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quarta-feira, 11 de março de 2026

11 de março de 2020: o dia em que o mundo parou


Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou oficialmente que o avanço da COVID-19 havia se tornado uma pandemia. Naquele momento, o que já era uma crise sanitária grave ganhava uma dimensão global incontestável. Fronteiras foram fechadas, voos cancelados, cidades esvaziadas. O mundo, pela primeira vez em gerações, parava quase por completo diante de um inimigo invisível.

Os números cresciam em ritmo alarmante. Hospitais colapsavam, profissionais de saúde enfrentavam jornadas exaustivas e famílias, em todos os continentes, lidavam com perdas abruptas e dolorosas. Milhões de vidas foram interrompidas. O luto coletivo atravessou culturas, religiões e idiomas, deixando marcas profundas que ainda hoje ecoam.

A reação global foi marcada por incertezas. Governos adotaram medidas emergenciais, como lockdowns e campanhas de distanciamento social, enquanto a ciência corria contra o tempo para entender o vírus e desenvolver vacinas. A pandemia também escancarou desigualdades: países com menos estrutura enfrentaram desafios ainda maiores para proteger suas populações.

No Brasil, o impacto foi igualmente devastador. O sistema de saúde foi pressionado ao limite, e o país se tornou um dos epicentros da crise sanitária. Em meio ao caos, surgiram denúncias e investigações sobre má gestão de recursos públicos destinados ao combate à pandemia. Casos envolvendo a compra de equipamentos médicos, como respiradores que não foram entregues, levantaram questionamentos sobre a condução de contratos emergenciais em diferentes regiões do país.

No Nordeste, episódios amplamente divulgados pela imprensa chamaram atenção para suspeitas de irregularidades em aquisições feitas durante o período mais crítico da pandemia. Na Bahia, por exemplo, investigações abordaram contratos para compra de respiradores que acabaram não sendo cumpridos, em um momento em que cada equipamento poderia significar a diferença entre a vida e a morte.

Esses episódios reforçaram um sentimento de indignação em meio à tragédia. Em um cenário onde hospitais lutavam para salvar vidas, qualquer falha, seja por incompetência ou irregularidade, tinha consequências ainda mais graves.

Cinco anos depois, o 11 de março permanece como um marco histórico. Um dia que simboliza não apenas o início oficial de uma pandemia, mas também um período de dor, desafios e aprendizados. Um dia que o mundo não esquece, e que segue como lembrança da importância da responsabilidade pública, da ciência e da solidariedade em tempos de crise.
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terça-feira, 3 de março de 2026

Congresso Nacional aprova venda de remédios em supermercados


A Câmara dos Deputados aprovou ontem o projeto que autoriza a comercialização de medicamentos em supermercados. O texto já havia passado pelo Senado, ou seja: foi aprovado nas duas casas do Congresso Nacional e agora segue para sanção do presidente.
Mas calma, não é simplesmente colocar remédio na gôndola ao lado do arroz.

A proposta determina que os supermercados só poderão vender medicamentos se instalarem uma farmácia em espaço exclusivo, separado das demais áreas, e com farmacêutico responsável presente durante todo o horário de funcionamento. Isso inclui, inclusive, medicamentos de uso controlado.

O tema ganhou força após manifestação pública do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que defendeu a medida como forma de ampliar o acesso e estimular a concorrência, o que poderia impactar nos preços.

Agora o país entra em um novo debate:

• Mais acesso significa mais facilidade para a população?
• Ou pode trazer riscos ao uso indiscriminado de medicamentos?

É uma mudança grande no modelo de comercialização no Brasil e que pode afetar consumidores, farmácias e o mercado da saúde como um todo.

E você, é a favor ou contra essa decisão? Comenta aqui
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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Anvisa proibe substâncias usadas em esmaltes e unhas gel por risco de Câncer e infertilidade


A Anvisa proibiu o uso de duas substâncias químicas presentes em esmaltes e unhas em gel que precisam ser expostos à luz ultravioleta (UV) ou LED. A decisão veio após estudos apontarem riscos de câncer e problemas reprodutivos.

As substâncias banidas são o TPO (óxido de difenil fosfina) e o DMPT (dimetiltolilamina).

De acordo com a agência, estudos internacionais em animais demonstraram que o DMPT é potencialmente cancerígeno, enquanto o TPO é tóxico para a reprodução, podendo prejudicar a fertilidade.

Com a decisão, o Brasil se alinha aos padrões de segurança da União Europeia, que recentemente também proibiu o uso dessas substâncias.

A resolução determina regras imediatas e prazos para o mercado se adequar:

Imediatamente: estão proibidas a fabricação, importação e concessão de novos registros ou notificações de produtos contendo TPO ou DMPT.

Em até 90 dias: empresas e estabelecimentos devem encerrar a venda e o uso de itens que já estão nas prateleiras.

Após 90 dias: a Anvisa cancelará os registros e notificações existentes, e as empresas deverão recolher os produtos ainda disponíveis no comércio.

Segundo nota oficial, a medida foi tomada para “proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e principalmente dos profissionais que trabalham com eles”, afirmou a Anvisa.

Uma decisão que reforça a importância da segurança e da responsabilidade no setor da beleza. Cuidar da saúde vem sempre antes da estética!
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quinta-feira, 31 de julho de 2025

Jovem de 23 anos tem gestação rara e dá à luz a quadrigêmeos em maternidade de Salvador


Uma jovem de 23 anos deu à luz a quadrigêmeos – três meninos e uma menina, no último dia 16 de julho. O parto ocorreu na Maternidade José Maria de Magalhães Netto, em Salvador. Maria Stephanie de Jesus de Santana é moradora do município de Cipó, no interior da Bahia.

A gestação de alto risco foi acompanhada inicialmente na Unidade Básica de Saúde do município e, posteriormente, na Maternidade Climério de Oliveira, na capital. Diante da complexidade do caso, Maria Stephanie foi transferida para a MJMM, onde recebeu assistência especializada até o momento do parto.

O nascimento dos quadrigêmeos foi realizado por cesariana e conduzido pela médica obstetra Micheline de Andrade Pereira Barbosa, com o apoio de uma equipe multiprofissional composta, entre obstetras, anestesistas, pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Por serem prematuros, os quatro bebês permanecem internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) da MJMM. O estado de saúde deles é considerado estável, mas ainda não há previsão de alta, já que os recém-nascidos necessitam de acompanhamento contínuo para o desenvolvimento adequado e ganho de peso.

Maria Stephanie vive com o esposo há sete anos. O casal, que já tem uma filha de seis anos, enfrenta agora um novo desafio: a criação dos quadrigêmeos em meio a uma situação de vulnerabilidade social. A jovem está desempregada e conta com o apoio da rede de saúde e da solidariedade da sociedade para suprir as necessidades básicas dos recém-nascidos.

“Foi um susto saber que eram quatro, mas fui bem acompanhada desde o início. Agora, minha maior preocupação é conseguir dar a eles o que precisam. Qualquer ajuda será uma bênção”, afirmou Maria Stephanie, emocionada.

A maternidade está organizando, por meio do Serviço Social, uma campanha de arrecadação para auxiliar a família. Entre os itens mais urgentes estão fraldas (RN e P), roupas de bebê, lençóis, mantas, itens de higiene, leite infantil, além de berços, carrinhos e outros móveis essenciais.

Pessoas interessadas em colaborar podem procurar diretamente a equipe social da Maternidade José Maria de Magalhães Netto, que fará a ponte entre os doadores e a família.

A MJMM é referência estadual em partos de alto risco e integra a rede pública de saúde que atende pacientes de Salvador e de diversos municípios baianos. Somente em 2024, a unidade realizou mais de 4.800 partos, reforçando seu papel estratégico na atenção à saúde materno-infantil na Bahia.
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sexta-feira, 11 de julho de 2025

Bahia é o estado do Nordeste com mais casos de hepatites virais entre 2000 a 2024


A Bahia registrou o maior número de casos de hepatites virais da região Nordeste nos últimos 24 anos. Com um total de 30.159 casos, o estado possui o maior número de notificações das doenças entre 2000 a 2024. No boletim divulgado, a hepatite A e B lideraram a lista das enfermidades com maiores registros, sendo 9.463 casos e 10.635 casos respectivamente.

Em sequência, foram obtidos em unidades de saúde baianas 9.908 episódios de hepatite C, 83 casos de hepatite E e 70 casos de hepatite D. Já as taxas de detecção para o ano de 2024, ficaram em 0,4 casos por 100 mil habitantes em hepatite A; 3,6 casos por 100 mil habitantes para hepatite B; e 4,6 casos por 100 mil habitantes para hepatite C.

O levantamento apresentou também taxas de mortalidade por hepatites no estado. A hepatite C apresentou um coeficiente de mortalidade como causa básica na Bahia de 0,2 óbito por 100 mil habitantes em 2024; seguido pela hepatite B com 0,1 mortes por 100 mil habitantes. Já a hepatite A foi listada por região, sendo no Nordeste, um coeficiente de mortalidade como causa básica foi de 0,02 óbito por 100 mil habitantes em 2024.

A hepatite D obteve, no período de 2000 a 2024, 18 óbitos associados na Bahia, sendo 8 como causa básica e 10 como causa associada. Salvador ocupa a 2ª posição entre as capitais do Nordeste com as maiores taxas de detecção de hepatite B em 2024. Salvador ocupa a 2ª posição entre as capitais do Nordeste com as maiores taxas de detecção de hepatite B no ano passado.

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