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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Morre Divaldo Franco, líder espírita e fundador da Mansão do Caminho, aos 98 anos



O escritor, líder espírita e filantropo baiano Divaldo Pereira Franco faleceu na noite de terça-feira, 13 de maio de 2025, aos 98 anos, em Salvador, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Ele vinha enfrentando um câncer na bexiga desde novembro de 2024 .

Nascido em Feira de Santana, Divaldo dedicou mais de sete décadas à divulgação do espiritismo e ao trabalho social. Em 1952, ao lado de Nilson de Souza Pereira, fundou a Mansão do Caminho, no bairro de Pau da Lima, em Salvador. A instituição tornou-se referência nacional em assistência social, oferecendo educação, saúde e apoio a milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade. Atualmente, a Mansão atende diariamente cerca de 5 mil pessoas carentes .

O velório de Divaldo teve início às 9h desta quarta-feira, 14 de maio, no ginásio da Mansão do Caminho, reunindo admiradores, amigos e membros da comunidade espírita para prestar as últimas homenagens. O sepultamento está marcado para quinta-feira, 15 de maio, às 10h, no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador .

Durante sua vida, Divaldo psicografou mais de 250 livros, cujos direitos autorais foram doados a instituições filantrópicas, incluindo a própria Mansão do Caminho. Seu legado inclui não apenas a vasta produção literária, mas também a transformação de vidas por meio da caridade e do amor ao próximo.

A Mansão do Caminho continuará suas atividades em luto, mantendo vivo o compromisso de Divaldo com a solidariedade e o acolhimento.

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terça-feira, 13 de maio de 2025

Brasileira perde cargo em mosteiro após ser considerada 'bonita demais para ser freira'


Natural de Macapá, a freira brasileira Aline Pereira Ghammachi, 41 anos e natural de Macapá (AP), perdeu o cargo de madre-abadessa do Mosteiro San Giacomo di Veglia, na Itália, após denúncia anônima de maus-tratos e desvio de recursos do espaço destinados à manutenção do local. Ela foi retirada do cargo no dia 21 de abril deste ano, data da morte do papa Francisco, mas nega as acusações. A um site de notícias, a freira informou que acredita estar sofrendo perseguição e que o abade-chefe da ordem que dirige o mosteiro, frei Mauro Giuseppe Lepori, chegou a dizer que ela era bonita demais para ser freira. 

"O frei Mauro Lepori disse que se eu fosse ao Vaticano, ninguém iria acreditar em mim, porque eu sou mulher, brasileira, sou bonita e ninguém acredita nesse tipo de pessoa. E isso me feriu muito".

A freira recorreu da decisão do afastamento junto ao Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, a mais alta autoridade judicial da Igreja Católica e segue na Itália. As denúncias contra a irmã Aline Ghammachi foram enviadas em 2023 ao papa Francisco. A freira informou a um site de notícias que apresentou as contas dos últimos cinco anos em que esteve à frente do mosteiro e que essas foram aceitas pela auditoria da igreja.

“O que mais pesava na carta era a questão dos maus-tratos, do abuso de poder e de desvio de recursos. A questão financeira foi fácil de resolver, porque foi feita uma auditoria no mosteiro pela diocese e demonstrou que toda a administração foi corretamente realizada. Só busco a Justiça”, explicou a freira, que também nega as demais acusações. 

Após a saída da madre no mês passado, cinco freiras procuraram a polícia italiana para denunciar violência psicológica por parte da nova gestora do mosteiro. No total, 11 saíram do mosteiro após a remoção da freira brasileira.

Aline Ghammachi contou que desde os 15 anos tinha vontade de ser freira, mas por orientação da família, teria que estudar mais um pouco e com o passar do tempo ver se era realmente o que queria. Após concluir o curso superior de administração de empresas, em Macapá, ela decidiu de vez seguir na vida religiosa. Foi então que se mudou para a Itália, para o convento onde anos depois seria a madre-abadessa. Em 2018, quando tinha 34 anos, irmã Ghammachi se tornou a madre-abadessa mais jovem na Itália. Ela destacou que o mosteiro passou a oferecer auxílio para mulheres vítimas de violência, pessoas autistas, além de criar uma horta comunitária com plantações de uvas.
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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Leão XIV: Quem É o Novo Papa Escolhido Pelo Conclave


Habemus papam. A fumaça branca que saiu da chaminé no topo da Capela Sistina, no Vaticano, às 13h10 (horário de Brasília) nesta quinta-feira, 08 de maio, indicou a eleição do sucessor de Francisco: o cardeal Robert Prevost, que escolheu ser chamado como Leão XIV. Após dois dias de Conclave, os 133 cardeais deram o mais alto cargo da Igreja Católica para o americano.

Prevost, 69 anos, um norte-americano que passou grande parte de sua carreira como missionário no Peru (chamado de “o cardeal de duas nacionalidades”, depois de conseguir a cidadania do país latino-americano em 2015), é um relativo desconhecido no cenário global. Nomeado cardeal pelo papa Francisco em 2023, ele deu poucas entrevistas à mídia e raramente fala em público.

Originário de Chicago, o novo papa atraiu o interesse de seus pares por causa de seu estilo tranquilo e apoio ao papado de 12 anos de Francisco, especialmente seu compromisso com questões de justiça social.

Prevost serviu como bispo em Chiclayo, no noroeste do Peru, de 2015 a 2023.

Francisco o levou a Roma naquele ano para chefiar o escritório do Vaticano encarregado de escolher quais padres deveriam servir como bispos católicos em todo o mundo, o que significa que ele participou da seleção de muitos dos bispos do mundo.

As primeiras palavras de Leão XIV

Em seu primeiro discurso, claramente emocionado, Robert Prevost enalteceu Francisco: “Ainda conservamos em nossos ouvidos aquela voz corajosa de papa Francisco que abençoava Roma e dava sua bênção ao mundo inteiro naquela manhã do dia de Páscoa. Permitam-me a dar sequência aquela mesma benção: Deus ama a todos. O mal não prevalecerá. Estamos todos na mãe de Deus, portanto, sem medo, unidos, mão a mão com Deus e entre nós, sigamos adiante”.
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sábado, 26 de abril de 2025

Papa Francisco é sepultado em Roma; funeral reúne 250 mil pessoas


O papa Francisco foi sepultado neste sábado, 26 de abril na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma. Ele se torna o primeiro pontífice em cerca de 100 anos a ser enterrado fora do Vaticano.

Um cortejo fúnebre levou o caixão do papa para a igreja. O próprio pontífice pediu para ser enterrado lá. Ainda segundo a Santa Sé, 150 mil pessoas estiveram presentes no cortejo.

O funeral aconteceu na Praça de São Pedro, no Vaticano. A Santa Sé afirmou que mais de 250 mil pessoas, além de dezenas de chefes de Estado, compareceram. A cerimônia durou 2 horas e 10 minutos.

A cerimônia começou com a Missa de Exéquias, uma celebração dedicada aos fiéis que faleceram. De acordo com a agência de notícias Reuters, ela deveria ser concelebrada por 220 cardeais e 750 bispos e padres perto do altar, além de outros 4 mil padres na praça.

As autoridades limitaram o número de pessoas permitidas na Praça de São Pedro, com muitos enlutados reunidos atrás de barreiras.

Um amplo corredor de segurança também foi estabelecido na divisa do Vaticano com a Praça Pio XII para permitir a circulação das autoridades.

O caixão do pontífice foi fechado na sexta-feira, 25 de abril, em uma cerimônia fechada com cardeais.

Ainda de acordo com a Santa Sé, cerca de 250 mil pessoas compareceram ao velório de Francisco e se despediram do líder da Igreja Católica.

Um Livro dos Evangelhos foi colocado em cima do caixão fechado do papa Francisco que foi carregado pelos Cavalheiros de Sua Santidade – mordomos ou criados do papa.

Dezenas de chefes de Estado estiveram presentes no funeral do papa Francisco.

Antes do funeral, Trump teve um encontro com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia. A Casa Branca pontuou que a reunião foi produtiva. Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, e Emmanuel Macron, presidente da França, também compareceram.

O cardeal Giovanni Battista Re disse durante a homilia da missa do funeral que Francisco foi um “papa entre o povo, de coração aberto a todos”.

“Rico em calor humano e profundamente sensível aos desafios atuais, o Papa Francisco compartilhou verdadeiramente as angústias, os sofrimentos e as esperanças desta época de globalização”, destacou Re.

Ele afirmou ainda que os gestos do pontífice em favor dos refugiados e deslocados são “incontáveis”.

“Sua insistência em trabalhar em prol dos pobres foi constante”, continuou o cardeal, observando que a primeira viagem de Francisco como papa foi a Lampedusa, uma ilha italiana no Mediterrâneo que há muito tempo recebe milhares de pessoas que cruzam a fronteira do norte da África.

O cardeal Re proferiu a Oração dos Fiéis, também chamada de Oração Universal.

O que aconteceu em seguida marcou uma mudança em relação aos funerais papais anteriores. Os cardeais proferiram uma breve oração em seis idiomas: italiano, francês, árabe, português, polonês, alemão e mandarim.

Foi a primeira vez que o mandarim foi incluído em um funeral papal.

“Por nós, aqui reunidos, para que, tendo celebrado os sagrados mistérios, possamos um dia ser chamados por Cristo a entrar em seu glorioso reino”, leu o Cardeal Agostino Liu Bo.

Durante seu papado, Francisco expressou seu desejo de visitar a China, e o Vaticano tem tentado, nos últimos anos, estreitar seu relacionamento com Pequim.

Mais tarde, os sacerdotes e outros celebrantes distribuíram a hóstia, também chamada de Sagrada Comunhão — o pão e o vinho, representando o corpo e o sangue de Cristo — entre os cardeais.

Após receberam, a hóstia foi distribuída entre a multidão de fiéis, buscando chegar ao máximo de pessoas possíveis.

O último papa a ser sepultado fora do Vaticano foi Leão XIII, que morreu em 1903.

O percurso do cortejo fúnebre tinha cerca de 5,5 km de extensão, incluindo muitos monumentos de Roma, como o Coliseu.

O sepultamento ocorreu em uma cerimônia privada, mas as visitas ao túmulo serão permitidas logo a partir do domingo (27). O túmulo terá apenas a inscrição do nome latino “Franciscus”.
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segunda-feira, 21 de abril de 2025

Papa Francisco morre aos 88 anos


Morreu hoje aos 88 anos Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco. A informação foi divulgada pelo Vaticano, que informou que ele sofreu um AVC e insuficiência cardíaca.

"Queridos irmãos e irmãs, com profunda tristeza devo anunciar a morte de nosso Santo Padre Francisco. Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja", diz o comunicado do Vaticano.

O pontífice se recuperava após um quadro respiratório grave, que o deixou 37 dias no hospital, entre fevereiro e março deste ano. Ontem, no Domingo de Páscoa, o papa fez uma aparição para abençoar milhares de pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Como é tradição, o funeral do papa começa na Basílica de São Pedro. O corpo de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro pontífice latino-americano da história, ficará exposto para visitação e oração dos fiéis. O funeral termina com a missa de corpo presente, na Praça de São Pedro.

Em abril de 2024, o papa chamou atenção dos fiéis ao anunciar que já estava "tudo pronto" para a sepultura dele. O pontífice ordenou uma simplificação dos rituais fúnebres dos papas, com os corpos não sendo mais expostos fora dos caixões.

Na ocasião, ele também revelou que, após sua morte, o corpo seria exposto no caixão. Os corpos dos papas anteriores foram colocados em um catafalco, espécie de plataforma, durante seus ritos fúnebres. Ele também pediu para que fosse enterrado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, fugindo da tradição de um enterro em São Pedro, onde está o corpo de 91 pontífices.
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