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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Os verdadeiros heróis ainda são massacrados

O post de hoje é um protesto.
Um desabafo de uma brasileira que apesar de tudo ainda acredita que o Brasil tem jeito.
Protesto em favor da verdadeira democracia, da verdadeira liberdade de expressão.
Vou falar de um fato que chegou ao meu conhecimento e me deixou aterrorizada. Mas antes duas perguntas:

Você seria capaz de arriscar sua vida para salvar alguém que não conhece?

Quanto vale a sua vida?

Reflitam bem e ao final do texto entenderão o porquê das perguntas.
Pois bem, todos os dias milhares de bombeiros arriscam suas vidas para salvar estranhos.
Eles entram em casas e prédios em chamas para resgatar pessoas que nunca viram.
Adentram mares revoltos para salvar afogados que lhes são totalmente desconhecidos.
Retiram de ferragens de acidentes gente que nem sabem quem são.
Tudo isso em troca de que?
De um salário mediocre!
Que me desculpem os professores e médicos, mas os profissionais que deveriam receber os melhores salários são os bombeiros. Garanto que muita gente concorda.
Mas vamos juntar mais peças ao quebra-cabeças.
Não é raro vermos reportagens na televisão que relatam a falta de merenda e material em escolas, remédios e materiais de limpeza e manutenção em hospitais, e por aí vai.
Mas alguma vez vc viu uma reportagem falando da falta de material no corpo de bombeiros? Alguma vez a mídia falou que eles muitas vezes trabalham com mangueiras furadas, viaturas que não funcionam, trajes inadequados para o combate ao fogo, instrumentos de resgate obsoletos ou que não recebem manutenção e que, muitas vezes não dispoem nem mesmo de uma luva cirurgica para protegerem-se ao entrarem em contato com o sangue das vítimas?
Com certeza não. Mas todas essas coisas são mais comuns do que imaginamos. Mas ainda assim, eles estão lá. Heróis da vida real.
Bom, vamos viajar um pouquinho no tempo e voltarmos ao ano de 2001.
Neste ano, o Corpo de Bombeiros da Bahia entrou em greve. Isso mesmo, greve!
Mas enganam-se aqueles que pensam que eles reivindicavam apenas melhores salários ou reajustes negados. A principal reivindicação eram por condições dignas de trabalho.
Como brasileira, lembro desse fato e de ter ficado imensamente envergonhada de ter que ver pessoas tão altruístas terem que tomar uma medida tão radical quanto uma paralisação para que fossem ouvidos.
Como sempre, o governo sufocou o movimento, fez as velhas promessas e acabou por aí.
Antes de prosseguir gostaria de esclarecer alguns fatos que muitas pessoas não tem conhecimento: A Bahia é o único Estado do País que não possui uma legislação própria de segurança contra incêndio. Dos 417 municípios baianos, somente Salvador e Feira de Santana possuem legislações municipais com este enfoque. A Bahia também é um dos quatro estados onde o Corpo de Bombeiros é subordinado à estrutura da Polícia Militar. Além disso, uma defasagem no efetivo, de cerca de 12 mil homens, é apontada pela Associação dos Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra). Junta-se a isso o fato que, sendo uma instituição militar, dispoem de normatização própria e Código de Processo Penal Militar.
O estigma da ditarura ainda corrói as instituições militares até hoje, umas mais, outras menos. No caso do Bombeiro, ainda mais. Explico. Após a greve, iniciou-se uma verdadeira “caça às bruxas”, prisão, exclusão, punição, humilhação de todos aqueles corajosos homens que tiveram a dignidade de mostrar a nós o que passavam em seu cotidiano. Mas a caçada foi na surdina, sem fazer muito alarde, calando a todos que tentavam se manifestar. Vez ou outra chegava até a mídia uma pontinha daquilo que ocorria dentro das paredes dos quartéis de bombeiros da Bahia, mas a repercursão era pequena.
Muitos bombeiros foram indiciados por crime militar, principalmente aqueles que foram apontados como os líderes do movimento. Respondiam aos mais exdrúxulos e estapafurdios processos até este ano. Você deve ter ficado surpreso de saber que apenas até esse ano. Graças ao presidente Lula, em 14 de janeiro deste ano, todos os bombeiros indiciados como líderes dos movimentos foram anistiados. Nada mais justo! Porém enganam-se aqueles que pensam que os pobres deixaram de ser perseguidos. Não, não, não. Continuam sofrendo assédio moral, humilhações e perseguições constantes por parte dos comandantes.
Minha profissão(sou jornalista) me permite conhecer muita gente. E penosamente, admito que conheço alguns desses bombeiros sofredores. Digo sofredores porque ao tentarem melhorar a prestação do serviço à comunidade pagam até hoje um alto preço. Dói na alma olhar nos olhos de um ser humano tamanhamente desprendido de sua própia existência e ver a mácula que este grito de liberdade deixou em seus corações.
Agora pergunto:

Se o presidente, que é a maior autoridade do país, resolveu dar um basta nisso, por que ainda continua a acontecer?

Onde estão os comites de direitos humanos que não vem em socorro deste que são o socorro de toda a população?


Agora vou revelar o que me motivou a redigir este texto.

Relatarei uma história, de um desses bombeiros. Por medida de segurança, o chamaremos de Y.
Y é um dos bombeiros mais altruístas e competentes que já tive a oportunidade de conhecer. Admirado pelos colegas por sua honestidade e bravura, ele foi um dos primeiros a tentar expor ao público em geral as mazelas do cotidiano da profissão. Ele participou da greve, sim. Foi indiciado e passou anos respondendo ao processo militar. Nesse meio tempo, formou-se sargento. Porém como respondia ao processo não pode ser promovido. Passou anos desempenhando uma função que se encontrava até fora dos quadros normais da instituição: cabo, e recebendo como tal, embora fosse diplomado em sargento. Até hoje recebe seus proventos como sendo Cabo. Y foi perseguido por Tenentes, Capitães, Majores, Tenentes-coronéis, Coronéis e pasmem, até pelos próprios colegas Sargentos. Dono de uma personalidade forte e de uma consciência inabalável dos seus direitos, nunca se deixou abater pelas mais vis estratégias de humilhação e perseguição que sofreu e ainda sofre. É tido em seu batalhão como a erva daninha da corporção, ao invés de ser visto como o libertador, a única gota de sanidade e pureza d'alma de todo um pelotão.
Até hoje ele sofre e se continuarmos calados ele vai continuar a sofrer. Sofrer por não ter a quem recorrer, sofrer por ter tido a coragem de dizer a verdade, sofrer por todos os dias ter que defender sua honra para continuar a nos salvar.
Se você conhece algum advogado especializado na área militar ou alguém que queira ajudar Y por favor entre em contato conosco através de nosso e-mail: ideiasdebarbara@hotmail.com
Passem essa mensagem adiante!
Façamos nosso papel de brasileiros, de cidadãos!



"O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo." Clarice Lispector







p.s. As imagens que acompanham este texto são meramente ilustrativas.

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terça-feira, 27 de abril de 2010

A 6 passos de Você

Desde que o mundo é mundo o ser humano busca algum tipo de relação paralela, um elo, algo que nos conecte a todos.

Existe uma conexão entre as pessoas? Que vidas estarão ligadas a você? Dizem que, neste planeta, as pessoas estão conectadas umas às outras por cadeias de pessoas, o que significa que ninguém permanece no anonimato… pelo menos não por muito tempo.

Sonho ou realidade, ciência ou religião, tudo tenta explicar o que nos uni, isso sem falar no que nos originou.

E nessa “sopa” de possibilidades, surgem muitas teorias. Alguns dizem que o “cimento” que nos une é o DNA. Outros garantem que são os sentimentos. E ainda existem os que acreditam que a “cola” seja uma mistura das convenções sociais.

Debates à parte, vamos falar agora de uma teoria muito interessante: a Teoria dos 6 graus de separação. Como toda certeza, pelo menos uma vez na vida, você já utilizou a expressão: “Mas como esse mundo é pequeno!”

Bom, agora imagine que alguém se preocupou em provar como o mundo é realmente pequeno.

A idéia dos seis graus de separação surgiu pela primeira vez em 1967, quando o psicólogo norte-americano Stanley Milgram publicou a teoria de "mundo pequeno" na revista Psychology Today. As pessoas já suspeitavam de que nós todos somos realmente muito próximos. Mas era a primeira vez que essa ideia era mostrada em grande escala, provando que ela vai além do folclore.


A teoria dos seis graus de separação originou-se a partir de um estudo científico, que defende a tese de que, no mundo, são necessárias no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas. No estudo, feito nos Estados Unidos, buscou-se, através do envio de cartas, identificar o número de laços de conhecimento pessoal existente entre duas pessoas quaisquer. Cada pessoa recebia uma carta identificando a pessoa alvo e deveria enviar uma nova carta para a pessoa identificada, caso a conhecesse, ou para uma pessoa qualquer de suas relações que tivesse maior chance de conhecer a pessoa alvo. A pessoa alvo, ao receber a carta, deveria enviar uma carta para os responsáveis pelo estudo. Se isso fosse feito hoje, seria na basse dos scraps, torpedos ou similares, o que facilitaria muito a conclusão das pesquisa.

A popularidade da crença no fato de que o número máximo de passos entre duas pessoas é 6 (seis) gerou, em 1990, uma peça de nome Six Degrees of Separation, de John Guare, além de um filme estrelado por Will Smith, Donald Sutherland e Stockard Channing em 1993.

E a coisa não parou por aí. Na Internet encontramos um jogo bem interessante que se baseia na teoria, denominado Oráculo de Bacon (The Oracle of Bacon). O jogo mostra como o ator Kevin Bacon se relaciona com os demais artistas, sejam de filmes americanos ou não. Para exemplificar, a atriz Fernanda Montenegro tem um número Bacon de 3, obtido da seguinte forma: ela atuou em Joana Francesa (1973) com Jeanne Moreau; esta atuou com Eli Wallach em The Victors (1963) e, finalmente, este atuou com Kevin Bacon em Mystic River (2003). Já Carmem Miranda tem um número de Bacon de 2 e Mazzaropi, 3.

Os estudos sobre grau de separação incluem-se entre os mais modernos estudos de análise de redes sociais. Várias pesquisas vem sendo feitas, como por exemplo, na identificação da estrutura das redes de colaboração de cientistas, redes de cooperação e de transmissão de doenças, além de redes de páginas e sites na web.

Essa teoria também é comprovada pelo uso das redes de relacionamento, como o Orkut. A base de funcionamento do Orkut é a própria teoria, pois graças a ela o engenheiro de software responsável pela rede de relacionamentos, Orkut Buyukkokten, pôde estabelecer uma relação intermediária entre todos os usuários.

De 1967 pra cá muita coisa mudou, mas se pensarmos um pouquinho, talvez o pesquisador tenha razão. O mais chocante é que quando Stanley Milgram fundamentou suas ideias nem existia Orkut, My Space ou Facebook.

Foi justamente explorando esse lado que a rede de TV Americana ABC, criou a série 6 graus de Separação (Six Degrees). Exibida no Brasil pelo canal People & Arts, a trama enfatiza como nosso mundo é, desvendando as conexões entre as vidas de seis pessoas, mais especificamente, 6 nova-iorquinos que nunca se viram, influenciando, modificando, atrapalhando ou até mesmo melhorando as vidas uns dos outros.

Tudo não parece ser muito diferente do plano real.

Então proponho fazermos um pequeno teste, uma brincadeira.

Primeiro, você tem que fazer parte do Orkut, My Space, Facebook ou qualquer outro tipo de site de relacionamento. Em seu perfil escolha um amigo(a). Acesse os amigos desse amigo(a) e click em uma pessoa que você não conhece. No perfil dessa pessoa, escolha uma outra e click. Continue acessando um amigo em cada perfil que visualizar até ter acessado 6 perfis, contando com o seu e o do seu amigo (a). Ao final, veja em que lugar do mundo está a última pessoa.

Viu como o mundo é realmente pequeno?


"Não há passageiros na nave espacial Terra; somos todos tripulação."

Marshall McLuhan



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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Falando em Minorias


Nas estradas por onde ando, onde paro e entabulo uma conversa, sempre acaba surgindo um assunto recorrente: a segregação das minorias. Muitos podem ver com bons olhos e até sentirem-se orgulhosos da criação e aplicação de políticas especiais para negros, índios, gays...Mas eu não.

Espera aí, não sou racista, nem homofóbica.

Explico, mas antes eu perguntinha: Será mesmo a institucionalização de direitos e leis específicos que vai nos garantir um mundo mais digno?

Of course not!

A segregação nunca foi o caminho da coletividade.

Ninguém amparado por leis segregacionistas pode se sentir incluído, mesmo porquê, antes de qualquer coisa, a ideia de inclusão e igualdade de direitos proporcionada por tal medida perpassa pelo reconhecimento da diferença, da estigmatização socialmente imposta. E assim sendo, como é possível acreditar que tudo isso é benéfico?

Em um mundo realmente digno, todos tem direito a tudo, deveres iguais, não importando sua raça, orientação sexual, religião, sexo ou idade.


É esse o verdadeiro princípio de uma sociedade justa e igualitária.

Não sei porque motivos as pessoas passaram a acreditar que devem unir-se nas diferenças, apenas para pleitear benesses para si próprias.

São os índios lutando pelos índios. Os negros pelos negros. Os gays pelos gays...e por aí vai.

Questiono a real necessidade disso pois, se todos lutássemos por todos, não haveria minorias.

Mas na revolução propagada pelo sistema atual, muitas vezes esquecemos da estratégia mais antiga utilizada em guerras e mais guerras: separar para conquistar.

É isso mesmo. A segregação é uma eficiente estratégia de domínio social. Só não enxerga quem não quer.


Vamos pensar mais amplo, com mais responsabilidade social, realmente preocupados com o OUTRO. Tudo precisa de um pontapé inicial. Mesmo que ele seja a demolição de paradigmas concretamente instituídos.

Você deve estar achando que tudo isso não passa de uma utopia. Mas não é.

É possível construir uma calçada que sirva a qualquer pedestre?

Se fosse construída para que uma cadeirante, um cego, um idoso e uma criança andassem sem dificuldades, todos seriam beneficiados. Não será necessária a posterior implementação de recursos específicos para acessibilidade pois, a ideia de acesso a todos já perpassou por ela. Realmente vale fazer esta reflexão.

Lembremos que aceitar “caixas fechadas” pode até parecer mais fácil. Mas um dia a fita adesiva fica sem cola, e o que você será obrigado a enxergar pode não ser aquilo que imaginou durante todo esse tempo.

Bom, depois de tudo isso, já dou por explicada a minha declaração contra as políticas especiais.

Metáforas à parte, concordo plenamente com o que disse o Barão de Itararé:


“Não é triste mudar de ideia. Triste é não ter ideias para mudar.”
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Futilidades


Fútil, um adjetivo muito interessante. Quando o utilizamos geralmente não somos capazes de mensurar o seu alcance.

Segundo o dicionário Michaelis, a palavra quer dizer: “Leviana, frívola, que tem pouca ou nenhuma importância". Bom, dentre os seus sinônimos não existe a palavra BURRICE. Logo, atrelar sua significação à ideia de falta de inteligência é uma incoerência. Rotular uma pessoa fútil de intelectualmente incapaz é tão ou mais grave do que ser necessariamente fútil, ter atitudes fúteis.

Saibam, pois que todos somos capazes de ensinar e aprender uns com os outros.

“Ah, aquela mulher é uma alienada, não sabe nem onde fica a Rocinha!” – crucifica o suposto intelectual.

Mas esta mesma “alienada” sabe o que significam as letras RSVP, num convite. Ela também sabe qual é o garfo de salada e a faca de peixe.


Eu não poderia deixar de contextualizar isso tudo na Blogsfera. Tenho lido em alguns blogs textos que denigrem outros blogs, única e simplesmente porque seus donos e donas consideram ridículos assuntos como moda, beleza e comportamento. O mais chocante, porém, fica por conta da atitude de alguns blogueiros consagrados, que crucificam iniciantes que pedem humildemente conselhos e opiniões. Particularmente abomino ambas as atitudes. Adoro conhecer gente nova e descobrir blogs interessantes.

Devemos sempre lembrar que todos somos dotados de um “Q” diferencial. È o medo de conhecer o outro, de nos identificarmos de alguma maneira, que impede a aproximação, que mantém os rótulos.

O medo nos torna tremendamente incapazes. Ele pode restringir tanto o nosso pensamento, que chega a inibir nossa capacidade de experienciar e interagir. Ele pode absorver nossa tenção ou esconder nossa consciência.Quando um animal está aterrorizado, ele pode correr ou se esconder. Com precaução, ele investiga, fareja cuidadosamente, olha e escuta atentamente, formula um julgamento.

O animal deixa de sentir medo porquê a ameaça deixou de ser “ameaça”. Ele não se ateve a análises superficiais, a embalagens. Sua força de vontade em superar o medo perpassou pela abertura de seus horizontes cotidianos, pela retirada das barreiras responsáveis pela existência dos posicionamentos errôneos. Ao derrubarmos os muros do medo, resumimos a vida com refinamento e graça.

Tornamo-nos capazes de entender as “futilidades” do outro. Criamos coragem para assumir que também somos fúteis, não importa em que aspectos.

No fundo tudo se resume ao mesmo do mesmo: A metalinguagem da nossa consciência. O “Eu” explicando o próprio “Eu”.

Ah, deixo aqui uma reflexão:

“A brevidade da nossa vida, as limitações dos nossos sentidos, o torpor da nossa indiferença, a futilidade das nossas ocupações, leva-nos a um conhecimento limitado”.

John of Salisbury, escritor inglês, diplomata e Bispo de Chartres
em “Prologue to the Policratus”


P.s. Já ia esquecendo, RSVP é a abreviação de Répondez S'il Vous Plaît, uma expressão francesa, que traduzida para o português significa "Responda, por favor". Abreviação muito utilizada em convites de grandes eventos para a confirmação da presença dos convidados visando um melhor planejamento.
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