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sábado, 22 de março de 2025

Medicamentos ficarão mais caros a partir de 1º de abril


O que já está caro, vai ficar ainda mais. O reajuste dos preços dos medicamentos brasileiros só será anunciado oficialmente em 31 de março, mas farmácias já alertam aos clientes sobre o aumento dos valores. Com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, especialistas projetam que o reajuste deve ser de até 5,06%.

O percentual não é um aumento automático nos preços, mas uma definição de teto permitido de reajuste, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O aumento de preços acontece todos os anos e é estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). São levados em consideração três elementos para definir o reajuste: fator de produtividade (atualizado anualmente), parcela de fator de ajuste de preços relativos entre setores e o IPCA dos últimos 12 meses.

Com o anúncio de que o IPCA de fevereiro ficou em 1,31%, levando o acumulado dos últimos 12 meses para 5,06%, já é possível calcular quanto será o reajuste dos medicamentos. De acordo com a Simtax, especialista em tributação do mercado farmacêutico, o reajuste será de 5,06% para o Nível 1, 3,83% para o Nível 2 e 2,60% para o Nível 3.

Os níveis de reajuste de medicamentos consideram a participação de genéricos no mercado. No primeiro, a concorrência é igual ou superior a 20%. No segundo, entre 15% e 20%. Já no terceiro, inferior a 15%.

Em 2024, o reajuste foi menor do que o previsto para este ano. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos autorizou reajuste de 4,50% para todos os níveis, o menor valor praticado desde 2020.
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domingo, 17 de novembro de 2024

Como reconhecer os sinais de um pré-infarto


As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em todo o mundo e fazem mais de mil vítimas por dia somente no Brasil. No país, estima-se que de 300 a 400 mil casos das ocorrências anuais relacionadas ao coração sejam infartos — e de cada cinco a sete pacientes, pelo menos um deles vai a óbito, segundo dados do Ministério da Saúde.

Apesar de ser uma emergência médica cardíaca, os primeiros sinais de um possível infarto nem sempre vêm do coração. Antes de ocorrer, o paciente pode sentir alguns incômodos relacionados a ele em outras partes do corpo, além do peito. Esses sintomas podem, inclusive, acontecer dias, semanas e até meses antes do infarto em si.

Diferença entre infarto e pré-infarto

Popularmente conhecida como pré-infarto, a angina instável é quando há uma obstrução das artérias que leva a dor torácica, mas que não chega a causar um dano do tecido, como no caso de um infarto. Quando essa obstrução das coronárias por acúmulo de gordura é total, associada a outros fatores que levam ao aumento da coagulabilidade dos vasos sanguíneos, é quando ocorre o infarto.

Quando esse bloqueio nos vasos sanguíneos é somente parcial, é caracterizado como um pré-infarto, que pode ser uma indicação de que o pior está por vir.

Sintomas de um pré-infarto

Os sinais de que um possível infarto está para acontecer incluem as dores no peito que podem irradiar para a mandíbula, pescoço e lado interno do braço esquerdo. Esses sintomas também podem estar associados a náuseas e vômitos, com duração de aproximadamente 30 minutos.

É importante ficar atento quando a pessoa apresenta esses desconfortos aliados a fatores de risco, como hipertensão, diabetes, tabagismo ou sedentarismo, pois são indicativos de que essa condição da angina instável pode se tornar um infarto em um futuro próximo.

Em suma, o pré-infarto se caracteriza quando o paciente demonstra um desconforto torácico que não chega a ser uma lesão do músculo cardíaco, mas, como isso só pode ser averiguado por um especialista, a indicação é que, caso esses sintomas ocorram, o paciente busque ajuda médica.

Como evitar que um pré-infarto se torne um infarto

Mesmo após experienciar um pré-infarto,existem alguns cuidados que podem evitar um infarto no futuro. Normalmente são os mesmos cuidados para qualquer pessoa que queira ter uma vida saudável: manter uma boa alimentação e praticar atividades físicas regularmente, além de tomar os medicamentos adequadamente, quando necessário, e consultar um médico cardiologista para dosar os exames de sangue e fazer os testes necessários para prevenção.

Vale ressaltar que o risco de infarto é maior para homens a partir dos 40 anos e mulheres a partir dos 50, principalmente quando entram na menopausa. Pessoas nessas faixas etárias devem consultar um especialista anualmente para prevenir qualquer tipo de doença cardiovascular.
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quinta-feira, 23 de novembro de 2023

10 remédios que não podem ser misturados com álcool


Segundo dados divulgados este ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo médio anual de álcool é de 6,4 litros por pessoa. O Brasil apresenta um número acima da média internacional, com consumo de 8 litros por pessoa a cada ano. Ainda segundo estimativas, a época de fim de ano e as comemorações podem elevar essa média de consumo. Justamente por isso é importante alertar sobre à interação das bebidas alcoólicas com variados tipos de medicamentos.

E se engana quem pensa que só as medicações controladas ou as consideradas “mais fortes” passam pelas intervenções e efeitos indesejados e perigosos. Até os remédios mais comumente ingeridos também têm seu efeito à prova quando são consumidos com bebida alcoólica.

Medicamentos para não ingerir com álcool

Confira a seguir a lista dos medicamentos que podem ser perigosos ao serem misturados com álcool.

1. Paracetamol
Podem aumentar o risco de hepatite medicamentosa e causar grave inflamação no fígado.

2. Dipirona
Podem potencializar o efeito da bebida alcoólica.

3. Ácido acetilsalicílico
Eleva o risco de sangramentos no estômago, já que a mistura irrita a mucosa estomacal.

4. Antibióticos
Pode causar dor de cabeça, náusea, palpitação, hipotensão, dificuldade respiratória e até morte.

5. Anti-inflamatórios
Aumentam risco de úlcera gástrica e sangramentos.

6. Antidepressivos
Pode aumentar a sedação e ter a eficácia da medicação diminuída.

7. Calmantes (ansiolíticos)
Aumenta o efeito sedativo, o risco de coma e pode causar insuficiência respiratória.

8. Inibidores de apetite
Podem levar à tontura, vertigem, fraqueza, síncope e confusão mental.

9. Insulina
Pode gerar hipoglicemia e inibir o metabolismo do etanol no organismo.

10. Anticonvulsivantes
Causa risco de intoxicação e diminuição da eficácia contra as crises de epilepsia.

Recomendações médicas

Ler atentamente a bula e seguir as orientações médicas e farmacêuticas antes de misturar remédios com bebida alcoólica é o que vai garantir a eficácia e a segurança do medicamento e da saúde, de modo geral. Essa é a principal orientação dos médicos e farmacêuticos.
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terça-feira, 7 de novembro de 2023

Setor de farmácias de manipulação aumenta em 56% os números de empregos na Bahia



O segmento de farmácias de manipulação no Nordeste registrou um novo aumento e uma abertura de oportunidades de carreira e emprego. Ao todo, são 523 estabelecimentos na região e a Bahia é o estado nordestino que mais concentra farmácias, com 164 unidades. A área é conhecida por fazer com que os trabalhadores, incluindo o atendente de balcão, se especializem e se tornem ainda mais capacitados. Em 2021, mais de 3,5 mil profissionais foram admitidos no país, sendo a Bahia líder em contratações nos últimos cinco anos.

De 2016 a 2021, o Nordeste registrou um aumento de quase 40% no número de farmácias de manipulação, fechando 2021 com 321 lojas, segundo dados do Panorama Setorial 2022 da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag). Em 2023, o número de unidades chegou a 523, obtendo um aumento de 63% em relação a 2021. Na Bahia, a maioria dos estabelecimentos estão em Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista, três das cidades mais populosas do estado.

Embora o crescimento seja um fator crucial para a geração de oportunidades, a ênfase do setor recai na qualificação dos profissionais, em vez de apenas na quantidade de empregos disponíveis. As farmácias de manipulação têm o potencial de fornecer um diferencial significativo na carreira dos profissionais que escolhem trabalhar nesse segmento. Isso se deve ao fato de que as atividades de manipulação farmacêutica exigem especialização.

No entanto, a escassez de profissionais é um desafio, já que muitos profissionais qualificados da área farmacêutica são disputados também pelas grandes indústrias da Bahia. Apesar disso, as oportunidades são várias no segmento magistral, como é conhecido o setor de manipulação, e há grandes chances de desenvolvimento profissional.

O segmento é essencial para a personalização de medicamentos e outros produtos, como cosméticos e suplementos alimentares. Em alguns casos, como de crianças, idosos e pacientes acamados ou entubados, há especificidades que não são encontradas nos produtos industrializados, seja pela dosagem ou forma farmacêutica, por exemplo.

Nesses casos, para que haja um atendimento individualizado, é necessário desenvolver formulações também individualizadas, podendo as farmácias de manipulação ofertar medicamentos em formatos que facilitem a adesão dos pacientes aos tratamentos, como por exemplo formas farmacêuticas diferenciadas, associações para melhorar a palatabilidade e outros.

Entidade sem fins lucrativos, a Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais representa o setor magistral, voltado para a preparação (manipulação) de medicamentos e produtos para a saúde nas farmácias de manipulação de forma personalizada, atendendo às necessidades específicas de cada paciente. O trabalho da associação é voltado para a defesa, promoção e desenvolvimento do setor magistral. Atualmente a Anfarmag conta com escritórios regionais e é composta por mais de 8.000 associados, entre empresas e profissionais que atuam no segmento, distribuídos em todo o território nacional.
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segunda-feira, 3 de julho de 2023

Austrália se torna 1º país do mundo a autorizar prescrição de ecstasy para tratamento de transtornos mentais



A partir de 1º de julho, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a legalizar a prescrição clínica de MDMA, mais conhecido como ecstasy, e psilocibina – o principal ingrediente psicoativo dos cogumelos alucinógenos – para determinados transtornos mentais.

Psiquiatras autorizados poderão prescrever MDMA para o tratamento de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e psilocibina para depressão resistente ao tratamento, de acordo com uma resolução de fevereiro. Ambas as drogas são ilegais na Austrália.

Mesmo com a legalização, alguns psiquiatras e pesquisadores estão preocupados de que a mudança possa ser prematura, uma vez que os medicamentos em questão ainda estão sendo testados em ensaios clínicos e não foram formalmente aprovados para o tratamento de quaisquer transtornos de saúde mental pela Food and Drug Administration (FDA), órgão de saúde norte-americano, para uso clínico.

A Austrália pode ser o primeiro país a regulamentar o uso terapêutico de MDMA e psilocibina, mas não é o único a inaugurar uma "nova era" da medicina psicodélica.

A Autoridade de Saúde do estado norte-americano do Oregon anunciou em maio que licenciou o primeiro prestador de serviços de psilocibina no estado após se tornar, em 2020, o primeiro estado dos EUA a legalizar a substância para uso pessoal para maiores de 21 anos.

Em outubro de 2022, Alberta se tornou a primeira província do Canadá a regulamentar o uso de drogas psicodélicas.

Os defensores desse novo método de tratamento esperam que drogas psicodélicas como MDMA, psilocibina e cetamina possam tratar uma ampla gama de condições de saúde mental, incluindo vícios, ansiedade e anorexia relacionadas ao câncer, bem como TEPT e depressão resistente ao tratamento.

O mecanismo neurobiológico exato pelo qual as drogas psicodélicas melhoram certas condições de saúde mental não é totalmente compreendido, mas acredita-se que afete a plasticidade do cérebro e o prepare para novos aprendizados, defendem seus pesquisadores.

A pesquisa que mais avançou é o teste clínico da eficácia do MDMA como droga terapêutica em participantes de estudos humanos com transtorno de estresse pós-traumático grave.

De acordo com os novos regulamentos do governo na Austrália, o tratamento psicodélico ainda será mantido sob controle. Os medicamentos devem ser prescritos por um psiquiatra que primeiro obteve a aprovação de um comitê de ética em pesquisa e, em seguida, obteve a aprovação formal como um “prescritor autorizado” da TGA.
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