Morreu hoje, aos 83 anos, Gracindo Jr., ator, diretor e artista de uma trajetória que atravessou mais de cinco décadas entre o rádio, o teatro, o cinema e a televisão. Filho do inesquecível Paulo Gracindo, ele começou ainda adolescente, aos 15 anos, na Rádio Nacional, e posteriormente tornou-se um dos pioneiros dos primeiros anos da televisão brasileira.
Quem viveu a televisão de outras décadas certamente guarda na memória personagens e novelas como “O Casarão”, “O Bem-Amado”, “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata”, “Explode Coração” e “Dona Beija”. E há uma dessas histórias que parece saída de um romance familiar: em O Casarão, Gracindo Jr. e seu pai interpretaram o mesmo personagem em diferentes fases da vida. Um encontro de talento, sangue e memória diante das câmeras.
Mas Gracindo Jr. não viveu apenas diante das câmeras. Também deixou sua marca como diretor, comandando trabalhos como “Marron-Glacé” e “Os Trapalhões” além de participar dos primeiros videoclipes exibidos pelo Fantástico.
E talvez seja justamente essa a beleza de uma carreira tão longa: quando as luzes finalmente se apagam, permanecem as cenas, os personagens, as histórias e o carinho de quem assistiu.
À família, aos amigos e a todos que tiveram o privilégio de compartilhar a vida e a arte com Gracindo Jr., nossos sentimentos e nossa mais sincera solidariedade neste momento de despedida.
Agora me contem, meus caros leitores: qual personagem ou novela de Gracindo Jr. ficou guardado na memória de vocês?
Assinado, alguém que acredita que os grandes artistas jamais deixam verdadeiramente o palco apenas passam a viver para sempre na memória de quem os aplaudiu.




