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segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Janeiro Branco: Mês de incentivo aos cuidados com a saúde mental


No primeiro mês do ano – janeiro – temos o costume de refletir sobre nossa história, o sentido e o propósito da vida. fazermos uma espécie de retrospectiva pessoal, pensamos sobre a qualidade de nossos relacionamentos, revisitamos nossas emoções, nossos últimos desafios da vida, pensamentos e comportamentos. Foi considerando este cenário que o mês de janeiro foi escolhido para representar a saúde mental no Brasil, tornando-se o “Janeiro Branco“. 

Estima-se que em cada 100 pessoas, ao menos 30 sofrem ou sofrerão, em algum momento da vida, de problemas de saúde mental. Além disso, o Atlas de Saúde Mental 2017 da Organização Mundial da Saúde (OMS)(Mental Health Atlas 2017 – versão em inglês, disponível para download no site da OMS) identificou que há, em todo o mundo, uma escassez de profissionais de saúde capacitados e de instalações de saúde mental baseadas na comunidade.

O que é saúde mental?

Muitas pessoas, quando pensam no tema “Saúde Mental” acabam na verdade fazendo uma associação com “Doença Mental”. Entretanto, a saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde mental como o estado de bem-estar no qual uma pessoa consegue desempenhar suas habilidades, lidar com as inquietudes da vida, é capaz de trabalhar de forma produtiva e contribuir para a sua comunidade.

Um indivíduo mentalmente saudável compreende que não existe a perfeição e que todos os seres humanos possuem limites. Também compreende que a vida real é regada de diversas emoções, como por exemplo: alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração.

Além disso, são capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida.

Resumindo, a Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e como lida com os seus desejos, capacidades, ambições, idéias e emoções.

Então, saúde mental tem a ver com:

– Estar bem consigo mesmo e com seus familiares, colegas, amigos e qualquer outro;
– Entender os desafios da vida;
– Saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida;
– Reconhecer o próprio limite e buscar ajuda quando necessário.

Campanha Janeiro Branco

O “Janeiro Branco” foi criado em 2014, em Minas Gerais, idealizado pelo psicólogo Leonardo Abrahão. Atualmente, a campanha conta com colaboradores em diversas cidades do território nacional e a aderência aumenta a cada ano. Além disso, em muitas cidades é possível participar de palestras ou mesas de debate sobre o assunto.

Porque o mês de janeiro e a cor branca foram escolhidos pra essa campanha?

Mês de Janeiro

O mês de janeiro foi escolhido por alguns motivos pela campanha. Em janeiro, as pessoas têm a sensação de um recomeço, muitos planos e novo estilo de vida. Esse clima foi a base para que as pessoas começassem o ano pensando também em sua saúde mental.

Além disso, é comum experimentar alguma melancolia ou angústia durante a passagem do ano, e janeiro é um momento em que muitas pessoas ainda estão fragilizadas por isso. Então esse o momento ideal para buscar ajuda profissional e começar a cuidar da mente.

Cor branca

A cor branca representa um quadro ou página em branco. Significa o papel em branco, no qual escreveremos ou desenharemos uma nova história da saúde mental, sem os tabus e preconceitos que a cercam. Um novo começo!
E como começar a desenhar um novo começo?

A campanha Janeiro branco sugere que, neste início de ano, todos nós tomemos algumas medidas em prol de nossa saúde mental:
  • Refletir: com a chegada do ano novo, será que você está pronto para se tornar uma nova pessoa? Então, aproveite o momento de reflexão para pensar no que você pode mudar na sua vida para ser mais feliz.
  • Aceitar os ciclos: assim como os anos que iniciam e acabam, a vida também é feita de ciclos. Portanto, entenda que, se você estiver num mau momento, ele vai passar. E uma próxima etapa, de reconstrução e alegrias chegará. Então aproveite para se preparar para o próximo ciclo que vai começar!
  • Preparar-se para agir: o hábito de meditar e refletir sobre o que está acontecendo com você é essencial para conquistar o estado mental que você deseja. Sendo assim, o que você pode fazer, que pensamentos pode ter, que possam levar você a ter uma vida mais saudável e feliz?
Os 5 objetivos da Campanha Janeiro Branco

1. Fazer do mês de Janeiro o marco temporal estratégico para que as pessoas e instituições sociais reflitam e efetivem ações em prol do combate ao adoecimento emocional dos indivíduos e instituições;

2 . Chamar a atenção para os temas da Saúde Mental e da Saúde Emocional na vida das pessoas;

3. Aproveitar a simbologia do início de todo ano para incentivar as pessoas a pensarem a respeito da sua vida e do quanto investem em sua Saúde Mental e Emocional e daqueles que estão ao seu redor;

4. Chamar a atenção das mídias e das instituições sociais para a importância da promoção da Saúde Mental e Saúde Emocional dos indivíduos;

5. Contribuir para a construção, fortalecimento e disseminação de uma “Cultura da Saúde Mental” que estimule a elaboração de políticas públicas em benefício da Saúde Mental dos indivíduos.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Pare e repare

A vida é cheia de reparos.
Isso mesmo, vivemos fazendo reparos.
Não só aqueles reparos, interpretados ao pé da letra como consertos.
Mas sim, tudo aquilo que " reparamos"...
Quer ver?
Você já reparou...
* Que na maioria das cidades os acessos principais de entrada são locais visualmente feios?
* Que é muito estranho vislumbrar uma mata não devastada e imaginar que ela pode ter um dono?
* Que muita gente adiciona pessoas estranhas em redes Sociais só para ter um perfil com muitos "amigos"?
* Que passamos cerca de um terço de nossas vidas dormindo, "desperdiçando tempo" como preferem alguns? Mas o fato é que ninguém normal vive sem dormir.
* Ah, outra coisa estranha é beijar. Já parou para pensar nisso? Trocar saliva com outra pessoa nos permite apreciar um ou outro, quimicamente falando.
* Sabe aquela sensação de milhares de alfinetes te furando, estranhíssima? Isso acontece quando pressionamos excessivamente um nervo, inibindo sua função temporariamente.
* Outro mistério é como o frango assado de padaria e similares é melhor do que aquele que foi feito em casa.
* Ah você já reparou como a vida é bem melhor quando se está apaixonado(a)?
* E as pessoas que falam sem abrir a boca! Isso mesmo!! Você já reparou quantos gestos uma pessoa é capaz de fazer? São eles que, involuntariamente, nos dizem o que o outro pensa, sem necessitar de palavras.
* E a política, você já percebeu que isto só se torna assunto de conversa em ano eleitoral?
* Hum e ainda tem as palavras antipáticas. Isso, isso. Em nossa digníssima Língua Portuguesa não é difícil encontrarmos as tais palavrinhas chatas, quer ver? Uma das piores é cônjuge. Meu Deus onde isso dá a longínqua ideia de relacionamento afetivo?
* Também tem a fama. É, hoje em dia não é primordial ter algum talento para ser famoso. Eu poderia até citar alguns famosos sem talento mas, deixa pra lá...
* Já reparou que muitas mulheres que calçam acima de 38 compram sapatos pequenos por terem complexo de pé-grande?
* E gente que entra em liquidação para comprar o que não precisa? Tem sim!
* Depois da 6 série, nunca nos obrigam a ler livros interessantes?
E você, em que já reparou em que?
Conte que eu quero saber...
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Traição é Traição


O assunto sobre o qual vou tratar hoje pode não ser dos mais agradáveis (com certeza não é!). Recebi, através do formulário de contato do Ideias, pedidos para que escrevesse sobre o tema. Então vou me arriscar nesse terreno perigoso: Traição.

Traição é um tema complicado. O ponto crucial é o fato da maioria das pessoas não entender o porquê da traição, em especial num relacionamento afetivo.

A pergunta mais freqüente e que sem sombra de dúvida todo traído já se fez é: “Por que estar em um relacionamento se tem necessidade de trair?”

O perfil da pessoa que trai não é definido por um único padrão de comportamento e isso agrava ainda mais qualquer tomada de decisão ou posicionamento.

Perfis

Existem as pessoas que traem uma vez, se sentem culpadas, com a consciência pesada e nunca mais cometem o mesmo erro.

Outras traem e vão continuar traindo até serem descobertos.

Têm também aqueles que fazem da traição um estilo de vida, afinal como já dizia o ditado: “Cesteiro que faz um cesto, faz um cento”.

Ah, ainda existem homens que justificam sua traição através de necessidades hormonais. Isso mesmo. Existem aqueles que dizem que por terem extrema necessidade de sexo e as parceiras não serem tão hiper ativas quanto eles, acabam por buscar sexo fora do relacionamento.

Para saber como lidar com um(a) parceiro(a) que trai é importante, antes de qualquer coisa, saber em qual perfil ele(a) se encaixa.

Se for do tipo que vai repetir esse comportamento sempre, então você precisará refletir o quanto a palavra “me desculpe” dele(a) é confiável e até que ponto você está realmente disposto(a) a acreditar nesse arrependimento.

A primeira pergunta a ser feita é: “Você conhece bem o(a) seu(sua) parceiro(a)?” Só com uma resposta afirmativa é que você será capaz de assumir que foi um erro e que não acontecerá novamente. Para isso considere a sinceridade da pessoa quando pedir reconciliação pois é importante que admita o erro antes que você a perdoe. Você não pode ir até ele(a); espere que ele(a) venha até você. Mesmo sabendo que ele(a) não fará de novo, você deve fazer a segunda pergunta que é: “Você conseguirá viver sabendo da traição?” Ninguém espera que você consiga esquecer, mas sim que você seja capaz de perdoar. Caso contrário, seu relacionamento vai se tornar em um ciclo baseado em desconfiança, ciúmes, vingança e raiva, um verdadeiro caos. Ninguém merece isso (ou pelo menos, a maioria das pessoas não merece!). A parte mais difícil será demonstrar que você realmente perdôo seu parceiro. A partir do perdão e da escolha da continuidade do relacionamento, saiba que sua relação parecerá voltar ao que foi antes de toda essa confusão. Porém ambos necessitam estar dispostos a tentar e empenharem-se de corpo e alma para isso.

Você precisa ter garantia e certeza que as condições que causaram ou permitiram a traição estão erradicadas do seu relacionamento. Por exemplo, a pessoa com a qual seu(sua) parceiro(a) te traiu deverá estar fora do cenário, ou seja, sem amizades, encontros, qualquer tipo de contato.

Muitos se perguntam qual foi o fator detonador de um ato como a traição e aqui levantamos outro ponto fundamental: Entender, de maneira profunda, o que causou a traição. Pode ter começado em sites pornôs, em blocos de carnaval, em bares dançantes, com conversas muito íntimas com alguém específico ou pela falta da sua presença quando seu(sua) parceiro(a) mais precisava (esta última aqui é a mais ardilosa e perigosa.) Não importa o motivo, mas a raiz deve ser descoberta, discutida e trabalhada.

O melhor cenário para uma reconciliação é a situação na que quem traiu confessa o erro sem ter sido descoberto ou ao menos indagado. Nesse caso, seu(sua) parceiro(a) se sentiu culpado(a) depois do ato e quer sua confiança de volta, prefere te contar a deixar que você descubra. Na maioria dos casos pode ter ocorrido porque ele(a) está completamente frustrado(a) com sua vida, ou no caso dos homens de 40 ou mais, passando por uma crise de meia-idade onde necessitam reafirmar sua masculinidade. É fácil acreditar que a pessoa que traiu, traiu ela mesma antes de qualquer outra pessoa porque ela perdeu a habilidade de aproveitar um relacionamento. No entanto, muitos(as) traidores arruínam vidas por causa da sua fraqueza. Sempre alguém mais paga pelos erros da pessoa que traiu. O pior cenário envolve uma pessoa que trai por motivos egoístas. Apesar de justificar seus atos com desvios psicológicos, traidores habituais vão destruir emocionalmente a vida de muitas pessoas. Eles vão arrasar famílias ao partirem para outras relações antes de terminar a atual. Deixando atrás de si um rastro de parceiros(as) emocionalmente traumatizados e filhos psicologicamente desamparados. Essas pessoas se tornam pesadelos. Todos deveriam ter a capacidade de reconhecer e tomar cuidado extra ao esbarrar com alguém assim. Infelizmente, elas tendem a ser extremamente afetivas e mostrar decepção quando descobertas. Sem surpresas, essas são as pessoas mais difíceis de abandonar.

Falar de traição não é algo bom. Todos conhecemos alguém que sofreu muito por passar por situações como estas aqui descritas. Porém, de todas as palavras-chaves para lidar com tão delicada circunstância, temos que ressaltar uma: Auto-estima. Quem se ama, em primeiro lugar, saberá exatamente como agir em um caos como este. Não sou psicóloga e nem distribuo conselhos. Apenas tento através de minhas palavras, ajudar um pouco quem sofre com esta mazela.

Aproveito para agradecer a todos e todas que estão enviando sugestões de temas. Continuem mandndo que o Ideias tem prazer em atendê-los!!

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nocautes do cotidiano

A vida nem sempre nos massacra com a mesmice do cotidiano.

Existem aqueles momentos em que o tempo parece parar e ficamos literalmente de boca aberta.

Ai, ai, ai.

Descobertas e reviravoltas são partes essenciais em qualquer trama, ainda mais na vida real.

Querem amostras?


Então vamos lá...



Cena 01

Família reunida no jantar, pais, avós, filhos, netos, bisnetos... de repente, durante a sobremesa(que diga-se de passagem era um delicioso sorvete de coco da Itália...hummmmmmm), uma neta abre a boca e solta: meu ex-namorado é gay!

Todo mundo para, olha para ela, ainda incrédulos, assimilando a notícia. Pode até parecer normal e realmente seria se o rapaz em questão não fosse o menino dos olhos de toda a família. Na verdade a surpresa maior não foi o fato dele ser gay, mas a triste constatação de que ele não se tornaria um membro real da família. É claro que depois disso ela não se casaria com ele. Aí teve grito, choro e blá-blá-blá... Foi difícil aceitar a ideia de que teriam que arranjar outro casamento para sonhar....fazer o que?


Cena 02

Uma jornalista recebe um e-mail ou melhor, um release sobre uma exposição de arte. Curiosa, vai conferir o site da exposição e ver se valia deslocar-se até lá.

Após olhar e ler tudo, qual não foi sua surpresa ao reparar no nome da assessora de imprensa: uma ex-colega de faculdade. Feliz por tê-la encontrado, a moça enviou um e-mail pessoal para ela. A partir daí trocaram mensagens sobre trabalho, faculdade e coisinhas da vida. Um dia ao abrir sua caixa de entrada, nossa personagem encontra um e-mail da ex-colega falando do marido e dos filhos. Foi necessário ler o e-mail 3 vezes para acreditar no que estava escrito. A ex-colega havia casado com o ex-marido de uma outra amiga, de outro ciclo de amizades. Foi literalmente o momento ideal para o tradicional: “Como este mundo é pequeno!”



Cena 03

Duas funcionárias de uma das filiais de uma multinacional se desentenderam. Uma delas resolveu escrever uma carta à matriz relatando detalhes da briga e difamando a colega. Mas engana-se quem pensou que ela contentou-se em simplesmente postar a carta. E olha que o correio nem estava em greve...Já imaginou ser portador de uma carta “bomba”?

Sem nenhum constrangimento, ela pediu que a outra entregasse pessoalmente a carta ao diretor geral, uma vez que a coitada iria participar de um curso na matriz.

Agora imagine a cara do diretor ao receber a carta, abri e constatar que a missiva falava mal da própria portadora!



Cena 04

Um alto membro de uma congregação religiosa organizou um retiro espiritual. Na partida da viagem ele anunciou: “Vamos todos para um lugar onde a doença não existe. Todos são saudáveis.Vamos jogar fora todos esses remédios que não servirão mais para nós! Já estamos todos curados!”

Crédulos em seu líder, todas as pessoas que tomavam medicamentos jogaram fora, pelas janelas do ônibus, caixas e caixas de remédios. Resultado: horas depois várias pessoas começaram a passar mal. E cadê o remédio?


Cena 05

Um jovem e entusiasmado atleta de fim de tarde (daqueles que vemos correndo todos os dias pela orla, cheios de monitores de frequnacia cardiaca) exercitava-se na Praia do Arpoador. Sempre atento aos movimentos ao seu redor, ele percebeu quando um homem sentado em um banco próximo levantou-se deixando a revista que estava lendo. Como era uma alma caridosa, o jovem apressou-se em pegar a revista e chamar pelo esquecido dono. Atendendo ao chamado o “esquecidinho” respondeu: “Dê uma olhadinha na revista e veja se te interessa...se não gostar deixe no banco que outro vai pegar.” Só então, nosso atleta resolveu olhar o que havia em suas mãos: um exemplar da G Magazine...que acabou retornando na velocidade da luz para o mesmo banco onde estava.

Coisas, coisas e coisas.

Pensamentos, ideias e fatos.

E a vida nos levando em milhões de direções a cada momento.

Você pensa que está tranquilo.

Respira aliviada até receber uma notificação da prefeitura cobrando o seu IPTU de 1981!!! Que obviamente está pago a 20 anos!

Quando não é isso recebe uma ligação do banco dizendo que para vender seu apartamento é necessário um atestado médico seu!!!
Ou que tal: Você pega um táxi no Rio de Janeiro para fazer a entrega de uma doação de 50 cobertores num asilo. Um ato nobre, de responsabilidade social. Mas o motorista se atrapalhou com com as obras do PAC e pronto: acabamos parando no Complexo do Alemão. Aliás sou meio mestra nisso. Já pequei um ônibus errado e fui parar num ponto final na Rocinha!

É são pequenas coisinhas, diferentes, hilárias, inusitadas...mas que acabam por nocautear e deitar por terra a repetitiva exibição da vida, do cotidiano. São pequenas jóias num oceno de águas plácidas.

Como dizia Mário Quintana:

" O cotidiano é o incógnito do mistério."

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sobre pessoas, cargos e poder

Vivemos em uma sociedade que se vangloria de cultuar status, poder e riqueza. Como consequência, não raro, encontramos exemplares inescrupulosos, cafajestes e trambiqueiros.
Ora, no constante jogo pelo poder, a ciranda oscila fazendo o "barco" adernar para a direção que mais lhe convém.
É impossível falar em tudo isso sem contar pelo menos uma parábola.
uma certa instituição pública era gerida por um chefe à beira da aposentadoria. Como ele dispunha de influência e certo poder, o utilizou pra manter-se no cargo por mais tempo que deveria. Durante sua administração imperavam os desmandos, o abuso de poder, o assédio moral, a corrupção de valores e a exploração de subalternos.
Este chefe era verdadeiramente odiado por quase todos seus subordinados, salvo pelos puxa-sacos.

" (...) E o cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais."

Mas como o tempo e a idade avançam sem dó nem piedade, a hora do chefe "pendurar as chuteiras" chegou.
A aposentadoria bateu, ou melhor, arrombou sua porta.
Tendo em vista o tipo de patrão que foi, não acabou sendo surpresa o total desprezo no momento da despedida. Nem mesmo os puxa-sacos demonstraram qualquer sentimento.
Com a saída do tirano abriu-se o campo para a entrada de um novo chefe. Nada mais justo do que o 2º homem na linha de promoção assumisse o cargo.
Este novo chefe era o supra sumo da esperança por dias melhores, por mais dignidade, mais humanidade. Porém, ao assumir o controle administrativo, as esperanças foram deitadas pela janela. Em pouco mais do que 10 dias, este lobo em pele de cordeiro, acabou por conseguir ser mais odiado do que o ex-chefe.
Bom, aqui acabo a parábola e começo os meus questionamentos.
Em primeiro lugar, atormenta-me a ideia de que alguém muda de caráter, se é que se pode dizer que tenha algum, ao ascender profissionalmente. Mudar de caráter ao mudar de cargo é no mínimo uma grande farsa. Isso mesmo, farsa. Escondeu-se sob uma máscara de pseudo-bondade e ética, para usufruir de pessoas e situações em prol de si.
Quantas pessoas você conhece que agem ou agiram assim?
Eu garanto que no mínimo uma dessas já passou por sua vida.
Triste, muito triste.
O pior é alcançarmos entendimento suficiente para reconhecermos tais pessoas antes mesmo que elas tenham a chance de se metamorfosearem. Digo pior porque enxergamos além, e este é um dom nem sempre feliz.
Mas e aí? Depois da transformação o que fazemos?
Muitas vezes encontramos-nos em circunstâncias que impedem um posicionamento mais justo, digno, correto.
Um vez li em algum lugar uma frase mais ou menos assim:

"Quer conhecer uma pessoa? Dê poder a ela."

De imediato discordei da frase. O X da questão não é ter poder ou não, e sim ter caráter ou não.
Ao invés dessa prefiro outra frase:

" Ninguém conhece ninguém na necessidade."

Geralmente, existe gente que quando precisa de algo não mede esforços, favores, elogios, presentes e etc para chegar lá.
Quando atingem seus objetivos, esquecem-se de quem os ajudou ou auxiliou, em uma fração de segundo.
E para esta etapa tem os versos da música VOU FESTEJAR, de Beth Carvalho:

"Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão"

Aliás, melhores palavras impossíveis.
Mas voltando a nossa problemática: o que fazer ao encontrarmos um tipinho assim?
Para isso respondo com um pequeno, porém profundo ditado da sabedoria popular:

"O mal por si só se destrói."

Ou vocês pensam que o novo chefe da parábola continuará impune por muito tempo?



" A liderança é uma poderosa combinação de estratégia e caráter. Mas se tiver de passar sem um, que seja a estratégia."
Norman Schwarzkopf - General do Exército Americano
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