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terça-feira, 13 de maio de 2025

Morre Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, aos 89 anos


O ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica morreu nesta terça-feira, 13 de maio, aos 89 anos. A notícia foi confirmada nas redes sociais pelo atual presidente do país, Yamandú Orsi. “Com profunda dor, comunicamos que faleceu nosso companheiro Pepe Mujica. Presidente, militante, referência e líder. Vamos sentir muito a sua falta, querido Velho. Obrigado por tudo o que nos deu e por seu profundo amor pelo seu povo”, escreveu Orsi.

Ontem, em entrevista à imprensa uruguaia, a ex-vice-presidente e mulher de Mujica, Lucía Topolanski, havia revelado que o ex-mandatário estava em “fase terminal” de um câncer no esôfago e recebia cuidados paliativos para o alívio da dor. Segundo ela, a equipe médica fazia o possível para que Mujica se sentisse “da melhor maneira possível”.

Nascido na periferia de Montevidéu, na década de 1930, Mujica precisou trabalhar desde cedo, após perder o pai com sete anos de idade. Ainda na infância, ele vendia flores para ajudar a mãe e participava de competições de ciclismo nos clubes locais. O início na militância política começou cedo.

Sob influência do tio, Mujica se filiou ao Partido Nacional, de centro-direita, na década de 50, onde teve os primeiros contatos com congressistas, mas pouco tempo depois, veio a guinada à esquerda. Após deixar o Partido Nacional, Pepe lançou a União Popular, que participou das eleições de 1962, com um resultado pouco expressivo. A militância logo tomou outros contornos. Em 1964, Mujica criou e participou do Movimento de Libertação Nacional Tupamaros, uma guerrilha de extrema-esquerda. Em 1970, sob ordens do presidente Jorge Pacheco Areco, as Forças Armadas ampliaram as operações contra os Tupamaros.

Em 1994, foi eleito deputado por Montevidéu. Cinco anos depois, foi eleito senador e viu o MPP se tornar o principal grupo dentro da coalizão. Em 2004, pela primeira vez na história, um nome de esquerda venceu as eleições no Uruguai, com Tabaré Vázquez. A vitória da Frente Ampla levou Pepe Mujica ao cargo de ministro da agricultura e pesca uruguaia. Mas o ápice da carreira política ainda estava por vir. Em 2009, com mais de 9% de vantagem, Mujica foi eleito presidente do país, para o período entre 2010 e 2015.

Como chefe do executivo, Pepe ficou conhecido por feitos coontroversos. Nos cinco anos à frente do país, ele assinou a despenalização do aborto, a legalização da maconha e do casamento homoafetivo. O período também ficou marcado por grandes avanços na economia. O desemprego caiu de 13 para 7%, o salário mínimo subiu 250%, os investimentos estrangeiros aumentaram e a pobreza caiu consideravelmente.
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sábado, 15 de junho de 2024

Desaprovação a Lula vai a 70,7% no Centro-Oeste e a 60,8% no Sudeste


De acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto Atlas/Intel em parceria com a CNN Brasil, divulgada neste sábado, 15 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sua maior taxa de aprovação na região Nordeste, com 66,3%.

A pesquisa mostra que o Centro-Oeste possui o maior índice de desaprovação do presidente, chegando a 70,7%.

Confira a seguir a distribuição detalhada da aprovação e desaprovação de Lula por região:

Aprovação de Lula, por região:

Nordeste: 66,3%
Norte: 58,5%
Sul: 46,7%
Sudeste: 39%
Centro-Oeste: 29,2%

Desaprovação de Lula, por região:

Centro-Oeste: 70,7%
Sudeste: 60,8%
Sul: 52,5%
Norte: 41,3%
Nordeste: 27,2%

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 11 de junho, com 3.601 brasileiros entrevistados. A margem de erro do levantamento é de um ponto percentual para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

A aprovação de Lula é mais alta no Nordeste, a única região onde ele venceu no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. A desaprovação, por sua vez, é mais acentuada no Centro-Oeste e no Sudeste.
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domingo, 14 de janeiro de 2024

Governo da Nicarágua liberta bispos e religiosos críticos a Ortega


O governo da Nicarágua libertou neste domingo, 14 de janeiro, dois bispos católicos, incluindo o monsenhor Rolando Álvarez, um forte crítico do presidente Daniel Ortega, além de 13 padres e três seminaristas. Essas informações foram relatadas por meios de comunicação e opositores nicaraguenses no exílio. Álvarez, que foi detido em agosto de 2022 e condenado em fevereiro passado a 26 anos de prisão, foi enviado para Roma, juntamente com os demais religiosos libertados. 

Essa ação ocorre em meio a uma crescente perseguição à Igreja Católica pelo regime de Ortega. Entre os libertados, também está o bispo Isidoro Mora e outros padres que foram detidos em dezembro. O padre Uriel Vallejos, a ativista humanitária Haydée Castillo e meios de comunicação, todos no exílio, confirmaram essa informação. Vallejos, que está exilado nos Estados Unidos, escreveu nas redes sociais que Ortega e sua esposa, vice-presidente Rosario Murillo, pretendem “deixar a Nicarágua sem padres” e que outro avião cheio de religiosos foi enviado para o exílio.

Em outubro passado, outros 12 padres foram libertados e enviados a Roma após um acordo entre o governo e o Vaticano. No entanto, até o momento, nem o governo de Ortega, nem a polícia, nem os meios de comunicação oficialistas se pronunciaram sobre a informação deste domingo em Manágua. Porém, meios como o jornal La Prensa, El Confidencial e 100%Noticias, que operam a partir da Costa Rica, afirmaram que o avião já chegou a Roma. Essa informação foi confirmada pela Associação Grupo de Reflexão de Excarcerados Políticos (GREXCR), sediada em San José.

Desde 2018, a relação entre a Igreja e o governo de Ortega se deteriorou, principalmente após o presidente acusar os padres de apoiarem os protestos antigovernamentais de 2018, que ele considerou uma tentativa de golpe de Estado promovida por Washington. Segundo a ONU, esses protestos resultaram em mais de 300 mortes. 

Uma investigação realizada pela advogada Martha Molina, especialista em temas da Igreja nicaraguense e exilada nos Estados Unidos, aponta que desde 2018 houve 740 ataques contra a Igreja e 176 sacerdotes e religiosos foram expulsos ou impedidos de regressar ao país. O papa Francisco já manifestou sua preocupação com a situação e acompanha de perto as detenções de padres na Nicarágua.
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sábado, 22 de outubro de 2022

Família de Neymar desafia Lula a provar acusações contra o jogador



A NR Sports, empresa que é controlada pela família do atacante Neymar, repudiou as falas proferidas pelo ex-presidente Lula (PT) no Flow Podcast da última terça-feira (18). Na ocasião, Lula disse que o jogador teria “medo” que ele vencesse, pois ele saberia o que “Bolsonaro perdoou a dívida dos impostos de renda” do atleta.

Em nota, a NR Sports classificou a fala do petista como “falaciosa” e “leviana” e disse que o ex-presidente deverá provar o que disse “no palco adequado”.

– A NR Sports, seus Diretores e a família do Sr. Neymar da Silva Santos, repudiam a afirmação falaciosa que um dos candidatos à Presidência da República fez de forma leviana, ao acusá-los de práticas de condutas ilícitas supostamente praticadas em conjunto com o atual presidente Jair Messias Bolsonaro – aponta o comunicado.

Além disso, a empresa controlada pela família do jogador ainda afirmou que “em um momento importante que o país está vivendo não se espera de um candidato à Presidência da República falas como essa, que ultrapassam os limites do razoável da liberdade de expressão”.
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domingo, 16 de outubro de 2022

46 emissoras de rádio são fechadas na Venezuela


A liberdade de imprensa está em risco na Venezuela. O CNP (Colégio Nacional de Jornalistas da Venezuela) denunciou ontem, 15 de outubro, o fechamento de 46 estações de rádio em sete estados do país. Todas foram retiradas do ar pelo regulador de telecomunicações nos últimos quatro meses.

A secretária-geral do CNP, Delvalle Canelón, explicou à Agência EFE que esses fechamentos estão ocorrendo desde julho pela Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações), que não apenas ordena que as emissoras saiam do ar, assegurou, mas também “apreende os equipamentos de transmissão” dessas plataformas, ação que qualificou de “roubo”.

A jornalista explicou que os fechamentos registrados até agora ocorreram nos estados de Zulia (19), Cojedes (14), Sucre (4), Yaracuy (3), Portuguesa (2), Carabobo (2) e Barinas (2).

“Estamos preocupados porque isso representa um novo ataque do governo à sua chamada hegemonia da comunicação, que está cada vez mais se aproximando dos poucos meios de comunicação restantes”, declarou Delvalle.

Segundo a jornalista, a entidade reguladora negou a essas estações a licença para operar regularmente, apesar de terem apresentado a documentação necessária para esse fim em várias ocasiões. Acrescentou que nos últimos meses ordenou também a retirada do ar de programas de informação radiofônica que transmitem comentários ou fazem queixas da comunidade “que vão além daquilo que eles [o Estado] consideram ser liberdade de expressão”.

Em sua conta no Twitter, o CNP denunciou que esses eventos “contribuem para a política de censura promovida pelo Estado venezuelano”, que põe o país e seus cidadãos no “maior limiar do obscurantismo da informação”.

O sindicato dos jornalistas lembrou que informar não pode representar um crime e que a liberdade de informação e expressão é direito humano garantido na Constituição venezuelana.

No dia 12 de agosto, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa pediu ao Provedor de Justiça que mediasse para que cesse “o ataque contra as rádios e outros meios de comunicação” no estado de Cojedes, onde seis estações foram retiradas do ar pelo regulador de telecomunicações em julho.
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