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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Após morte de amigo, adolescentes mantêm tradição de tomar café com a avó dele


Sam Crowe, um adolescente de St. Louis, Missouri, Estados Unidos, costumava se reunir com um grupo de amigos da escola todas as quartas-feiras, em um restaurante, em uma tradição que eles chamam de Wednesday Breakfast Club ou Clube do Café da Manhã de Quarta-Feira, em uma tradução livre. Depois de um desses encontros, Sam disse: “Sabem de uma coisa? Minha avó cozinha melhor do que isso”. Então, na quarta-feira seguinte, o grupo passou apareceu na casa da avó, Peggy Winckowski, 66, e a tradição mudou.

“Eu pensei, ok, e eles vieram durante todo o ano letivo - todas as quartas-feiras”, disse a avó, em entrevista à CBS. Os cafés da manhã continuaram divertidos até julho de 2022, quando toda a alegria se perdeu. Sam, o neto de Peggy, aluno do segundo ano do Ensino Médio, foi atropelado e morto.

Na quarta-feira seguinte e, praticamente, em todas as quartas-feiras desde então, as crianças voltaram a aparecer na casa da vovó Peggy - e em números muito maiores do que antes. “Vovó Peggy reúne todos”, disse Aaron Venneman, um dos amigos de Sam.


A avó ficou feliz em poder continuar recebendo os adolescentes e seguir a tradição. “Sam ficaria muito orgulhoso”, disse ela. "Olha só o que ele começou”, acrescentou.

Todos se uniram para uma grande ajuda para atravessar o luto. “Isso derrete meu coração”, afirma Peggy. “Na verdade, não se trata de comida, é simplesmente sobre estarmos juntos”, disse Brendan Crowe, que também se juntou ao Clube. “Nós nos beneficiamos dela, ela se beneficia de nós”, acrescentou a jovem Mya Dozier. “É como se nos alimentássemos”, afirmou.

Cada um sofre de uma maneira diferente, mas aqueles que conseguem lidar melhor com isso sempre parecem se cobrir de espíritos afins, compartilhando o fardo e ensinando uns aos outros a rir novamente. E, no processo, todos constroem uma tradição para garantir que as memórias sejam tão estáveis ​​e duradouras, como uma refeição quentinha na casa da avó.
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domingo, 8 de abril de 2012

Por que...

Por que o porquê das coisas precisa ser questão?
Por que não pode ser afirmação?
Por que deitamos preocupados com o dia de trabalho de amanhã?
Por que tomamos banho pensando na roupa de vamos vestir?
Por que escovamos os dentes pensando no ônibus atrasado?
Por que juntamos dinheiro a vida toda para morrermos sem usufruir?
Por que sonhamos com coisas impossíveis esquecendo do possível?
Por que calçamos salto alto para caminhar a noite toda?
Por que desejamos um objeto como se ele fosse uma parte do nosso ser?
Por que almejamos ideais de beleza que não combinam em nada com nosso biotipo?
Por que adicionamos pessoas que não conhecemos em nossa rede social?
Por que abandonamos o que queríamos quando éramos crianças?
Por que assistimos TV sem questionar o que os programas nos impõem?
Por que começamos dietas e dietas e paramos no meio do caminho?
Por que escolhemos uma profissão que nos faz infeliz?
Por que nos acovardamos diante a desafios gigantes?
Por que vendemos nosso voto invés de conhecermos os candidatos e seus planos de governo?
Por que temos medo de descobrir certas verdades?
Por que enxergamos fantasmas entre os vivos?
Por que guardamos mágoas quando o melhor é guardar boas lembranças?
Por que dizemos que tudo bem quando na verdade nada está bem?
Por que só vamos ao médico quando o que nos incomoda já é insuportável?
Por que idolatramos famosos que na intimidade sabem menos da vida do que a gente?
Por que precisamos perder coisas e pessoas para valorizarmos o que tínhamos?
Por que negamos ajuda quando podemos auxiliar?
Por que machucamos quem nos ama por egoísmo ou individualismo?
Por que cultuamos o dinheiro como mola do mundo?
Por que acreditamos em "falsos profetas" que dizem falar em nome de Deus?
Por que simplesmente não vivemos o hoje, sem nos preocuparmos com o amanhã?
Afinal qual é o amanhã que um dia não será ontem?

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Todo dia poderia ser ano novo


É verdade! Todo dia poderia ser Ano Novo.

Todos os dias poderiamos ao levantar imaginar que a vida será diferente em poucas horas. Que as esperanças serão renovadas, os planos idealizados e colocados em prática, os sonhos serão possíveis.

Todos os dias poderíamos começar de novo, com a alma lavada e a mente cheia e energia.

Mas, infelizmente, nos acostumamos à ideia de que isso só compete ao dia 31 de dezembro. Como se apenas a virada de ano pudesse dispor dos elementos necessários para impulsionar nossas vidas em novas direções. Ainda em tempo, faço a ressalva de que a virada realmente pode mudar muita coisa se você for o sortudo(a) que acertou as 6 dezenas da Mega Sena acumulada!

Voltando à realidade.

Já faz mais de ano que tive um encontro bem interessante. Eu passeava por Ipanema quando fui a bordada por um grupo de meninas, alegres e esfuseantes, que me pergutaram o que eu queria ganhar de Natal. Assim, de supetão. Mas apesar da pergunta ter sido feita no susto, a respostas veio num flash: Nada.

Isso mesmo! Respondi que não queria ganhar nada. Pode paracer estranhíssimo alguém não querer ganhar nada, pois no mundo capitalista que nos acostumamos a viver, o consumo é sempre regado e cultivado com muito carinho. Mas naquela fração de segundo percebi que tinha tudo que precisava em minha vida: famíla, filhos, marido, cachorro, roupas, mil sapatos e livros, casa, emprego, saúde, alegrias...

O que mais um ser humano poderia querer?

Nem preciso dizer que elas ficaram chocadas. Contaram que eu tinha sido a única pessoa a responder daquela forma. E se elas ficaram chocadas, eu não fiquei diferente. Parei e pensei:

Por que todo mundo sempre precisa de alguma coisa?

O que realmente falta na vida das pessoas?

Bens materiais, riqueza, saúde, felicidade?

A conclusão que cheguei foi que não é nada disso.

Na maioria das vezes buscamos suprir nossas reais faltas, carências e necessidades, com coisas que no fundo, no fundo, nunca completarão as lacunas.

O que nos falta é viver com plenitude, de coração aberto, com espontaneidade de sentimentos.

Muitos passam a vida toda com amores não declarados, sentimentos escondidos, mágoas cultivadas, desentendimentos não esclarecidos.

Como ser feliz assim?

Como podemos amar e não declarar?

Como podemos crucificar ao invés de conversar e perdoar?

Como deixamos, aparentemente, para trás coisas fundamentais para a marcha futura?

Podem até paracer BESTEIRINHAS. Porém, há de chegar o dia em que o lixo escondido debaixo do tapete será volumoso demais para ser ignorado.

Por isso, abra os olhos. Não apenas no sentido figurado. Abra os seus verdadeiros olhos, os da alma. Permita-se conhecer seu próprio eu, sua verdadeira identidade. Tire os óculos de Clark Kent e cruze as nuvens como um verdadeiro super herói.



Afinal, como dizia a escritora americana Ramona L. Anderson:


"As pessoas gastam uma vida inteira buscando pela felicidade; procurando pela paz. Elas perseguem sonhos vãos, vícios, religiões, e até mesmo outras pessoas, na esperança de preencherem o vazio que as atormenta. A ironia é que o único lugar onde elas precisavam procurar era sempre dentro de si mesmas"





p.s. dedico este post as maravilhosas Theodora, Betina, Bettina e Mira, as quatro fadinhas que abriram meus olhos para minhas reais razões de viver. Um beijo enorme para todas.


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terça-feira, 13 de novembro de 2007

No Alvo

Rompendo com as barreiras superficiais dos relacionamentos

Viver com os outros nem sempre é coisa fácil. Mais difícil, ainda, é trabalhar com pessoas estranhas e complicadas, em contato quase diário, sobretudo quando não estamos preparados para isto. Uma das estratégias é conhecer a si mesmo. Mas o que fazer quando temos em nossa equipe um colega de trabalho que implica com tudo, tem problemas de comunicação interpessoal e precisa dividir conosco a execução de alguma atividade?

Partindo da premissa levantada neste espaço de discussão, tento responder ao pressuposto direcionando a discussão para penetrarmos campos mais férteis e profundos. Conhecer o sintoma não significa conhecer a causa, mas este pode ser um direcionador. Ter uma pessoa com a discrição acima, pode não ser de todos os males, uma vez que, este, não passa despercebido e tão pouco, não se desconhece suas características pessoais.

Conhecer sua realidade, não pode está limitado a ver simplesmente os seus defeitos. Pois como a própria palavra diz “limite”, que aqui, deve ser entendida como simplísmo, superficialidade; fragilizaria toda um diagnóstico. Temos que ter em mente a visão holística social também, para e nas relações interpessoais. Como lidadores de conflitos, gestores de políticas sociais, cientistas sociais; gestar conflitos e /ou em conflito deve nos ser peculiar e, talvez por esse motivo, vejo que a melhor forma de lidarmos com adversários é conhecê-los com mais profundidade, nos aproximando deles, ouvindo-os mais que falando, descobrindo suas fragilidades e seus virtudes, tentando a partir daí superar ou pelo menos, relacionarmos-nos sem maiores conflitos.

Aja visto que, como afirmamos no início, “conhecer o sintoma não significa conhecer a causa, mas esta pode ser um direcionador”. Através desse olhar, aqui superamos o sintoma. Buscamos agora penetramos na ‘causa’ e esta, aqui entendida, como ‘raiz’. Aqui já estaremos preparados para intervir junto a este sujeito pois, que já rompemos, com a fragilidade e a superficialidade de julgarmos suas atitudes; conhecemos com maior penetração sua personalidade e assim, rompemos com as barreiras superficiais do relacionamento.

Ser Assistente Social, no meu entendimento, é ter e ser maduro conhecedor de si mesmo. Como Sócrates há muitos anos antes disse: “(...) conheça a ti mesmo”. E assim sendo, seremos planejadores, investigares inquietos e vorazes conhecedores de homens e como conhecedores de homens transitaremos nos territórios das discordâncias, críticas, elogios com a segurança precisa e necessária para gestar na solução do objetivo comum. Rompidos com a superficialidade dos nossos julgamentos emocionais com relação ao outro. Sabedores que na complexa relação interpessoal, deve ser você, dentro da equipe, o capaz de conduzir uma convivência harmônica e objetivada paro o bem comum, que supera adversidades nas relações, nos programas e projetos que lhe forem apresentados. Mas claro! Isso só acontece para quem está aberto para o dialogar, investigar, ouvindo impostado na habilidade de mediar seja ao nível da infra-estrutura ou da superestrutura.

Por esta via partimos do singular ao universal, sendo objeto proposta, superação da superficialidade de se relacionar com esse individuo “chata”. Conduzindo e canalizando a sua potencialidade a serviço da equipe. Permeando a relação para que este se conheça e se perceba com intervenções seguras, indagações e discordâncias na perspectiva do diálogo, na inteligência emocional, deixando sempre claro os interesses e a importância da equipe quanto às mudanças necessárias e bom relacionamento.





Um Presente da Vida


Quantas coisas boas acontecem em nossas vidas.

Quantas emoções...

São tantas, que pedir para você enumerá-las e datá-las, torna-se humanamente impossível. Pode até se lembrar de algumas que de tão importantes tornaram-se inesquecíveis: aniversário do filho ou filha; o dia em conheceu o seu grande amor; o dia em que nasceu (mesmo que em determinada época da vida não gostemos mais de lembrar...ahahah). Talvez fossemos capazes de recordar dos problemas que por ventura nos deparamos na longa caminhada da vida.

Quantos de nós nos esquecemos de todas as conquistas e batalhas vencidas.

Tantos de nos deixamos de nos lembrar porque já não são prioridades.

Talvez para você, neste exato momento, o mais importante fosse resolver uma mera dor de cabeça ou quem sabe, encontrar o número do telefone de uma pessoa com quem quer falar o mais depressa possível.

Ai de nós se pudéssemos registrar na consciência, para jamais cairmos no esquecimento de nós mesmos, todos os fatos de nossa vida. Já imaginou?...

Quem sabe, dessa maneira, fossemos melhores?

Quem sabe não lamentássemos tanto nossa curta e veloz trajetória?

Quem sabe?...

O que espero aconteça de agora em diante é que você não fique lamentando-se dos fatos, enquanto o seu presente passa sem que você segura as rédeas dos acontecimentos, com o prazer de poder estar vivo e podendo viver "apesar de"...

Não que você ou eu, não tenhamos o direito e quem sabe, até o dever como seres humanos, de queixar-se e chatear-se de situações problemas.

Só peço que pare para pensar antes nas benesses que a vida lhe proporcionou, inclusive os obstáculos capaz de superar. Pois assim, fica bem mais fácil viver. Do contrário mais dolorido se tornará o problema e menos doce a vida.

Então conseguiu lembrar-se de todos os acontecimentos em sua vida?

Se conseguiu, descobriu as datas?

É humanamente impossível.

Assim sendo, porque continuarmos encarando a vida por tal prisma?

Está mais do que hora de mudarmos a maneira de ver a vida.

Pense nisso e reavalie sua maneira de encarar os fatos que se apresentam na sua trajetória.






Reflexão sobre os monólogos travestidos de diálogos...

Refletir nunca, em nenhum outro tempo, foi tão difícil. Digo isso, por não sabermos mais reconhecer quem são os mocinhos, nem quem são os bandidos. São tantos os lobos em forma de cordeiros que já ficamos meios perdidos diante deles.

Nunca pensei que possibilitar novos modelos e espaços de acesso para aprendizagem pudesse motivar tanto medo, ameaça e pânico, principalmente em determinada categoria profissional. Realmente, o que vem ocorrendo é de causar espanto! Considero isso devido à maneira com que vem sendo alimentada, já que nasce de forma isolada e sem fundamentação.

O que não nos impede de sentirmos indignação e ficarmos com certo grau de preocupação já que, nós não podemos saber ao certo se a preocupação destes profissionais é com a educação e a profissão ou, se é com a garantia de seus lugares no mercado de trabalho. Bem, quero poder acreditar que sejam as duas primeiras possibilidades. Mas se for realmente isso, estes deveriam estar discriminando e boicotando o aprendizado, estágio curricular, de futuros profissionais? Pois é o que nos parece e vem acontecendo aqui no nosso país! Dá para acreditar?

Não quero entrar no mérito da qualidade do ensino, se boa ou ruim. Não só por não ser, realmente a pessoa mais indicada, mas porque já possuímos os órgãos e instituições superiores de ensino com seus mestres, doutores e PHDs para discutir a educação em seus métodos, modelos e qualidade. O que não nos impede de questioná-los, mas não é essa a celeuma em questão.

Sabemos que em cada um de nós existe um crítico. E, com um olhar crítico a tudo, este grita loucamente dentro de nós para apontar esse ou aquele defeito, mesmo que, muitas vezes, sem a competência para tal. Tudo devido à falta de profundidade, essa superficialidade para com o todo do objeto criticado. Esta atitude parece ser mais um ato instintivo do que uma ação racional.

A crítica, sempre será bem vinda, mesmo porque, sem ela, não conseguimos ser quem somos, seres pensantes. Porém, esse olhar crítico não pode e não deve vir envenenado pelo preconceito, cheio de si em si. Talvez possa ser esse, “o olhar crítico” que vêm nos lançando os profissionais de Serviço Social. Aqui não ouso afirmar, por não ser eu o dono da verdade. Mas como sofro desse “olhar crítico”, percebo e sei que ele carece de justiça. Criticar a educação é necessário sim. Exigir mais investimento e melhor qualidade faz parte desse processo sócio-histórico. Mas isso de desqualificar todos os alunos, graduados, Mestres, Doutores e PHDs que estão sendo ensinados, foram ensinados e/ou ensinam em redes de educação EAD, não nós parece sensato. Se assim o fosse, todos seríamos “Farinha do mesmo Saco”, digo do mesmo sistema de educação. Tanto quem crítica, como parecendo que dele não fazendo parte, quanto quem é criticado. Uma vez que todos somos frutos do mesmo ensino tradicional presencial.

Para melhorar a educação e/ou modelos de ensino é necessário mais do que críticas superficiais. É necessária reflexão, discussão e investimento. Não são posturas infantis, preconceituosas e de boicotes contra a formação de alunos ou contra a atuação de profissionais do Serviço Social (os poucos que contribuem com a formação dos alunos EAD) que entenderam não ser esse o caminho.

O que se espera dessa categoria profissional, Assistente Social, é, no mínimo, sensatez e compromisso com a formação desses futuros profissionais. Ignorando-os, discriminando-os, não os permitindo estagiar, não se trará crescimento algum para a educação, muito menos, para a profissão. Essa atitude, não irá fazer a educação ser melhorada se preciso for, caso seja essa realmente a preocupação dessa categoria profissional. Tentar impedir esses estudantes de aprenderem e apreenderem nos campos de estágios, sob os seus olhares e orientações, não é lucidez.

Não está aberto para permitir novos processos de educação é retrocesso e descompromisso com a profissão e é, antes de tudo, faltar com o respeito aos valos democráticos. A palavra “Democracia” nós soa como o direito de ter direito, de defender direitos e vê-los respeitados. Negar a possibilidade ao novo, é romper com o estado democrático de direito e os valores éticos da profissão. Enfim, é desconstrução não nos permitirmos discutir - respeitando o outro e despidos de armaduras - o preconceito contra os estudantes EAD.

Fica mais uma reflexão para todos nós: Quer façamos parte desse sistema de educação Presencial ou Semi Presencial - EAD, não se pode condenar ou discriminar quem deles fazem parte. Se estudantes EAD vieram do ensino tradicional, se estudantes presenciais permanecem no modelo tradicional. A discussão não deve estar na forma do ensino, mas no direito e na qualidade. Tanto uma como a outra tem necessidade de melhorar. Não é o estudante de modalidade à distância e tão pouco o ensino EAD o “X” da questão. É o direito dos estudantes, quer EAD, quer presenciais, de poderem estudar sem serem discriminados e nem prejudicados por qualquer que seja o “discurso”. Principalmente se de um julgamento vazio de profissionais que se argúem do direito de negar direitos, para quererem ter direito. A Educação EAD é tão boa ou tão ruim quanto a Educação Presencial. Mas é necessário que elas existam e coexistam, porque faz parte do processo, procurar sempre melhorias. Que o digam todas as ciências em seus processos evolutivos.

Percebemos que o problema não está em um ou outro método de ensino, está no olhar de quem os vêm e os negam. Independentemente de ser essa ou aquela modalidade de ensino, vão sempre existir problemas. Mas ao que parece, o problema aqui não é a educação. São os profissionais assistentes sociais que não aceitam os estudantes de Serviço Social EAD. Criticar a educação é necessário, aqui reafirmado. Mas discriminar estudantes não me parece o caminho para se melhorar a educação.

Plagiando Cazuza, “Que já vem malhada antes de eu nascer...”

O que tem me incomodado quanto cidadão de direito, não é quando se questiona a melhoria da qualidade do ensino seja EAD ou Presencial, mas, a forma insana, vergonhosa e covarde do que vêm ocorrendo contra os estudantes desta modalidade de ensino EAD, particularmente, contra os estudantes de Assistência Social.

Justamente estes profissionais que deveriam estar construindo pontes para combater qualquer forma de discriminação. Mas, até mesmo, a atitude desses profissionais, nos ensina o que não podemos e não devemos ser quando formarmo-nos, seja qual for a profissão, no caso, Assistência Social.

Não bastasse a discriminação, que a categoria de assistentes sociais impõem aos estudantes EAD, ainda continuam boicotando estes, não os aceitando como estagiários. E com ardis perversos, lançam críticas aos próprios colegas de profissão, os poucos, que tentam contribuir com a formação dos alunos EAD. Realmente eles envergonham a profissão, julgando defendê-la em nome de algo que nos parece não ser a qualidade da educação. O que nos envergonha e nos enoja quantos futuros profissionais de Assistência Social. Esta violência contra o saber nos faz acreditar ainda mais na verdade de que, a verdade imposta, não é verdade.

Talvez por isso, nunca concordei que monólogos autocráticos fossem construídos como sendo sinônimo de diálogos. Pensar em dialogar é ao mesmo tempo, pensar em se permitir ouvir e falar, em trocar idéias e razões, sem ter ou ser dono da própria razão. Se assim o fosse poderia ser tudo, menos um diálogo.

Quando não nos permitimos o diálogo, começamos a nos entrincheirar nos discursos déspotas, travestidos em razões, de direitos e de qualidades. Esses monologuistas são os mesmos que outrora faziam uso dos “diálogos monólogos” para se passarem por ovelhas mesmo sendo lobos, nas suas maquiavélicas intenções, para usurparem o poder e do poder, golpistas ambiciosos, vis e gananciosos.

Diálogo não se constrói unilateralmente, nem em suas razões preestabelecidas em preconceitos velados em “discursos” cheios de si. Assustamo-nos muito quando pensamos, vivendo em pleno estado democrático de direito, ouvimos e não somente isso. Presenciamos e ao mesmo tempo sofremos esses “diálogos monólogos”, preenchidos de “razões”, essas desequilibradas e infundadas como sendo, a própria verdade. Que nos diga a idade das trevas, e, mais recentemente, a ditadura militar. Mas que bom que tivemos o “Renascimento” e a “Redemocratização”, que surgem para mudar a ordem social estabelecida e fazer um novo pensar e discutir em sociedade. Reorganizando-a para possibilidades de mudanças, em diálogos outros, que não os velhos “diálogos monólogos” de donos e senhores do poder e no poder. Poder esse que não servia se não para os seus próprios propósitos e intentos.

Pensar o diálogo nos faz refletir...

Não, como donos da verdade, pois que esta é livre, senhora em si, não tendo senhor nem senhora que a domine. Aqui talvez, esteja uma ponta desse novelo: defender o diálogo (direito) não se legitima com o monólogo (preconceito). Defender o diálogo só funciona com a permissividade de falar e de ouvir sem, contudo esteja-se senhor da verdade. Se não, a “verdade”, não passa de uma grandessíssima mentira de interesse mesquinho. O que a história tem nos revelado quando observada criticamente e liberta de preconceito.

Deixemos esses lobos travestidos de ovelhas em suas “razões vãs”, em seus “diálogos monólogos” déspotas, pensando estarem passando-se por atentos e preocupados defensores da “educação de qualidade” (verdade), da defesa por profissionais de excelência, por legitimadores da educação profissional. Acreditamos que como um todo, tudo em sociedade não é perene, salvo os valores universais da dignidade da pessoa humana, esses a ferro e fogo conquistados. Mas se a sociedade é por natureza dinâmica por que não se pensar em construímos um diálogo aberto ao novo, a novos saberes, despidos de “diálogos monólogos?” Algo que não seja interesseiro e desprovido de fundamento, sem propósitos vis.

Acredito que possam estar se perguntando neste momento, o propósito de toda essa dissertação. Sim, tem realmente um grande propósito: primeiro explicitar essa tolice toda que vêm nos imprimindo, os assistentes sociais e, segundo, mais importante, fazer através desse texto que você, eu e todos nós, atentemos para esses “diálogos monólogos” travestidos de “verdades”, que nos são apresentados seja na política (autocracia), seja na economia (neoliberalismo), seja na educação (modelos e qualidade) ou em qualquer área de nossas vidas. Já está mais do que na hora de olharmo-los com visões e ouvidos atentos e aguçados, como críticos atores nestes cenários “Shakespeareanos” onde nos dão papeis de figurantes ou de peças mortas nas cenas que se desenrolam...

Convido-os a um diálogo sem a pretensa intenção de induzi-los ou a massificá-los com uma “razão”, mas como desejo que conheçam e fujam da superficialidade das “razões impostas” como sendo estas, esgotadas em si próprias. “Monólogos” como sendo verdades ou a própria e única verdade. Se assim o texto fizer ou provocar em nós, deixamos de ser “figurantes” e também vocês, “monologuistas”. Teremos a possibilidade de nos permitir passarmos a ser “Atores” de diálogos. Estes, desarmados de preconceitos, e não mais cheios nem donos de uma própria verdade mais da construção dela. Assim este texto já vai está cumprindo seu intento.

Não defendemos a idéia de certo ou de errado, mas defendemos o direito que todos têm ao conhecimento. Não acreditamos em “razões impostas” nem em “diálogos monólogos”. Acreditamos na possibilidade das idéias que busquem dela, verdades, universalizado, mas não a esgotado. Negar a possibilidade de novas formas de aprender e apreender é negar o direito de se ter direitos, de defender direito e de respeitar direitos. A ideia de que a sociedade como sendo estática e que a educação também o é e, está esgotada em si. Entendemos que precisamos ser construtores de pontes com duas finalidades: unir para os pólos e avançar, crescer, melhorar...

Nunca pensei que uma ponte fosse construída se não para um fim (finalidade) que não, estas. Somente por este meio romper-se-á com os “monólogos” travestidos de diálogos.


Sérgio Rogério é especialista na área de Segurança Pública e Terceiro Setor, profissional de Serviço Social e diretor da Ong Rede Mundo Melhor.



Agora está aqui conosco

no Ideias de Barbara!



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