sábado, 10 de janeiro de 2026

Morre Manoel Carlos, escritor de novelas


O Brasil se despede de um dos maiores contadores de histórias da nossa teledramaturgia. Manoel Carlos, o eterno Maneco, morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Autor sensível, elegante e profundamente humano, Manoel Carlos marcou gerações com novelas que transformaram o cotidiano em poesia. Foi ele quem eternizou as “Helenas” — personagens fortes, complexas e apaixonantes que atravessaram décadas e se tornaram símbolo da mulher brasileira na TV.

Clássicos como Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Por Amor, Páginas da Vida e Viver a Vida não apenas fizeram sucesso de audiência, mas tocaram o público com histórias sobre amor, família, conflitos íntimos e escolhas da vida real.

Maneco iniciou sua trajetória artística ainda muito jovem, aos 17 anos, nos palcos. Passou por diversas emissoras até chegar à TV Globo, em 1972, como diretor-geral do Fantástico. Ao longo da carreira, foi autor, produtor, diretor, escritor e ator — um verdadeiro gigante da dramaturgia.

Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava a Doença de Parkinson, que nos últimos anos afetou sua saúde. Manoel Carlos deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina.

Fica o legado, as histórias, os diálogos inesquecíveis — e a certeza de que Maneco escreveu a alma do Brasil como poucos.

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