa, caracterizada pela sua rigorosa política de controle de armas, ocorreram 3 dos 6 piores assassinatos em massa em escolas.

Os EUA são o país número 1 em termos de posse de arma per capita, porém ocupam apenas a 28ª posição mundial em termos de homicídios cometidos por armas de fogo para cada 100 mil habitantes.

A taxa de crimes violentos nos EUA era de 757,7 por 100 mil pessoas em 1992. Já em 2011 ela despencou para 386,3 por 100 mil pessoas. Durante esse mesmo período a taxa de homicídios caiu de 9,3 por 100 mil pessoas, para 4,7 por 100 mil pessoas.

Também nos EUA, a cada ano, aproximadamente 200 mil mulheres utilizam armas de fogo para se protegerem de crimes sexuais.

Em 2011, a cidade de Chicago havia aprovado uma das leis mais rígidas de controle de armas dos EUA. Mas o que houve com a criminalidade lá? A taxa de homicídios cresceu 17% em 2012 se comparada com 2011. E Chicago passou a ser considerada a mais mortífera dentre todas as cidades globais, chegando ao absurdo de em 2012 registrar um número de homicídios aproximadamente igual aos que foram perpetrados por todo o Japão.

Isso fez com que Chicago recuasse e no início de 2014, a cidade voltou a permitir que seus cidadãos andassem armados. Como consequências dessa nova política, o número de roubos caiu 20%, o de arrombamentos caiu 20%, o de furtos a veículos caiu 26% e já no primeiro semestre, a taxa de homicídios recuou para o menor número registrado em 56 anos.

Kennesaw, cidade americana que tornou obrigatória
a posse de uma arma por residência

O caso mais interessante e que demonstra um fato irrefutável no tocante ao desarmamento é o da cidade de Kennesaw, no estado americano da Georgia. Depois de ter aprovado uma lei que obrigava cada casa a ter uma arma, a taxa de criminalidade caiu mais de 50% ao logo dos 23 anos seguintes. A taxa de arrombamentos e invasões de domicílios despencou incríveis 89%.

Aposto que muitas pessoas nunca tiveram acesso a essas informações.

Se o apoio ao porte de armas demonstrou ser eficaz no combate à violência, temos um outro espectro dessa problemática: Como as rigorosas leis desarmamentistas contribuíram para o aumento da criminalidade na Europa?

Tomemos por exemplo o Reino Unido, uma das maiores potências europeias.

Apesar de possuir uma rígida lei desarmamentista, no Reino Unido a taxa de crimes violentos é quase quatro vezes maior do que a dos EUA. Em 2009 houve 2034 crimes violentos para cada 100 mil habitantes. Naquele mesmo ano, os EUA registraram apenas 466 para cada 100 mil habitantes.

Além disso, o Reino Unido apresenta aproximadamente 125% mais vítimas de estupro por 100 mil habitantes do que os EUA a cada ano.

Anualmente o Reino Unido tem 133% mais de vítimas de assaltos e outras agressões físicas por 100 mil habitantes do que os EUA.

O Reino Unido apresenta a quarta maior taxa de arrombamentos e invasões de residências de toda a União Europeia e segunda maior taxa de criminalidade.

As ideias desarmamentistas também vitimaram outros países, fazendo-os sentir os reflexos de sua opção.

Na Austrália, os homicídios cometidos por armas de fogo aumentaram 19% e os assaltos a mão armada aumentaram 69% após o governo instituir o desarmamento da população civil.

Ditadores esquerdistas desarmaram a população
civil antes de implantarem seus regimes totalitários

Os governos ao redor do mundo chacinaram mais de 170 milhões de pessoas, seus próprios cidadãos. A imensa maioria dessas pessoas foi desarmada por ordem de ditadores esquerdistas/comunistas/socialistas como Stalin, Hitler, Mussolini, Pol Pot, Mao Tsé Tung, antes de ser assassinada.

Mas nada disso chegou até as manchetes dos grandes veículos de comunicação.
Tudo ficou bem escondidinho porque vivemos em uma ditadura de opinião, onde o politicamente correto perpetua a ideia equivocada de que autodefesa é violência, usar uma arma já transforma qualquer pessoa em um criminoso e a tentativa de defesa é estigmatizada como uma violência maior do que aquela que antes havia sido perpetrada pelo criminoso. A vítima torna-se culpada por ter sido assaltada, por ter reagido e muitas vezes ainda é culpada por ter sido assassinada. O criminoso é sempre retratado como a vítima da sociedade.

Em termos gerais, as armas de fogo são utilizadas com uma frequência 80 vezes maior para evitar crimes do que para tirar vidas.

No Brasil, 14 anos após a aprovação do Estatuto do Desarmamento, uma Lei federal que entrou em vigor em 2003, após sanção do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva(presidente de esquerda/socialista/comunista), considerada uma das normatizações desarmamentistas mais rígidas do mundo, o comércio legal de armas de fogo caiu 90%. Porém, as mortes por armas de fogo aumentaram 346% ao longo dos últimos 30 anos. Com quase 60 mil homicídios por ano, o Brasil já é em números absolutos o país onde mais se mata no mundo.

A população assiste a tudo isso de mãos e pés atados, embora o governo brasileiro tenha promovido um referendo popular no ano de 2005 para saber se a população concordaria com o artigo 35 do estatuto, que proíbe a venda de arma de fogo e munição, especialmente à população civil, em todo o território nacional. O artigo foi rejeitado com resultado expressivo:

63,94% dos votos “NÃO” contra apenas 36,06% dos votos “SIM”.

Porém isso não foi o suficiente para que o governo desse ouvidos à maioria da população e concedesse ao povo o direito de se defender, portando legitimamente uma arma de fogo.

Isso é a democracia?

Desde 2016 tramita no Senado, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, uma sugestão legislativa que propõe a revogação do Estatuto do Desarmamento.

Seus apoiadores alegam que devido a não solução da violência e com o aumento significativo da criminalidade, o cidadão deve ter o direito de defender sua casa, família e patrimônio. Um argumento mais do que lógico, inconteste.

Além desse projeto de iniciativa popular, tramitam na Câmara dos Deputados vários projetos de leis que visam acabar com o Estatuto do Desarmamento ou modificá-lo de alguma forma.

Enquanto isso, o povo segue desarmado, desprotegido e sem direito à legítima defesa.


A verdade é que se um governo aprova um estatuto do desarmamento, o que ele realmente está fazendo é diminuindo o medo dos criminosos, aumentando a insegurança da população e cerceando o direito de defesa do bem maior: a própria vida. Impedir a população de se defender só contribui para uma coisa: aumentar a confiança dos vagabundos em saber que suas eventuais vítimas, que são as pessoas que obedecem às leis, estarão desarmadas.

Enquanto o Brasil for um país que cria mecanismos que beneficiam fundamentalmente aqueles que vivem e agem às margens da lei, nunca controlará a violência. É preciso garantir ao cidadão de bem, o direito à autodefesa como elemento preponderante no desenvolvimento da liberdade como um todo.


Links

Link para artigo sobre a pesquisa de Harvard


Link para artigo sobre violência em Chicago


Link para artigo sobre o desarmamento na Austrália


Link para artigo sobre estatísticas de assaltos, estupros, roubos e outros crimes no mundo (2002)


Link para artigo sobre assassinatos em massa


Link para o Estatuto do Desarmamento


Link para Sugestão Legislativa em tramitação no Senado sobre revogação do Estatuto do Desarmamento

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Falando em Minorias


Nas estradas por onde ando, onde paro e entabulo uma conversa, sempre acaba surgindo um assunto recorrente: a segregação das minorias. Muitos podem ver com bons olhos e até sentirem-se orgulhosos da criação e aplicação de políticas especiais para negros, índios, gays...Mas eu não.

Espera aí, não sou racista, nem homofóbica.

Explico, mas antes eu perguntinha: Será mesmo a institucionalização de direitos e leis específicos que vai nos garantir um mundo mais digno?

Of course not!

A segregação nunca foi o caminho da coletividade.

Ninguém amparado por leis segregacionistas pode se sentir incluído, mesmo porquê, antes de qualquer coisa, a ideia de inclusão e igualdade de direitos proporcionada por tal medida perpassa pelo reconhecimento da diferença, da estigmatização socialmente imposta. E assim sendo, como é possível acreditar que tudo isso é benéfico?

Em um mundo realmente digno, todos tem direito a tudo, deveres iguais, não importando sua raça, orientação sexual, religião, sexo ou idade.


É esse o verdadeiro princípio de uma sociedade justa e igualitária.

Não sei porque motivos as pessoas passaram a acreditar que devem unir-se nas diferenças, apenas para pleitear benesses para si próprias.

São os índios lutando pelos índios. Os negros pelos negros. Os gays pelos gays...e por aí vai.

Questiono a real necessidade disso pois, se todos lutássemos por todos, não haveria minorias.

Mas na revolução propagada pelo sistema atual, muitas vezes esquecemos da estratégia mais antiga utilizada em guerras e mais guerras: separar para conquistar.

É isso mesmo. A segregação é uma eficiente estratégia de domínio social. Só não enxerga quem não quer.


Vamos pensar mais amplo, com mais responsabilidade social, realmente preocupados com o OUTRO. Tudo precisa de um pontapé inicial. Mesmo que ele seja a demolição de paradigmas concretamente instituídos.

Você deve estar achando que tudo isso não passa de uma utopia. Mas não é.

É possível construir uma calçada que sirva a qualquer pedestre?

Se fosse construída para que uma cadeirante, um cego, um idoso e uma criança andassem sem dificuldades, todos seriam beneficiados. Não será necessária a posterior implementação de recursos específicos para acessibilidade pois, a ideia de acesso a todos já perpassou por ela. Realmente vale fazer esta reflexão.

Lembremos que aceitar “caixas fechadas” pode até parecer mais fácil. Mas um dia a fita adesiva fica sem cola, e o que você será obrigado a enxergar pode não ser aquilo que imaginou durante todo esse tempo.

Bom, depois de tudo isso, já dou por explicada a minha declaração contra as políticas especiais.

Metáforas à parte, concordo plenamente com o que disse o Barão de Itararé:


“Não é triste mudar de ideia. Triste é não ter ideias para mudar.”
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