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A força mais poderosa da natureza

Sabe quela máxima que diz:: "Aquela mãe é uma leoa"
Você vai entender a profundidade dessa frase quando assistir ao documentário “The Last Lions”
Gravado nas savanas africanas, o filme conta a história de Ma Di Tau, uma leoa determinada a arriscar tudo para salvar seus filhotes.
A desventura de Ma Di Tau começa quando dois leões decidem invadir o território onde ela vive com seu parceiro e três filhotes. Quando o leão líder é derrotado e morre, Ma Di Tau não se rende à nova liderança. Permanecendo fiel ao seu companheiro morto, ela consegue escapar da morte, depois de lutar com leoas, e foge para salvar sua vida e de seus filhotes. Antes de fugir, cega uma das leoas que a cercavam. Em desespero, Ma Di Tau começa uma fuga arriscada. Sem saída, ela inicia a travessia de um rio. Em meio a correnteza , um dos filhotes acaba na boca de um crocodilo. Mais este era apenas seu primeiro revés. Ao chegar em terra firme, a leoa se depara com uma ilha, cheia de búfalos - inimigos perigosos dos leões - mais isso não abala Ma Di Tau. Ela ainda precisa se preocupar com o grupo de leoas lideradas pela temível “Olho de prata”, a mesma que Ma Di Tau havia cegado.
A vida se tornou extremamente difícil para a mãe leoa. Além de ficar sempre alerta para os inimigos, ela tem de caçar para alimentar os dois filhotes que lhe restam. O único alimento em vista são os búfalos. Mas seria uma insanidade tentar caçar um deles sozinha. Como se não bastasse a fome, ainda haviam as hienas, sempre prontas esperando uma oportunidade para lhe roubar o alimento ou mesmo devorar seus filhotes enquanto ela caçava.
A necessidade de alimentar-se falou mais alto e Ma Di Tau começou a caçar búfalos. Enfurecido pela audácia da leoa, o líder da manada decide vingar-se nos filhotes. Ao regressar de uma exaustiva caçada, em que abateu um filhote de búfalo mas perdeu sua caça para um grupo de hienas, Ma Di Tau percebe que algo terrível ocorreu: seus dois filhotes não respondem aos chamados. Horas depois, descobre um deles, a fêmea, num estado agonizante, com a coluna quebrada. A filhotinha foi pisada pelos búfalos e não consegue caminhar.
Nesse momento, Ma Di Tau olha para sua cria. Seus olhos são de uma tristeza profunda. Seu olhar diz tudo: Ela compreende que, devido à gravidade do ferimento, a filhotinha não tem salvação, não poderá sobreviver no ambiente selvagem. Resignada com mais este revés do destino, a leoa caminha até a margem do rio. A filhote se arrasta chorando tentando seguir a mãe, de maneira dramática e comovente. E eis que chega o momento da separação. Ma Di Tau deixa a filhote para trás e geme dando um brado, um rugindo sofrido como que expressando sua dor. É tão comovente, que nós temos a nítida impressão de que a leoa chora sentada à beira do rio. 
Já sem nada a perder, Ma Di Tau resolve deixar de fugir e resolve enfrentar os búfalos. Num duelo sangrento, ela ataca nada mais nada menos do que o líder da manada, um búfalo que comanda seu grupo há 10 anos. A corajosa Ma Di Tau enfrenta também a leoa “olho de prata”. É a fúria de uma mãe que perdeu todos os meus filhotes.
No final a heroína não só vence a oponente, como passa a liderar o grupo de leoas em ataques às manadas de búfalos. É impressionante ver como Ma Di Tau se supera, fazendo da adversidade uma oportunidade de mudar sua vida completamente.
O filme termina com um final feliz. O último filhote, que acreditávamos ter sido morto pelos búfalos, aparece após vários dias sumido. Ma Di Tau enche-o de carinho. Afinal os sacrifícios valeram a pena. A corajosa mãe leoa não só protegeu o filhote como ainda se tornou a líder do bando. 
O documentário termina com o filhote adulto assumindo o seu papel do novo “rei leão”.
Talvez você se pergunte se a história é mesmo real. A verdade é que os realizadores não interferiram em nada. Eles viveram durante os últimos sete anos no delta do Okavango, apenas registrando as cenas, usando as mais modernas tecnologias colocadas ao seu dispor pela National Geographic.
No momento mais dramático do filme - ou seja, quando se julgava que os dois últimos filhotes tinham morrido - os realizadores temeram que isso significasse anos de trabalho perdido e que fosse necessário mudar o ângulo da história. A Natureza, afinal, foi generosa e o filme teve um final digno dos melhores de Hollywood.
O resultado é um filme emocionante e intenso, com uma fotografia fabulosa, que comove o mais insensível dos espectadores. 
A corajosa história da leoa Ma Di Tau prova que “o amor de uma mãe é a força mais poderosa da Natureza”.
Vale muito assistir! 
Dedico este post a todas as mães maravilhosas que conheço, a todas as "mãe leoas".

Feliz Dia das Mães!!


"Aliás uma pergunta que me fez: o que mais me importava – se a maternidade ou a literatura. O modo imediato de saber a resposta foi eu me perguntar: se tivesse de escolher uma delas, que escolheria? A resposta era simples: eu desistiria da literatura. Nem tenho dúvida que como mãe sou mais importante do que como escritora."
Clarice Lispctor

2 comentários:

Thalyta disse...

Esse documentário é incrivelmente emocionante. Sou apaixonada por felinos, principalmente gatos e leões. O filme te deixa tenso e na torcida para que no final tudo acabe bem para a heroína da história, a Ma Di Tau. A parte mais comovente, é cena da leoa deixando para trás o seu filhote, foi mesmo de partir o coração. Mas para o seu estado, não havia mesmo solução e a leoa sabia disso. Mas para a minha alegria, e para a alegria da Ma Di Tau, ela dá a volta por cima, se torna a líder e o mais importante, reencontra o seu filhote, o futuro rei...Me emocionei muito assistindo e depois contando ao meu esposo. Parabéns pelo Blog!

Anônimo disse...

Sou muito apaixonada por leões e queria perguntar em que ano foi feito esse filme?

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