domingo, 20 de outubro de 2013

Sociedade Deletéria

Cada vez que entro no Facebook me surpreendo com alguma coisa. 
Quem leu o post anterior sabe que já falei sobre isso...
Mas não pude deixar passar...
Ultimamente tenho me espantado em como a rede social  vem sendo usada.
Primeiro vamos falar de uma certa lista de redução de mesada por infrações cometidas pelos filhos. 
A tal relação continha itens como: Não colocar o cinto de segurança, não ir à escola, deixar a torneira aberta, matar a aula do inglês ou a natação e por aí vai...
A proposta do brilhante ser humano que criou isso, seria punir os filhos que fizessem tais coisas, descontando dinheiro da mesada. 
Vi estarrecida, centenas de pessoas adorando a tal lista. Comentando coisas como: "Excelente", "Vou adotar aqui em casa", Gostei muito...
Mas espera aí.
A primeira coisa que pensei foi: Onde é que está o juízo dessa gente?
Será que não é possível enxergar o absurdo disso?
Como é que pais e mães vão barganhar com os filhos coisas como: colocar ou não o cinto de segurança, ir ou não à escola, desligar ou não a torneira, almoçar ou não...?
Que loucura é essa?
Onde é que uma criança vai ter autonomia para escolher o que quer fazer em relação a sua segurança física, sua orientação intelectual?
Se os pequenos podem se governar, para que então precisam de pais?
Francamente, onde fica o respeito aos pais, a referência familiar, a estrutura e o papel social da família?
Será que estão reduzidos aos conceitos capitalistas do lucro ou prejuízo?
Triste, muito triste adotar com crianças a máxima: Eles só aprendem quando sentem no bolso. 
Afinal, são crianças ou criminosos de colarinho branco?
E a coisa fica pior ainda quando encontramos milhares de comentários repletos de elogios às tais técnicas.
Sem dúvida alguma, isso é um retrato da total destruição que a estrutura familiar vem enfrentando nas últimas décadas.
Mas as surpresas do Facebook não acabam aqui.
Alguns dias depois, entro e encontro um post de uma amiga que reproduzia um texto, de uma criatura que não vou mencionar nome ou outros detalhes, que valendo-se de uma formação superior e experiência profissional, transmitia aos internautas suas ideias sobre a tragédia ocorrida em Salvador, em que uma médica matou dois irmãos num acidente de trânsito. 
Li todo o texto, muito bem escrito, com palavras escolhidas e parágrafos bem estruturados. Resumindo, o autor fala um pouco sobre a dor da família que perdeu os dois jovens, assim meio por cima, como algo realmente terrível. Mas o objetivo do texto não era esse. Era despertar no público a simpatia pela médica causadora do acidente. 
Com muita condescendência, o texto discorria sobre estruturas psicológicas coletivas, perdão, desequilíbrio emocional, Deus, não julgamento e tal, tal, tal.... 
E perguntava ao leitor: E se fosse sua mãe?
Isso mesmo, perguntava ao leitor o que aconteceria se fosse sua mãe quem tivesse provocado toda essa tragédia.
Fiquei pasma.
Como assim? Se fosse minha mãe?
Parei.
Não acreditei.
O que essa pessoa queria mesmo?
Defender e tomar uma posição em defesa da médica, apelando para conceitos como perdão, não julgar e tal?
Não julgo o acontecido.  
Realmente foi uma tragédia.
 Todos saíram perdendo pois não se enganem, a vida da médica também acabou.
O que mais me choca é que nesses momentos de crise, sempre surgem especialistas em tudo, discorrendo sobre esse mundo e o outro, expondo milhões de teorias e estudos, indo a programas de TV e rádio, dando entrevistas para revistas e sites da internet.
Para que?
Para convencer a população de que isso tá certo e aquilo errado?
Para lançar o nome na mídia e depois colher os louros por isso?
Ao final do texto, a pergunta que fiz foi a seguinte: E se fosse um pobre, motoboy assalariado que tivesse em um dia de fúria jogado sua moto contra o carro de uma médica bem de vida, como as coisas seriam?
Será que esse pobre encontraria defensores tão sagazes e altruístas que justificassem seu ato criminoso de maneira tão nobre?
A hipocrisia da sociedade me choca.
Centenas de pessoas compartilharam o texto, comentaram, se disseram emocionadas.
Mas quantas foram capazes de assumirem seus pensamentos reais, de não se deixarem levar por palavras bonitas?
Não sei.
Ah, e ainda tem mais uma.
Um usuário da rede social publicou uma montagem de fotos onde apareciam ativistas que resgataram os Beagles em São Roque(Sorocaba) e o caso das crianças indígenas enterradas vivas por seus próprios familiares no Mato Grosso. Duas coisas bem diferentes. Mas o tal usuário fazia uma comparação, dizendo que as pessoas simpatizavam com a causa dos cães e não se importavam com os índios. Ora, faça-me o favor. São duas causas distintas e nunca, nunca mesmo, uma vai desmerecer a outra. São duas lutas muito dignas. Mas o povo, alienado, parece louco para tornar suas quaisquer palavras vindas de um estranho que não conhecem, só porque soam politicamente corretas.
Sinto medo da forma simples como se manipulam as massas.
A palavra nunca deixou tão clara sua força, como vem fazendo através das redes sociais.
Arnold Toynbee



"Os componentes da sociedade não são os seres humanos, mas as relações que existem entre eles."
Arnold Toynbee
Economista Britânico




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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Imparcial parcialidade

A linguagem foi uma das maneiras encontradas pelos seres para estabelecer comunicação. Utilizada a todo e qualquer instante, seja para trabalhar, estudar, negociar, planejar, fazer rir ou chorar, informar ou se fazer entender - ou pelo menos tentar - a linguagem é fundamentalmente usada com propósitos sociais. As línguas simplesmente não existiriam se não fossem as atividades sociais das quais elas são instrumento.
O uso da linguagem, seja ela escrita, falada, sinalizada ou gestual, é uma forma de ação conjunta, que surge quando locutores e co-locutores desempenham suas ações de maneiras individuais, porém coordenadas entre si de alguma forma. Assim sendo, podemos dizer que a linguagem incorpora processos individuais, bem como processos sociais pois, falantes, escritores, ouvintes ou leitores devem executar suas ações na condição de indivíduos, se quiserem obter sucesso no uso do mecanismo linguístico, trabalhando juntos como unidades sociais.
Na linguagem humana, os significados só podem ser totalmente compreendidos se analisarmos contexto e interlocutores. Se partirmos do pressuposto de que para haver de fato a comunicação através da linguagem, e que esta depende conjuntamente de ambas as partes individualmente, concluímos que se uma das partes não executar adequadamente seu papel, a comunicação apresentará falha. 
Mas como pode uma das partes não cumprir adequadamente o seu papel?
Antes de respondermos, vamos falar um pouquinho sobre Marshall McLuhan, um dos maiores teóricos da comunicação.
Um dos mais famosos conceitos de McLuhan é o de "aldeia global". Em seu livro O meio é a mensagem, ele afirma que "a nova interdependência eletrônica cria o mundo à imagem de uma aldeia global". Quando ele falou isso, a coisa mais parecida com internet que existia eram as redes de computadores militares norte-americanas. Computador pessoal era apenas um sonho distante. McLuhan falava basicamente da influência da televisão (instrumento inovador na época) na comunicação de massa.
A evolução tecnológica deixa, aqui, de ser mera coadjuvante na vida social: o que é dito é condicionado pela maneira como se diz. O próprio meio passou a ser a principal atração, a informação. Muitas das páginas que estão na internet, por exemplo, poderiam ser livros ou revistas, mas, segundo McLuhan, tornam-se interessantes justamente porque estão em um novo meio de comunicação.
Segundo ele - guardem bem essa frase - "Poucos estudantes conseguem adquirir proficiência na análise de um jornal. Ainda menos têm capacidade para discutir com inteligência um filme."
Uma das mais curiosas idéias de McLuhan é a de que "os meios de comunicação são extensões do homem". Assim como se usa uma pinça para aumentar a precisão das mãos e uma chave de fenda para girar um parafuso, os meios de comunicação seriam, na verdade, extensões dos sentidos do homem. Os óculos, por exemplo, são extensões do olho, a roupa é uma extensão da pele, a roda do carro é uma extensão do pé. 
Estamos aqui chegando à resposta da nossa pergunta anterior.
Se o meios são extensões do homem como propôs McLuhan, como poderiam eles serem meros transmissores de mensagens imparciais?
O fenômeno de concentração da imprensa nas mãos do poder político e econômico converteu-se em uma realidade inegável. Em geral, os meios informativos, vinculados ao poder do dinheiro e que defendem a ordem estabelecida, são confrontados pelo desafio da imparcialidade, nunca alcançada ou sequer desejada.
Nada que vemos em um jornal, internet, revista ou TV, foi ali inocentemente publicado.
É fato e é regra que uma reportagem ou notícia ouça todos os lados envolvidos, isso é o que dará um considerável grau de “imparcialidade” a essa produção. O jornalista é antes de tudo um ser humano, tem suas convicções e seus signos pessoais que sempre irão influenciar sua visão do fato, é também funcionário ou autor de um veiculo – se freelancer produz já pensando a que veículo enviará sua produção – e cada veículo tem sua “linha editorial” ou sua orientação bem definida do que quer “vender”, de qual é realmente seu "produto".
Então onde está a imparcialidade?
Apurar um fato já conta como um ato de parcialidade. Escolhemos a fonte que acreditamos ser a melhor, os ângulos que pensamos serem os mais próprios, a pauta que imaginamos interessar o leitor. Quando escrevemos, colocamos em nossos leads o que achamos mais importante ou interessante. A decisão é do jornalista e não do fato.
Marshall McLuhan
Então, quando nos deparamos com uma notícia sobre uma obra social amparada por um político, uma excentricidade de um famoso ou um prognóstico sobre as novas composições familiares na sociedade, devemos antes questionarmos os reais motivos para tais coisas terem sido publicadas em detrimento de outras. Não se enganem! Nenhum meio de comunicação publica coisas como fotos de casamento gays entre artistas porque acha bonitinho ou politicamente correto. Eles preocupam-se em vender, em publicar algo que as pessoas queiram ver e paguem para isso.
Então voltamos novamente a nossa pergunta anterior: Mas como pode uma das partes não cumprir adequadamente o seu papel?
Simples, quando o poder e o dinheiro vem em primeiro lugar, na garupa de uma sociedade sem proficiência na análise de um jornal e sem capacidade para discutir com inteligência pelo menos um filme.
McLuhan nunca esteve tão certo.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

ABC da Moda

Quando o assunto é moda com toda certeza você quer estar antenada com as novas tendências do momento. 

Mas o que fazer quando não sabemos ou não entendemos do que se trata? 

Ideias de Barbara pensou nisso! 

Resolvemos fazer um mini dicionário, com as palavras mais interessantes e básicas do mundo da moda. 

Aqui você encontra a definição para os principais termos da moda: o conceito de uma peça, a tradução de uma tendência, uma palavra em língua estrangeira, os aviamentos e os tipos de tecido. 

Neste primeiro post, vamos colocar conceitos e definições até a letra C. 

Vamos lá... 

Dicionário da Moda

A

Activewear Essa expressão inglesa foi criada para se referir às roupas do tipo esportivas. Mas atualmente o termo sportswear é mais usado para identificar esses produtos para esportes. 

Alfaitaria Oficina onde são produzidas peças com cortes masculinos, como paletós, calças, camisas e coletes sob medida. 

Algodão egípcio Mais durável e macio do que o algodão convencional. 

Algodão penteado O fio desse tecido se torna mais macio e resistente a partir do processo em que as fibras mais curtas são eliminadas. 

Algodão pima Tão apreciado quanto o algodão egípcio, esse tecido com fibras longas é encontrado apenas no Peru. 

Algodão upland De fibras curtas, o upland é o mais plantado no mundo e funciona de base para comparação de qualidade com os outros tipos de algodão. 

Alpaca Tecido genérico (Algodão/viscose) que serve como forro em peças de roupa. 

Anágua Peça de baixo feita de tecido leve e usada como se fosse uma segunda pele. 

Ankle boots Modelo de botas que tomou conta do inverno 2007. Pode ser de cano curto (vai até abaixo da linha média da canela) ou sem cano (alcança o tornozelo). Os materiais variam entre camurça, couro e verniz. 

Argyle Estampa típica de roupas escocesas, é composta por listras e losangos coloridos. 

Artsy Estampa inspirada nas obras de arte. Os desenhos abstratos dos pintores Jackson Pollock e Mondrian estão em alta neste verão e aparecem em vestidos, blusas e calças. 

Assimetria Dá-se esse nome a formas diferentes e desproporcionais que parecem não combinar, mas na moda muitas vezes causam um bom efeito visual. Decotes um ombro só e saia com pontas irregulares são bons exemplos. 

B


Boêmio chique Estilo resgatado por famosas como a top model Kate Moss e a atriz Sienna Miller, que tem inspiração no movimento hippie e mistura peças étnicas e retrôs. Tem contrastes nas roupas entre tecidos nobres e casuais no mesmo look e aposta nos acessórios de couro ou camurça. 


Bolso faca É embutido na diagonal das peças, como calças, shorts e saias, e pode ter barra simples ou com acabamento do tipo viés. 


C

Cacharrel Blusa de malha fria, de toque macio, com gola alta e justa ao corpo. Existem modelos de mangas curtas e compridas. A origem do nome é inexplicada e não possui relação com a grife francesa Cacharel. 

Cache-coeur Decote cruzado, também conhecido como envelope, usado em blusas com ou sem manga e em vestidos. É ótimo para alongar a silhueta e disfarçar seios grandes. 

Canoa Decote raso, que vai de um ombro ao outro e lembra a forma de uma canoa. Também conhecido por bateau - barco em francês -, tem corte e profundidade iguais na parte da frente e das costas. 

Canvas Tecido forte e durável feito de algodão. Muito usado na confecção de casacos e bolsas. Originalmente era feito em linho ou hemp para confeccionar as velas dos barcos. 

Cardigã Casaco ou suéter sem gola com abotoamento frontal. Tem o decote redondo ou em V e suas mangas são sempre compridas. 

Cetim Tecido brilhante, macio e liso de origem chinesa. Existem diversos tipos e composições diferentes. De acordo com a qualidade, é utilizado na alta-costura, roupas finas, moda íntima ou trajes regionais. 

Cetim boucol Tipo de cetim pesado, muito utilizado nos vestidos de noivas e na alta costura. 

Cetim charmeuse As características principais desse tecido são o brilho intenso e a trama que pode ser vista no avesso. Tem bom caimento por ser 100% poliéster. 

Cetim duchese Muito usado na alta-costura e nos vestidos de noiva, esse tipo de cetim é mais brilhante e pesado que o cetim tradicional. 

Cetim peau d'ange Mais encorpado que o comum, também conhecido como vison, este cetim possui um brilho discreto, muito usado em enxovais domésticos. Expressão vinda do francês pele de anjo. 

Chemisier Peça do guarda-roupa feminino com o corte estilo camisa. Usada como vestido. 

Chulear Costurar o tecido para dar um acabamento nas bordas e evitar que o pano desfie. 

Ciré O ciré é o processo pelo qual a cera, aplicada através do calor e da pressão, torna os tecidos lisos e brilhantes, como o cetim, por exemplo. 

Crepe chiffon Tecido semelhante à musselina, quase sempre feito de poliéster, é leve e transparente, além de apresentar uma textura enrugada e fluida. 

Crepe georgette Tecido leve com superfície crepada. Ora trabalhado em seda, ora sintético.

Por hoje é isso.

Aguarde o próximo post com mais verbetes fashions.


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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Tudo começa em casa

Uma vez ouvi uma frase que dizia mais ou menos isso: Um desconhecido não pode te surpreender tanto quanto um conhecido.
A mais pura verdade.
Hoje com o avanço tecnológico, em especial o referente à velocidade de propagação de informações, podemos interagir mundialmente em segundos.
Redes sociais e sites de relacionamento acabaram por tornarem-se vitrines de pensamentos, ideias e reflexões.
E foi justamente em uma rede social, que me deparei estes dias com uma das declarações mais individualistas e mesquinhas que já vi na vida. Uma pessoa criticava outras pessoas que postaram fotos dos ataques com agentes químicos na Síria. Mas sabe qual era o principal motivo das criticas? Ele(a) se preocupava com a possibilidade de que a filha visse as fotos.
É isso mesmo.
Num primeiro momento (confesso que tive que ler duas vezes para entender), cheguei a pensar que o post pudesse ser algo bem intencionado.
Mas como algo tão egoísta poderia ter boas intenções?
Vamos detalhar os fatos.
Em primeiro lugar: Por que a filha acessa redes sociais?
Com certeza o faz com a permissão dos pais.
Mas será que esses pais nunca mensuraram a que tipo de coisas a filha poderia estar exposta em uma rede social de amplitude tão abrangente?
Ou será que pensaram que ela acessaria apenas para jogar aqueles aplicativos on-line?
Que tipo de criação é essa em que os pais não conversam com os filhos sobre a vida, os atos humanos, as maldades existentes, o preconceito, as drogas...?
Será mesmo que colocando sua filha numa redoma, ela será um ser humano melhor? Ou se tornará um reflexo individualista e egocentrista dos próprios pais?
Esse é o cerne de todos os nossos problemas sociais, o individualismo voraz cada vez mais alimentado pelo capitalismo. É o que corrói toda a estrutura base de qualquer sociedade: a família. É o que gera o preconceito, a discriminação, a xenofobia, a homofobia... Tudo isso nasce na família, na criação, na convivência, no exemplo. Cria raízes e se reproduz continuamente.
O que aconteceu na Síria foi um ato cruel e desumano. Uma atrocidade sem tamanho.
De acordo com vários sites de notícias, na tentativa de expulsar forças rebeldes de uma área próxima ao leste da capital Damasco, as forças do governo iniciaram um intenso bombardeio na manhã de 21 de agosto. Grupos de oposição dizem que, durante esse ataque, foguetes com agentes tóxicos foram lançados em áreas civis na região de Ghouta. Mais de 300 pessoas morreram, muitas delas mulheres e crianças. Organizações independentes, como os Médicos Sem Fronteiras (MSF), divulgaram números semelhantes. Ativistas da oposição dizem que as mortes podem ser ainda mais numerosas. Segundo eles, foram registradas vítimas nas áreas de Irbin, Duma e Muadhamiya, a oeste, entre outros lugares.
Crianças refugiadas da Síria
Tenho certeza absoluta de que as pessoas que compartilharam fotos, videos e imagens da Síria, tiveram a intenção de mostrar ao mundo o alarmante absurdo cometido contra pessoas indefesas. Não foi, em momento algum, uma atitude pautada em qualquer tipo de falta de respeito às famílias sírias. Não teve conotação maldosa, difamatória ou mórbida.
Eu mostrei as imagens aos meus filhos, inclusive o vídeo deste link, onde um pai sírio reencontra o filhinho: CLICK AQUI. Expliquei a eles o que aconteceu, como seres humanos são capazes de cometer atos tão cruéis.
Por que fiz isso?
Porque desejo que eles sejam homens íntegros, que repudiem qualquer tipo de ação violenta ou agressão desumana, seja ela em uma guerra ou em qualquer outra situação. Quero que sejam seres humanos que se compadeçam com o sofrimento alheio, que façam a diferença lutando por um mundo melhor.
E como eles poderiam desejar melhorar o mundo se pensassem que ele já é perfeito? Ou que ele se resume ao ambiente caloroso e aconchegante que os cerca?
Acredito que as palavras convencem, porém os exemplos arrastam.
E os exemplos com toda certeza começam em casa.
Por esse motivo, os levei a asilos, orfanatos, abrigos de crianças sexualmente abusadas, casas de apoio a crianças com câncer, instituições que assistem portadores de síndrome de down. Mostrei a eles que todos são humanos, todos somos iguais. E como seres humanos temos a obrigação de nos ajudarmos.
Confesso que me sinto muito feliz porque apesar da pouca idade, eles aprendem a cada dia uma lição.
Madre Teresa de Calcutá
Eles brincam com Beyblade, jogam plastation 3, disputam torneios de futebol, vão ao cinema, acessam redes sociais e assistem televisão, tudo que crianças da idade deles fazem. Mas nada disso os impede de que enxerguem o mundo real, onde as diferenças existem mas não são muros intransponíveis.
Meus pequenos tornaram-se colaboradores do Abrigo São Vicente de Paula (para idosos) e doam parte da mesada deles, de forma espontânea. Sentem-se orgulhosos de ajudarem os velhinhos. Também ficam imensamente felizes por doarem roupas e brinquedos para os orfanatos e abrigos de crianças que visitamos regularmente. E ainda contam aos coleguinhas como os pais ajudam uma instituição que cuida de crianças com câncer.
É claro que não sou a Madre Teresa de Calcutá, mas acredito que isso seja o mínimo que os pais devam oferecer aos filhos.
Não é só vestir, calçar, dar brinquedos, alimentar e fornecer acesso a conhecimentos intelectuais.
Pais tem que ensinar seus filhos a serem gente.
Gente de bem, gente descente.
Gente que acredita que o mundo pode ser transformado, mesmo com pequenas ações.



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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Verdades veladas

Imaginamos saber das coisas.
Pois é, o nosso erro é IMAGINAR.
Tendemos a acreditar no que vemos na mídia.
Mas esse não é o maior problema. A grande questão é o que não vemos na mídia.
Uma das maiores verdades veladas que andam por aí é sobre Fukushima.

O acidente nuclear de Fukushima, no Japão, aconteceu em março de 2011, após a instalação ter sido atingida por uma tsunami, depois de um tremor sísmico. O evento catastrófico causou uma série de falhas nos equipamentos da Central Nuclear de Fukushima I e lançou materiais radioativos no meio ambiente.
Seria Fukushima o maior desastre ambiental de todos os tempos?
A cada dia, 300 toneladas de água radioativa oriunda de Fukushima entra no Oceano Pacífico. O material radioativo que está sendo lançado vai sobreviver a todos nós por uma grande margem de tempo, sendo constantemente acumulando na cadeia alimentar. Ninguém sabe ao certo quantas pessoas irão eventualmente desenvolver câncer e outros problemas de saúde como resultado deste desastre nuclear, mas alguns especialistas não têm medo de usar a palavra "bilhões".
Em seu novo romance, lançado recentemente sob o título "The Beginning Of The End", o ex-advogado norte-americano Michel Snyder, fala com propriedade sobre a verdadeira aberração que é Fukushima.
Segundo ele, o que aconteceu é um pesadelo de proporções inimagináveis, e não há em todo o hemisfério norte quem seja capaz de se esconder dele. 
Por que?
  • Estima-se que existam 1331 barras de combustível nuclear usadas ​​que precisam ser removidas de Fukushima. Por conta de todos os danos, a remoção guiada eletronicamente por robôs, não será possível. A remoção manual é muito arriscada, pois um único erro pode levar a uma reação em cadeia.
  • De acordo com a Reuters, a quantidade combinada de césio-137 contida nessas barras de combustível nuclear é 14 mil vezes maior do que a que foi lançada quando os EUA lançaram uma bomba atômica sobre Hiroshima no final da II Guerra Mundial.
  • Autoridades do Japão admitem que 300 toneladas de água radioativa de Fukushima entram no Oceano Pacífico a cada 24 horas.
  • Foram encontrados ao longo da costa oeste do Canadá, peixes que apresentavam sangramento nas brânquias, barrigas e olhos. Fukushima seria responsável?
  • 150 ex-marinheiros e fuzileiros navais declararam ter doenças provenientes da radiação, como resultado de servir em navios da Marinha dos EUA perto de Fukushima e estão processando o governo americano por danos.
  • O iodo-131, césio-137 e estrôncio-90, que estão constantemente vindo de Fukushima vão afetar a saúde das pessoas que vivem no hemisfério norte por muito, muito tempo. O iodo-131, por exemplo, pode ser absorvido pela tireóide, onde emite partículas beta que causam danos aos tecidos. Distúrbios na tireóide já foram relatados em pelo menos 40% das crianças na área de Fukushima. Esse percentual pode ser mais alto ainda. Em jovens em desenvolvimento, os danos na tireóide, podem prejudicar o crescimento físico e mental. Entre os adultos, provoca uma gama muito ampla de doenças, incluindo o câncer. O Césio-137  foi encontrado em peixes capturados em locais bem distantes como a Califórnia. Este elemento se espalha por todo o corpo, mas tende a acumular-se nos músculos.  O estrôncio-90 imita cálcio e vai para os nossos ossos.
  • Acredita-se que a instalação nuclear de Fukushima originalmente continha 1.760 toneladas de material nuclear.
  • Existem previsões que estimam, em breve,  níveis de césio, de 5 a 10 vezes maior do que os encontrados durante a era dos testes de bomba atômica, no Pacífico há muitas décadas.
  • De acordo com o Wall Street Journal,  a limpeza de Fukushima pode levar até 40 anos para ser concluída. 
Infelizmente, o verdadeiro horror do desastre só está começando a ser entendido agora e a maioria das pessoas não tem absolutamente nenhuma ideia de quão sério tudo isso é.
A área imediatamente em torno de Fukushima já é permanentemente inabitável, e a verdade é que uma área muito maior do norte do Japão provavelmente deve ser declarada fora dos limites para a habitação humana.
Mas isto não é apenas sobre o Japão. 
A realidade fria e dura da questão é que este é verdadeiramente um desastre âmbito planetário. 
O material nuclear de Fukushima vai ser espalhado por todo o hemisfério norte e um número incontável de pessoas vai acabar gravemente doente.
E lembrem-se: este é um desastre que não está nem perto de ser contido ainda. 
Centenas de toneladas de água radioativa continuam a entrar no Oceano Pacífico a cada dia, tornando o desastre que estamos enfrentando ainda pior.
É o homem demonstrando porque pode ser considerado o maior predador de sua própria espécie. O maior devastador da vida global.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Do alto do salto

Há muito tempo que os sapatos fazem parte do sonhos de consumo de mulheres no mundo todo.
A ideia dos sapatos como objetos de desejo remota à antiguidade clássica, à Grécia, onde atores de teatro usavam sapatos de salto para tornar evidente a importância de seus personagens nas tramas.
Ferragamo
Enganam-se aqueles que julgam o sapato como um elemento ligado apenas à moda, pura e simplesmente.
O sapato é um objeto arraigado de substância psicológica. São elementos capazes de transmitir mensagens com diferentes conotações, que vão desde um mero ativismo ambiental  a um exacerbante apelo sexual.
Diferentemente da roupa, que ainda é um código social bastante forte e inflexível, o sapato pode ser o toque subversivo do visual. Afinal, um simples sapatinho com salto agulha pode transformar uma freira em uma possível pecadora.
O sapato também reflete um outro aspecto do mundo feminino: a luta das mulheres por mais liberdade e mobilidade em seus papéis sociais.
Como a maioria das mulheres já sabe, amarrar um par de Converse transmite uma mensagem totalmente diferente do que, entrar em um lugar arrastando um par das abomináveis Crocs ou se caminhar na calçada com um Louboutin.
Hoje cabe a cada uma escolher qual a mensagem que seus pés transmitem.
Se perguntarmos a uma mulher porque ela ama sapatos (eu sou uma dessas!), a resposta básica sempre será: Porque eles me fazem me sentir bem.
Essa é a mais pura verdade. Afinal, até mesmo as mais cheinhas são dominadas pela paixonite por sapatos.
A Couture ainda não esteriotipou  a ferro e fogo que tipo de pé pode calçar o que, como faz com as roupas (Só para matar a curiosidade, Paris Hilton calça 43).
Jimmy Choo
Atualmente, quando uma mulher escolhe seus sapatos, está de maneira consciente, demonstrando todas as suas opções e escolhas, sejam elas sociais, familiares ou pessoais.
Transformado  em ícone do desejo consumista pelas mais variadas marcas - Jimmy Choo, Manolo Blahnik, Louboutin e Ferragamo - os sapatos são capazes de despertar nas mulheres a compulsão por comprar pares e mais pares, não importando preço, cor ou tamanho do sacrifício a se fazer para adquiri-los.
Os saltos são um caso realmente à parte quando o assunto é sapato.
É a altura do salto que dá a mulher aquele ritmo sexy quando ela anda, aquele reboladinho lento e cheio de cadência. Ainda tem mais: eles projetam os seios para frente, alongam as pernas e destacam os glúteos.  É isso que os homens mais amam... mesmo que ainda não tenham se dado conta conscientemente.
Louboutin
A influência de artistas na moda dos pés sempre marcou época, desde os saltos de Marilyn Monroe, Judy Garland e seus sapatilhos vermelhos, os calçados de salto cubano de John Travolta em Os embalos de sábado à noite e a revolução dos tênis feita por Jane Fonda e a Ginástica Aeróbica nos anos 1980. Audrey Hepburn, Nancy Sinatra, Gwen Stefani, Sarah Jessica Parker, a lista vai longe...
Ninguém se beneficiou mais da ascensão da cultura das celebridades do que Christian Louboutin. Seus sapatos surgiram como os calçados mais cobiçados, com plataformas altíssimas e a sola vermelha, que é a marca registrada da grife.
Diferentemente das décadas de 1940 e 1950, quando dois estilo de sapatos eram suficientes para serem considerados tendências, hoje em dia vemos um incrível número de modelos. Isto explica-se pelo desejo das mulheres de sentirem-se poderosas, sofisticadas, românticas, modernas, destemidas, ousadas e fundamentadas. É preciso segmentar para agradar a todas.
Bom para as meninas que amam sapatos!
Eu amo e vocês?
Manolo Blahnik

"Não importa se você caiu do salto, desde que ele seja o mais caro e deslumbrante da festa."
Gossip Girl
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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Livro do Mês: Tudo que ela sempre quis


Aeroporto, sala de espera e nada para fazer. Foi assim que acabei encontrando com Tudo que ela sempre quis em um livraria no Santos Dumont. Seria mentira dizer que já não havia lido um breve resumo do livro em algum lugar que agora me escapa à memória. Mas o fato é que a narrativa da autora Barbara Freethy é totalmente envolvente. Uma trama sem recursos sofisticados ou cenários faraônicos. Um enredo com pessoas simples, que poderíamos encontrar em qualquer esquina da vida.

Tudo que ela sempre quis conta a história de 4 amigas e como suas vidas mudaram depois da trágica morte de uma delas, Emily.

Ela era uma menina encantadora, que acabava de iniciar a sua jornada de descoberta do mundo. Havia entrado na universidade e vislumbrava um imenso horizonte de possibilidades a sua frente. Emily era a melhor amiga de muita gente, ou assim eles pensavam — até anos mais tarde, quando seus segredos levam todos a uma perigosa busca pela verdade sobre quem ela realmente fora... e por que morrera...

Dez anos atrás, em uma festa louca, a linda e estonteante Emily caminhava para sua morte, deixando seus três melhores amigos e suas "irmãs" — Natalie, Laura e Madison — devastados. Nenhum deles esquecera aquela noite — ou o papel que cada um teve na morte de Emily, a culpa que os persegue e a perda que ainda sofrem. Todos procuraram seguir com suas vidas, afastando-se uns dos outros, deixando de fazer contato, cortando todos os laços da antiga amizade.

Mas o passado não perdoa e na primeira oportunidade arromba a porta que todos julgavam estar fechada: a morte de Emily.

Cabe a um misterioso escritor o papel de “cavaleiro do apocalipse”. Através da publicação inicialmente despretensiosa, a obra do nosso ilustre desconhecido entra na lista dos livros mais vendidos.

Mas o que teria no livro?

Um relato muito similar à história dos amigos de Emily!

Ao tomarem conhecimento do livro, todos são arrancados de suas vidinhas idílicas e arrastados de volta ao passado, buscando desesperadamente entender questões como:
  • Quem é autor do livro?
  • Como ele sabe detalhes íntimos de suas vidas?
  • E por que ele está acusando um deles de assassinato?
Quando eles começam a desvendar a verdade sobre a amiga em comum, irão redescobrir um amor que ela perdeu há muito tempo e se deparar com segredos que vão mudar suas vidas para sempre...

Tudo que ela sempre quis é um romance com um generoso toque de suspense.

Uma trama que prende nossa atenção, nos levando a cada página a um lugar diferente, a uma nova possibilidade.

Vale ler e descobrir os segredos dos personagens!

Não vou contar nenhum!

Mas aqui vai um trechinho do livro só pra dar um gostinho a vocês.

“- Que porra é essa? As Quatro Fantásticas, sede de clube, estudante caindo da cobertura, Ellie Parks? – Parava a cada segmento de frase. – O que isso tem a ver com Emily? – Ele olhou para ele como se ela fosse dar a resposta, como se de algum modo fosse responsável. Como ela não lhe respondeu de pronto, ele esfregou o livro na cara dela. – O que isso tem a ver com a minha irmã?
- Parece que tem a ver sim.
- Não entendo.
- Nem eu. Acabei de começar o livro que é sobre quatro colegas de universidade que se apelidaram de as Quatro Fantásticas. Os nomes das personagens são diferentes, mas começam com as mesmas letras que nós. O livro sugere que o personagem principal, Ellie – ela disse propositalmente o nome do personagem -, não caiu acidentalmente da cobertura da sede do clube. Em vez disso, o autor acredita que ela foi... – respirou fundo, ainda incerta se deveria ou não dizer.
- Que ela foi o quê?
- Assassinada. – A palavra saiu-lhe da boca como um tiro."

Agora só falta vocês lerem o livro e postarem aqui seus comentários!

Sobre a autora


Barbara Freethy é autora best-seller de 30 romances. Em 2011, ela começou a publicar, por conta própria, seus livros e vendeu 1.5 milhões de livros. Nove de seus livros apareceram na lista de best-sellers do USA Today por 41 semanas e muitos deles apareceram, também, na lista do The New York Times. Tudo o que sempre quis é um de seus best-sellers.
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segunda-feira, 8 de julho de 2013

4 alimentos que não podem faltar no prato dos pequenos


Cada vez que vou ao supermercado fico perdida na seção de hortifrúti, mas quem não fica? São tantas opções de frutas, verduras e legumes que fica difícil escolher. Todo mundo que tem filho pequeno, se preocupa com o que eles consomem. Por isso, pesquisamos e chegamos a esta pequena lista, muito simples de ser encontrada.

Confira agora os 4 alimentos que não podem faltar na prato dos nossos pequenos.

- Batata-doce: além de ser fonte de energia e substituir carboidratos como as outras batatas, massas e arroz, as do tipo amarela e laranja são ricas em betacaroteno, essencial para o crescimento e desenvolvimento infantil e importante para o funcionamento do sistema imunológico. Que tal fazer um purê? Também ajuda a manter a pele, as mucosas e a visão saudáveis.

- Arroz com feijão: quando consumidos juntos, a absorção das proteínas do feijão é mais eficaz. A dobradinha nacional ainda ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, pois a fibra do feijão ajuda a controlar o excesso de glicose no sangue que o consumo de arroz sozinho poderia gerar.

- Cereja: é um dos únicos alimentos, ao lado da aveia, da cebola e do milho, que possui melatonina, um neurotransmissor que ajuda a regular o sono. Como a aprendizagem é fixada no cérebro durante a hora de dormir, as cerejas são boas para a memória e dão uma forcinha extra para os estudantes.

Agora é só pegar essas dicas e criar pratos super saudáveis e nutritivos.

Bom Apetite!

Barbara Bastos - Editora-Chefe do Ideias Barbara's
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