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segunda-feira, 22 de abril de 2019

Mundo às avessas: cristãos passam a ser "Adoradores da Páscoa" e muçulmanos terroristas são chamados de "extremistas religiosos"

A Páscoa passou mas os acontecimentos terroristas no Sri Lanka deixaram um rastro de tristeza e inconformidade.
Terroristas atacaram diversos hotéis de luxo e igrejas cristãs no Sri Lanka, matando 290 pessoas e ferindo mais de 500. Um fato por si só lamentável.
Mas você sabe como a mídia internacional e líderes mundiais reagiram a esse cruel ataque contra cristãos?
Antes de respondermos, vamos voltar um pouquinho no tempo...
Em março, um atirador invadiu duas mesquitas em Christchurch (Nova Zelândia) e deixou 49 mortos e mais de 20  pessoas gravemente feridas. Naquela ocasião, Hillary Clinton e Barack Obama se manifestaram em redes sociais desta forma:


"Meu coração está partido pela Nova Zelândia e pela comunidade muçulmana mundial. Devemos continuar a lutar contra a perpetuação e normalização da islamofobia e do racismo em todas as suas formas.
Os terroristas da supremacia branca devem ser condenados pelo líderes em todos os lugares. Seu ódio assassino deve ser freado."


"Michelle e eu enviamos nossas condolências aos povo da Nova Zelândia. Nós lamentamos com vocês e a comunidade muçulmana. Todos nós devemos nos opor ao ódio em todas as suas formas."

No entanto, quando chega a hora de oferecer condolências às centenas de cristãos do Sri Lanka, que perderam seus entes queridos vitimados por terroristas muçulmanos, essas duas criaturas se manifestam em redes sociais desta forma:


"Os ataques a turistas e a adoradores da Páscoa no Sri Lanka são um ataque à humanidade. Em um dia dedicado ao amor, à redenção e à renovação, oramos pelas vítimas e ficamos ao lado do povo do Sri Lanka."



"Neste fim de semana sagrado para muitas religiões, devemos nos unir contra o ódio e a violência. Estou orando por todos os que são afetados pelos terríveis ataques de hoje aos adoradores da páscoa e turistas no Sri Lanka."

Notem que ambos fizeram questão de não utilizarem a palavra CRISTÃOS, referindo-se aos seguidores de Cristo como ADORADORES DA PÁSCOA.
Mas isso não se restingue a líderes e celebridades. Há um movimento global de descaracterização do cristianismo que visa destruir a sua imagem, crença e dogmas religiosos, a começar por modificar a própria nomenclatura CRISTÃOS.
Na semana passada, quando a Catedral de Notre-Dame ardeu em chamas, vários veículos midiáticos noticiaram o ocorrido usando essa mesma terminologia de "Adoradores da Páscoa"
Por que os cristãos estão sendo alvo de tamanha perseguição ?
Cristãos compõem o grupo religioso mais perseguido do mundo e ainda assim recebem a menor solidariedade dos líderes mundiais e da mídia, após ataques devastadores, em vários países. 
Embora a perseguição cristã assuma muitas formas, é definida como qualquer hostilidade experimentada como resultado da identificação com Cristo. Tortura cristã continua a ser um problema para os fieis em todo o mundo, incluindo o risco de prisão, perda de casa e bens, tortura física, decapitações, estupro e até a morte como resultado de sua fé. 
Os números dessa perseguição são alarmantes:
  • 105 igrejas ou edifícios  cristãos são atacadas ou incendiados todos os meses. 
  • 345 cristãos são mortos todos os meses por questões relacionadas a sua fé.
  • 219 cristãos são presos e julgados todos os meses apenas porque creem em Cristo como Salvador


As tendências mostram que os países da África, Ásia e Oriente Médio estão intensificando a perseguição contra os cristãos e, talvez, os mais vulneráveis ​​sejam mulheres cristãs, que enfrentam muitas vezes uma dupla perseguição por fé e gênero.

Em sete dos dez principais países da Lista de Observação Mundial que monitora a perseguição de cristãos, a principal causa da perseguição é a opressão islâmica. Isso significa que para milhões de cristãos - particularmente aqueles que cresceram muçulmanos ou nasceram em famílias muçulmanas - seguir abertamente a Jesus pode ter conseqüências dolorosas. Eles podem ser tratados como cidadãos de segunda classe, discriminados por empregos ou mesmo violentamente atacados. Essa é uma verdade que órgãos que se dizem protetores dos direitos humanos, como a ONU, fazem questão de esconder.

Os ataques no Sri Lanka mataram pelo menos seis vezes mais pessoas do que os ataques às mesquitas na Nova Zelândia. Longe de mim querer estabelecer um tipo de competição mórbida. Em ambos os casos seres humanos foram mortos e isso é horrível.  Mas será que veremos líderes mundiais erguendo crucifixos e fazendo discursos especiais em apoio à comunidade cristã? Ou toda essa história será enterrada pela mídia e pela maior parte do mundo em pouco mais de 48 horas? 
Será que todos aqueles "politicamente corretos", "esquerdistas" e "comunistas" que declaram-se de coração partido pelos mortos da Nova Zelândia estenderão sua bandeira de solidariedade à comunidade cristã do Sri Lanka? 
Será que criarão uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar as famílias cristãs que perderam seus entes queridos? 
Por que esquerdistas culpam coletivamente todos os brancos ou conservadores depois de qualquer ataque anti-muçulmano?
Por que jornalistas escolhem não denunciar os ataques terroristas islâmicos? 
Por que quando muçulmanos atacam cristãos a mídia culpa as próprias vítimas pelo ato terrorista? 
Chocado com essa última questão?
Olhem o que esse jornalista norte-americano escreveu


"Não há desculpa para ataques terroristas contra pessoas inocentes, mas como jornalista vi missionários cristãos ocidentais convertendo órfãos budistas, através de comida e abrigo, após o tsunami asiático. Não envie suas orações."

Será que atingimos o absurdo estágio em que a culpa de tamanha barbaridade não reside nos terroristas islâmicos que se explodiram para matar cristãos inocentes?
Em que tipo de mundo às avessas  esse tipo de retórica faz sentido?
Por que a mídia global retrata terroristas como "extremistas religiosos" e não como "extremistas muçulmanos"?
Isso seria o mínimo de ética que se espera de um veículo de comunicação.
Por que a maioria da mídia levou pelo menos um dia para relatar o fato mais óbvio em tudo isso: os atentados no Sri Lanka foram ataques terroristas islâmicos.
Por que a mídia ocidental constantemente nos alarma com a ameça  do extremismo de direita, quando minimiza constantemente a ameaça do extremismo islâmico?
Todos os homens bomba envolvidos nos ataques no Sri Lanka eram cidadãos legítimos do país, todos sendo muçulmanos. 
Outro fato que precisa ser exposto é que os cristãos representam apenas 7% da população do Sri Lanka, o que significa que são minoria. Então, onde estão os órgãos mundiais que se vangloriam de proteger minorias?
Outro fato que não pode passar batido é o papel ridículo do Youtube na propagação das ideias terroristas dos homens bombas do Sri Lanka. Dias antes do atentado, Zahran Hashim, um dos homens bombas do Sri Lanka, postou um vídeo na plataforma do Youtube onde dizia: "Qualquer um que discorde de muçulmanos deve ser morto".
Como foi que esse vídeo pode circular no Youtube? Como os famosos filtros da plataforma, que são tão habilidosos em restringir e banir conteúdo conservador, não conseguiram impedir algo tão grotesco de circular na web? 
Por que o jornalista da Al Jazeera, Sarif Khalid, veio a público para dizer que revelar o nome de Zahran Hashim  foi um ato islamofóbico da mídia ocidental?
Agora imaginem se cristãos atacassem mesquitas durante o Ramadã e tentassem matar o maior número possível de muçulmanos...
Com toda certeza haveria uma onda de indignação percorrendo o mundo todo. Haveria semanas de luto, mobilização solidária de todos os cantos do globo.
Mas a pior realidade que existe é que, ao final dessa semana, os 290 mortos e 500 feridos do Sri Lanka  serão apenas uma nota de rodapé. 
Por que?
Porque eles eram cristãos.

Links

Link para matéria de jornalista que culpa missionários cristãos por ataques terroristas no Sri Lanka

Link para reportagem sobre ataques a Igrejas Cristãs

Link para artigo de Michael Snyder sobre perseguição cristã em todo o mundo

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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Notre-Dame em Chamas: igrejas católicas são atacadas e profanadas na França


Em março doze igrejas da França foram vítimas de um vandalismo evidentemente anticatólico ao serem atacadas, saqueadas e profanadas. Um dos ataques mais emblemáticos foi o realizado contra a igreja de Saint-Sulpice, incendiada no dia 17 de março. Após a Celebração Eucarística do meio-dia, o sacerdote desta paróquia viu um indivíduo colocando fogo em madeiras ao redor do templo, mas não desconfiou de nada. 

O fogo atingiu as grandes portas de madeira do templo e se espalhou para os vitrais e para uma escada. A polícia ainda está em busca do autor do incêndio. Os custos para restaurar o templo são estimados em centenas de milhões de euros.

Outro ataque foi registrado na igreja de Notre-Dame des Enfants (Nossa Senhora das Crianças) localizada na cidade de Nimes, onde vândalos profanaram o templo pintando uma cruz utilizando excrementos humanos, saquearam o altar principal e o sacrário, roubando as hóstias consagradas, que mais tarde foram encontradas no lixo.

Na cidade de Dijon, a igreja de Notre-Dame foi saqueada e profanada. O tabernáculo do templo foi arrombado e as hóstias que estavam dentro dele foram jogadas no chão e pisoteadas.

Em Lavaur, uma igreja foi assaltada por jovens aparentemente embriagados. O braço de um Cristo crucificado foi torcido com a intenção de parecer que fazia um gesto obsceno. Na periferia de Paris também foram realizados ataques a diversas igrejas importantes, que sofreram com o vandalismo.

A sincronia dos ataques e os mesmos alvos religiosos visados constantemente, evidenciam uma orquestração bem tramada.

Nestas situações nada acontece por acaso.

Tudo leva a crer que esse início sistemático de atos - misto de vandalismo e profanação - contra a Igreja Católica seja uma incipiente demonstração de ataques com objetivos pré-determinados, com fins escusos, porém desconhecidos. 

Mas nada disso nos preparou para o que estava por vir.

Hoje o ataque foi contra o maior símbolo do catolicismo na França: A igreja de Notre-Dame.

A catedral começou a ser construída em 1163 e só foi concluída 180 anos depois.

Mesmo antes de terminada, a obra em construção já atraía cavaleiros medievais que, durante as Cruzadas, iam à Notre-Dame rezar e pedir proteção antes de partirem para o Oriente. 

Além disso, na Catedral de Notre-Dame estava guardada aquela que se acredita ser uma das mais importantes relíquias da cristandade: os fragmentos da coroa de espinhos com a qual Cristo foi coroado pelos soldados romanos. A relíquia é apresentada aos fiés a cada primeira sexta-feira do mês, às 15h, e na Sexta-Feira Santa, das 10h às 17h. Os fragmentos da coroa estão guardados desde 1896 dentro de um tubo de cristal e de ouro na coroa de espinhos.  Outros tesouros também estaca abrigados lá: o prego sagrado e esculturas, como a Pietà dans le Choeur (feita antes da obra consagrada de Michelangelo), a imagem de Joana D’Arc e a Galeria dos Reis, composta por 28 estátuas de 3,50 metros de altura cada, representando figuras do Antigo Testamento e monarcas franceses.

O fogo foi finalmente controlado as 22 horas, em nosso horário local. A principio, as autoridades especulam se a causa do incêndio poderia ser uma obra no telhado. Esperamos rigorosas apurações sobre esse terrível acontecimento, uma vez que como vimos no inicio dessa matérias, outras igrejas já haviam sido alvo de vandalismo, profanação e terrorismo. Seria Notre-Dame também mais uma lavo disso?








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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Terrorista recebe indenização de 8 milhões de dólares

Não, o título da matéria não está errado.
Omar Khandr, terrorista muçulmano de origem canadense, recebeu uma indenização de 8 milhões de dólares por ter, supostamente, sofrido maus-tratos em Guantánamo.


Em julho de 2002, ele matou o sargento primeira classe Christopher Speer, do exército dos EUA, um médico, com uma granada de mão. A granada também feriu o sargento Layne Morris, custando-lhe um olho. Por sorte, para Khadr, no entanto, outro médico americano salvou sua vida enquanto trabalhava ao lado do cadáver de seu camarada morto.
Agora, apenas 15 anos depois, Khadr receberá cerca de US$ 8 milhões (equivalente a US$ 10,5 milhões em dólares canadenses) e uma desculpa do governo canadense, em um acordo negociado entre seus advogados e os promotores canadenses. O dinheiro seria um tipo de compensação pela cooperação do Canadá com seus interrogadores americanos na Baía de Guantánamo. O sargento Layne e a viúva do sargento Speer, Tabitha, ainda não receberam um centavo.
O mais estarrecedor nessa decisão, vem agora. Os dois sargentos americanos não foram as únicas vítimas de Omar Khadr. De acordo com ex-ministro Jason Kenney, o terrorista confesso, reuniu e plantou dezenas de IEDs (dispositivos explosivos improvisados) que mataram 97 militares canadenses. O próprio Omar confessou tudo em 2010.
No link abaixo, você pode até assistir a um vídeo, feito por Khadr e seus amigos terroristas, onde eles constroem o tipo de IEDs que usaram para matar militares ocidentais.



Esperamos que o Canadá acorde desse estado de torpor em que parece estar mergulhado.
Não é admissível que algozes se transformem em vítimas. Já está mais do que na hora de por um freio nessa besta chamada "politicamente correto", que deturpa todos os valores morais, degrada o discernimento mental das pessoas e destrói a sociedade lentamente como um vírus escondido numa núcleo de uma célula.


Links

Link para notícia internacional

http://www.nationalreview.com/article/449250/omar-khadr-8-million-canadian-terrorist-receive-compensation-guantanamo-bay



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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Parlamento da Eslováquia aprova lei Anti-Islã

A Europa parece estar acordando, aos poucos, do transe sorumbático de apoio ao islã e aniquilação da cultura do velho mundo.
O Parlamento eslovaco aprovou esta semana uma lei que visa impedir a propagação do Islã. Em um sinal de desobediência aos esforços da União Europeia para aceitar indiscriminadamente o grande afluxo de imigrantes, a grande maioria muçulmanos, o primeiro-ministro Robert Fico defendeu medidas restritivas.
A partir de agora, para ter o status de religião oficialmente reconhecida, o projeto de lei proposto pelo Partido Nacional Eslovaco (SNS), determina que são necessários pelo menos 50 mil membros. Caso queira receber qualquer subsídio do estado, como abrir suas próprias escolas e instituições, uma religião precisa desse reconhecimento. Oficialmente, a Eslováquia tem menos de 5 mil islâmicos.
O SNS destaca que essa nova lei evita o registro de movimentos que são apenas provocações, como a Igreja do Monstro de Espaguete Voador, que reúne seguidores em todo o mundo, a maioria ateus.
“A islamização já começou e devemos nos dar conta do que vamos enfrentar em cinco ou dez anos. Precisamos fazer todo o possível para que nenhuma mesquita seja construída aqui no futuro”, ressaltou o presidente do SNS, Andrej Danko.
Ano passado, o Ministério do Interior da Eslováquia afirmou que somente imigrantes cristãos seriam aceitos no país. Atualmente, 92,5% da população se identifica com esta religião.
A nova lei foi aprovada por dois terços do Parlamento, numa aliança rara entre partidos da base do governo e os da oposição. Os legisladores rejeitaram uma proposta mais extrema, do Partido Popular Nossa Eslováquia, que desejava fixar em 250 mil o número mínimo de membros de cada religião reconhecida.
As dificuldades da União Europeia em integrar os milhões de imigrantes que chegaram ao continente desde o início de 2015, aliados a uma série de ataques terroristas realizados por pessoas que se identificam como islâmicas contribuíram para a decisão.
Como a Eslováquia atualmente preside o Conselho da União Europeia, especialistas temem que esse anúncio possa influenciar outros países a fazer o mesmo. Embora não tenha proibido abertamente o Islã, a Hungria se recusou a receber refugiado islâmicos.
Ao mesmo tempo, na Holanda, onde as eleições ocorrem em março de 2017, o favorito ao cargo de primeiro-ministro é Geert Wilders, cujo partido já anunciou que pretende banir o Alcorão e fechar as mesquitas. O Parlamento holandês já aprovou a proibição do uso de qualquer vestimenta que cubra totalmente o rosto em lugares públicos. Isso inclui vestimentas islâmicas como o niqab e a burca. Esta foi uma das primeiras vitórias de Geert Wilders em sua cruzada anti-Islã, que começou em 2011, muito antes da crise migratória que afeta a Europa. Na ocasião, ele justificou que tal medida protegeria “a personalidade e os bons costumes da vida pública na Holanda”.
Além da Eslováquia, Angola na África e China na Ásia são os únicos países com leis que impedem a propagação do Islã em seu território.

Links

Link para a notícia divulgada pela ABC
http://www.abc.es/internacional/abci-eslovaquia-aprueba-para-evitar-propagacion-islam-201612011254_noticia.html

Link para notícia sobre notícia da proibição do uso da burca na Holanda
http://veja.abril.com.br/mundo/governo-holandes-aprova-proibicao-total-do-uso-da-burca/
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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Como destruíram a lavoura cacaueira: A verdade sobre a vassoura-de-bruxa

Durante anos, a região cacaueira do sul da Bahia vem lutando contra uma praga que devastou toda a lavoura: a vassoura-de-bruxa. Uma doença não endêmica da região, que destrói completamente os frutos do cacaueiro, e que, de acordo com inquérito da Polícia Federal, foi  introduzida com o vil propósito de devastar toda estrutura econômica imperante.

Pilar econômico do estado, o cacau foi o principal gerador de divisas do estado da Bahia, responsável por quase 60% de toda a sua arrecadação. Só para se ter ideia, o preço da tonelada chegou a ser negociada a 4 mil dólares no final dos anos 70. Milhares de empregos diretos e indiretos, fábricas, exportadores, comércio, bancos, lojas. Tudo girava em torno dessa lavoura. Estima-se que cerca de 2,5 milhões de habitantes, em 96 municípios da Bahia, estavam envolvidos direta ou indiretamente com o plantio, produção, manufatura, processamento e comercialização do cacau.

Fruto saudável

A derrocada do cacau na Bahia, iniciou-se na segunda metade dos anos 80, quando a vassoura-de-bruxa chegou à região, porém seus efeitos mais nefastos foram intensificados e sentidos durante os anos 90. A cotação do produto atingiu o fundo do poço na primeira metade da década de 90, chegando a custar 800 dólares a tonelada. Em 1992, a lavoura representava apenas 13% do PIB do estado, caindo para 5,4% em 2000.

O impacto econômico foi devastador. Estima-se que a perda de mais de 200 mil postos de trabalho diretos e incontáveis empregos indiretos, em decorrência da mais cruel das crises enfrentadas pela cacauicultura baiana. Além do previsível êxodo rural, nos últimos anos também se observou uma crescente organização dos movimentos de luta pela terra, o crescimento desordenado de cidades, a favelização e o aumento dos índices de criminalidade.

À esquerda: Amêndoas sadias de cacau
À direita: Amêndoas contaminadas pela vassoura-de-bruxa

Até hoje, os responsáveis por esse ato abominável, um terrorismo biológico sem precedentes, não foram punidos. Estão soltos, gozando de cargos em órgãos governamentais e, até mesmo, cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa do Estado. 

O mais chocante em tudo isso, é que mesmo após a confissão de um dos responsáveis, nada foi feito. Sabem por quê? Porque, de acordo com o depoimento dado por um dos participantes do crime à Polícia Federal,  tudo isso foi um golpe articulado! Isso mesmo! Segundo o depoente, lideranças, membros e simpatizantes de partidos políticos foram os engendradores desse plano maligno, que destruiu a economia do estado, levando milhares de pessoas ao desemprego, à miséria e à fome. 

Mas por que fizeram tudo isso?

Em 2006,  uma reportagem da revista Veja intitulada "Terrorismo biológico", assinada pelo jornalista Policarpo Júnior, denunciou que a praga da vassoura-de-bruxa, que dizimou plantações de cacau no sul da Bahia, havia sido introduzida criminosamente na Bahia. Em várias páginas da matéria, um dos participantes desse ato terrorista, Luiz Henrique Franco Timóteo, contou em detalhes como tudo teria sido planejado e executado por pessoas ligadas ao PT - Partido dos Trabalhadores. A reportagem acabou gerando inquérito policial federal e uma CPI na Assembleia Legislativa da Bahia.

Leia o depoimento de Luiz Henrique Franco Timóteo.

Eu, Luiz Henrique Franco Timóteo, 55 anos de idade, brasileiro, solteiro, administrador de empresas, CPF nº 135.724.745-15, RG nº 761.597 SSP/BA, declaro para os devidos fins e efeitos legais que se fizerem convenientes: Que presto as seguintes declarações de livre e espontânea vontade, consciente da responsabilidade, sem nenhuma coação e premiação, motivada pelo desejo de fazer justiça e responsabilizar os culpados por um ato terrorista cometido contra a Região Cacaueira do Sul da Bahia.

Que participei em 1987 de uma reunião no antigo bar e churrascaria Caçuá localizada na Praça Camacan em Itabuna, na qual a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) planejou a introdução e disseminação na Região Cacaueira da Bahia de uma devastadora doença do cacaueiro conhecida como vassoura-de-bruxa (VB).

Que desta reunião participaram cerca de oito a dez pessoas entre as quais estavam presentes: Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna e atual presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Wellington Duarte, apelidado de Gamelão, atual titular da Superintendência para Bahia e Espírito santo, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Subes/Ceplac), Elieser Corrêa, conhecido como Catatau, atual chefe do Centro de Extensão e Educação - Cenex/Ceplac, Everaldo Anunciação ex-coordenador geral da Ceplac, Jonas Nascimento, conhecido como Jonas Babão, atualmente, encarregado de Assuntos Pedagógicos do Cenex/Ceplac, Josias Gomes atual deputado federal, entre outros.

Que nesta reunião Jonas Nascimento, da cúpula do PT, propôs ao grupo a introdução e disseminação da vassoura-de-bruxa na região cacaueira do Sul da Bahia, devido a que eles eram petistas e revolucionários.

Que outras razões dadas pelo grupo do PT para a introdução e disseminação da vassoura-de-bruxa na região cacaueira do sul da Bahia foram:

"Que eles não eram cacauicultores e que eles dependiam de emprego e de política revolucionária na região".

"Que a única forma de tomar o poder na região cacaueira era enfraquecer economicamente os produtores de cacau".

"Que a melhor forma de enfraquecer e quebrar o poder econômico dos produtores de cacau era a introdução e disseminação da vassoura-de-bruxa na região para o PT tomar conta".

Fruto contaminado pela vassoura-de-bruxa

Que, de acordo com o plano traçado por este grupo, o material infectado pela vassoura-de-bruxa foi trazido em 1987 de Ouro Preto do Oeste, Rondônia, em carro oficial por Jonas Nascimento e, posteriormente, de ônibus pelo declarante.

Que inicialmente ramos e frutos de cacau, infectados com vassoura-de-bruxa, e sementes germinadas de cupuaçu (como hospedeiros alternativo da vassoura-de-bruxa) foram colocadas sigilosamente numa roça de cacau da fazenda Boa Esperança de Selerino de Almeida, na estrada Buerarema/Sururu, a mais ou menos 8km de distância da cidade de Buerarema.
Que a vassoura-de-bruxa multiplicada nessa roça de cacau em Buerarema serviu de base para disseminações posteriores da região.

Que o critério estabelecido pelo grupo do PT para a dispersão da vassoura-de-bruxa foi disseminá-la primeiramente no centro da região cacaueira, em pontos estratégicos, com clima propício para a multiplicação rápida da doença e, posteriormente, nas outras localidades e em diferentes etapas de acordo com o material disponível. Desse modo, a natureza se encarregaria pela disseminação nos outros cacaueiros da região.

Que a escolha de fazendas para disseminação da doença seria em grandes fazendas com maior poder econômico.
Que esta operação era conhecida dentro do PT como Operação Cruzeiro do Sul com a estrela de quatro pontas significando que a vassoura-de-bruxa seria disseminada nos quatro pontos cardeais.

A doença foi disseminada no sul, na fazenda Santo Antônio de Luciano Santana em Camacan; ao norte, em Ibirapitanga, na fazenda Serra de Areia de Manoel Joaquim de Carvalho, em Travessão, na fazenda Monte Alegre de propriedade de Armindo Figueiredo conhecido como "Minduca" e numa fazenda pertencente à família Thiara em Ipiaú; no centro na Fazenda Conjunto Santana da Família de Francisco Lima no Catolé (Uruçuca) e ao leste na fazenda Pancada Formosa de propriedade de Aristides Torre e na fazenda Santa Lúcia de Victor Maron, ambas em Ibicaraí.

Que durante 1988 a 1991, numa segunda e terceira etapas da operação, o declarante trouxe, de ônibus, mais material vegetativo infectado pela vassoura-de-bruxa das áreas de Jarú, Cacoal e Ariquemes, cidades localizadas no estado de Rondônia.
Que posteriormente e em várias ocasiões recolheram ramos de cacau infectados com vassoura-de-bruxa de diferentes fazendas que foram utilizados para a disseminação da doença em outras áreas da região.

Que na segunda e terceira etapas, a vassoura-de-bruxa foi disseminada nas principais fazendas localizadas aos dois lados de BR 101 e nas estradas transversais iniciando-se na fazenda de Ozéias Gomes em Buerarema; na fazenda dos Riela ao lado direito da BR 101 depois do Posto Cacau, fazenda Puaias, na Fazenda Porto Híbrido do ex-governador Roberto Santos, fazenda Monte Alto, fazenda Itacomcal de Valtério Teixeira; na estrada de Pratas/Jussarí na fazenda Alto da Graça, e mais adiante numa fazenda antes da fazenda Potumujú; na fazenda Contrato de Lauro Astolfo no entroncamento de Arataca; fazenda de Rogério Vargens depois da Serra Boa, fazenda Rainha do Sul de Mario Pinto; fazenda da família Moura e na fazenda de Gilberto situadas na antiga estrada Panelinha/Camacan; em alguma fazenda no ramal do Biscol; fazenda Santa Úrsula de Antônio Benjamin no entroncamento de Mascote; fazenda São Paulo na estrada de Camacan/Jacareci; em Pau Brasil na fazenda de Domingos Galvão; e também na fazenda de Marcelo Gedeon e na fazenda de Eolo Kamei, ambas localizadas na estrada Arataca/Una.

Que na mesma época de segunda e terceira etapas, a vassoura-de-bruxa foi disseminada na estrada Itabuna/Ilhéus na fazenda Primavera e na fazenda Alegrias ao lado da Universidade Estadual de Santa Cruz - Uesc. Na estrada de Uruçuca/Ilhéus na fazenda Convenção, na fazenda de Badaró e na fazenda Lagoa Pequena de Mendonça, localizada na região de Castelo Novo, na fazenda Bomfim de Otávio Muniz na região de Rio do Braço, Ilhéus e também na fazenda Boa Sentença de Ângelo Calmon localizada perto de Ferradas, na fazenda do juiz Élson Gottchalk em Inema e na fazenda Guanabara ao lado da fazenda Progresso em Itabuna.
Que apesar da decisão de infectar essas fazendas, ramos infectados com vassoura-de-bruxa eram pendurados nas árvores de cacau em várias fazendas por onde o grupo do PT passava, sempre pelo no final da tarde, em locais longe da sede das fazendas ou fora de moradias dos trabalhadores.

Que sempre tomavam todos os cuidados para que ninguém desconfiasse, assim, uma pessoa do grupo simulava urinar e outras pulavam cercas das fazendas, pendurando ou jogando ramos infectados com vassoura-de-bruxa nas copas dos cacaueiros, principalmente os localizados nas beiras das rodagens.

Que devido à rigorosa vigilância da sua administração, a única fazenda de grande porte que escapou da disseminação da doença foi a Unacau no município de São José de Vitória.
Que se dividiam em grupos de 4-5 pessoas, duas ou três vezes por semana, e utilizavam veículos particulares para disseminar a vassoura-de-bruxa em diferentes áreas da região.

Que o declarante Luiz Henrique, Jonas Nascimento e Elieser Correa levaram um saco contendo material infectado com vassoura-de-bruxa para que a doença também fosse disseminada nas plantações do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec/Ceplac). Isto tinha como objetivo dizer que a Ceplac tinha trazido a vassoura-de-bruxa para estudo e que da Ceplac tinha-se disseminado por toda a região cacaueira. Contudo, no momento que o saco com os ramos infectados pela vassoura-de-bruxa foi retirado do carro particular no final do expediente, apareceu de repente em vigilante e, com medo de serem flagrados e não havendo mais jeito para colocá-lo novamente no carro, este acabou sendo abandonado. Portanto, o saco encontrado no Cepec com vassoura-de-bruxa foi deixado no local, no final de 1989 ou início de 1990.

A ocorrência do saco com vassoura-de-bruxa encontrado no Cepec poderá ser confirmada nos arquivos da Ceplac, nos da Polícia Federal de Ilhéus e possivelmente no CNPN daquela época.(...)


Diante de tal depoimento, restringir o dano desse crime apenas a Ilhéus e as outras 95 cidades que compunham a região cacaueira é no mínimo um erro catastrófico, uma vez que a decadência da lavoura causou extensos prejuízos financeiros, humanos e materiais ao estado e a nação.

A receita da lavoura despencou alucinantemente. Antes da vassoura-de-bruxa, o cultivo do cacau nos garantia um patamar de exportação em torno de um bilhão de dólares ao ano. Depois da instalação da praga, passou para aproximadamente de 100 milhões de dólares.
 
Fazendo um rápido cálculo, sem levarmos em conta índices de correção e tarifários, seria certo dizer que a Bahia e o Brasil foram lesados em mais de 23 bilhões de dólares. Isso sem falar do prejuízo indireto causado pela quebra do comércio local e da queda da arrecadação de impostos pelos municípios atingidos e pelo Estado.

Que medida seria capaz de ressarcir tal montante aos cofres públicos?

Combater a praga mostrou-se ser tarefa praticamente impossível, pois quem deveria zelar pelo bom desenvolvimento da lavoura, segundo depoimento acima, eram os responsáveis pela disseminação da mesma.

Deixamos de ser o maior produtor mundial de cacau.

Amargamos um êxodo rural gigantesco. Cerca de oitocentas mil pessoas migraram para as cidades em busca de emprego. A favelização e a criminalidade alcançaram índices alarmantes.
Nenhum tipo de punição será suficiente para atenuar essa sangria. 

Onde então ficou a justiça?

Em setembro de 2006, a ALBA - Assembleia Legislativa da Bahia - instaurou uma CPI para investigar denúncias de sabotagem contra a lavoura cacaueira, a chamada CPI do CACAU. Em seu relatório final a Comissão concluiu que a introdução da doença foi criminosa, e não espontânea.

Investigações da Polícia Federal concluíram também que a introdução da doença fora criminosa.

Em 2007, o processo que apurava o crime contra a lavoura cacaueira foi arquivado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por indeterminação de autoria, mas criminalizando também a introdução da doença. Logo depois, o Mistério Público Federal também arquivou o inquérito alegando ausência de indícios suficientes e a prescrição dos delitos de disseminação da  praga e formação de quadrilha.

Em 2013, uma audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados discutiu os problemas da cacauicultura no Brasil e o endividamento dos produtores, além da possibilidade de implantação da primeira Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra Terrorismo Biológico do País. Mas essa iniciativa não chegou a vingar.

O resultado de tudo isso: Todos os envolvidos na destruição da lavoura cacaueira ficaram impunes.

Esse crime nunca poderia ser julgado como um crime comum. Nunca poderia "caducar".

Foi um sociocídio - conceito criado pelo matemático e sociólogo norueguês Johan Galtung nos anos 80, que tipifica a ação criminosa de anular a capacidade de uma sociedade para sobreviver e reproduzir-se. Um crime que se define pela aniquilação de uma sociedade através da destruição de sua estrutura ou de sua cultura. Um crime marcado pela destruição intencional dos requisitos: segurança, estabilidade econômica, identidade cultural e autonomia política.

Esse é o crime de que a Bahia foi vítima.

Nada menos do que isso é suficiente para descrever a devastação causada aos que da lavoura cacaueira dependiam.

"A Mata Atlântica chora pela cabruca* que não mais a protegerá.
A sociedade chora pela lavoura que não mais a sustentará.
O povo brasileiro chora pela produção do cacau que não mais existirá."




*Cabruca - São áreas de cultivo onde o cacau foi implantado sob a sombra da floresta nativa

Cópias do depoimento original divulgado neste post podem ser visualizadas nos seguintes links:



Ou veja abaixo a cópia do depoimento.








Links

Documentário O Nó - Um filme de Dilson Araújo

Reportagem da revista New Scientist , em 1991, que já levantava a hipótese de que a tragédia da vassoura-de-bruxa teria sido um ato de sabotagem

Discurso do então Senador César Borges (BA) sobre a denúncia feita pela reportagem da revista VEJA em 2006

Discurso de então Deputado Federal Ronaldo Caiado na Câmara dos Deputados sobre a denúncia feita pela reportagem da revista VEJA em 2006

Matéria sobre recolhimento de assinaturas para criação da CPI do Cacau na ALBA

CPI do Cacau é instalada na ALBA

Depoimento de Franco Timóteo na CPI do Cacau

CPI do cacau convoca repórter da Veja e ex-diretor da CEPLAC

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