Hoje o mundo celebra os 81 anos da libertação de Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentração da II Guerra. 81 anos daquele dia 27 de janeiro de 1945. E justamente por isso é preciso lembrar de uma verdade dura e pouco contada: para milhares de Roma (ciganos), a liberdade nunca chegou.
Em 1944, quase 3 mil mulheres, homens e crianças Roma foram assassinados em um único dia dentro do campo. Eles morreram antes da libertação, sem resgate, sem despedida, sem justiça. E, depois disso, foram também apagados da memória coletiva.
Durante o Holocausto, mais de um quarto do povo Roma da Europa foi exterminado. Ainda assim, essa história foi ignorada por décadas, ficando fora dos livros, das escolas e das homenagens oficiais. A violência não terminou com a morte: continuou no esquecimento.
Lembrar não é um gesto simbólico. É um alerta.
O ódio contra o povo Roma não ficou no passado. Ele ainda aparece hoje na forma de discriminação, desumanização e perseguição, os mesmos sinais que um dia abriram caminho para o genocídio.
Quando minha avó visitou Auschwitz, no meio dos anos 80, eu tinha 10 anos. Lembro bem do que ela me disse ao voltar: “Lá é um lugar de dor, um lugar de sofrimento, que oprime o nosso coração, que sufoca. É um lugar que todos nós devemos ir, porque não podemos esquecer o que aconteceu.”
Neste Dia da Memória do Holocausto, lembrar precisa significar ação:
* Reconhecer o Genocídio Roma como parte da história do Holocausto
* Incluir essa memória na educação
* Enfrentar o anticiganismo
* Defender a dignidade e os direitos do povo Roma, agora.
“Nunca mais” só tem sentido se for compromisso.
Roma/ciganos: suas vozes importam. Contem suas histórias, deixem sua mensagem.
Quem não é Roma, aproveite para escutar e aprender sobre esse terrível acontecimento histórico.
Interaja, comente e ajude a manter viva uma memória que tentaram apagar.


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