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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Talibã proíbe acesso de meninas e mulheres ao ensino fundamental II, 2º Grau e universidades


Novas restrições impostas pelas autoridades do Talibã estão aprofundando a exclusão das mulheres da vida pública e intensificando uma crise humanitária e de direitos humanos que já dura anos no país. Desde sua retomada ao poder em agosto de 2021, o grupo vem eliminando gradualmente direitos fundamentais e as medidas mais recentes atingem diretamente o direito à educação e à saúde das mulheres afegãs.

Educação: Banimento quase total

As mulheres e meninas continuam proibidas de frequentar a educação secundária (após o sexto ano) e o ensino superior em todo o país, numa política que persiste há mais de quatro anos. O Afeganistão é hoje o único país no mundo com essa restrição sistemática de acesso à educação para esse grupo.

Organizações internacionais como a UNICEF e o UN Women alertam que essa política não só viola direitos humanos básicos, mas também compromete o futuro da nação ao privar milhões de jovens de conhecimento essencial para o desenvolvimento econômico, social e de saúde.
Saúde: a exclusão em dois níveis

As restrições também avançam no setor de saúde. Além de vetar a educação médica de mulheres — incluindo enfermagem, obstetrícia e outras formações essenciais de saúde — as autoridades impuseram normas que dificultam ainda mais o acesso das mulheres a cuidados médicos adequados.

Em várias províncias, as regras exigem que mulheres só possam ser atendidas por médicas, e que consultas com médicos homens exigem a presença de um parente masculino. Ao mesmo tempo, o banimento de mulheres de cursos de saúde impossibilita a formação de novas profissionais — uma contradição que especialistas denunciam como catastrófica para a saúde pública.

Consequências profundas

🔹 Colapso do sistema de saúde feminino – Sem novas médicas, enfermeiras e parteiras formadas, muitas mulheres enfrentam longas jornadas para encontrar atendimento ou acabam sem acesso algum, sobretudo em áreas rurais onde a presença masculina na consulta não é culturalmente aceita.

🔹 Aumento da mortalidade materna e infantil – A Organização Mundial da Saúde já destacava que o Afeganistão sofria com uma das maiores taxas de mortalidade materna do mundo antes de 2021. Especialistas temem que a falta de profissionais femininas reverte qualquer ganho anterior.

🔹 Deterioração da saúde mental e social – A exclusão educacional e profissional tem sido associada a sentimentos de desesperança, isolamento e aumento de depressão entre meninas e mulheres, além do crescimento de casamentos forçados e migração compulsória.

🔹 Impacto econômico – A exclusão de mulheres do mercado de trabalho e da educação representa um enorme retrocesso econômico, limitando a produtividade e o desenvolvimento sustentável do país.

Reações internacionais e interna

Organizações humanitárias, líderes políticos e grupos de direitos humanos condenam essas medidas como discriminatórias e contrárias ao direito internacional. Pesquisa do UN Women revelou que mais de 90 % da população afegã apoia pelo menos o retorno das meninas às escolas, um indicativo claro de que esses decretos não refletem o desejo popular.

Grupos de defesa também relatam que muitas mulheres tentam organizar aulas clandestinas ou buscam oportunidades educacionais no exterior, apesar dos riscos que isso representa.

As novas restrições do Talibã contra mulheres no Afeganistão representam um dos episódios mais severos de rollback de direitos civis no mundo contemporâneo. Ao negar o acesso à educação e restringir profundamente o acesso à saúde, as autoridades colocam em risco não apenas o futuro das mulheres, mas também a estabilidade e o desenvolvimento geral do país. A situação continua sendo uma das maiores crises de direitos humanos do século XXI.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

França a prova proibição de redes sociais para menores de 15 anos


A Assembleia Nacional da França aprovou um projeto de lei que proíbe o acesso de crianças e adolescentes menores de 15 anos às redes sociais, em uma tentativa de proteger a saúde mental dos jovens e combater o bullying online.

A votação foi clara: 116 votos a favor e 23 contra, e agora o texto segue para o Senado antes de se tornar lei. A meta é que a proibição entre em vigor a partir de setembro de 2026, no início do ano letivo.

Essa decisão está gerando debate mundial: enquanto muitos defendem a proteção da infância, outros questionam a eficácia e os limites de regulamentar o uso de redes sociais.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

EUA sancionam iranianos que seriam responsáveis por repressão em protestos


O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 15  de janeiro, novas sanções contra indivíduos e entidades iranianas que teriam impulsionado a repressão aos manifestantes e lavado dinheiro proveniente da venda de petróleo para mercados estrangeiros.

“O presidente Trump está ao lado do povo iraniano e ordenou ao Departamento do Tesouro que sancione membros do regime”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em uma mensagem de vídeo anunciando as medidas.

“Os líderes do Irã responderam brutalmente às manifestações pacíficas com violência, desde tiroteios em massa nas ruas até ataques a feridos e hospitais", adicionou.

Bessent afirmou que as sanções, emitidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro, visam 18 indivíduos e entidades que o regime “usa para burlar as sanções ao petróleo iraniano e desviar os lucros da venda de energia dos legítimos proprietários, o povo iraniano”.

Entre os sancionados está Ali Larijani, chefe da segurança nacional iraniana.

A medida ocorre em um momento em que o presidente Donald Trump avalia uma ação militar contra o Irã e prometeu aos manifestantes que "a ajuda está a caminho".

O presidente já havia anunciado uma tarifa de 25% contra países que fazem negócios com o Irã. Mas, aparentemente moderando sua postura agressiva dos últimos dias, Trump disse na quarta-feira, 14 de janeiro, que lhe haviam informado que as mortes no Irã iriam parar.


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sábado, 10 de janeiro de 2026

Protestos se intensificam no Irã e expõem maior desafio ao regime autoritário em anos


O Irã enfrenta, há pelo menos duas semanas, uma onda de protestos antigoverno que se espalhou por todo o país e já é considerada o mais sério desafio ao regime autoritário islâmico desde as manifestações de 2022. A resposta das autoridades tem sido endurecer o controle interno: na quinta-feira (8 de janeiro), data que marcou a maior noite de mobilizações até agora, o governo cortou o acesso à internet e às linhas telefônicas, isolando praticamente o país do mundo exterior.

Organizações internacionais de direitos humanos estimam que mais de 500 pessoas morreram e cerca de 10.600 foram presas desde o início dos protestos. O aumento da repressão provocou reações no cenário internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá retaliar caso as forças de segurança iranianas intensifiquem o uso da violência contra civis. Em resposta, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, acusou Washington de incitar a instabilidade e disse que Trump deveria “cuidar do próprio país”.

Da crise econômica à contestação do regime

As manifestações tiveram início nos bazares de Teerã, tradicionalmente um dos pilares de apoio à República Islâmica, como reação à inflação fora de controle. O estopim foi a alta abrupta nos preços de itens básicos, como óleo de cozinha e frango, que subiram drasticamente de um dia para o outro. Em alguns casos, produtos desapareceram completamente das prateleiras.

A situação se agravou após o Banco Central encerrar um programa que permitia a determinados importadores acessar dólares a uma taxa subsidiada. A medida elevou custos, levou comerciantes a fechar lojas e impulsionou protestos que rapidamente ultrapassaram a pauta econômica, transformando-se em atos generalizados contra o regime.

O governo, liderado por reformistas, tentou conter a insatisfação com a promessa de transferências diretas mensais de cerca de US$ 7 por pessoa, iniciativa que se mostrou insuficiente para frear a mobilização popular.

Mobilização nacional e repressão

Os protestos já alcançaram mais de 100 cidades e avançaram para províncias historicamente marginalizadas, como Ilam e Lorestão, no oeste do país, regiões marcadas por pobreza e tensões étnicas. Em algumas localidades, manifestantes incendiaram ruas e passaram a entoar palavras de ordem como “Morte a Khamenei”, um desafio direto à mais alta autoridade religiosa e política do Irã.

A agência estatal Fars informou que 950 policiais e 60 integrantes da milícia Basij ficaram feridos, sobretudo em confrontos nas províncias ocidentais. Segundo o veículo, autoridades alegam que parte dos manifestantes estaria armada, acusação frequentemente contestada por organizações independentes.

Já a ONG Iran Human Rights NGO (IHRNGO), com sede na Noruega, relatou que ao menos 45 manifestantes morreram, entre eles oito crianças, desde o início dos atos. Centenas teriam ficado feridos e mais de 2.000 pessoas foram detidas, segundo a entidade.

Um país sob tensão

Analistas internacionais avaliam que a atual onda de protestos combina crise econômica profunda, desgaste político e tensões sociais acumuladas, criando um cenário volátil. A lembrança dos protestos de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini sob custódia da polícia religiosa, permanece viva e reforça o simbolismo das manifestações atuais.

Enquanto o governo aposta no controle da informação e na repressão para conter a mobilização, cresce a pressão interna e externa por respostas que vão além da força. O desfecho permanece incerto, mas o recado das ruas é claro: a estabilidade do regime iraniano enfrenta seu teste mais severo em anos. O povo quer retomar ass rédeas de seu país.
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sábado, 22 de novembro de 2025

Homens armados sequestram mais de 300 alunos em escola católica na Nigéria


Homens armados sequestraram mais de 300 alunos de uma escola católica particular no estado de Níger, no centro-norte da Nigéria, segundo as autoridades.

O sequestro no estado de Níger, que faz fronteira com Abuja, capital da Nigéria, ocorre após um ataque semelhante a uma igreja por homens armados no estado vizinho de Kwara, no início da semana.

Durante o ataque à igreja, pelo menos duas pessoas foram mortas e vários fiéis, incluindo o pastor, foram sequestrados.

Além disso, nesta semana, homens armados sequestraram 25 estudantes do sexo feminino durante uma invasão a um internato feminino do governo no estado de Kebbi, no noroeste do país.

A vice-diretora da escola foi morta a tiros durante o ataque.

Apesar de alguns alunos terem conseguido escapar durante o ataque dessa sexta-feira (22 de novembro), a CAN (Associação Cristã da Nigéria) informou que 303 alunos e 12 professores foram sequestrados, atualizando o número anterior de 215 alunos. Alguns têm apenas dez anos de idade.

O número foi atualizado após um censo final, segundo o presidente da seção do estado de Níger da CAN, o reverendo Bulus Dauwa Yohanna.

Ele visitou a Escola St. Mary na sexta-feira para se encontrar com os pais das crianças sequestradas.

Yohanna afirmou que os outros 88 alunos "também foram capturados depois de tentarem escapar" durante o ataque, acrescentando que os alunos eram meninos e meninas, com idades entre 10 e 18 anos, conforme relatado por seu porta-voz, Daniel Atori, à CNN no sábado.

As autoridades anunciaram o fechamento temporário de algumas escolas federais e estaduais no norte da Nigéria após o sequestro de sexta-feira, como medida preventiva para evitar novas ocorrências.
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quinta-feira, 31 de julho de 2025

Argentina permitirá cidadania a estrangeiros com “investimentos relevantes”


O governo de Javier Milei, da Argentina, anunciou, nesta quinta-feira, 31 de julho, que estrangeiros que fizerem "investimentos relevantes" no país poderão solicitar cidadania a partir de hoje.

Entretanto, o valor do investimento para a concessão da cidadania não foi revelado. Conforme o decreto, a decisão caberá ao Ministério da Economia avaliar se os investimentos eventualmente realizados são suficientes para a concessão.

"Por meio do Decreto 524/2025, o Governo Nacional definiu que estrangeiros que comprovarem ter realizado investimentos relevantes no país poderão solicitar a cidadania argentina. Nesse sentido, caberá ao Ministério da Economia da nação estabelecer quais investimentos serão considerados relevantes", diz o comunicado.

O comunicado também revelou que o pedido será analisado de forma cuidadosa, "a fim de determinar que a concessão da cidadania ao interessado não representa risco à segurança ou aos interesses nacionais".
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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Tarifas dos EUA podem custar R$ 1,8 bilhão à Bahia


Um estudo da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) aponta que a nova tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, anunciada por Donald Trump e com previsão de início de agosto, pode gerar um prejuízo de até R$ 1,8 bilhão para o nosso estado, os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 14 de julho.

Economistas da SEI, confirmam que essa medida tornará os produtos baianos muito mais caros e menos atraentes para os compradores americanos. Isso significa que venderemos menos para os EUA, o que pode diminuir a produção em diversas áreas e, consequentemente, reduzir a geração de empregos e renda em nossos municípios.

O estudo estima uma queda de US$ 643,5 milhões (cerca de 5,4%) no total das exportações da Bahia. Para se ter uma ideia, em 2024, a Bahia exportou US$ 11,9 bilhões. Se essa perda não for compensada por vendas para outros países, o impacto pode ser grande: uma redução de R$ 1,8 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) do estado, o que representa 0,38% do nosso PIB.

Apesar de a China ser o principal parceiro comercial da Bahia desde 2012, os Estados Unidos ocupam a importante terceira posição. Em 2024, os EUA foram destino de 7,4% das exportações baianas, e no primeiro semestre de 2025, esse percentual subiu para 8,3%.

Embora o estudo não precise a quantidade exata de empregos que podem ser perdidos, ele destaca o risco para os trabalhadores formais nos setores que produzem esses bens exportados. Cerca de 210 mil pessoas trabalham nesses setores na Bahia, o que representa 7,8% do total de empregos formais no estado. A petroquímica, por exemplo, que é um dos principais setores afetados, emprega cerca de 81 mil pessoas.

Os setores que mais vendem para os Estados Unidos e, portanto, podem sofrer mais com as novas tarifas são:

Papel e Celulose: 25,3% das exportações para os EUA. As perdas podem chegar a US$ 191 milhões.

Químicos e Petroquímicos: 23,5% das exportações. Perdas estimadas em US$ 177 milhões.

Borracha e suas Obras (inclui pneus): 11,8% das exportações. Perdas de US$ 89,3 milhões.

Metalúrgicos: 8,2% das exportações.

Frutas: 8,1% das exportações.

Cacau e derivados: 7,1% das exportações.

Petróleo: 5% das exportações.

Juntos, esses segmentos representam 89% de tudo que a Bahia exporta para os EUA. A expectativa é que o aumento dos preços causado pela tarifa reduza, em média, 13,2% as exportações de produtos básicos e impressionantes 85,7% as exportações de produtos industrializados.
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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Tarifa de 50%: Brasil enfrenta a maior taxa entre países notificados por Trump


A tarifa de 50% anunciada nesta quarta-feira, 09 de julho, por Donald Trump sobre produtos brasileiros é a mais alta entre as novas taxas divulgadas até agora pelo presidente dos Estados Unidos.

Na segunda-feira, o republicano iniciou o envio de cartas informando as tarifas que os países terão de pagar a partir de 1º de agosto caso não firmem um acordo comercial com os EUA. No primeiro dia, 14 nações receberam os comunicados.

A segunda leva de cartas foi enviada nesta quarta-feira, 09 de julho. Ao todo, oito países foram notificados: Argélia, Brasil, Brunei, Filipinas, Iraque, Líbia, Moldávia e Sri Lanka.

O anúncio foi recebido com espanto por especialistas no Brasil e no mundo, que classificaram a decisão como político-ideológica.
Entidades da indústria e da agropecuária brasileira manifestaram preocupação com o anúncio e disseram que as taxas ameaçam empregos. A Confederação Nacional da Indústria, por exemplo, afirmou que não há qualquer fato econômico que justifique uma medida desse tamanho.

De forma geral, Trump definiu tarifas mínimas sobre produtos importados, que variam entre 20% e 50%, a depender do país, com validade a partir de 1º de agosto.

Entre as 22 nações já comunicadas, o Brasil ficou com a taxa mais alta. A menor tarifa foi anunciada para as Filipinas (20%). A expectativa é que novas cartas sejam divulgadas nos próximos dias.

Veja abaixo a lista de países que já receberam os documentos e as taxas anunciadas por Trump até o momento:

África do Sul: 30%
Argélia: 30%
Bangladesh: 35%
Bósnia e Herzegovina: 30%
Brasil: 50%
Brunei: 25%
Camboja: 36%
Cazaquistão: 25%
Coreia do Sul: 25%
Filipinas: 20%
Indonésia: 32%
Iraque: 30%
Japão: 25%
Laos: 40%
Líbia: 30%
Malásia: 25%
Myanmar: 40%
Moldávia: 25%
Sérvia: 35%
Sri Lanka: 30%
Tailândia: 36%
Tunísia: 25%
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sexta-feira, 27 de junho de 2025

Trump decide romper negociações comerciais com o Canadá


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu encerrar nesta sexta-feira, 27 de junho, com efeito imediato, as negociações comerciais com o Canadá, após criticar o país vizinho por sua intenção de tributar os serviços digitais das empresas tecnológicas americanas.

“Acabamos de ser informados de que o Canadá, um país com o qual é muito difícil COMERCIALIZAR, incluindo o fato de que cobrou de nossos produtores rurais tarifas de até 400% durante anos sobre produtos lácteos, acaba de anunciar que tributará os serviços digitais de nossas empresas de tecnologia, o que é um ataque direto e flagrante ao nosso país”, disse Trump em sua rede social Truth Social. 

De acordo com ele, devido a essa tributação, os Estados Unidos encerram “TODAS” as discussões comerciais com o Canadá “com efeito imediato”.

“Nos próximos sete dias, comunicaremos ao Canadá a tarifa que pagará para fazer negócios com os Estados Unidos”, afirmou Trump, que criticou o país vizinho por copiar a União Europeia na imposição dessa tarifa sobre as empresas de tecnologia. 

O prazo oficial para chegar a novos acordos após a aplicação por parte de Trump das chamadas “tarifas recíprocas” terminaria em 9 de julho, mas ele já havia deixado escapar nesta sexta-feira que poderia prolongar ou encurtar o limite e que não seriam firmados pactos com todos.

O ministro das Finanças canadense, François-Philippe Champagne, advertiu na semana passada que o imposto digital continua em vigor no Canadá e que o primeiro pagamento, que afeta, entre outras, grandes multinacionais americanas como a Meta, deverá ser feito na próxima segunda-feira. 

O imposto, que será aplicado retroativamente a partir de 2022, é de 3% da receita acima de US$ 20 milhões que as empresas obtêm de serviços digitais de residentes canadenses. Champagne também informou que a aplicação do imposto digital fazia parte das negociações comerciais que Washington e Ottawa mantinham após a imposição de tarifas pelo governo Trump.
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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Tarifa de 50% dos EUA sobre aço e alumínio entra em vigor


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou para 50% as tarifas sobre as importações de aço e alumínio, uma medida que pode intensificar a guerra comercial. A ação aconteceu nesta quarta-feira, 04 de junho.

Desde que retornou à presidência em janeiro, Trump impôs tarifas alfandegárias que provocaram tensão nas relações com os aliados comerciais de Washington e desencadearam uma onda de negociações com vários países.

O aço e o alumínio foram os primeiros setores afetados, com uma sobretaxa de 25% que entrou em vigor em 12 de março, em uma tentativa de fomentar os investimentos no país. As tarifas setoriais, que também são aplicadas à indústria automotiva e que em breve serão ampliadas aos produtos farmacêuticos e semicondutores, são as únicas que não foram bloqueadas por uma sentença judicial recente, que paralisa a maioria das tarifas.

Em um decreto que entrou em vigor às 00h01 locais (01h01 de Brasília), o presidente norte-americano justifica o aumento de 25% para 50%. 

“Embora as tarifas previamente impostas ao aço e ao alumínio tenham contribuído para um importante suporte aos preços no mercado americano, ainda não permitiram que estas indústrias desenvolvam e mantenham uma taxa de utilização da capacidade de produção necessária para sua viabilidade a longo prazo”, afirma o decreto.

Ainda de acorodo com o texto do decreto, o aumento “vai proporcionar mais apoio a estas indústrias e reduzir ou eliminar a ameaça à segurança nacional representada pelas importações de produtos de aço, alumínio e derivados”, acrescenta o texto. 

Em 2024, os Estados Unidos importaram quase metade do aço e do alumínio utilizados no país. O Canadá é seu principal fornecedor de aço, seguido pelo Brasil e México, com produtos destinados a outras indústrias como automotiva ou construção. A Argentina é o sexto fornecedor de alumínio. 

O governo do México anunciou na terça-feira que pedirá para ser excluído da tarifa, que o secretário da Economia, Marcelo Ebrard, classificou como uma medida “injusta, insustentável e inconveniente”.

O Reino Unido está isento e sua taxa permanece em 25%, para dar tempo a Londres e Washington concluírem as negociações para um acordo comercial, anunciado no mês passado. 

A medida coincide com a reunião prevista em Paris entre o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, e o comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, promovida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um grupo de 38 países.

Trump acusa a União Europeia (UE) de não negociar de boa-fé e ameaçou impor uma sobretaxa tarifária de 50%. 

Em 2 de abril, data proclamada por Trump como o “Dia da Libertação”, o presidente norte-americano impôs tarifas de 10% para quase todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos e taxas mais elevadas para dezenas de economias, incluindo UE e China.  As taxas mais elevadas foram suspensas por 90 dias, mas a moratória terminará em 9 de julho. 

A porta-voz da Casa Branca confirmou na terça-feira que o governo enviou uma carta aos parceiros comerciais “para lembrá-los que a data limite está se aproximando”. A UE afirma que tem a intenção de retaliar um aumento tarifário.

Nesta quarta-feira também está prevista uma reunião de representantes comerciais do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos), à margem do encontro da OCDE, antes de um encontro de cúpula de chefes de Estado e Governo do bloco, de 15 a 17 de junho no Canadá.

A OCDE reduziu a previsão de crescimento global devido às tarifas de Trump: +2,9%, contra a projeção de 3,1% que havia sido anunciada em março. A incerteza pode continuar afetando a economia mundial. O presidente americano acusou a China na semana passada de não respeitar os termos do acordo de desescalada, assinado em maio em Genebra, e ameaçou intensificar a guerra comercial.
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domingo, 18 de maio de 2025

Portugal vai às urnas neste domingo com centro-direita como favorita


Os portugueses irão às urnas neste domingo (18/5) para eleger um novo Parlamento pela terceira vez em três anos, com as pesquisas favorecendo a centro-direita do atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, mas sem clara maioria parlamentar para nenhum partido.

Segundo dados de uma compilação de sondagens do jornal Público, a coligação Aliança Democrática (AD), de Montenegro, alcançaria 31,3% das intenções de voto, contra 26,7% do Partido Socialista (PS), liderado pelo economista Pedro Nuno Santos.

O partido da ultradireita Chega, fundado em 2019 pelo ex-comentarista de futebol André Ventura, obteria 18,1% dos votos, um resultado semelhante ao da eleição anterior, no ano passado.

Há um ano, a AD venceu a eleição com 28,8% dos votos, um pouco acima da votação dos socialistas, que obtiveram 28%. O Chega foi o terceiro mais votado, com 18% dos votos.

Diante da ameaça de uma comissão parlamentar de inquérito sobre as atividades de uma empresa de consultoria da sua família, Montenegro apresentou em março uma moção de confiança que não foi aprovada, o que levou à queda do governo e à realização desta eleição antecipada. Ele chegou ao poder em abril de 2024.

Analistas dizem que Montenegro, um jurista de 52 anos que liderava um governo minoritário, optou por se submeter novamente às urnas para garantir sua sobrevivência política e tentar fortalecer sua base parlamentar. “Foi uma decisão arriscada, mas calculada”, destaca o cientista político António Costa Pinto, da Universidade de Lisboa.

Durante a campanha eleitoral, que terminou nessa sexta-feira, Montenegro reafirmou sua rejeição em governar com o apoio da ultradireita. Analistas sugerem que ele poderia tentar formar um governo com a ajuda do partido Iniciativa Liberal, a quem as pesquisas dão cerca de 6% dos votos.

O presidente da República, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, já avisou que não nomeará um governo que não tenha chances de ter o apoio do Parlamento.
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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Argentina anuncia novos requisitos para imigrantes obterem residência na Argentina


O governo da Argentina anunciou, nesta quarta-feira, 14 de maio, requisitos mais rígidos para obter a residência e a cidadania, prometendo expulsões mais rápidas de estrangeiros que cometem crimes, e impôs a cobrança de serviços de saúde para residentes transitórios e temporários, informou o porta-voz da Presidência. As mudanças, antecipadas em dezembro passado, farão parte de um decreto presidencial, cujo texto definirá o alcance das novas medidas que começarão a vigorar no dia seguinte à sua publicação no diário oficial. 

O anúncio ficou a cargo do porta-voz presidencial, Manuel Adorni, que disputa um cargo no Legislativo da Cidade de Buenos Aires nas eleições parlamentares deste distrito no próximo domingo, e que contou com o apoio ativo do presidente argentino, Javier Milei, durante a campanha.

Entre os novos requerimentos, será imposta aos estrangeiros a obrigatoriedade de contar com um seguro de saúde para ter autorizada a sua entrada na Argentina. 

“A partir de agora, os imigrantes ilegais, os residentes transitórios e temporários deverão pagar pelos serviços de saúde e aqueles que entrarem na Argentina terão que apresentar um seguro médico para garantir essa capacidade de pagamento”, disse Adorni, ao formalizar as mudanças durante um discurso na casa do governo. 

Também serão “mais severos os requisitos para obter a residência permanente e a cidadania argentina”, disse. “Só será concedida a quem residir de forma contínua por dois anos no país, sem abandonar o território nacional”, explicou.

Por outro lado, Adorni disse que o governo “habilitará as universidades nacionais a cobrarem por seus serviços (para estrangeiros) se assim desejarem, respeitando a autonomia universitária”, o que já ocorre na prática com os estudantes não residentes. 

Na Argentina, a educação pública é gratuita, assim como o atendimento de saúde na ampla rede de hospitais provinciais e nacionais. Segundo dados oficiais de 2022, os estrangeiros representam apenas 4,1% dos estudantes universitários no país. Além disso, o governo anunciou que as expulsões nos casos de imigrantes condenados por crimes ou pegos em flagrante serão mais expedidas e para isso “serão acordados os prazos dos processos de apelação para as expulsões que hoje são eternos”.
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terça-feira, 13 de maio de 2025

Morre Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, aos 89 anos


O ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica morreu nesta terça-feira, 13 de maio, aos 89 anos. A notícia foi confirmada nas redes sociais pelo atual presidente do país, Yamandú Orsi. “Com profunda dor, comunicamos que faleceu nosso companheiro Pepe Mujica. Presidente, militante, referência e líder. Vamos sentir muito a sua falta, querido Velho. Obrigado por tudo o que nos deu e por seu profundo amor pelo seu povo”, escreveu Orsi.

Ontem, em entrevista à imprensa uruguaia, a ex-vice-presidente e mulher de Mujica, Lucía Topolanski, havia revelado que o ex-mandatário estava em “fase terminal” de um câncer no esôfago e recebia cuidados paliativos para o alívio da dor. Segundo ela, a equipe médica fazia o possível para que Mujica se sentisse “da melhor maneira possível”.

Nascido na periferia de Montevidéu, na década de 1930, Mujica precisou trabalhar desde cedo, após perder o pai com sete anos de idade. Ainda na infância, ele vendia flores para ajudar a mãe e participava de competições de ciclismo nos clubes locais. O início na militância política começou cedo.

Sob influência do tio, Mujica se filiou ao Partido Nacional, de centro-direita, na década de 50, onde teve os primeiros contatos com congressistas, mas pouco tempo depois, veio a guinada à esquerda. Após deixar o Partido Nacional, Pepe lançou a União Popular, que participou das eleições de 1962, com um resultado pouco expressivo. A militância logo tomou outros contornos. Em 1964, Mujica criou e participou do Movimento de Libertação Nacional Tupamaros, uma guerrilha de extrema-esquerda. Em 1970, sob ordens do presidente Jorge Pacheco Areco, as Forças Armadas ampliaram as operações contra os Tupamaros.

Em 1994, foi eleito deputado por Montevidéu. Cinco anos depois, foi eleito senador e viu o MPP se tornar o principal grupo dentro da coalizão. Em 2004, pela primeira vez na história, um nome de esquerda venceu as eleições no Uruguai, com Tabaré Vázquez. A vitória da Frente Ampla levou Pepe Mujica ao cargo de ministro da agricultura e pesca uruguaia. Mas o ápice da carreira política ainda estava por vir. Em 2009, com mais de 9% de vantagem, Mujica foi eleito presidente do país, para o período entre 2010 e 2015.

Como chefe do executivo, Pepe ficou conhecido por feitos coontroversos. Nos cinco anos à frente do país, ele assinou a despenalização do aborto, a legalização da maconha e do casamento homoafetivo. O período também ficou marcado por grandes avanços na economia. O desemprego caiu de 13 para 7%, o salário mínimo subiu 250%, os investimentos estrangeiros aumentaram e a pobreza caiu consideravelmente.
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Gérard Depardieu é condenado a 18 meses de prisão por agressão sexual


Nesta terça-feira, 13 de maio, o ator francês Gerard Depardieu, conhecido mundialmente por sua atuação em “Cyrano de Bergerac” de 1991, foi recentemente condenado por agressão sexual na França. A sentença estipula 18 meses de prisão, mas em regime suspenso, o que significa que ele não cumprirá a pena em regime fechado. Além disso, Depardieu está proibido de ocupar cargos públicos por dois anos. A decisão do tribunal francês refere-se a dois casos de agressão sexual ocorridos em 2021. O ator não compareceu ao tribunal, pois está em Portugal para gravações, mas sua defesa esteve presente e já anunciou que recorrerá da sentença.

Os advogados de Depardieu alegam que as denunciantes, uma cenógrafa de 54 anos e uma assistente de direção de 34 anos, são “contadoras de histórias” a serviço de “organizações feministas raivosas”. No entanto, o juiz considerou a defesa pouco convincente. Este caso é parte de um movimento maior na França, semelhante ao movimento #MeToo, que visa expor abusos sexuais na indústria cinematográfica. Mais de 20 mulheres já denunciaram Depardieu, embora muitos casos tenham sido arquivados. A condenação do ator destaca a crescente atenção e ação contra abusos na indústria do entretenimento, refletindo mudanças significativas na percepção e tratamento de tais casos na França e no mundo.

A condenação de Depardieu ocorre no mesmo dia da abertura do Festival de Cannes, um dos eventos mais prestigiados do cinema francês. Durante o julgamento, Depardieu contou com o apoio de testemunhas, incluindo a atriz Brigitte Bardot, que defendeu maior liberdade de expressão para os homens. A presença de figuras proeminentes do cinema francês no tribunal sublinha a complexidade e a divisão de opiniões em torno do caso. Enquanto alguns defendem o ator, outros veem a condenação como um passo necessário para a justiça e a responsabilização na indústria cinematográfica.

Apesar da condenação, Depardieu continua suas atividades profissionais, participando de filmagens em Portugal. A decisão judicial não parece ter impactado imediatamente sua carreira, mas levanta questões sobre o futuro do ator e a resposta da indústria a tais acusações. O caso de Depardieu é emblemático de uma era de maior escrutínio e responsabilização, onde figuras públicas são cada vez mais chamadas a responder por suas ações, independentemente de seu status ou influência.
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segunda-feira, 31 de março de 2025

Justiça Eleitoral da França torna Marine Le Pen inelegível


A líder do partido de direita francês Reagrupamento Nacional, Marine Le Pen, foi condenada pela Justiça francesa por desvio de verbas públicas do Parlamento Europeu. A sentença determina uma pena de quatro anos de prisão, sendo dois anos a serem cumpridos com monitoramento eletrônico, além de uma multa de €100 mil e a inelegibilidade por cinco anos para cargos públicos.

O Tribunal de Paris concluiu que Le Pen, juntamente com outros oito eurodeputados e 12 assessores, participou de um esquema que desviou aproximadamente €2,9 milhões, utilizando contratos fictícios para financiar atividades partidárias. A juíza Bénédicte de Perthuis afirmou que “foi estabelecido que todas essas pessoas estavam realmente trabalhando para o partido, que seu legislador não havia dado a elas nenhuma tarefa”.

Durante o julgamento, Le Pen negou as acusações, alegando que os fundos foram utilizados de maneira legítima e que as funções de um assistente parlamentar foram definidas de forma restrita. Ela deixou o tribunal antes do término da sessão e planeja recorrer da decisão.

A condenação ocorre em um momento em que Le Pen lidera as intenções de voto para as eleições presidenciais de 2027 na França. Uma pesquisa do instituto Ifop, publicada a alguns meses, indica que ela obteria entre 34% e 35% dos votos no primeiro turno.

A decisão judicial abriu reações de outras lideranças políticas. Nomes como Jordan Bardella, sucessor de Le Pen no partido, e Santiago Abascal, líder do partido espanhol Vox, criticaram a condenação, considerando-a um ataque à democracia francesa.
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domingo, 30 de março de 2025

Número de mortos em Mianmar após terremoto chega a 1,7 mil


O número de vítimas do terremoto de magnitude 7.7 em Mianmar subiu para pelo menos 1.700 mortos e 3.400 feridos, segundo balanço divulgado neste domingo (30) pelo governo militar. O general Min Aung Hlaing, líder da junta no poder, admitiu que o número pode aumentar e destacou os desafios para coordenar os esforços de resgate em meio à destruição de infraestruturas críticas.

O terremoto, um dos mais fortes registrados no país neste século, danificou pontes, rodovias, aeroportos e ferrovias, dificultando o acesso de equipes de socorro. Em áreas próximas ao epicentro, como Sagaing, moradores relataram à Reuters a ausência de assistência governamental: "Não recebemos nenhuma ajuda e não há equipes de resgate à vista", desabafou o residente Han Zin.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha alertou sobre necessidades humanitárias crescentes, enquanto a ONU destacou a superlotação em hospitais de Mandalay e Naypyitaw. Imagens de satélite revelaram o colapso de uma ponte vital sobre o rio Irrawaddy, isolando comunidades. O governo de oposição (NUG) anunciou trégua militar de duas semanas para facilitar ajuda.

Na Tailândia, o tremor provocou o desabamento de um arranha-céu em construção em Bangkok, matando 18 pessoas. Equipes com cães farejadores e drones continuam buscas por 76 desaparecidos nos escombros. "Temos 72 horas críticas para encontrar sobreviventes", explicou o comandante policial Teerasak Thongmo.

Enquanto China, Índia e Rússia enviam equipes de resgate, o Serviço Geológico dos EUA estima que as mortes em Mianmar possam ultrapassar 10 mil. O desastre agrava a crise em um país já devastado por conflitos pós-golpe de 2021, com 3.5 milhões de deslocados e sistema de saúde colapsado.
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sexta-feira, 21 de março de 2025

A cada oito dias, um idoso é morto por um membro da família no Japão


Em setembro do ano passado, o Japão se deparou com uma realidade chocante. Embora já fosse de conhecimento público que o país enfrenta um grave problema de envelhecimento populacional, poucos números ilustraram essa crise tão bem quanto o mais recente levantamento do governo sobre as "mortes solitárias":

  • 28.330 idosos morreram sozinhos.
  • Em 4.913 casos, a polícia demorou duas semanas ou mais para reconhecer a morte.

Se esse dado já era preocupante, há algo ainda pior.

O Japão vem enfrentando uma crise crescente de "Care Killing" - um fenômeno em que familiares exaustos acabam tirando a vida dos parentes que cuidam. Essa situação se intensificou nos últimos anos, agravada pelo isolamento forçado durante a pandemia de COVID-19.

Entre 2011 e 2021, foram registrados 443 mortes em 437 casos de assassinato ou suicídio ligados à fadiga do cuidador, segundo um estudo da professora Etsuko Yuhara, especialista em bem-estar social da Universidade Nihon Fukushi.

Em outras palavras, a cada oito dias, um idoso no Japão foi assassinado por um membro da família que atuava como seu cuidador.

O estudo ainda revelou quem são os principais responsáveis por esses crimes: Cônjuges; filhos adultos e outros familiafres como netos, irmãos e outros parentes.

A mídia japonesa aponta que o peso emocional, físico e financeiro de cuidar de um parente doente – especialmente em isolamento – é uma das principais causas dessas tragédias. Muitas vezes, os cuidadores também são idosos, enfrentando seus próprios desafios físicos e psicológicos, e acabam presos em uma realidade sem perspectivas para o futuro.

A falta de apoio externo e problemas familiares preexistentes agravam ainda mais o cenário, levando alguns a tomar decisões extremas, como o assassinato seguido de suicídio.

A pandemia agravou esse problema, cortando as redes de apoio comunitárias e sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde japonês.

Haruo Yoshida, de 86 anos, estrangulou sua esposa de 81 anos, que estava doente, após anos cuidando dela.

Em Osaka, um casal de 83 anos foi encontrado morto: o marido enviou uma mensagem anunciando seu suicídio, logo depois de assassinar a esposa.

Fujiwara Hiroshi empurrou sua esposa paralisada no mar, após cuidar dela por mais de 40 anos.

A desesperança tem levado até mesmo à recriação de práticas semelhantes ao "ubasute", uma antiga tradição japonesa na qual idosos eram abandonados nas montanhas.

Um exemplo recente é o de Ichiaki Matsuda, que deixou sua mãe de 86 anos sozinha em um parque por não suportar mais o estresse de cuidar dela. A idosa morreu devido à exposição ao frio.

O Japão enfrenta um envelhecimento acelerado da população. Atualmente, mais de 5,5 milhões de japoneses precisam de cuidados diários, e quase 30% dos cuidadores têm mais de 70 anos.

A rotina de cuidar de um familiar doente, com tarefas físicas e emocionais exaustivas, tem levado cada vez mais pessoas ao limite do inimaginável.

O problema das "Care Killing" chegou até a televisão japonesa. Um documentário da NHK relatou a história de Shigeru, que cuidava de sua esposa Sachiko após ela sofrer uma paralisia lombar.

A rotina exaustiva de acordar às 4 da manhã, limpar a casa, alimentá-la e cuidar de suas necessidades o consumiu emocionalmente. Após ouvir repetidos pedidos da esposa para que "acabasse com seu sofrimento", Shigeru, em um ato de desespero e culpa, acabou asfixiando-a.

O documentário também apresenta a história chocante de Ryuichi, um homem que abandonou o trabalho para cuidar da mãe com demência.

Sem renda, mergulhado na pobreza e completamente esgotado, ele acabou tirando a vida da própria mãe – e tentou cometer suicídio em seguida.

Histórias como essas revelam um padrão cruel: cuidadores presos entre o peso da responsabilidade cultural e a falta de apoio do sistema acabam enxergando nas decisões extremas a única saída possível.

O governo japonês já implementou algumas políticas de assistência e sistemas de seguro para cuidados de longo prazo, mas esses esforços não têm sido suficientes para atender às demandas crescentes de uma sociedade cada vez mais envelhecida.

Um dos maiores desafios é o custo elevado das instituições de cuidados. Muitas famílias simplesmente não conseguem pagar, já que as mensalidades costumam ultrapassar os 100 mil ienes. Como consequência, parentes acabam assumindo o papel de cuidadores sem qualquer preparação.

Além dos custos, há outro problema grave: a falta de profissionais qualificados no setor de cuidados. Essa escassez é causada por salários baixos e pelo estigma que ainda existe em torno da profissão, afastando novos trabalhadores da área.

Especialistas como Etsuko Yuhara defendem que a única solução viável é melhorar as condições de trabalho e, se necessário, abrir as portas para trabalhadores estrangeiros, a fim de suprir a crescente demanda.

A cultura japonesa tem um papel central nesse drama. Assim como em muitos países da Ásia, cuidar dos pais idosos é visto como um dever moral inquestionável. No entanto, essa expectativa social, somada ao isolamento e à falta de apoio profissional, deixa os cuidadores presos em um ciclo de esgotamento físico e emocional.

Durante a pandemia, essa solidão se intensificou ainda mais, impedindo muitos cuidadores de buscar ajuda ou até mesmo de compartilhar suas dificuldades.

O cuidado de longo prazo não apenas esgota fisicamente, mas também isola socialmente. O afastamento do mundo exterior, combinado com a pressão psicológica e, em muitos casos, abusos verbais ou físicos por parte dos idosos doentes, transforma a rotina dos cuidadores em uma prisão emocional.

Estima-se que cerca de 20% dos cuidadores japoneses sofrem de depressão, agravada pela crença de que cuidar dos idosos é um dever inescapável – algo que não se pode rejeitar, por mais pesado que seja.
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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Kate Middleton diz que câncer está em remissão e cita alívio: “Continuo focada na recuperação”


A princesa de Gales, Kate Middleton, visitou o hospital no qual recebeu tratamento para câncer, em Londres, nesta terça-feira, 14 de janeiro. Na oportunidade, Kate informou que a doença está em remissão e disse estar aliviada com a progressão do seu tratamento. Durante a visita, a princesa aproveitou para agradecer a todos os médicos e funcionários do local.

"É um alívio estar em remissão e agora continuo focada na recuperação. Como qualquer pessoa que tenha passado por um diagnóstico de câncer sabe, leva tempo para se ajustar a um novo normal. No entanto, estou ansiosa por um ano gratificante pela frente. Há muito pelo que esperar. Agradeço a todos por seu apoio contínuo", afirmou Kate.

"Meus sinceros agradecimentos vão para todos aqueles que caminharam silenciosamente ao lado de William e de mim enquanto passávamos por tudo. Não poderíamos ter pedido mais. O cuidado e a orientação que recebemos durante todo o meu tempo como paciente foram excepcionais”, completou a princesa.

Sua visita ao Royal Marsden Hospital, no centro da capital inglesa, onde passou por meses de tratamento, foi seu primeiro compromisso público individual desde que retornou às funções oficiais.

Há cerca de um ano, Kate grande cirurgia abdominal, que revelou a presença de uma forma não especificada de câncer. Depois, a princesa foi submetida a uma quimioterapia preventiva. Em setembro de 2024, ela confirmou que havia terminado a quimioterapia.
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domingo, 14 de abril de 2024

Conselho de Segurança da ONU se reune neste domingo por ataque do Irã a Israel


O Conselho de Segurança da ONU foi convocado em caráter de urgência neste domingo, atendendo a uma solicitação de Israel, um dia após o Irã lançar mais de 200 drones e mísseis contra o território israelense em retaliação a um ataque ao seu consulado na Síria.

A presidência rotativa do Conselho, atualmente ocupada por Malta, anunciou que a reunião está prevista para as 16h locais (17h de Brasília).

O embaixador israelense na ONU, Gilad Erdan, solicitou a reunião urgente para condenar o Irã por essa ação e pediu ao Conselho que designe a Guarda Revolucionária iraniana como organização terrorista. Ele enfatizou a necessidade de medidas concretas contra a ameaça representada pelo Irã, descrevendo o ataque como uma escalada grave e perigosa.

No sábado, o Irã lançou mais de 200 drones e mísseis contra Israel em resposta a um suposto ataque israelense ao seu consulado em Damasco, na Síria. Este foi o primeiro ataque direto realizado pela República Islâmica contra Israel. Teerã culpa Israel pelo ataque ao consulado e acusou o exército comandado por Benjamin Netanyahu de destruir a sede diplomática e matar dois altos oficiais da Guarda Revolucionária. Israel não confirmou nem negou sua responsabilidade no incidente.
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sábado, 6 de abril de 2024

México rompe relações com Equador após invasão de sua embaixada em Quito


O México anunciou na madrugada desta sexta-feira, 05 de abril, para sábado 06 de abril, o “rompimento imediato” das relações diplomáticas com o Equador depois que a polícia equatoriana invadiu a embaixada mexicana em Quito para prender o ex-vice-presidente Jorge Glas, que havia recebido asilo político.

Em uma mensagem na rede social X, o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador descreveu o incidente como uma “violação flagrante do direito internacional e da soberania do México”. Minutos depois, a ministra mexicana das Relações Exteriores, Alicia Bárcena, anunciou o rompimento das relações com o governo de Quito e avisou que recorreria à Corte Internacional de Justiça para denunciar o Equador.

“Tendo em vista a violação flagrante da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e os ferimentos sofridos pelo pessoal diplomático mexicano no Equador, o México anuncia o rompimento imediato das relações diplomáticas com o Equador”, disse Bárcena em um vídeo publicado no X. A autoridade acrescentou que a equipe diplomática mexicana deixará o país sul-americano imediatamente e pediu a Quito que “ofereça as garantias necessárias” para sua movimentação.
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