quinta-feira, 2 de julho de 2020

Proibição do casamento gay é aprovada em reforma da Constituição Russa


Ontem os russos foram às urnas votar em um referendo que institucionalizaria uma série de emendas constitucionais. A última vez que os russos votaram para alterar sua constituição foi em 1993. 

Um dos tópicos que fazia parte desse pacote de alteração da carta magna russa era a definição jurídica do que seria considerado casamento pela lei russa: apenas a união entre um homem e uma mulher.

Mas o matrimonio como instituição heterossexual não foi a única medida que nos surpreendeu. Entre os outros pontos constantes na alteração constitucional, estavam  a inclusão da "fé em Deus" e princípios sociais como a garantia do salário mínimo e a revisão das pensões de acordo com a inflação.

O pacote apresentado aos cidadãos russos enquadrava as alterações como recentes na Rússia, abordando temáticas sobre "valores familiares tradicionais", afirmando "o casamento como uma união de homem e mulher,  frisando o respeito pelos filhos aos mais velhos e a confiança e cuidado de todas as gerações de uma família."

Tudo muito estranho, especialmente em se tratando de um país com ideologia comunista. Não foi a toa que o governo tentou agradar o povo.

O referendo, aparentemente destinado a restaurar a "proteção da família", também alterou a constituição da Rússia, para que o presidente Vladimir Putin pudesse se manter no poder até 2036. 

Putin propôs as emendas em março, enfatizando apenas a parte sobre o casamento como uma "união de um homem e uma mulher", e as novas referências oficiais a "ancestrais que nos legaram seus ideais e crença em Deus."

Os materiais promocionais do pacote de alterações constitucionais ocultaram o fato de que a presidência de Putin seria efetivamente prorrogada por mais duas décadas.

Perpetuar Putin no poder era o real objetivo do referendo.

A reforma constitucional foi validada por 77,92% dos eleitores russos.


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terça-feira, 30 de junho de 2020

TSE decide reabrir ações que pedem cassação da chapa Bolsonaro/Mourão



Por 4 votos a 3, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que duas ações que pedem a cassação da chapa de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão devem retornar à fase de instrução do processo.


Por meio dessa decisão, os casos voltam a ser apurados pela Corte.

As ações referem-se aos ataques contra uma página no Facebook chamada de “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”. 

A página contava com milhões de seguidores e foi alterada com informações de apoio ao chefe do Executivo.

Entenda o caso

Em setembro de 2018, um grupo de Facebook chamado Mulheres Unidas Contra Bolsonaro teve seu perfil hackeado na rede social. Na ocasião, os supostos invasores trocaram o nome do grupo, a foto de capa e fizeram várias postagens. O Facebook interviu e devolveu a administração do grupo às criadoras originais. 

A tentativa de associar o Presidente Bolsonaro a esse ataque hacker é que motiva duas ações da chapa Bolsonaro/Mourão, foram ingressadas pelas coligações “Vamos Sem Medo de Mudar o Brasil” (Psol/PCB), do então candidato Guilherme Boulos, e “Unidos para Transformar o Brasil” (Rede/PV), da então candidata Marina Silva. .

O julgamento dos casos havia começado em novembro do ano passado, com o relator, ministro Og Fernandes, apresentando posição pelo arquivamento de ambos. Em seu voto, o magistrado havia pontuado que, mesmo que tenha sido comprovada a invasão da página por provas dos autos e por informações prestadas pelo Facebook, as investigações não foram conclusivas quanto à sua verdadeira autoria.

Ele acrescentou que a invasão ao perfil em rede social perpetrada por menos de 24 horas não teve gravidade capaz de causar ofensa à normalidade e à legitimidade do pleito que possa repercutir em outras áreas do Direito.

Os autores das ações, em contrapartida, pediam uma prorrogação dos prazos para que investigações fossem realizadas sobre a autoria do ataque à página antes que o caso fosse julgado.

O julgamento foi interrompido por pedido de vistas apresentado pelo ministro Edson Fachin, que solicitou mais tempo para examinar os processos e a existência de um possível cerceamento ao direito de defesa. Na retomada da análise do caso, no início de junho, o magistrado defendeu a necessidade de se garantir o direito dos autores de se produzir provas indicadas no processo e votou pela reabertura da fase de investigação policial.

O magistrado argumentou ser possível produzir provas periciais na internet – o que poderia indicar eventual vínculo entre os autores do ilícito e os então candidatos beneficiários da ação – e que o indeferimento do pleito precoce poderia implicar em prejuízo aos autores.
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Senado aprova lei das Fake News


O Senado aprovou nesta terça-feira (30) o projeto de lei 2630/20. O "PL das fake news", como ficou conhecido por ser um polêmico e controverso projeto de lei, teria como pano de fundo o suposto combate à desinformação em redes sociais e serviços de mensagens. Políticos, entidades de direitos civis e empresas do setor de comunicação se manifestaram contrários ao PL por entenderem que ele fere a própria Constituição, indo de encontro à liberdade de expressão e opinião, garantidas pela Carta Magna.

Dos 80 senadores presentes, 44 votaram a favor da sua aprovação, 32 foram contrários e duas abstenções foram registradas. 

Em seu texto final, o senador Angelo Coronel retirou a exigência de fornecimento de documento de identificação válido e número de celular para que usuários pudessem criar contas em redes sociais e aplicativos de mensagem. Esses dois itens foram duramente criticados por entidades privadas por ser de alto risco para a garantia de privacidade dos internautas. Mas o texto ainda exige que as empresas de comunicação solicitem documentos de identificação dos usuários em casos como: denúncias por desrespeito da possível Lei, indícios de contas automatizadas não identificadas como tal, indícios de contas falsas ou nos casos de ordem judicial.

Foram mantidos os artigos que preveem que as operadoras de telefonia validem o CPF dos usuários de chip pré-pago. Além disso, os aplicativos de mensagem serão obrigados a suspender as contas cujos números forem desabilitados. Outros pontos absurdos mantidos no projeto foi a rastreabilidade de mensagens enviadas por aplicativos a mais de mil usuários, identificação de conteúdos impulsionados e sanções às plataformas que descumprirem a lei.

Entre os senadores contrários a aprovação do "PL das fake news" esteve o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Seu argumento é que o texto do projeto de lei como está fere os direitos dos brasileiros e pode prejudicar investimentos no país. "A liberdade de expressão está sendo limitada", afirmou durante o seu voto. Representantes de partidos como PSL (Partido Social Liberal) e PSC (Partido Social Cristão) também votaram contra o texto-base.

"Não vou votar com o fígado", afirmou Major Olímpio (PSL-SP) durante o seu voto. O senador afirmou já ter sido alvo de fake news, mas que um debate amplo ainda seria necessário para a criação de uma lei adequada para o combate à desinformação.

Os senadores agora analisam os destaques (propostas de alteração) que serão mantidos ou não no texto-base do projeto de lei, entregue ontem pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA). Após essa etapa, o documento final será enviado para a Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado, irá para sanção presidencial. 
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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Primeira-dama, Michelle Bolsonaro, adota cão abandonado na rua

A primeira-dama Michelle Bolsonaro adotou um cachorro, que encontrava-se nas ruas, em situação de abandono.
Segundo perfil nas redes sociais, o bichinho recebeu o nome de Augusto Bolsonaro. Simpático e carinhoso, Augusto é um cão da raça pastor-maremano, tem 1 ano, foi resgatado das ruas no dia 19 de junho. 
Augusto já recebeu status de "irmão" das filhas de Michelle, Letícia e Laura.
A legenda de uma foto do perfil de Augusto, em que ele aparece no gramado do Palácio da Alvorada, onde moram o presidente Jair Bolsonaro e sua família, diz que ali é o seu novo lar.
Em vídeos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também aparece brincando com Augusto. Sua mulher, Heloisa Bolsonaro, chama-o de “ursão da Coca-Cola” e de “novo integrante da família Bolsonaro”.
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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Alexandre de Moraes suspende sigilo de decisão e expõe dados pessoais de investigados no Inquérito 4828/DF


O ministro Alexandre de Moraes, relator do Inquérito 4828 no STF, tornou pública decisão proferida em 27 de maio que determinou busca e apreensão contra vários jornalistas, comunicadores, empresários e outros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Ao retirar o sigilo da decisão, o Ministro acabou expondo dados pessoais de todos os envolvidos. Ao todo 27 CPFs e 09 CNPJs de empresas cujos acionistas são investigados foram expostos. Além disso, 20 endereços acabaram tornando-se de conhecimento público.

Vale ressaltar que o levantamento do sigilo libera acesso à decisão e não ao conteúdo total do inquérito, que continua sob sigilo.

No Despacho que tornou pública a decisão, o Ministro diz:

“Em virtude do acesso de investigados aos autos, com base na SV 19 e
diante de inúmeras publicações jornalísticas de trechos incompletos do
inquérito, inclusive da manifestação da PGR e da decisão judicial
proferidas nos autos do Inquérito 4828, que tramita nesta CORTE, torno
pública a decisão proferida em 27 de maio de 2020″

A exposição de informações pessoais dos arrolados no inquérito coloca todos em situação de risco, uma vez que ao evidenciar dados, a segurança dos envolvidos foi fortemente ameaçada.

Links

Link para Íntegra do Despacho

Link para Decisão
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terça-feira, 23 de junho de 2020

Comunismo, Feminismo e Pedofilia: a infância destruída pela ideologia esquerdista


Durante quase 30 anos, autoridades de Berlim entregaram deliberadamente crianças órfãs a homens reconhecidamente pedófilos para adoção. As informações foram reveladas por um detalhado estudo divulgado nesta semana na Alemanha. O experimento bizarro, comandado pelo professor universitário Helmut Kentler, começou nos anos 1970, na então Berlim Oriental, lado comunista da Alemanha, e foi tolerado por décadas pelas autoridades locais. O argumento era de que pedófilos se tornariam pais especialmente carinhosos. Tudo parte de um esforço de ativistas pedófilos em prol da legalização e normalização da pedofilia.

Essa chocante revelação trouxe consigo o debate sobre um ponto crucial: a interligação entre comunismo, feminismo e pedofilia. Sendo assim, se torna necessário uma análise histórica dos elementos que alinhavam essa tríade maligna.

Nos anos 60, o comunismo enfrentou uma séria crise na ascensão de seu domínio ideológico pelo mundo. Os trabalhadores, especialmente europeus, não estavam mais dispostos à tão defendida luta revolucionária. Naquele momento, muitos julgavam ter alcançado condições econômicas e sociais satisfatórias e assim sendo, não estavam mais dispostos a tomar o poder político pelas armas. A viabilidade da causa operária já não era vista com tanto encantamento e muito menos como prioridade. A conquista do poder pela revolução proletária já não era algo tão sedutor para as massas. Justamente por constatarem isso, teóricos do comunismo concluíram que era preciso mudar a estratégia e encontrar uma nova classe revolucionária.

Mas onde encontrar esses novos revolucionários?


Os teóricos marxistas resolveram o problema com uma sacada astuta. As batalhas não precisavam ter como pano de fundo divisões classistas baseadas em questões financeiras. O grande lance era investir no cultural, social, étnico e sexual. Não há mais um sujeito revolucionário privilegiado e específico como o era o proletariado, mas novos sujeitos forjados para a revolução por meio da construção de discursos ideológicos que serão devidamente manipulados, potencializando os conflitos sociais em benefício do projeto de poder hegemônico da nova esquerda. Desta forma, eles elegeram como nova classe revolucionária as minorias da sociedade: desempregados, grupos raciais, prostitutas, presidiários, dependentes de drogas, pedófilos, entre outros. Foi assim que causas tornaram-se pretexto e as pessoas viraram massa de manobra para a luta revolucionária. A radicalização da democracia almejada pelos progressistas não é outra coisa que socialismo.


Vemos aqui como foi importante para a reconfiguração da nova esquerda o abandono da visão econômica e segmentadamente classista. Afinal, era extremamente mais promissor estar atrelado a vários sujeitos revolucionários do que cometer o erro de se apegar novamente a um só. A estratégia principal foi cooptar e instrumentalizar todos os pequenos conflitos sociais, usando o lindo viés da narrativa da união contra dois inimigos em comum: o capitalismo e os valores que o sustentam. 

Lançaram-se aí as raízes do que podemos chamar de homogenização de movimentos. Dentre os movimentos que o socialismo trabalhou, e ainda trabalha, para hegemonizar estão o indigenista, o ecologista, o direito-humanista, o negro, mas, principalmente, o movimento feminista, homossexualista e o ativismo pedófilo, que convergem e se transmutam, amparando-se mutuamente, para a implantação e defesa da ideologia de gênero.

O Feminismo

Se em sua primeira onda, o movimento feminista (leia-se Movimento Sufragista) foi importante e necessário para a reivindicação da igualdade de direitos jurídicos entre mulheres e homens, sua evolução descambou para terrenos tortuosos, transformando esse movimento em ponto de partida para teorias bizarras. Não foi a toa que o economista Ludwig von Mises caracterizou o feminismo, como um filho espiritual do socialismo. De acordo com Mises, ao defender a ideia de que “deve combater instituições da vida social com a esperança de remover, por este meio, certas limitações que a natureza impôs ao destino humano”, o movimento feminista assume uma característica própria do socialismo que é “buscar nas instituições sociais as raízes das condições dadas pela natureza e pretender, ao reformá-las, reformar a própria natureza.” Começamos aqui a entender os verdadeiros objetivos e interligações entre Socialismo e Feminismo.

Marxismo instituiu a guerra dos sexos

Agora vamos ver como os filósofos socialistas estruturaram os dogmas para bases da doutrinação esquerdista nos costumes. As utopias socialistas de Saint-Simon e Fourier, além de arremeterem contra a propriedade privada também pleiteavam a extinção do casamento como instituição social. O socialismo científico, de Engels, por sua vez, vincula a aparição da propriedade privada ao fim de um idílico paraíso comunista matriarcal e começo do regime masculino opressor. Não, você não leu errado. Era exatamente isso que eles propagavam. 

Para Engels, de acordo com sua obra “A origem da família, da propriedade e do Estado”, a propriedade seria causa não apenas da exploração das classes, mas também da exploração feminina. Aqui, ele dá o pontapé inicial para a famigerada guerra dos sexos. A partir daí, homem e mulher não poderiam mais ser complementares um ao outro e sim, antagonistas eternos. Foi sobre essa base teórica, que o socialismo estabeleceu, da mesma forma que fez com a luta de classes, a origem da guerra dos sexos. Articulou-se então uma engenhosa operação, pragmaticamente hegemônica, que instrumentalizou o feminismo a fim de colocar as mulheres em uma antagônica militância contra o capitalismo, alimentadas pela ideia de que isso era necessário para que a liberdade feminina pudesse ser conquistada.

Se o feminismo na sua primeira onda, sufragista, pode ser caracterizado como movimento de busca da equidade (não igualdade), na sua segunda onda ele pode ser totalmente definido como marxista. Daí, seguindo essa degradante linha de segmento, vimos o feminismo, em sua terceira onda, se tornar algo culturalista, neo-marxista ou simplesmente radical e sectário. É justamente nesse momento que o feminismo, aliado ao socialismo, se torna responsável pela germinação da ideologia de gênero e defesa da pedofilia e incesto.

A colaboração das autoras feministas para o ativismo pedófilo

Consagradas autoras da teoria feminista como Mary Inman (Em defesa da mulher – 1940) ou Betty Friedan (A mística da feminilidade – 1963), propagaram a ideia de que a liberação da mulher não foi alcançada com as vitórias no terreno dos direitos civis e políticos. Não, o objetivo não era esse. Lembrem-se de que todos estavam imbuídos de um propósito: encontrar novos revolucionários que fizessem ressurgir a força do socialismo. E para alcançar esse ideal, haviam ainda barreiras culturais que eles pretendiam derrubar. Aspectos culturais e regras informais, como o desejo de ser esposa, mãe, ou cultuar a beleza e a pureza , precisavam ser abolidos, pois eram poderosos empecilhos na cooptação de novos revolucionários, a massa feminina. Mas como suplantar esses obstáculos? A resposta foi dada por uma série de teorias feministas, propagadas através de suas mais expoentes autoras, onde a ideia principal era associar o universo feminino à causa da opressão e alienação das mulheres. 

Simone Beauvoir e a defesa da Pedofilia

Um dos nomes mais importante para o Movimento Feminista é Simone de Beauvoir. A escritora e filosofa francesa defendia a teoria socialista, tendo até fundado, junto com Sartre, em 1945, uma revista de extrema esquerda chamada “Os Tempos Modernos". Em 1949, Simone lançou em seu livro O segundo sexo, a peça chave para o fundamento da ideologia de gênero. Segundo a autora, o conceito de “mulher” seria carente de essência, artificial, sempre definido pelo seu opressor: o homem e, portanto, socialmente construído. A frase mais propagada por Beauvoir foi: “Não se nasce mulher; torna-se mulher”. Isso não foi difundido à toa.

A real intensão da escritora era estabelecer uma distinção entre sexo (característica natural) e gênero (construção social). O objetivo a ser alcançado era negar a relevante determinação que o sexo impõe sobre o gênero, escancarando as portas para uma distorcida visão de mundo, radical e absurda, a qual convencionou-se chamar ideologia de gênero. O fundamento básico dessa teoria é defender a ideia de que a característica natural pode ser ignorada e negada em favor do sentimento, do desejo, da vontade do homem que quer se construir socialmente como mulher ou vice-versa, jogando fora quaisquer determinações que a biologia lhes impõe.

Convém notar que o existencialismo ateu, pano de fundo filosófico que permeia toda a obra de Simone Beauvoir, é enraizado na abolição de qualquer consciência de determinação natural do ser humano. Afinal, como diria Sartre, “o homem nada mais é do que aquilo que faz de si mesmo”. Se ele quer fazer de si mesmo uma mulher, nada poderia impedi-lo…

Mas a batalha pela arregimentação de novos revolucionários comunistas estava só no começo. A falta de limites para o delírio ou perversão fantasiadas de novas teorias trouxe consigo possibilidades infinitas para os intelectuais esquerdistas.

A evidente associação entre o ativismo pedófilo e o socialismo

Shulamith Firestone, outra escritora feminista, foi a responsável por escrever em seu livro A Dialética do Sexo, de 1970, um programa mínimo para a revolução feminista. A causa precisava deixar evidente os objetivos a serem alcançados em prol da reunião de mais revolucionários. Entre os pontos destacados por Firestone, quatro são de extrema relevância:

1) legalização do aborto

2) abandono da economia capitalista e adoção do socialismo; 

3) destruição das distinções culturais entre homem/mulher e adulto/criança; 

4) libertação de todas as mulheres e crianças para fazerem o que desejarem sexualmente.

Agora prestem bastante atenção nos tópicos 2 e 3. São eles que nos mostram o viés que interliga o socialismo ao ativismo pedófilo. Firestone deixa clara a legitimação da pedofilia, atrelada à luta pela implementação do socialismo. E nessa linha de defesa, veremos que ela não estava sozinha. Kate Millet, outra autora feminista-marxista, já havia escrito que as crianças deveriam “expressar-se a si mesmo sexualmente, provavelmente entre elas de início, porém também com adultos”

A ligação entre socialistas e a propagação do ativismo pedófilo permeava toda a teoria marxista, que supostamente defendia a liberação sexual. 

Nessa época, os discursos a favor da liberação sexual das crianças ganhavam posições à sombra do movimento socialista. Na França, alguns grupos informais do socialismo radical, como os Comitês Comunistas pela Autogestão e a Liga Comunista Revolucionária declararam abertamente apoio aos pedófilos. A defesa destes, bem como os discursos ambíguos sobre a sexualidade infantil, apareciam como um desafio às proibições e suplantar tais desafios seria o ápice da revolução. 

Desde o Front Homossexual de Ação Revolucionária, criado em 1971, ou a revista Le Gai Pied, lançada em fevereiro de 1979, até filósofos marxistas como Michel Foucault, todos alegavam que a separação sexual entre crianças e adultos era um "novo regime de controle da sexualidade" e justamente por isso, todos exigiam o reconhecimento das chamadas "sexualidades periféricas". Alguns meios, como os jornais de esquerda Le Monde e Libération, iriam contribuir para a difusão dessas ideias, publicando petições sobre o assunto, cartas abertas e entrevistas com pedófilos que explicavam a sua experiência. A própria Simone Beauvoir assinou, em 26 de Janeiro de 1977, no jornal Le Monde, juntamente com Sartre Michel Foucault, uma solicitação em favor da liberdade de três homens presos por pedofilia. O ativismo pedófilo desses autores foi, posteriormente, totalmente mascarado e oculto por outras bandeiras esquerdistas, afinal como o passar dos anos, a luta em apoio à pedofilia tornou-se cada fez mais árdua, tendo em vista o surgimento de muitos movimentos de defesa e proteção à criança e ao adolescente.

Enganam-se aqueles que pensam que o ativismo socialista não alcançou os objetivos primariamente determinados. Sim! Ele conseguiram o que queriam: a arregimentação de novos revolucionários, no caso aqui, os pedófilos. Em maio de 1977, o jornal esquerdista Libération publicou um artigo (que iria ser republicado em 1 de março de 1979) chamado "Naissance du "front de libération des pédophiles", onde era lançado um apelo para participar de uma reunião para criar o Front de Libération des Pédophiles (Frente de Liberação dos Pedófilos, FLIP). Os intelectuais esquerdistas foram muito bem sucedidos na propagação de suas ideias.

Mas esse não era o único nicho a ser conquistado. Feministas e marxistas somaram à pedofilia, os adeptos da prática de incesto. Daí em diante, o movimento feminista passa a defender as relações incestuosas, sob a óptica de que romper esse tabu também seria uma vitória rumo à liberdade sexual. Todas essas transgressões aberrantes são estratégias que buscam modificar as formas de vida com o objetivo de modificar as estruturas do sistema político e econômico. Voltamos novamente a questão primária desse texto: o reavivamento da força socialista através da arregimentação de novos revolucionários.

Paralela a essa luta pelo recrutamento de novos apoiadores no ramo dos costumes e da sexualidade, o socialismo avançava também em outras frentes, especialmente em relação às minorias étnicas. Nessa vertente de domínio, destacam-se o Movimento Negro e o Movimento Indigenista. Sobre essa temática falaremos em outro artigo.

Como vimos até agora o comunismo não morreu com a queda dos estados que o adotavam como regime. A teoria socialista precisou apenas se reinventar, trocando o discurso classista por aforismos igualitários. Assim sendo, a luta de classes passou a ser a luta por direitos civis, a luta pela liberdade sexual, a luta contra o preconceito racial. 

Tudo isso se resume a uma máxima que encontramos no livro El Libro Negro de la Nueva Izquierda – Ideología de género o subversión cultural“deixar de recrutar operários explorados para capturar almas atormentadas ou marginalizadas a fim de programá-las e lançá-las em conflito sob pretextos de aparência nobre”. No momento em que os adversários do comunismo declaravam ingenuamente o seu fim, a doutrina marxista se espalhava onde poderia ter maior potencial de destruição a longo prazo: nas salas de aula, nas cátedras, na literatura, nas artes, no jornalismo e no imaginário social como um todo. Essa hegemonia, claro, não surgiu de uma hora para outra e é analisando a evolução desse conceito no decorrer das reestruturações do marxismo que começaremos a entender a estratégia atual que combatemos. Só assim poderemos frear teorias bizarras e práticas hediondas como a pedofilia ou o incesto.


Links
Link para PDF do Livro El Libro Negro de Nueva Izquierda
http://desarrolloci.ucr.ac.cr/labosa/sites/default/files/2017-11/Marquez%20Nicolas%20Y%20Laje%20Agustin%20-%20El%20Libro%20Negro%20De%20La%20Nueva%20Izquierda.pdf

Link para PDF do Livro Crítica da Economia
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/criticadaeconomia.pdf



Link para PDF do livro A origem da família, da propriedade e do Estado
http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/marcos/hdh_engels_origem_propriedade_privada_estado.pdf

Link para PDF do Livro El Socialismo - Análisis económico y sociológico
http://latlibre.org/wp-content/uploads/2019/02/El-Socialismo-Analisis-economico-y-sociologico-Ludwig-von-Mises-pdf.pdf

Link para Biografia de Simone de Beauvoir


Link para artigo sobre pedofilia na era pós-moderna

Link para artigo sobre socialismo e analogias à pedofilia
Link para artigo sobre Breve Histórico do Ativismo Pedófilo 
https://www.ideiasbarbaras.com/2016/09/ativismo-pedofilo-uma-praga-que-precisa.html
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terça-feira, 16 de junho de 2020

Justiça arquiva ação que buscava mandantes de facada em Bolsonaro


O que todos nós esperávamos finalmente aconteceu: acabou o inquérito que apura a coautoria do atentado sofrido pelo Presidente Jair Bolsonaro, na ocasião da campanha política. Dizer que esperávamos outra coisa, é mentira. Afinal, já era quase certeza que tudo acabaria em pizza.

A Justiça Federal de Minas Gerais determinou hoje, dia 16 de junho, o arquivamento do inquérito que apurava supostos mandantes no atentado à faca cometido por Adélio Bispo de Oliveira contra o então candidato a presidente Jair Bolsonaro, em 6 de setembro de 2018 em Juiz de Fora (MG), segundo decisão do juiz Bruno Savino.

A decisão judicial ocorre após tanto o Ministério Público Federal quanto a Polícia Federal terem concluído que o autor do atentado concebeu, planejou e executou sozinho a ação contra Bolsonaro em plena campanha eleitoral. Sozinho???

Hum, interessante... Só que temos que ressaltar que esta decisão excluí a perícia no celular do advogado de Adélio Bispo.

Na decisão, o magistrado se valeu do entendimento do MPF de que foram esgotadas todas as diligências possíveis na investigação, observe bem, exceto a análise do conteúdo do aparelho celular do advogado de Adélio — esse ponto está pendente de uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre se permite ou não o acesso.

Na decisão, o Juiz Bruno declarou: "Acolho a promoção de arquivamento apresentada pelo Ministério Público Federal, com fundamento nas próprias razões lançadas na petição ministerial, e determino o arquivamento do presente Inquérito Policial de n. 0503/2018, nos termos do art. 18 do CPP, de modo que seja possibilitado o seu desarquivamento na hipótese do surgimento de novos elementos informativos".

A decisão da Justiça após as investigações feitas pela PF e pelo MPF contrariam o que Bolsonaro tem dito em entrevistas públicas, de que outras pessoas tiveram envolvimento no crime. óbvio. Basta questionarmos porque o celular do advogado nunca foi periciado.

No final da história, o povo tem certeza de que a cada dia, a justiça brasileira se torna mais capenga.
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segunda-feira, 15 de junho de 2020

China invade a Índia e anexa 60 Km² em Ladakh


Essa notícia é mais uma daquelas que são escondidas pela grande mídia, debaixo do tapete. Desde de maio, rumores sobre um atrito militar entre China e Índia tomaram conta dos bastidores da política mundial. 


No finalzinho do mês passado o presidente dos EUA, Donald Trump, twittou sobre uma oferta para ajudar a resolver as crescentes tensões nas fronteiras entre a Índia e a China. Surpreendentemente, ele descreveu a situação como uma "disputa de fronteira violenta". As palavras de Trump podem ter soado exageradas, mas refletiram parcialmente as tensões mais graves entre as duas potências nucleares, que representam um terço da população mundial.


A verdade é que pouco se sabe sobre o que realmente tem acontecido por lá. A Índia e a China impedem que jornalistas entrem nas áreas de fronteira, e com a pandemia, se tornou mais difícil obter informações precisas. 

Vamos começar com o que sabemos. 

Em maio, sites internacionais destacaram dois confrontos entre soldados indianos e chineses, em 5 e 9 de maio, em áreas de fronteira separadas no leste e norte da Índia. Embora ninguém tenha sido morto nessas batalhas corpo a corpo, mais de 100 soldados ficaram feridos.

A imprensa indiana, com base em informações de oficiais da defesa, informou que as brigadas do exército chinês, que incluem milhares de soldados, atravessaram o território indiano para montar tendas e trincheiras em pontos-chave perto do Himalaia. Em resposta, o exército da Índia implantou reforços, provocando temores de um conflito maior.

Também em maio, o The Economist relatou que Nova Délhi e Pequim ativaram um canal diplomático de alto nível para diminuir as tensões. E o embaixador da China na Índia, Sun Weidong, adotou um tom calmante, dizendo repórteres: "Nunca devemos deixar que as diferenças ocultem nossas relações".

Agora, o Daily Telegraph espanta o mundo com a notícia de que A China ocupou mais de 60 Km² de território indiano no leste de Ladakh. Cerca de 12 mil soldados chineses atravessaram a fronteira para a Índia no mês passado, em meio a confrontos na fronteira. A ação seria um sinal de Pequim ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, por causa de sua aproximação aos Estados Unidos.

A medida também ecoa o expansionismo geopolítico do ditador comunista Xi Jinping no Mar da China Meridional, onde Pequim se moveu para construir bases militares.



Mas a coisa é mais profunda do que isso.

Primeiro, a pandemia de coronavírus pode ter fortalecido - e acelerado - a crescente convicção de Pequim de que tem o poder de tomar medidas ousadas em todo o mundo. Isso também pode explicar o momento de sua decisão de alterar a lei de segurança nacional em Hong Kong. Mesmo em 2008, quando o mundo se recuperou da crise financeira global, Pequim respondeu com medidas massivas de estímulo e uma onda de empréstimos global, expandindo sua influência e poder. Em outras palavras, a China pode estar se aproveitando de uma crise.

Segundo, as incursões da China provavelmente também pode ser encaradas como uma resposta aos anos de construção indiana de estradas e pistas de pouso ao longo da fronteira que divide os dois países, o que melhorou significativamente a conectividade da cadeia de suprimentos militares da Índia na área. Os recentes movimentos de Pequim também podem ser uma resposta ao impasse ocorrido em 2017 entre os dois países, por conta do episódio envolvendo o território de Doklam, no Butão. Na ocasião,  Índia atendeu um pedido de ajuda do governo butanês e impediu as tropas chinesas de construírem uma estrada, que facilitaria para China a aproximação de tanques e máquinas de guerra da fronteira com a Índia.

Terceiro, desde 1988 a China e a Índia compartilham um entendimento de manter a paz para que possam se concentrar em seu crescimento e estabilidade interna. Porém, 32 anos atrás, os dois países tinham economias de tamanhos semelhantes e gastavam quase a mesma quantia em defesa. Hoje, o PIB da China é cinco vezes maior do que o da Índia. Some-se a isso o fato de que a China gasta hoje quatro vezes mais em defesa. A dinâmica do relacionamento mudou completamente.


É possível estarmos diante de um guerra entre nações belicamente e populacionalmente poderosas?

Sim!

Aguardemos a próximas cenas dessa novela que pode literalmente detonar o mundo!

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