terça-feira, 27 de abril de 2010

A 6 passos de Você

Desde que o mundo é mundo o ser humano busca algum tipo de relação paralela, um elo, algo que nos conecte a todos.

Existe uma conexão entre as pessoas? Que vidas estarão ligadas a você? Dizem que, neste planeta, as pessoas estão conectadas umas às outras por cadeias de pessoas, o que significa que ninguém permanece no anonimato… pelo menos não por muito tempo.

Sonho ou realidade, ciência ou religião, tudo tenta explicar o que nos uni, isso sem falar no que nos originou.

E nessa “sopa” de possibilidades, surgem muitas teorias. Alguns dizem que o “cimento” que nos une é o DNA. Outros garantem que são os sentimentos. E ainda existem os que acreditam que a “cola” seja uma mistura das convenções sociais.

Debates à parte, vamos falar agora de uma teoria muito interessante: a Teoria dos 6 graus de separação. Como toda certeza, pelo menos uma vez na vida, você já utilizou a expressão: “Mas como esse mundo é pequeno!”

Bom, agora imagine que alguém se preocupou em provar como o mundo é realmente pequeno.

A idéia dos seis graus de separação surgiu pela primeira vez em 1967, quando o psicólogo norte-americano Stanley Milgram publicou a teoria de "mundo pequeno" na revista Psychology Today. As pessoas já suspeitavam de que nós todos somos realmente muito próximos. Mas era a primeira vez que essa ideia era mostrada em grande escala, provando que ela vai além do folclore.


A teoria dos seis graus de separação originou-se a partir de um estudo científico, que defende a tese de que, no mundo, são necessárias no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas. No estudo, feito nos Estados Unidos, buscou-se, através do envio de cartas, identificar o número de laços de conhecimento pessoal existente entre duas pessoas quaisquer. Cada pessoa recebia uma carta identificando a pessoa alvo e deveria enviar uma nova carta para a pessoa identificada, caso a conhecesse, ou para uma pessoa qualquer de suas relações que tivesse maior chance de conhecer a pessoa alvo. A pessoa alvo, ao receber a carta, deveria enviar uma carta para os responsáveis pelo estudo. Se isso fosse feito hoje, seria na basse dos scraps, torpedos ou similares, o que facilitaria muito a conclusão das pesquisa.

A popularidade da crença no fato de que o número máximo de passos entre duas pessoas é 6 (seis) gerou, em 1990, uma peça de nome Six Degrees of Separation, de John Guare, além de um filme estrelado por Will Smith, Donald Sutherland e Stockard Channing em 1993.

E a coisa não parou por aí. Na Internet encontramos um jogo bem interessante que se baseia na teoria, denominado Oráculo de Bacon (The Oracle of Bacon). O jogo mostra como o ator Kevin Bacon se relaciona com os demais artistas, sejam de filmes americanos ou não. Para exemplificar, a atriz Fernanda Montenegro tem um número Bacon de 3, obtido da seguinte forma: ela atuou em Joana Francesa (1973) com Jeanne Moreau; esta atuou com Eli Wallach em The Victors (1963) e, finalmente, este atuou com Kevin Bacon em Mystic River (2003). Já Carmem Miranda tem um número de Bacon de 2 e Mazzaropi, 3.

Os estudos sobre grau de separação incluem-se entre os mais modernos estudos de análise de redes sociais. Várias pesquisas vem sendo feitas, como por exemplo, na identificação da estrutura das redes de colaboração de cientistas, redes de cooperação e de transmissão de doenças, além de redes de páginas e sites na web.

Essa teoria também é comprovada pelo uso das redes de relacionamento, como o Orkut. A base de funcionamento do Orkut é a própria teoria, pois graças a ela o engenheiro de software responsável pela rede de relacionamentos, Orkut Buyukkokten, pôde estabelecer uma relação intermediária entre todos os usuários.

De 1967 pra cá muita coisa mudou, mas se pensarmos um pouquinho, talvez o pesquisador tenha razão. O mais chocante é que quando Stanley Milgram fundamentou suas ideias nem existia Orkut, My Space ou Facebook.

Foi justamente explorando esse lado que a rede de TV Americana ABC, criou a série 6 graus de Separação (Six Degrees). Exibida no Brasil pelo canal People & Arts, a trama enfatiza como nosso mundo é, desvendando as conexões entre as vidas de seis pessoas, mais especificamente, 6 nova-iorquinos que nunca se viram, influenciando, modificando, atrapalhando ou até mesmo melhorando as vidas uns dos outros.

Tudo não parece ser muito diferente do plano real.

Então proponho fazermos um pequeno teste, uma brincadeira.

Primeiro, você tem que fazer parte do Orkut, My Space, Facebook ou qualquer outro tipo de site de relacionamento. Em seu perfil escolha um amigo(a). Acesse os amigos desse amigo(a) e click em uma pessoa que você não conhece. No perfil dessa pessoa, escolha uma outra e click. Continue acessando um amigo em cada perfil que visualizar até ter acessado 6 perfis, contando com o seu e o do seu amigo (a). Ao final, veja em que lugar do mundo está a última pessoa.

Viu como o mundo é realmente pequeno?


"Não há passageiros na nave espacial Terra; somos todos tripulação."

Marshall McLuhan



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domingo, 11 de abril de 2010

Jealous Guy*


Anos 80, rock n'roll e Ultraje a Rigor. Pode parar se você está pensando que nas próximas linhas encontrará algo tipo Almanaque Anos 80. Não, não, não. O tema aqui é outro.

“Eu quero levar uma vida moderninha

Deixar minha menininha sair sozinha

Não ser machista e não bancar o possessivo

Ser mais seguro e não ser tão impulsivo

Mas eu me mordo de ciúme...”

Isso mesmo, vamos falar de CIÚMES.

Será o ciúme inerente ao humano?

Maybe.


A verdade da verdade é que ele é um sentimento tão antigo quanto a própria humanidade.

E não foi só o Ultrage a Rigor que cantou suas mazelas. John Lennon, Rod Stewart, Shania Twain, Sinnead O'Connor, Maisa, Supla, Kelly Key, Elymar Santos, Cláudia Leite, Dalva de Oliveira também derramaram suas gotas.

Freud já dizia que há um tipo de ciúme normal, que acompanha o sujeito desde a mais tenra idade, algo tipo a rivalidade entre os irmãos e o ciúme do amor entre os pais.

Mas se por um lado ele levantava essa bandeira, por outro, entretanto, nos dizia que, existe uma outra espécie: a loucura de ciúme. Algo que derivava de uma formação delirante, acompanhada da convicção inabalável da traição do outro.

É neste samba do crioulo doido que temos descortinar algumas verdades veladas:

O amor vem sempre acompanhado do desejo de possuir o objeto?

O ciúme é a demonstração de tal anseio de posse?

Serão as mulheres mais ciumentas que os homens?

Quando o ciúme se torna sintoma?

Há um ciúme tipicamente masculino e um feminino?

O que se pode afirmar é que o ciúme flerta com as mais diversas realidades: a encontrada na certeza delirante da loucura, a pretendida pelo ciumento, ou ainda, a da idealização do objeto que se teme perder para outro.

Engana-se quem pensa que o ciumento não sofre. Quem tem ciúmes é sempre atormentado pela dúvida.

E não só apenas os ciumentos do mundo real. Na literatura brasielira temos um exemplo grandioso, com Machado de Assis e sua enigmática Capitu. Dom Casmurro é a expressão da dúvida do ciumento, só esclarecida na composição de uma teoria que pode chegar a ser delirante. Que o diga o escritor Domingos Proença Filho autor do livro, Capitu Memórias Póstumas. A obra parte em defesa da mais famosa personagem adultera da literatura brasileira. Nela Capitu conta a sua versão da história e defende-se das acusações do ex-marido. No livro, o autor utiliza de técnicas que remetem ao estilo usado por Machado em Dom Casmurro, fazendo recortes de capítulos deste livro, e propondo diálogos com outras personagens literárias como, o Conselheiro Aires, Brás Cubas e Aurélia, do romance Senhora, de José de Alencar..

Outro exemplo mais do que clássico de história de ciúmes é Otelo, de William Shakespeare. Nesta obra clássica da literatura universal, Otelo e Desdêmona são vítimas de um discurso enganoso. Iago emprega a astúcia e a fraude para instaurar a desordem e o caos na vida do casal. Assim, desmorona o mundo da ordem e da bem-aventurança para Otelo, pois ele se vê preso à atroz dúvida do ciúme. Essa paixão o leva a agir conforme os desejos de Iago e por uma questão de honra, Otelo assassina Desdêmona. Um crime totalmente passional.

Como dizia Shakespeare: "Os ciumentos não precisam de motivo para ter ciúme. São ciumentos porque são. O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce."

Essa é uma das melhores definições sobre ciúmes que já ouvi.

Temos que admitir que a categoria dos ciumentos é muito incompreendida. Então, como ciumenta declarada, porém não psicótica, levanto a bandeira: “Ciumentos aliem-se!”

Como em tudo nessa louca vida, também subdividimos os ciumentos em categorias. Afinal, o que seria da humanidade e do capitalismo se não houvessem camadas, camadas e mais camadas.

Então vamos lá.

Ciumento o gato comeu sua língua

É aquele que só falta cair morto, literalmente estirado, mas é incapaz de pronunciar uma só palavra.

Ciumento Beiço de Sola

É aquele que sempre faz biquinho quando está com ciúmes. Mas continua mudo.

Ciumento Show Bizz


É aquele que faz verdadeiros escândalos em público. Apresentações dignas do Oscar de melhor ator/atriz dramática.

Ciumento Patrulhinha

É aquele que está sempre em alerta para qualquer sinal. É capaz de identificar uma suposta cantada ou um interesse velado a quilômetros de distância.

Brincadeiras à parte, vamos ver a coisa com seriedade.

O X da questão é quando nos utilizamos deste sentimento para justificarmos atos maléficos, como crimes passionais.

No Brasil, o código penal não traz legislação específica para "crimes passionais", mas há casos de homicídios que tiveram a pena sensivelmente reduzida sob a alegação de estarem sob domínio de violenta emoção, em "justa provocação da vítima", incluindo aí o ciúmes. Este argumento fundamenta-se na crença de que a paixão sexual e o ciúme podem levar qualquer um a matar. Não vejo muito por este lado.

Mas felizmente hoje, os juízes brasileiros não tem considerado mais como atenuante de crimes a alegação de ciúmes, ou de outro impulso movido pela paixão.

Nos países cujas as leis derivam da cultura anglo-saxônica, a alegação de "crime de paixão" não serve como defesa. Ruth Ellis, a última mulher a ser enforcada na Inglaterra, matou o amante num acesso de ciúmes. E pagou o mais alto preço!

Quem quiser que diga o contrário, mas o fato é que todo mundo tem ou já teve ciúmes. Isso faz parte da natureza humana.

Ah, e tem outra coisa. 

Atenção homens!!! Não vamos ficar por aí dizendo que ciúmes é só coisa de mulher. 

Não, Na, Ni, Na, Não!!!


Agora rapazes, levem muito em consideração o conselho da escritora, cortesã e patrona das artes Ninon de Lenclos :

"As mulheres não gostam do ciúme do homem que não amam, porém lhes desagrada bastante que o homem amado não demonstre algum ciúme."

Bom, não sei qual é sua filosofia. Mas eu concordo plenamente com o que disse Fernández de Leon:

"Nenhum amor feneceu em razão do ciúme,

pois ele o que faz é juntar um fogo a outro fogo."

Agora só nos resta assistir o clip da música de John Lennon* que deu origem ao título deste post.

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terça-feira, 9 de março de 2010

Quanto vale o Amor?

Li em algum lugar que o verdadeiro motivo de encontrarmos reproduções das telas de Monet em tantos consultórios médicos e odontológicos, é que elas teriam um efeito calmante sobre os pacientes.

Muito interessante essas associações entre arte, sensações e emoções.

Ao olhar uma tela ou uma escultura é automática a associação e interpretação. Coisas muito subjetivas e, totalmente, dependente de diversos fatores como: cultura, momento histórico, nível sócio-econômico, e por aí vai.

Especialistas e mais especialistas se desdobram na investigação da máquina mais perfeita de todas: O Cérebro. Buscam incansavelmente explicações científicas para o que sentimos. Tentam constituir o que, amadoramente, chamo de Racionalização do Sentimento.

E falando nisso, não posso deixar de comentar a entrevista do psicólogo americano Jerome Kagan, publicada da Revista Veja n° 2150, do dia 30/01/2010.

Estava lá, animada em minha leitura, quando me deparei com um trecho bastante controverso:

Jornalista: O Amor de mãe é condição necessária para a saúde mental da criança no futuro?

Jerome Kagan: É conversa fiada. As crianças tomam consciência de si mesmas por volta dos 2 anos de idade. Quando isso acontece, a criança, para crescer mentalmente saudável, precisa acreditar que pelo menos um dos pais a valoriza. Pode ser a mãe ou o pai, não necessariamente a mãe. Observe: eu usei o verbo valorizar, não o verbo amar.



Pode parar!!!

Aliás, para tudo!!!

Como é?

OMFG!!!

De onde saiu isso?

De um especialista!!!!

Tudo bem, vamos respeitar a questão dos costumes.

Mas falar de amor como se fosse algo totalmente descartável e supérfluo é no mínimo prova de que não foi amado ou nunca se sentiu assim.

O que é isso?

Mais importante é ser valorizado do que amado?

Em minha singela existência nunca vi ninguém valorizar nada que não gostasse, não amasse.

Há uma grande dicotomia quando se diz que um filho não precisa ser amado e sim, valorizado.

Tenho absoluta certeza de que as mães do meu Brasil que amam seus filhos, os valorizam dos fios do cabelo aos dedos dos pés.

Pode até ser que as palavras do especialista tenham ferido o meu orgulho de mãe mas, vamos por os pingos nos IS.

O amor, independentemente, de ser filial, materno, conjugal ou fraternal, não pode ser suplantado como uma barata esmagada pelo rolo compressor da massificação de caráter, amplamente propagada pelo cultivo dos valores capitalistas.

Eis aqui o ponto chave. Foi a justa propagação de parâmetros “politicamente corretos” de comportamento e relações sociais que fundamentou a sociedade do TER, estabelecendo bases e pilares necessários à expansão capitalista.

Como resultado vemos as chocantes notícias de pais que matam filhos, filhos que assassinam pais, gente que em um “dia de fúria” é capaz de exterminar toda a família.

E por quê?

Porque não se sentiram valorizados?

Não!!!

Naturalmente, especulando, tais ocorrências decorrem realmente da implantação dos valores monetários: pais que impelem filhos a sempre visarem o lado financeiro, em detrimento a outros aspectos da vida. Incutem na criança a ideias de que brinquedo caro é brinquedo bom, roupas e sapatos devem ser de marca e que Deus os livre de terem que pegar um ônibus.

Bom, depois dessa lavagem cerebral, o que os pequenos podem concluir?

Apenas que o dinheiro é o que move o mundo. Para ser alguém é preciso TER dinheiro.

Neste redemoinho financeiro, o caráter, os valores morais e, principalmente, o amor, tornam-se fumaça.

Voltamos à questão do amor e da valorização.

Agora, depois desse singelo apanhado, será mesmo que valorizar o filho é suficiente para a formação emocional e moral dele?

Of course not!

Sabe, como disse sabiamente Roberta Paiva, minha amiga e colunista da Editoria Maternidade-Família daqui do Ideias:


"Enfim, acredito que a escolha de se ter um filho tem tudo a ver com a certeza de se querer criar um filho."


E como podemos acertar a medida?

Isso não possui receita pronta. Os ingredientes variam mas, com toda certeza um não pode faltar:



Amor


p.s. Aproveito para agradecer a todos os leitores e seguidores do Blog, pois completamos hoje 100 posts.

Valeu pessoal!!!!

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Querido John: O que Você Faria com uma Carta que Mudasse Tudo?

Querido John narra a história de um jovem soldado americano, John, que se apaixona por Savannah uma estudante conservadora. Quando Savannah Lynn Curtis entra em sua vida, John Tyree sabe que está pronto para começar de novo. Ele, um jovem rebelde, se alista no exército logo 
 após terminar a escola, sem saber o que faria de sua vida. Então, durante sua licença, ele conhece Savannah, a garota de seus sonhos. A atração mútua cresce rapidamente e logo transforma-se em um tipo de amor que faz com que Savannah jure esperá-lo concluir seus deveres militares.
Com a mesma maestria de sempre, Nicholas Sparks nos mostra um intrincado calidoscópio do amor, com direito a magia, sofrimento e até mesmo um melhor amigo eternamente apaixonado.
Os personagens do livro são poucos, pois a trama segue em 80% do livro a narrativa sobre os personagens principais: John e Savannah. Mas isso não é nenhum pecado.
A construção de John, principal personagem do livro, é primorosa. Filho de um pai solteiro (isso mesmo, PAI), ele não tem nenhuma lembrança de sua mãe pois, ela o abandonou ainda muito pequeno. Seu pai, introspectivo e tímido, nunca falou sobre a mãe, com raríssimas exceções. John cresce num lar diferente, sem referência da figura materna, mas cercado das pequenas atenções do pai. E por falar no pai, vale prestar atenção neste personagem. O sr.Tyree, poderia passar despercebido não fosse o fato do autor aproveitá-lo para abordar um assunto bastante delicado: a síndrome de Asperger, uma espécie de transtorno autista que não comporta nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo.Click aqui para saber mais sobre esse assunto.
Com delicadeza e suavidade, Sparks introduz pequenas “peças” indicativas do que caracterizariam um individuo portador desta síndrome. Algo importantíssimo tirar esclarecer as pessoas sobre este pouco falado transtorno humano.
A personagem feminina, Savannah, é essencialmente sonhadora e crédula na humanidade. Sua inocência e ingenuidade são fundamentais para o despertar da paixão em John. Filha única de um casamento modelo, ela não espera da vida nada menos do que vê em sua família. Para ela todos são dignos de uma chance. Colado nela, o sempre simpático “melhor amigo” Tim nos parece um homem bom demais para existir, perfeito ao extremo, sem malícia, sem segundas intenções. Ledo engano. O bonzinho fica espreitando anos a fio, a espera de uma chance e quando a oportunidade surge, ele a agarra com unhas e dentes.
John – Savannah – Tim este é o triângulo amoroso do livro. Mas não se engane, se nas primeiras páginas você pensar que o pobre Tim não tem a menor chance, reveja as entrelinhas e aguarde a reviravolta. Para ele o ditado “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.” é o que vale, e como vale!
No caso dele a “furada” veio com o 11 de setembro. Ninguém pôde prever que os atentados de 11 de Setembro pudessem mudar o mundo. E como muitos homens e mulheres corajosos, John deveria escolher entre seu amor por Savannah e seu país. Bom, se eu já disse que Tim teve a chance de se dar bem, você já deve ter imaginado que no frenesi do combate ao terrorismo, noss o querido John se realistou para mais uns anos de serviço militar, prolongando ainda mais a espera de Savannah.
Depois de muitos entreves, nosso protagonista finalmente retorna para Carolina do Norte, ciente de que a batalha pelo amor de sua vida poderia está perdida para sempre. Nem sob tortura vou contar o restinho da história. Você vai ter que ler para saber!
Apenas posso dizer que John descobre como o amor pode nos transformar de uma forma que jamais poderíamos imaginar.

O Autor fala sobre Querido John:

"Querido John foi inspirado em Casablanca, uma das melhores histórias de amor de todos os tempos. É uma atualização, uma versão moderna com, naturalmente, seus próprios elementos."
Traduzido do site Collider

Nicholas Sparks é único autor contemporâneo a emplacar, por mais de um ano, um romance na lista dos mais vendidos. Seus romances estiverem 8 vezes no primeiro lugar da lista do New York Times. Seis de seus livros já se tornaram filmes, transformando-o em um dos autores com o maior número de adaptações para o cinema.

Outros Livros:
  • O caderno de Noah
  • A última música
  • Uma carta de amor
  • O milagre
  • Noites de Tormenta
  • A walk to remember
  • The lucky one

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mãe é mãe


- As mães sempre adoram as crianças e nunca estão cansadas!

Filosofou o Pedro no carro admirando a Lagoa pela janela.
Adoro essas conversas que temos enquanto estamos dentro do carro. Eles falam tantas coisas, perguntam tanto, batemos altos papos em família e eles criam as suas mais sensacionais conclusões.

Agora que mãe não cansa só no coração dos nossos filhos que nos enxergam como super mamães!

Ai, ai...eles são demais!

Se eles soubessem que tem horas que estamos mais exaustas que um operário de obras, que fazemos mil coisas ao mesmo tempo, que todos os dias criamos quase um regime militar dentro de casa para que tudo dê certo, que enquanto estamos fazendo o misto do café da manhã com todo carinho já estamos pensando no que eles irão levar para a merenda, que passamos a blusa do uniforme pensando se esquecemos de escrever alguma coisa na agenda para professora e pulamos da cama já com uma lista de coisas para fazer.

No café da manhã, cada filho come uma coisa diferente, enquanto preparo a merenda vou tomando o meu café em pé mesmo na bancada da cozinha, depois penso em que dia é da semana para saber quem faz qual atividade, tem dia que um faz natação e o outro balé de noite, outro que um tem natação e o outro faz capoeira e vamos que vamos!

Tem dia que Carolina implica que não quer ir para a escola e faz um pequeno drama para irmos para a escola e chora e tenta atrasar todo o nosso processo. No final acaba tudo bem, mas cansa...

Mãe vive um corre corre danado e posso dizer por experiência própria que nós sabemos esticar o tempo feito aqueles elásticos que brincávamos na infância.

Mas nós nos divertimos e para mim não existe nada, nada mesmo, melhor e mais emocionante e mais importante para mim, nada que me complete mais e me faça mais feliz que ter a oportunidade de participar da criação dos meus filhos.

Amo muito levá-los na escola, ir conversando pelo caminho e escutando as suas histórias, estar lá na hora da saída e acompanhar a descida deles da escada me procurando cheio de sorrisos, fazer dever de casa junto, ler história, dar banho, preparar com todo carinho o prato que eles mais gostam, passar a blusa do uniforme, assistir o mesmo desenho mil vezes seguida, dormir agarrado, brincar muito e ver a minha casa se transformar em um parque de diversões com brinquedos por todos os cantos, arrumar o armário deles e às vezes pegar uma peça daquela roupinha pequena e cheirar aquele cheiro tão bom que é cheiro de filho, cheiro de amor...

E tem festa quase todo fim de semana dos amigos dos filhos, que depois da terceira ou quarta você começa achar todas iguais, mas se diverte mesmo assim porque vê o quanto eles se divertem e ficam felizes.

Quando são bebês nos deixam cheias de sono, nos acordam mil vezes durante a noite, troca falda, depois ensinamos a tirar a fralda, as primeiras papinhas, a primeira vez que comem sozinhos com a sua própria mão, as primeiras palavrinhas ditas tão bonitinhas, as engatinhadas pela casa fora (existe coisa mais gostosa que bebê engatinhando??), depois os primeiros passos, os tombinhos, os galos, as músicas cantadas, as gracinhas, os abraços, as birras e manhas, as perguntas incríveis...e assim vamos olhando o mundo como se fosse pela primeira vez!

Lembro que na época que eu parei de trabalhar, todo mundo me dizia que eu não ia aguentar, que depois de um tempo a mulher "pira" de ficar o dia inteiro vivendo para os meus filhos, que temos que ter vida própria que depois os filhos crescem, que ficar em casa o dia todo era terrível e aquele blá-blá-blá todo... Mas sabe o que aconteceu?

Eu adorei e aconteceu o que eu sempre soube que essa era a minha missão, que esse era o meu dom, minha paixão.

Essa é a minha vida e não me imagino vivendo outra.

Como toda mulher é múltipla e carrega uma bolsa gigante cheia de vontades a tiracolo, eu invento tempo para fazer um montão de coisas que adoro também, leio, escrevo, cozinho, faço as minhas artes, sonho, realizo e agradeço.

E o Pedro ainda acha que mãe não cansa...

Roberta Paiva
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