Mostrando postagens com marcador socialismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador socialismo. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de janeiro de 2024

Governo da Nicarágua liberta bispos e religiosos críticos a Ortega


O governo da Nicarágua libertou neste domingo, 14 de janeiro, dois bispos católicos, incluindo o monsenhor Rolando Álvarez, um forte crítico do presidente Daniel Ortega, além de 13 padres e três seminaristas. Essas informações foram relatadas por meios de comunicação e opositores nicaraguenses no exílio. Álvarez, que foi detido em agosto de 2022 e condenado em fevereiro passado a 26 anos de prisão, foi enviado para Roma, juntamente com os demais religiosos libertados. 

Essa ação ocorre em meio a uma crescente perseguição à Igreja Católica pelo regime de Ortega. Entre os libertados, também está o bispo Isidoro Mora e outros padres que foram detidos em dezembro. O padre Uriel Vallejos, a ativista humanitária Haydée Castillo e meios de comunicação, todos no exílio, confirmaram essa informação. Vallejos, que está exilado nos Estados Unidos, escreveu nas redes sociais que Ortega e sua esposa, vice-presidente Rosario Murillo, pretendem “deixar a Nicarágua sem padres” e que outro avião cheio de religiosos foi enviado para o exílio.

Em outubro passado, outros 12 padres foram libertados e enviados a Roma após um acordo entre o governo e o Vaticano. No entanto, até o momento, nem o governo de Ortega, nem a polícia, nem os meios de comunicação oficialistas se pronunciaram sobre a informação deste domingo em Manágua. Porém, meios como o jornal La Prensa, El Confidencial e 100%Noticias, que operam a partir da Costa Rica, afirmaram que o avião já chegou a Roma. Essa informação foi confirmada pela Associação Grupo de Reflexão de Excarcerados Políticos (GREXCR), sediada em San José.

Desde 2018, a relação entre a Igreja e o governo de Ortega se deteriorou, principalmente após o presidente acusar os padres de apoiarem os protestos antigovernamentais de 2018, que ele considerou uma tentativa de golpe de Estado promovida por Washington. Segundo a ONU, esses protestos resultaram em mais de 300 mortes. 

Uma investigação realizada pela advogada Martha Molina, especialista em temas da Igreja nicaraguense e exilada nos Estados Unidos, aponta que desde 2018 houve 740 ataques contra a Igreja e 176 sacerdotes e religiosos foram expulsos ou impedidos de regressar ao país. O papa Francisco já manifestou sua preocupação com a situação e acompanha de perto as detenções de padres na Nicarágua.
LEIA MAIS

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Rui Costa declara que Bahia adotará Passaporte Sanitário

O debate sobre a obrigatoriedade da vacinação tem sido levantado em todo o mundo. França, Reino Unido, Austrália, Itália e Portugal já impuseram restrições aos habitantes não vacinados, medidas que vão de encontro a tudo que se conhece sobre o direito à liberdade individual.

No Brasil essa pauta avança a cada dia. Legitimados por uma decisão judicial que concedeu poderes para que atuassem como bem quisessem no controle à pandemia, governadores passam a impor à população a exigência de vacina. É o chamado passaporte sanitário.

São Paulo e Rio de Janeiro já anunciaram e colocaram em prática essa normatização ditatorial que agride e atinge diretamente as liberdades individuais. Agora, o estado mais vermelho do nordeste, a Bahia, também vai obrigar a população a se vacinar.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou a oito dias que instituirá um certificado de vacinação contra a covid-19 — documento que mostra se alguém concluiu o esquema vacinal contra o novo coronavírus — como exigência para acesso a locais públicos. O anúncio foi feito através de uma publicação no Twitter.

No mesmo dia, durante entrevista coletiva após a inauguração de uma policlínica no interior do estado, Rui Costa disse que, para adiantar a exigência do certificado, o governo baiano estuda até a possibilidade de diminuir o intervalo de aplicação entre a primeira e a segunda dose da vacina.

Sob o ponto de vista filosófico e jurídico, não há dúvidas de que uma vacina eficaz, extensamente pesquisada, devidamente aprovada pela autoridade sanitária, pode ser a saída para o fim de uma epidemia. Mas no caso das vacinas anti-covid, vale ressaltar que todas tem aprovação para uso apenas emergencial. Nenhuma delas tem o registro definitivo. Os efeitos colaterais e os casos de morte e danos permanentes tem causado descrédito e até mesmo pânico na população.

Em se tratando de vacinas contra o coronavírus muitas coisas ainda precisam ser esclarecidas. Não se pode simplesmente obrigar as pessoas a serem cobaias de  imunizantes que não possuem estudos suficientes para garantir sua eficácia.

Recentemente a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo divulgou dados extremamente relevantes e que colocam em xeque tudo aquilo que determinados governantes pregam. 

De acordo com o levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, 81,7% dos 629 pacientes internados com Covid-19 em hospitais da rede pública já receberam pelo menos uma dose da vacina contra a doença. E não é só isso! Do total de hospitalizados, 51,6% (325 doentes) já foram totalmente vacinados, com as duas doses ou com a dose única da Janssen. Apenas 18,3% (115 pacientes) não tinham sido imunizados. 

Resumindo: de 629 pacientes internados com Covid-19, apenas 115 não haviam se vacinado. 

Diante de uma evidência tão explícita, é mais do que cabível o questionamento daqueles que não querem ser obrigados a se submeterem a um tratamento experimental e  emergencial.

Em defesa do direito de escolha, deputados federais e estaduais estão se mobilizando para garantir que seja cumprido o que determina nossa legislação em vigor.

No artigo 15 do Código Civil  Brasileiro, no capítulo que tutela os direitos da personalidade, encontramos a seguinte determinante: "Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou intervenção cirúrgica". 

Encontramos proteção aos direitos de escolha também na Lei 8.080/90 (Lei do SUS), artigo 7º, II, IV e V, que garante a preservação da autonomia do paciente na defesa de sua integridade física e moral.

O Código de Defesa do Consumidor garante no artigo 8.º o direito a informações adequadas a respeito da prestação de serviços, o que pode ser traduzido no campo da saúde como o exercício do consentimento a uma terapia preventiva ou tratamento. Essa mesma legislação veda no artigo 39, III e IV, o fornecimento de serviços sem solicitação, bem como o ato de prevalecer-se da fraqueza do consumidor em razão de seu estado de saúde, o que exclui a possibilidade de tratamento médico compulsório. 

Os motivos que levam uma pessoa a escolher ou recusar tratamento médico podem variar. Por exemplo, pode haver falta de confiança em determinado método ou desejo de não sofrer as reações adversas de uma terapia, vacina ou medicação. Seja como for, a legislação acima garante o direito de escolha e recusa de tratamento médico para qualquer pessoa, independentemente do que motiva a decisão. 

É o que ocorre com as vacinas. Na prática, parece que governadores como Rui Costa (BA) pretendem criar no Brasil, um novo sistema de castas, onde a parcela da população que, conscientemente, recusa-se a participar dos testes públicos das vacinas será reduzida a cidadãos com direitos restritos. 

Na Câmara dos Deputados, as Deputadas Federais Cris Tonietto (PSL – RJ) e Bia Kicis (PSL – DF) apresentaram projeto de lei que garante os direitos constitucionais de liberdade àqueles que se abstenham de participar das campanhas de vacinação contra a Covid-19 ou qualquer de suas variantes. 

Na Bahia, a deputada Talita Oliveira (PSL-BA) apresentou, na Assembleia Legislativa, um projeto de lei semelhante, onde é garantida a liberdade àqueles que não queiram se vacinar. No Artigo 2º, o texto prevê que a imunização contra o coronavírus ou qualquer variante não poderá ter caráter compulsório. 

Em Salvador, o vereador Alexandre Aleluia saiu em defesa dos baianos, contra o passaporte sanitário e apresentou projeto de lei sobre esse tema. A proposição foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Salvador, na última terça-feira (14). O Projeto de Lei de autoria do vereador  proíbe a criação de um ‘passaporte sanitário’ para permitir que apenas os vacinados contra a Covid-19 frequentem os espaços da cidade.

Nesta segunda-feira, o Governador Rui Costa voltou a falar sobre a imposição do passaporte de vacinação.

Rui afirmou, durante coletiva que, quem preferir exercer o direito de não se vacinar, vai pagar a consequência de não poder frequentar locais como o SAC, hospitais e escolas estaduais, além de outros estabelecimentos de administração pública. O governador baiano ainda afirmou que a vida humana deve prevalecer sobre os interesses individuais.

“Nós vamos exigir como Alemanha está, a Suíça, o Canadá está exigindo a vacinação. Esse debate do direito individual e coletivo é falso. As pessoas podem ter o direito individual de não se vacinar, é opção delas. Mas não têm o direito de entrar no hospital e contaminar uma criança que está internada, um adolescente que está internado, os médicos enfermeiros que estão trabalhando e por isso nós não vamos permitir que quem não tiver vacinado ingresse, mesmo que seja para fazer visita nos hospitais estaduais, que entre no SAC ou que entre em uma escola”, disse.

Cabe a aqui questionarmos se as atitudes que o Governador disse que irá tomar não vão de encontro aos Direitos inalienáveis, constantes no Artigo 5 da Constituição, considerados cláusulas pétreas, ou seja impossíveis de serem alterados: Direito à saúde, segurança e educação. 

O mais importante em todo esse debate a cerca das vacinas é que a lei garanta os direitos constitucionais de liberdade e acesso a todas as garantias básicas previstas na Constituição, como saúde, segurança e educação, a todos àqueles que, por qualquer circunstância de natureza pessoal, física ou objeção de consciência, abstenham-se de participar das campanhas de vacinação contra a Covid-19 ou qualquer de suas variantes, tendo em vista seu caráter reconhecidamente experimental e de efeitos ainda desconhecidos pela comunidade científica.


Links





LEIA MAIS

terça-feira, 22 de junho de 2021

Loucura: Como a esquerda desconstruiu o sistema psiquiátrico no Brasil

A história da auxiliar de limpeza Roseli Bispo, 46 anos, pode ter passado despercebida para muitos brasileiros mas serviu para trazer à tona a discussão sobre doença mental no país. Roseli era moradora de São Paulo. No dia 26 de abril, uma segunda-feira como outra qualquer, ela acordou às 04:00 da manhã para trabalhar, pegou o metrô às 5:00, fazendo o mesmo percurso que estava acostumada a anos. Sentada e distraída mexendo no celular, Roseli percorria de metrô o trajeto até o trabalho. Ela não percebeu a movimentação do desconhecido, em estado alucinatório, que caminhava entre os passageiros. O homem estranho se aproximou dela, retirou uma marreta da bolsa, avançou e golpeou a cabeça de Roseli. Atingida covardemente, ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao chegar no hospital.

Roseli Bispo: morta no Metrô
Roseli Bispo: Morta no Metrô - SP

Uma cena de terror, uma morte brutal.


Afinal, o que havia motivado o criminoso?


Seria um crime encomendado?


Por que usar de tanta violência?


Todas essas perguntas têm apenas uma única resposta: O assassino é doente mental.


Roseli foi assassinada por Luciano Silva, um portador de esquizofrenia paranoide e doença mental congênita. De acordo com os seguranças que o detiveram, Luciano alegou ter ouvido “vozes” e pensou que a auxiliar de limpeza, o tinha chamado de “mulher ou gay”. As mesmas palavras que diz ter escutado em 17 de maio de 2005, quando esfaqueou dois homens, também dentro de um vagão da mesma linha do Metrô. O mesmo surto ocorreu em 10 de janeiro de 1993, quando ele matou a própria noiva. Uma longa lista de crimes. Atos que pela intensidade da violência tornam chocante o fato de que o individuo praticante estivesse convivendo livremente em sociedade. Luciano passou 17 anos no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha. Mas o instrumento que o mantinha confinado, a medida de segurança com restrição de liberdade, acabou extinto. Por que? Porque novos exames demonstraram que ele não representava mais risco às pessoas e poderia voltar ao convívio social.


Luciano Gomes: 03 homicídios

A pergunta que se faz necessária é: Como médicos chegaram a esse diagnóstico?


O assassinato de Roseli expôs uma das maiores mazelas do sistema psiquiátrico brasileiro: as alterações legislativas em leis que normatizavam tratamentos mentais para criminosos no país. Luciano é um doente mental incurável, irrecuperável, assassino e perigoso, assim como tantos outros, espalhados pelo país. Quem não lembra do vigia Damião que ateou fogo em 12 crianças em uma creche no interior de Minas Gerais, matando 10 crianças e 4 adultos, entre eles a professora Heley de Abreu Silva?


A esquizofrenia, assim como outros tipos de transtornos mentais, é incurável. A causa é genética, embriológica e neurobiológica.


No Brasil, em casos como o de Luciano se aplica a Medida de Segurança, uma sanção penal aplicada ao inimputável, ou seja, àquele acometido de doença mental (ou desenvolvimento mental incompleto). Enquanto a pena comum pressupõe culpabilidade do criminoso, as medidas de segurança, pressupõem periculosidade do doente mental. Uma distinção decorrente da própria conceituação do que motiva o crime. As penas comuns são proporcionais à gravidade do crime, enquanto as medidas de segurança fundamentam-se na periculosidade do sujeito. As penas comuns são por tempo determinado, as medidas de segurança, indeterminado. As penas comuns são aplicáveis aos imputáveis, as medidas de segurança aos inimputáveis e semi-imputáveis.


Na teoria tudo parece ideal, pois quem não tem condições de viver em sociedade, deve ser mantido afastado para a segurança do coletivo e de si próprio. Mas na prática, a coisa muda de figura. Existe uma forte pressão por parte de entidades de defesa dos direitos humanos para que o tempo de interdição por medida de segurança não ultrapasse 3 anos. Levantar essa "Bandeira" é um absurdo, algo que coloca em risco a integridade física de toda a sociedade.


Michael Foucault: "Doença Social"

Para entendermos o porquê da defesa de ponto de vista tão chocante, precisamos voltar um pouco no tempo e buscar as bases da reforma psiquiátrica. O movimento reformista, no contexto da crítica social estabelecida a partir de teorias e discussões das ciências humanas e sociais, passou a tratar a “doença mental” como uma “doença social”, preconizando a existência do sofrimento do sujeito em relação ao “corpo social”. E aqui, em meio a todo esse turbilhão de entremeios científicos encontramos as distorções promovidas pelos alicerces do politicamente correto, empenando-se em destruir todo e qualquer estudo ou terapia que não seja baseado em seu ícone maior: Michael Foucult. Resultado disso é dantesco: A palavra "manicômio" foi praticamente proibida. A psiquiatria se tornou alvo de estigmas. Medicamentos se tornaram condenáveis, afinal usar remédios implica no lucro capitalista da indústria farmacêutica. Tudo em nome de uma doutrinação obtusa que tem por objetivo a dominação social através da destruição da sociedade já existente.


Desde a reforma psiquiátrica e o fim dos manicômios, o Brasil registrou um expressivo aumento no número de unidades de apoio psicossocial. A quantidade de CAPS no país cresceu 1.658,7% entre 1998 (148 CAPS) e março de 2017 (2.455) e o número de Unidades de Acolhimento (UA), passou de 10 para 59 entre 2012 e 2015, um aumento de 590%. Além disso, foram extintos mais de 60 mil leitos psiquiátricos em um espaço de tempo em que a população passou de 100 para 200 milhões de habitantes. O mais chocante: Nada foi feito para minimizar os impactos do que acontecia. Só para ilustrar melhor, caso tivessem mantido a relação leito/habitantes, o Brasil teria hoje mais de 200 mil leitos. Temos menos de 50 mil. Portanto, a redução na disponibilidade de leitos psiquiátricos para a população foi efetivamente de 75%. Vale ressaltar que estamos falando de mudanças realizadas em governos esquerdistas impregnados de viés ideológico socialista, seguidor e propagador do politicamente correto.


Não se sabe quantos doentes mentais graves estão espalhados pelas ruas e presídios. A Cracolândia mesmo é um reduto para criminosos psicóticos, maníacos delirantes e perigosos.


Vale destacar que a reforma psiquiátrica no Brasil é um movimento histórico, sobretudo de caráter político, social e econômico influenciado pela ideologia de “grupos dominantes” (acadêmicos, políticos e agentes públicos notadamente esquerdistas). Teve como norte a desinstitucionalização progressiva com consequente desconstrução do manicômio, modelo clássico de tratamento psiquiátrico, e dos paradigmas e estereótipos sociais e culturais que o sustentam.


Sancionada em 06 de abril de 2001(Governo Fernando Henrique), a Lei da Reforma Psiquiátrica, ou Lei Paulo Delgado foi a reviravolta necessária para colocar nas ruas doentes mentais violentos. Ela foi o marco para acabar com os manicômios e trouxe um novo modelo de tratamento dos transtornos mentais. A lei, que resultou de onze anos de mobilização de entidades antimanicomiais, garantiu aos doentes mentais, o tratamento em serviços comunitários, buscando a reinserção social.


Assim sendo, fica claro que a proposta original da reforma psiquiátrica era desinstitucionalizar, “desconstruir” a doença mental como um problema médico e vê-la como um problema psicossocial de origem histórica. Para alcançar esse objetivo, passaram a usar a palavra manicômio para designar qualquer hospital psiquiátrico, por exemplo, como decisão estratégica para identificar todos os serviços hospitalares com os manicômios judiciários. Entendam bem: ninguém seria curado, apenas usariam a nomenclatura dada à instituição de tratamento para nivelar todos os doentes mentais num mesmo patamar. Assim, independentemente de estarem num hospital psiquiátrico ou num manicômio judicial, todos os pacientes deveriam se tornar autônomos. Na prática, o que houve foi uma “transinstitucionalização”: o paciente deixou o hospital para ir para ao CAPS, que também é uma instituição, isso, considerando os que realmente foram buscar o serviço. E os que não foram? Eles estão desassistidos, sem tratamento, correndo risco de morte e, em alguns casos, colocando a sociedade em risco.


Repare bem que ao minimizar o papel do estado no acompanhamento e monitoramento dos doentes mentais, a lei colocou nas mãos das famílias a total responsabilidade por seus entes doentes. Sobrecarregar uma família que já passa pelo trauma de ter um doente mental, nunca será a saída para um tratamento mais justo e humanizado do próprio doente.


A literatura científica na área da saúde e principalmente em ciências humanas, da psicologia ao direito, passando por filosofia, está repleta de materiais, livros, documentários, teses, monografias e artigos em defesa da deshospitalização, despatologização, desencarceramento e "desconstrução da loucura". Eles são sociólogos, psicólogos, promotores, professores, militantes, estudantes. Todos alinhados com ideais esquerdistas. Como já mencionado anteriormente, o fundamento disso está nas escabrosas obras de Michel Foucault, especificamente o livro "História da Loucura na Idade Clássica", uma obra que além da imprecisão histórica, não tem qualquer respaldo técnico ou científico. Foucault é cultuado por boa parte dessas pessoas que defendem a liberdade de criminosos porque, segundo o autor, vigiar e punir é "perigoso, inconveniente e inútil".


Michel Foucault era filósofo e professor. O fato de não ser psiquiatra e nem mesmo médico, não o impediu de interferir em uma área da ciência totalmente oposta a suas competências. Foucault deu uma grande contribuição para a formação da ideologia antipsiquiátrica em suas obras: História da Loucura na Idade Clássica [1961], As Palavras e As Coisas [1966], Arqueologia do Saber [1969]. Em pleno século XX, com todos os avanços, descobertas e conquistas nas áreas de neurociência e medicina, Foucault sugeriu que os transtornos podem ser vistos como “construções sociais”. Não bastasse isso, ele foi além. O filósofo declarou que não existem doenças mentais, e que a conceituação médica psiquiátrica não passa de um conjunto de rótulos.


Na esteira do mais canhestro desconstrutivismo, o movimento da antipsiquiatria inspirou-se na dialética marxista, na teoria crítica e no estruturalismo. Alguns intelectuais cultuam Foucault literalmente e espalham suas ideias repletas de marxismo cultural por diversas áreas de atuação. Nesse derrame de insanidade, a saúde mental do brasileiro recebeu um tiro fatal.


Em 2001, no governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso (também esquerdista), foi sancionada a Lei Federal 10.216. Teoricamente, está lei serviria para garantir os direitos de pessoas com doenças mentais. Mas o que se viu foi o redirecionamento da assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária (CAPS), eximindo cada vez mais o Estado da responsabilidade sobre o tratamento e assistência ao doente mental, e jogando nas costas da família todo o ônus. A desinstitucionalização e a efetiva reintegração das pessoas com transtornos mentais graves e persistentes na comunidade foi uma tarefa atribuída ao já sucateado e sobrecarregado SUS.


A publicação da lei 10.216 vem fomentando uma mudança nas práticas de assistência ao louco infrator. Observa-se aqui um movimento direcionado a reformular conceitos de inimputabilidade, medida de segurança e periculosidade. Foi assim que, via Ministério da Saúde, instituições de saúde pública passaram a defender a ideia de tratar o louco infrator fora do manicômio judiciário, na rede SUS extra-hospitalar de atenção à saúde mental, especialmente nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).


Coube aos CAPS o acolhimento e a atenção às pessoas com transtornos mentais graves e persistentes. Mas isso tudo foi muito bonito no papel. A realidade é diferente da utopia desconexa patrocinada pela esquerda, que sempre teve como objetivo primordial a destruição da sociedade tal qual conhecemos. Os CAPS são hoje uma "faca de dois gumes", locais que ficaram rotulados ineficazes para lhe dar com criminosos portadores de doenças mentais graves. Isso para falar o mínimo.


Em 2002, o então Presidente Luís Inácio Lula da Silva, propôs e sancionou a Lei Federal 10.708, que instituiu o Programa Volta para Casa, um mecanismo que dizia ter por objetivo a inserção social das pessoas com história de internações em hospitais psiquiátricos, através do pagamento mensal de um auxílio-reabilitação. Note que mais uma vez, é o estado passado a “bola” para as famílias. 


Heley de Abreu: morta em incêndio - MG

Em 2017 uma outra tragédia trouxe à tona a discussão sobre transtornos mentais: o Massacre de Janaúba (MG). Na manhã de 5 de outubro de 2017, o vigilante noturno do Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, Damião Soares dos Santos, de 50 anos, chegou à creche dizendo que ia entregar um atestado médico. Depois de entrar, ele invadiu uma sala de aula, onde dezenas de crianças entre 3 e 7 anos de idade estavam participando de atividades normais da escola. Em seguida, Damião trancou a porta, lançou combustível sobre várias crianças, funcionários e sobre si próprio e ateou fogo.


Como resultado da ação de Damião, 10 crianças morreram, além das professoras Helen de Abreu e Jéssica Morgana e a auxiliar Geni Oliveira. Foram 13 vítimas de um doente mental.


Em 2014, segundo informações apuradas pelo Jornal Estado de Minas, Damião começou a apresentar problemas psiquiátricos. Ainda de acordo com o jornal, ele teria passado por um tratamento, mas a responsável pelo CAPS da cidade, declarou não haver registro de Damião no Centro de Atendimento. Todo esse debate em torno da doença do vigilante só nos leva a questionar: De quem é a culpa por tantas mortes? Casos como o de Janaúba poderiam ser evitados caso a rede de assistência aos portadores de transtornos mentais graves não tivesse sido desmantelada e incompetentemente reestruturada ao longo do tempo. Este é um problema que só se torna mais complexo ano após ano.


Damião dos Santos: 13 assassinatos

Grande parte da estrutura da saúde mental no país está nas mãos de uma elite de doutores e intelectuais embebidos de ativismo ideológico, negligentes, irresponsáveis, desconectados da realidade, que escrevem, promovem, produzem e impõem uma agenda enviesada e traduzida em justiça social, baseada em mitos ideológicos, antagonismo à ciência e completa falta de autocrítica. A área da saúde, em especial a psicologia, está repleta desse ativismo impregnado de viés esquerdista.


Ao lerem uma crítica como essa, logo a classificarão como reacionária, higienista, psicofóbica. Deixo claro que não comungo de nenhum tipo de internação ou confinamento com métodos cruéis e desumanos. Todos aqueles que necessitam, precisam sim ser amparados pelo Estado em instituições estruturadas, que protejam tanto o doente mental perigoso quanto a sociedade. Não podemos ignorar o fato de que enquanto isso não acontecer da forma adequada, o número de vítimas de doentes mentais inimputáveis só aumentará.

Antipsiquiatras são verdadeiros homicidas culposos. Todos tem nas mãos o sangue de vítimas como Roseli e de Heley de Abreu.


Criminosos portadores de doença mental devem ter acompanhamento psiquiátrico baseado em evidências, direcionados para interdição (Medida de Segurança) por tempo indeterminado, principalmente em casos incuráveis e irrecuperáveis. Apenas isso garante a segurança da sociedade, a tranquilidade de ir e vi. Isso é o que nos garantirá o fim de tragédias como as de Roseli, da professora Heley e das vítimas de Janaúba.


Links


Lei da Reforma Psiquiátrica

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm#:~:text=LEI%20No%2010.216%2C%20DE,modelo%20assistencial%20em%20sa%C3%BAde%20mental.


Lei do Auxílio Financeiro do Programa De Volta para Casa

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.708.htm#:~:text=LEI%20No%2010.708%2C%20DE,transtornos%20mentais%20egressos%20de%20interna%C3%A7%C3%B5es.


Matéria sobre Crime no Metrô em SP

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/04/26/passageira-e-agredida-e-ferida-por-homem-dentro-de-vagao-do-metro-em-sao-paulo-agressor-foi-detido-por-segurancas.ghtml


Matéria sobre currículo do Assassino do Metrô

https://istoe.com.br/sp-preso-por-matar-passageira-com-marreta-no-metro-ja-matou-noiva-em-1993/


Matéria sobre Incêndio em Creche de Minas Gerais

https://g1.globo.com/mg/grande-minas/noticia/guarda-de-creche-em-janauba-ateia-fogo-em-criancas-deixando-mortos-e-feridos.ghtml


Matéria com perfil do incendiário da Creche

https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2017/10/06/interna_gerais,906551/veja-o-perfil-do-vigia-que-matou-criancas-em-incendio-em-janauba.shtml


Link para PDF do Livro História da Loucura – Michael Foucault

http://www.uel.br/projetos/foucaultianos/pages/arquivos/Obras/HISTORIA%20DA%20LOUCURA.pdf

LEIA MAIS

sábado, 22 de maio de 2021

A Igreja Católica e sua contribuição para ciência


Uma das maiores falácias usadas contra a Igreja Católica é a que propaga ideias estapafúrdias sobre um conflito entre ciência e religião. Muito disso tem relação com acontecimentos históricos como a Revolução Francesa, o Iluminismo, a Revolução Russa, pois movimentos como esses empenaram-se em rotular tudo que vinha da fé como arcaico, ultrapassado e indigno de confiança.

Trazendo um pouco de luz sobre tudo isso, resolvemos mostrar a verdade sobre a perseguição sofrida pela Igreja, especialmente perpetrada por aqueles que propagam ideologias esquerdistas.

Conheça a seguir 10 padres cientistas e suas importantes contribuições à cultura e à tecnologia. Eles representam uma pequena porção dos clérigos católicos cujos estudos, pesquisas e descobertas em diversas áreas da ciência ajudam a desmascarar, com fatos documentados, a mentira de que a Igreja seria “inimiga da ciência”.

Guido d’Arezzo

MÚSICA – Guido d'Arezzo foi um monge que viveu na Idade Média, entre os anos de 992 e 1050. Ele criou o sistema para representar as notas musicais.

Gregor Mendel

GENÉTICA – Gregor Mendel, monge católico que viveu de 1822 a 1884. Estudando as ervilhas, ele fez as descobertas científicas que deram origem à Genética moderna.

Jean-Baptiste Carnoy

CÉLULAS – Jean-Baptiste Carnoy  nasceu na Bélgica em 1836 e foi ordenado sacerdote em 1861. Em 1865, ele se doutorou em Ciências Naturais. O padre botânico promoveu o uso do microscópio e foi pioneiro no estudo das células. É dele a criação da importante fórmula da medicina conhecida como “solução de Carnoy”.

Georges Édouard Lemaître

BIG BANG – Georges Édouard Lemaître foi sacerdote e cientista e viveu entre1894 e 1966. A Agência Espacial Europeia homenageou-o dando o seu nome a uma missão espacial de abastecimento da Estação Espacial Internacional. O padre Lemaître é um dos precursores da teoria do Big Bang.

James B. Macelwane

GEOFÍSICA – James B. Macelwane foi um padre jesuíta que viveu entre 1833 e 1956 e que se dedicou com grande empenho ao ensino para jovens cientistas. Filho de um pescador, ele se ordenou padre e se doutorou em Física com uma relevante dissertação sobre sismologia em 1923.Todos os anos, a União Geofísica Americana concede a medalha James B. Macelwane a um cientista de até 36 anos de idade que tenha prestado contribuições significativas à Geofísica. 

Benedetto Castelli

MANCHAS SOLARES – Benedetto Castelli foi um monge italiano, amigo e colaborador de Galileu Galilei. Foi ele quem desenvolveu o método para projetar a imagem do sol sem prejudicar a visão, ajudando assim nos estudos de Galileu sobre as manchas solares.

Boaventura Thurlemann

MEDIÇÃO ELETROMAGNÉTICA DE VAZÃO – Boaventura Thurlemann foi um sacerdote suiço. O primeiro medidor eletromagnético de vazão, instrumento que permitiu avanços significativos na indústria, foi construído por ele. 

Pierre Gassendi

ÁTOMOS E MOLÉCULAS – Pierre Gassendi nasceu na França em 1592 e foi ordenado em 1616. Este sacerdote cientista recuperou as ideias dos antigos intelectuais e filósofos gregos sobre a existência dos átomos e fez a primeira distinção entre átomos e moléculas.

Bartolomeu Lourenço de Gusmão

AVIAÇÃO – Bartolomeu Lourenço de Gusmão  foi um padre que viveu entre 1685 e 1724. Este clérigo foi um dos precursores da aviação. Todos os anos, a Força Aérea Brasileira concede a Medalha Bartolomeu de Gusmão a pessoas que prestaram serviços importantes para a aeronáutica. 

Christian Mayer

ESTRELAS BINÁRIAS – Christian Mayer foi um sacerdote jesuíta do século XVIII. Ele ajudou a implantar observatórios na Alemanha, estudou o movimento das estrelas e elaborou um catálogo com dezenas de estrelas binárias observadas a partir de 1776. A importância desse padre astrônomo é tamanha que uma cratera da Lua foi nomeada em sua homenagem.

Depois de tantas evidências, deitamos por terra a difamação falaciosa contra a Igreja.


“Não existem nem cem pessoas que odeiam a Igreja católica. Mas existem milhões de pessoas que odeiam o que eles pensam que é a Igreja católica” 
Arcebispo Fulton Sheen
LEIA MAIS
Related Posts with Thumbnails