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domingo, 16 de outubro de 2022

46 emissoras de rádio são fechadas na Venezuela


A liberdade de imprensa está em risco na Venezuela. O CNP (Colégio Nacional de Jornalistas da Venezuela) denunciou ontem, 15 de outubro, o fechamento de 46 estações de rádio em sete estados do país. Todas foram retiradas do ar pelo regulador de telecomunicações nos últimos quatro meses.

A secretária-geral do CNP, Delvalle Canelón, explicou à Agência EFE que esses fechamentos estão ocorrendo desde julho pela Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações), que não apenas ordena que as emissoras saiam do ar, assegurou, mas também “apreende os equipamentos de transmissão” dessas plataformas, ação que qualificou de “roubo”.

A jornalista explicou que os fechamentos registrados até agora ocorreram nos estados de Zulia (19), Cojedes (14), Sucre (4), Yaracuy (3), Portuguesa (2), Carabobo (2) e Barinas (2).

“Estamos preocupados porque isso representa um novo ataque do governo à sua chamada hegemonia da comunicação, que está cada vez mais se aproximando dos poucos meios de comunicação restantes”, declarou Delvalle.

Segundo a jornalista, a entidade reguladora negou a essas estações a licença para operar regularmente, apesar de terem apresentado a documentação necessária para esse fim em várias ocasiões. Acrescentou que nos últimos meses ordenou também a retirada do ar de programas de informação radiofônica que transmitem comentários ou fazem queixas da comunidade “que vão além daquilo que eles [o Estado] consideram ser liberdade de expressão”.

Em sua conta no Twitter, o CNP denunciou que esses eventos “contribuem para a política de censura promovida pelo Estado venezuelano”, que põe o país e seus cidadãos no “maior limiar do obscurantismo da informação”.

O sindicato dos jornalistas lembrou que informar não pode representar um crime e que a liberdade de informação e expressão é direito humano garantido na Constituição venezuelana.

No dia 12 de agosto, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa pediu ao Provedor de Justiça que mediasse para que cesse “o ataque contra as rádios e outros meios de comunicação” no estado de Cojedes, onde seis estações foram retiradas do ar pelo regulador de telecomunicações em julho.
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quarta-feira, 8 de julho de 2020

A verdade sobre ser mulher em um país socialista


A tragédia socialista na Venezuela trouxe à baila uma discussão um tanto quanto espinhosa para os esquerdistas, especificamente para as mulheres da esquerda: num sistema opressor, os direitos da mulher simplesmente deixam de existir.

Muitas feministas, na verdade a grande maioria, endeusam homens como Lula ou Fidel Castro, cultuando-os como líderes supremos. Mas, poucas, muitos poucas, admitem os malefícios do socialismo para a luta dos direitos das mulheres.

Vamos pegar o exemplo do que vem ocorrendo na Venezuela para mostrar que, quando o capitalismo acaba e o socialismo reina, os direitos da mulher são totalmente extintos.

Não é possível existir o tal empoderamento feminino em qualquer lugar onde a economia de mercado tenha sido destruída. É nesse cenário de destruição econômica, maquiado de bem sucedida economia socialista, que encontramos a mais degradante consequência: a explosão da prostituição como atividade de sobrevivência.

Cuba, com suas prostitutas com curso universitário, é um caso mundialmente conhecido — um fenômeno do qual o próprio Fidel Castro escarnecia e fazia graça.

Mas Cuba não é o único local socialista onde mulheres são degradas ao extremo em troca de sua própria sobrevivência.

Em junho de 2018, a Thompson Reuters Foundation divulgou uma reportagem sobre a situação das venezuelanas que fugiram da miséria e da fome na Venezuela para se prostituirem na Colômbia.

Selecionamos um trecho inicial para que você, caro leitor, possa começar a entender a dimensão do problema.

Venezuelanas se prostituem para sobreviver em cidade fronteiriça na Colômbia

Cúcuta, Colômbia - Sentadas nos degraus de uma estátua e cercadas por motéis imundos, lanchonetes e bares, Andrea e Carolina dizem que deixaram a Venezuela para escapar da fome. 

Elas agora vendem seus corpos para sustentar suas famílias. 

"Se eu não fizer isso, eu e meus filhos não comemos. É simples assim", disse Andrea, de 26 anos, que chegou à Colômbia há quatro meses, deixando suas três crianças e sua mãe. 

"O dinheiro que eu mando de volta é o que eles usam para sobreviver." 

Para Carolina, de 30 anos, um bom dia de trabalho significa conseguir três clientes, o que representa cerca de 30 dólares. Um terço disso é gasto em um quarto de motel para levar os clientes, e também em preservativos, alimentos e aluguel em um quarto dividido com quatro outras mulheres. 

"O que eu ganho aqui em um dia dura mais do que um mês para a minha família na Venezuela", disse a mãe de quatro crianças.


O que vemos retratado nas palavras de Andrea e Carolina é inquestionável: o socialismo venezuelano destruiu a moeda do país, acarretou uma inflação descontrolada e um desabastecimento generalizado.

E Carolina vai além. Ela conta o que teve que fazer para poder se prostituir e garantir a sobrevivência dos filhos.

Carolina diz que o salário mínimo na Venezuela cobre apenas o custo de um kilograma de arroz ou um pacote de ovos. A situação estava tão ruim que ela finalmente decidiu pagar 9 dólares a uma gangue para fazer a travessia até a Colômbia através de um caminho ilegal. 

Até recentemente, ela nunca havia imaginado que poderia acabar vendendo seu corpo na Colômbia. 

"Eu não era prostituta na Venezuela. Eu tinha um emprego normal", disse Carolina que já trabalhou como recepcionista em uma empresa.


A cidade de Cucutá, na Colômbia acabou se tornando o ponto de apoio para os venezuelanos mais pobres, aqueles que não tem recursos financeiros para pegar um ônibus e ir para outras cidades ou até mesmo outros países, como Brasil, Peru, Chile ou Equador. O cenário na cidade colombiana é desolador. Mães com bebês no colo imploram por qualquer tipo de ajuda, jovens menores de idade se vendem por míseros dólares e, em meio a tudo isso homens desfilam com cartazes anunciando que compram cabelos. Não tem como não recordar da lamentável cena do romance Os Miseráveis, do escritor francês, Victor Hugo, onde a personagem Fantine vende seus cabelos.


De acordo com dados do final de 2017, nove em cada dez venezuelanos (87%) estavam abaixo da linha da pobreza. Para se ter uma ideia da rapidez da deterioração econômica do país, essa cifra era de "apenas" 48% em 2014. A pobreza praticamente dobrou em apenas três anos.

Como a água e a eletricidade se tornaram escassas, os hospitais não conseguem funcionar com as mínimas condições de higiene sanitária. As consequências disso são funestas. A mortalidade infantil disparou, pois as crianças nascidas sob tais condições insalubres e sem acesso a alimentos têm poucas chances de sobrevivência. Segundo dados divulgados pelo próprio governo, houve um aumento de 30% nos óbitos de crianças e um salto de pelo menos 65% nos falecimentos de gestantes em partos. Aqui cabe uma rápida reflexão: Nessas circunstâncias onde ficaram os direitos das mulheres?

Mas engana-se quem pensa que a Colômbia é o destino apenas das mulheres pobres e sem alternativa. O país passou a ser também o local de trabalho de venezuelanas ricas.

Uma reportagem publicada em agosto de 2018 pela revista Newsweek falava sobre um bordel colombiano no qual trabalhavam 60 mulheres. 58 eram venezuelanas. Em setembro de 2017, o jornal Miami Herald havia publicado uma matéria onde entrevistou Gabriel Sánchez, um homem que administrava um bordel repleto de venezuelanas, na cidade de Arauca, Colômbia. De acordo com o entrevistado, entre as prostitutas de seu bordel estavam professoras, médicas, profissionais liberais e uma engenheira de petróleo. Todas venezuelanas.

A realidade da Venezuela nos mostra o que realmente é o socialismo e ensina às mulheres uma verdade: apenas em uma economia de mercado, as mulheres são livres para escolher sua profissão, livres para utilizar o dinheiro que ganharem da maneira que mais lhe for conveniente. Só no capitalismo elas podem trabalhar no que quiserem e gastar seu dinheiro com o que quiserem.

Essa é a verdadeira liberdade. Esse é o verdadeiro "empoderamento" feminino.

Antagonizando com toda essa ideia de liberdade, vem o socialismo. Nesse sistema não há liberdade de escolha de profissões simplesmente porque nem sequer existem profissões para optar. Isso porque o socialismo, por definição, aniquila todo o sistema de divisão do trabalho que surge naturalmente em uma economia de mercado.

Por não haver divisão do trabalho, não há economia de mercado. Não há estruturação  econômica, nem profissões. Consequentemente, no socialismo, a mulher não pode — e não tem como — se dedicar àquilo de que gosta. Não há como sobreviver trabalhando na profissão que deseja ou exercer funções que lhe agradem. Isso se torna um sonho distante, uma utopia.

Sem profissões e sem liberdade de escolha, as mulheres obrigatoriamente se tornam submissas. É aqui o momento em que o socialismo mostra sua verdadeira face de opressão aos direitos das mulheres. Sem ter alternativa, elas são obrigadas a recorrer a qualquer atividade que retorne um mínimo possível para a garantia da sua sobrevivência e, muitas vezes, dos próprios filhos. É o fim da linha, o último estágio da degradação feminina. Ao chegar nesse ponto, elas irão recorrer àquela atividade que sempre existirá em qualquer cenário econômico, pois sua demanda sempre é garantida: a prostituição.

O consolo para as mulheres que ainda, e apesar de tudo, defendem o esquerdismo e a agenda progressista é saberem que no socialismo, todas as mulheres, ricas e pobres, acabam se tornando iguais. Todas são niveladas por baixo. A tão defendida "igualdade social" é plenamente alcançada quando a última mulher é vencida pela fome e vende seu corpo por um pedaço de pão.

Links

Link para reportagem da Revista Newsweek

Link para matéria do jornal Miami Herald

Link para artigo da Thompson Reuters Foundation
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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Venezuela passa a fazer parte do Conselho de Direitos Humanos da ONU

A Venezuela conquistou uma cadeira no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em votação realizada nesta quinta-feira (17/10) na Assembleia Geral da organização. O Brasil ficou com a outra vaga destinada a países da América Latina e do Caribe.

Com 105 votos a favor de sua candidatura, Caracas ficou à frente da Costa Rica, que entrou na corrida de última hora, obtendo o apoio de 96 países-membros, nove a menos que os obtidos pela Venezuela.

O Brasil, por sua vez, foi reeleito com 153 votos para mais um mandato, com início em 2020. 

A partir de 1º de janeiro, a Venezuela substituirá o governo cubano no órgão em Genebra. Se já era uma aberração Cuba fazer parte de Conselho de Direitos Humanos, imagina a agora ter num conselho desses um país que vive uma ditadura comunista.

Brasil e Venezuela se juntam a Argentina, Bahamas, Chile, México, Peru e Uruguai no grupo da América Latina e Caribe.

A candidatura venezuelana alcançou seu objetivo apesar da forte campanha por parte dos Estados Unidos, vários países da América Latina e organizações de direitos humanos, que instaram os Estados-membros a votarem contra o regime comunista de Nicolás Maduro. Isso é uma prova de que a ONU não está levando a sério a grave crise econômica e humanitária da Venezuela, onde os cidadãos são massacrados, mortos e presos, por se manifestarem contra a ditadura sanguinária de Nicolás Maduro. Enquanto a ONU finge não ver, milhares de venezuelanos fogem todos os meses para países vizinhos (especialmente Brasil) correndo da fome, da morte e do extermínio.
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