quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Projeto de Lei que legalizaria incesto e múltiplas uniões é retirado da pauta no Congresso

Mais uma vez as redes sociais provam ser uma ferramenta eficaz na reverberação da opinião pública. Depois de páginas, grupos e sites de notícias independentes terem divulgado o real teor do Projeto de Lei (PL) nº 3369/2015, mais conhecido como PL do POLIAMOR, no final do dia 20/08 o relator do PL solicitou a retirada do projeto da pauta da Comissão que iria debatê-lo no dia 21/08 (hoje). comunicado foi veiculado no site da Câmara dos Deputados às 19h24 de ontem, dia 20 de agosto, véspera da pauta, assinado pelo presidente da Comissão de Direitos de Direitos Humanos e Minorias. Na nota, o presidente da Comissão alega que o projeto de lei foi mal interpretado, mas admite que o PL irá passar por “aprimoramento de sua redação“.

Mas o que é o PL 3369/2015?

O Projeto de Lei (PL) nº 3369/2015 de Orlando Silva (PCdoB) reconhece como família “todas as formas de união entre duas ou mais pessoas“, e “independente de consanguinidade”. Assim sendo, estariam regulamentados “casamentos” que podem incluir, por exemplo, um pais com seu filho, o pai com a filha, mãe com a filha, mãe com um filho, ou qualquer combinação entre pais e filhos. Mas pode ser ainda mais amplo, incluindo mais pessoas de dentro ou de fora da família, com infinitas possibilidades como casamento do pai várias filhas, filhos e outras pessoas de fora da família, mãe com filhos, filhas e outras pessoas de fora, pessoas de outros parentescos como avós, tios, enteados/enteadas etc. Na prática, qualquer agrupamento de pessoas passa a ser reconhecido como família. Mas a real armadilha em toda essa trama está no fato de que ao legitimar esse deturpado conceito de família, esse projeto de lei estaria abrindo a porta para a institucionalização  do INCESTO como algo legal, comum e aprovado legislativamente. Veja o requerimento de inteiro teor do projeto


Preste bem atenção na expressão INDEPENDENTEMENTE DE CONSANGUINIDADE.
As palavras foram colocadas lá, no meio do texto, assim quietinhas, para ver se passavam despercebidas. Mas não passaram. O incesto é algo gravíssimo, tipificado como crime em vários países. Sua legalização é um dos pontos defendidos por diversos movimentos esquerdistas ao redor do mundo., incluindo até grupos feministas e LGBTs, além de fazer parte dos ditames básicos da ideologia de gênero.

Incesto

Ano passado uma noticia chocou internautas do mundo todo. Uma mulher publicou em suas redes sociais fotos grávida, acompanhadas de um comunicado onde ela relatava estar grávida do próprio filho, com quem mantinha um relação matrimonial. 

Tradução: Para quem não sabe, eu e meu filho de 15 anos tivemos um bebê juntos no ano passado. Eu fiz sexo com ele quando ele tinha 14 anos. O Bê está bem. Só para você saber, eu também tenho outras três filhas de 13,14,16 anos. Meu filho é um ótimo pai e um bom namorado para mim. Tudo começou quando eu percebi que estava tendo sentimentos por ele. Eu disse a a ele: " Mamãe te amam mais do que apenas uma mamãe". Eu também disse  a ele: "Mamãe gosta de você, assim como uma garota da escola gosta". Eu expliquei tudo a ele e ele se sentiu da mesma maneira. Ele pergunto: " Isso significa que podemos beijar e dar as mãos como namorado e namorada?  Eu disse sim e até mesmo sexo. Encurtando a história: Ele tem um bebê que nós fizemos.

O caso, que acontece nos Estados Unidos, abriu uma nova discussão a respeito do incesto, da ideologia de gênero e até que ponto o governo deve se intrometer em questões desse tipo. Mas, apesar de ser chocante, este está longe de ser o primeiro caso publicizado envolvendo incesto. 

Em 2009, uma irlandesa de 40 anos de idade foi condenada a sete anos de prisão por incesto, ataques sexuais, maus tratos e negligência aos seus filhos, no primeiro caso do tipo na República da Irlanda.


Já em 2010, Pearl Carter, de 72 anos e Phil Baile, de 26 anos, respectivamente avó e neto, assumiram um relacionamento afetivo nos Estados Unidos. O mais incrível nesse caso: o casal pagou 54 mil dólares para ter um filho através de uma barriga de aluguel.


Em 2013 a Austrália chocou o mundo com a revelação do caso envolvendo a família Colt. Eles chegaram a quatro gerações mantendo relações sexuais entre si. Descendentes de tataravós que eram irmãos e durante anos, irmãos e irmãs, tios, sobrinhos, pais e filhas, perpetuaram a tradição de manter esse tipo de relação. Emigraram de um estado australiano para outro, presumivelmente para evitar que essas práticas fossem descobertas. Quase todas as crianças da família apresentavam problemas de saúde decorrentes da má formação ocasionada por componentes genéticos.


O caso mais chocante de incesto foi o do austríaco Josef Fritzl, o psicopata que prendeu a própria filha em um porão por 24 anos e teve sete filhos com ela.


Aqui no Brasil, um dos casos mais famosos de incesto foi o que envolveu o empresário mineiro Antônio Luciano Pereira Filho, morto em 1990. Ele deixou um patrimônio de 3 bilhões de reais para ser dividido entre seus 30 filhos de 28 mães diferentes já reconhecidos. Em 2012, a dona de casa Sueli dos Reis Brandão, de 54 anos, entrou com uma ação de investigação de paternidade na Justiça de Minas Gerais para requerer sua parte na herança. Ela alega ser filha de um das filhas do bilionário, e também ter sido uma das amantes do pai-avô - que já teve um filho-neto reconhecido na justiça antes de Sueli.

Ah mas você deve estar pensando: "Isso é uma minoria"

O grande X desta questão está justamente nessa palavrinha: MINORIA.

Esse é o mesmo argumento utilizado por pedófilos e zoófilos em todo o mundo. E eles não estão sozinhos.

O incesto tem seus mais proeminentes defensores dentro do movimento feminista, tornando-se uma de suas pautas, um dos "tabus" que segundo eles, precisa ser quebrado.

Shumamith Firestone

Shulamith Firestone, uma das mais famosas líderes mundiais do movimento feminista afirma: 


“O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas” (trecho retirado do livro A Dialética do Sexo)




Repugnante, para não dizer outra coisa...

Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação e no cotidiano, estarão comprometendo todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados.


A estratégia para fazer com que a sociedade passe a aceitar isso como normalidade é bem simples: de tempos em tempos, a mídia vincula notícias sobre casos de incesto. Pai e filha, irmão e irmã, tio e sobrinha, avó e neto, mãe e filho. Tudo muito bem alinhavado, com o inexorável viés do "Toda forma de amor vale a pena". Relatos comoventes sobre como uma força maior acabou por fazer com que essas pessoas se envolvessem sexualmente. Assim, você leitor ou telespectador acabará se acostumando, por osmose, a algo tão chocante.

No mês passado, divulgamos aqui a notícia sobre a legalização da zoofilia no Canadá. Naquela ocasião, aproveitei para ressaltar como tudo está interligado: zoofilia, pedofilia, abuso sexual, incesto, ideologia de gênero. Tudo corroborando para um só objetivo: a destruição da família e dos laços consanguíneos e afins. Click aqui e saiba mais.

O incesto é condenado por muitas sociedades. Alemanha, Austrália, Áustria, Canadá, Inglaterra, País de Gales, Finlândia, Irlanda, China, Nova Zelândia, Polônia, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia, Estados Unidos, Noruega, Dinamarca e Itália. Em todos esses países o incesto é tipificado como crime passível de penas que chegam até a prisão perpétua.

No Brasil, sob o ponto de vista jurídico, o incesto não é conduta típica, ou seja, um filho manter relações sexuais com sua mãe, ou um pai com sua filha, não constitui crime em nosso país, se estes envolvidos forem maiores de idade. Aquela velha máxima, segundo a qual se algo não é proibido, é permitido. Desta forma o incesto pode ser praticado no Brasil sem reprimenda penal alguma. E pasmem: nem o novo Código Penal criminaliza o incesto. Ele é considerado apenas agravante em casos de abuso sexual e estupro.

Se por um lado ele não é criminalizado, por outro, a lei não permite que seja capaz de gerar uma união estável, ainda que os envolvidos assim o desejem. Isso porque, ainda que a conduta não seja delituosa, ela é rechaçada do ponto de vista cível, que não quer que pais e filhos, através de um relacionamento sexual entre si, constituam famílias ou relações similares à família (união estável). Essa normatização faz parte da Lei 10.406, de 2002. O Artigo 1521 define quem não pode contrair casamento. Os cinco primeiros tópicos do artigo tipificam a proibição por incesto.

CAPÍTULO III

Dos Impedimentos



Art. 1.521. Não podem casar:



I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;



II - os afins em linha reta;



III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;


IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;

V - o adotado com o filho do adotante;

VI - as pessoas casadas;

VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.


Tal proibição se deu, porque esse tipo de relacionamento criaria uma enorme instabilidade jurídica. Por exemplo, no caso de uma relação incestuosa entre pai e filha, se o homem morrer, a filha herdaria seus bens como filha ou como parceira? Os seus filhos seriam tratados como netos ou filhos dele? Para evitar essa confusão, a lei civil é clara: eles jamais podem criar uma união estável, e ela sempre permanecerá na posição de filha.

Deixando de lado os melindres jurídicos, vamos nos ater ao ponto mais frágil dessa equação: as crianças.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo CONANDA - Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente - cerca de 300 mil crianças são vítimas de incesto por ano no Brasil. Esses dados por si só são alarmantes mas, são apenas os dados conhecidos. Muito provavelmente, a incidência do incesto é bem maior do que os dados registrados. Ainda assim, os números apresentados pelo CONANDA já refletem a gravidade e magnitude do problema.

A criança vítima de incesto pode ser duplamente vitimizada: primeiro pela violência sexual sofrida e, segundo, pela incredulidade dos adultos quando ela se queixa dessa violência. A negligência da família sobre as queixas de incesto da criança agredida agrava, definitiva e permanentemente, as sequelas dessa dupla violência. A maioria delas apresenta intensos sentimentos de desamparo, vergonha e culpa que persistem por muitos anos e, não raro, para sempre. Muitas desenvolvem, geralmente a partir da adolescência, transtornos fóbicos e ansiosos em suas mais variadas manifestações.Os diagnósticos psiquiátricos mais freqüentemente relacionados ao incesto são, ainda nas crianças, quadros derivados da ansiedade patológica, como por exemplo, o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), tiques, Síndrome de Tourette, quadros fóbico-ansiosos, depressão infantil, ansiedade de separação na infância. Os mesmos quadros se apresentam também na adolescência, acrescidos de alterações comportamentais, tais como, rebeldia, isolamento social, agressividade, impulsividade, ideação suicida. Em adultos prevalecem quadros da ansiedade patológica e transtornos da sexualidade. Uma marca que a pessoa acaba por levar por toda a vida.

Agora que já mencionamos os aspectos jurídicos e psicológicos que envolvem o incesto, vamos falar sobre suas implicações biológicas.

A procriação entre parentes próximos (inbreeding) tende a aumentar o número de homozigotos (padrões de genes idênticos por parte dos progenitores) de determinada população, reduzindo, portanto, a variabilidade genética da mesma. Quanto mais próximos geneticamente os dois parentes que tem um filho, mais o número de homozigotos aumenta. A chance de uma deficiência hereditária ocorrer quando os pais são irmãos é de 50% em média.
Na luta contra o incesto através dos tempos, várias culturas entenderam que o mais importante, era incentivar a exogamia - cruzamento de indivíduos não aparentados ou com grau de parentesco distante - pois ela é uma maneira de ampliar as relações positivas e sobretudo comerciais entre grupos sociais distintos. Do contrário, não haveria a sociedade como a conhecemos, pois as famílias fechariam-se, eventualmente tornando-se um povo, uma etnia, à parte.

Voltando ao Brasil

A questão do incesto deve ser tratada pelo nosso código penal, mas não apenas como é considerada atualmente, como um agravante de um crime sexual.

O incesto não é apenas um tipo de variação de um crime contra os costumes, é uma violência contra o indivíduo e contra a família, pois a relação incestuosa não permite que o indivíduo se estruture, além de desestruturar a família. O incesto deve ser considerado um crime autônomo, pois é um crime com características próprias. Mas, além de caracterizá-lo como um crime autônomo, deveríamos inseri-lo em nosso código penal no capítulo dos crimes contra a família. Não é admissível que uma conduta incestuosa seja aceita. Não ajudem a propagar a ideia de normalidade que tanto querem impingir ao incesto, só por conta de outra ideologia que você apoie. O incesto é um dos pontos que a ideologia de gênero quer nos empurrar goela abaixo. Não aceitem o imbróglio de que ele é apenas um tabu. Incesto não é uma "modinha" modernista. Não é uma conduta "cosmopolita". Tipificá-la como crime não é apenas uma questão moral, jurídica ou religiosa. É, antes de mais nada, uma questão de preservação da espécie. 

Voltando ao nosso "PL do Poliamor"

O PL continua na Câmara, embora sem agenda definida para ser debatido em Comissão. Aos interessados, recomenda-se acompanhar a pauta e aguardar para ver como será essa nova redação do PL e nos manisfestarmos contra quaisquer aberrações que ainda restem no texto.


Link para PL 3.369/2015 

Link para notícia sobre caso entre mãe e filho no México

Link sobre legislação - Incesto

Link para pesquisa do CONANDA

Link para relação de países que criminalizam o incesto juridicamente

Link para a história da idosa e neto

Link para caso de mãe condenada por incesto na Irlanda

Link sobre caso Josef Fritzl

Link sobre o caso da família Colt

Link sobre Síndrome de Tourette

Link para artigo sobre legalização da zoofilia no Canadá

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terça-feira, 13 de agosto de 2019

O fim do monopólio dos conselhos de classe

Quando o governo tornou facultativa a contribuição sindical, entidades representativas se manifestaram alegando que isso fragilizaria a profissão. Embora recebesse o nome de “contribuição”, era obrigatória. Nos contracheques de todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, era feito o débito. A reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) definiu que o empregado tem que autorizar “expressamente” o desconto. Na verdade, o ponto crucial foi libertar o trabalhador do julgo dos sindicatos. Agora outro aspecto na esfera trabalhista entra na mira do governo: os conselhos de classe. Determinadas profissões atrelam o seu exercício ao credenciamento e pagamento de anuidades/mensalidades aos referidos órgãos representativos. Caso o profissional não esteja em dia com o conselho, ele é proibido de exercer suas atividades laborais. Trocando em miúdos: ou você paga ou não terá como ganhar o "pão de cada dia", pois é refém do seu próprio meio profissional.
Ministro Paulo Guedes

O Ministro da Economia Paulo Guedes quer dar mais liberdade profissional ao acabar com a adesão obrigatória a conselhos de classe. Os 29 principais conselhos de classe no país arrecadam juntos R$3 bilhões com a cobrança de anuidade obrigatória. Entre eles, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é o que mais fatura. De acordo com o Portal da Transparência, a OAB arrecadou ao menos R$ 529 milhões em 2017, apenas por meio das anuidades. Mas o montante é maior, já que nove seccionais não revelam seus dados."

Caso a PEC 108/2019 for aprovada, o monopólio de regulação dos conselhos de classe pode acabar. Assim, questões polêmicas atualmente impostas pelas entidades podem ser revistas, dando aos profissionais maiores possibilidades de direcionar sua carreira e sua forma de atuação. Um bom exemplo disso é a advocacia brasileira. Atualmente, no âmbito do Direito são proibidas a propaganda e a atuação de advogados estrangeiros no país. Estes são dois tópicos que dividem opiniões. Porém devemos levar em conta uma verdade inconteste: Os grandes, tradicionais e conceituados escritórios de advocacia já estão estabelecidos no mercado e não precisam de propaganda. Já os profissionais recém-formados sofrem com as dificuldades para se apresentarem ao mercado, especialmente por causa das restrições à propaganda.

O fim da proibição das propagandas efetivamente colaboraria para divulgação de direitos e precedentes. O público teria mais informações sobre seus direitos e deveres. Mas se por um lado as pessoas, uma vez mais bem informadas, recorreriam mais ao Judiciário para resolver problemas, por outro haveria mais processos na justiça. Hoje o Poder Judiciário brasileiro tem cerca de 80 milhões de processos em tramitação. Proporcionalmente ao número de habitantes, é o segundo mais caro do Ocidente, perdendo apenas para El Salvador.

Ao contrário do Brasil, os escritórios de advocacia norte-americanos podem se promover distribuindo panfletos, veicular propagandas na televisão e em outdoors. O caso Bates vs. State Bar of Arizona julgado pela Suprema Corte dos Estados Unidos em 1977 foi responsável por definir as regras de propaganda da advocacia naquele país. O processo envolveu John Bates e Van O'Steen, dois jovens advogados, graduados pela Universidade Estadual do Arizona em 1972. Para melhorar o fluxo de negócios do escritório, eles investiram em propaganda, mais especificamente em um anúncio com os preços de cada serviço. Em 1976 o Estado do Arizona proibiu os advogados de fazerem propaganda de seus serviços. Por conta disso, um processo disciplinar foi aberto contra John Bates e Van O'Steen, caso fossem condenados poderiam ter seus diplomas suspensos, impossibilitando a ambos o exercício profissional do Direito. Habilmente, a defesa de ambos argumentou que a proibição da propaganda violava o Sherman Antitrust Act (a lei norte-americana antimonopólios) e a Primeira Emenda da Constituição americana (que trata da liberdade de expressão). Mas a coisa não parou por aí. O caso chegou à Suprema Corte, que considerou que “o discurso comercial atende a interesses sociais significativos”. Segundo os ministros, a propaganda informa ao público a disponibilidade, a natureza e os preços dos produtos e serviços, permitindo aos consumidores atuar de forma racional. Uma leitura muito sábia sobre a real interpretação da necessidade da propaganda. Os magistrados também levaram em conta o fato de que, de acordo com um estudo da época, 70% dos norte-americanos não estavam sendo atendidos ou alcançados adequadamente pelos advogados. Isto é, o acesso à justiça no país era precário e permitir a propaganda poderia ajudar a melhorar esses índices. Outro argumento considerado pelos julgadores foi o de que a propaganda incentivaria a concorrência, propiciando uma melhora na qualidade dos serviços jurídicos. E para arrematar, a Suprema Corte decidiu que a proibição da publicidade de advogados violava a garantia de liberdade de expressão.

Voltando a nossa PEC - 108/2019.

Profissionais de diversas categoria manifestaram apoio a PEC e comemoraram a mudança que pode descaracterizar o aparelhamento político instaurado nos Conselhos (como o de Psicologia, OAB e Medicina por exemplo).

Os profissionais fazem queixa do alto valor cobrado de anuidade, da falta de retorno dos Conselhos e do péssimo atendimento prestado – incluindo ausência de atendimento e desleixo no portal de transparência (que deveria mostrar pontualmente os gastos dos Conselhos).

Não devemos deixar de ter em mente que conselhos profissionais são entidades muito semelhantes a sindicatos. Se estes últimos foram atingidos por alterações da lei, por que os conselhos não podem ser? A verdadeira liberdade profissional é não ser obrigado a se credenciar em órgão algum para exercer sua profissão, afinal, quem deve reter a competência para aferir valoração a um profissional é a entidade educacional onde ele se formou. É a qualidade da formação profissional que credencia uma pessoa a atuar em determinada área.

Links

Link para PE - 108/2019

Link para caso Bates vs. State Bar of Arizona



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domingo, 11 de agosto de 2019

A Origem da celebração do Dia dos Pais

Em maio publicamos um artigo sobre a verdadeira origem do Dia das Mães e a importância da figura materna para a formação da sociedade.


Em tempos onde a família, a mais importante célula social, vem sendo degradada e destruída em prol de pseudos conceitos supostamente “libertários”, faz-se mais do que necessário elencarmos e relembrarmos os reais motivos pelos quais ela é tão importante. 

Não podemos falar em família sem falar de pai e da importância da figura paterna na formação dos filhos, da sociedade.

Mas como surgiu a ideia de dedicar um dia para homenagear os pais?

Será que essa data foi uma invenção “maquiavélica” do comércio?

Como veremos a seguir, celebrar o Dia dos Pais nunca foi algo planejado e criado com o intuito de gerar lucro financeiro para o comércio ou alavancar vendas. Muitas pessoas deixam de homenagear seus pais por desconhecerem as reais origens de uma data tão importante.

O Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a ideia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.

Em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a ideia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. 

Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. A mocinha também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a ideia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais.

No Brasil, a ideia de comemorar esta data foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Posteriormente, a data foi alterada para o 2º domingo de agosto.

Em uma outra versão, a comemoração do Dia dos Pais teria surgido na Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai, um rei babilônico famoso Nabucodonosor. Daí tornou-se uma festa nacional.

De qualquer forma, pelo menos mais 11 países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.

Na Itália, Espanha e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. 

No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Lá é comum os filhos agradarem seus pais com cartões, e não com presentes.

Na Argentina a data é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.

Na Grécia, o Dia dos Pais é uma comemoração recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.

Na Canadá, o Dia dos Pais é comemorado no dia 17 de junho.

Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa).

No Paraguai a data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.

No Peru o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. 

Na Austrália a data é comemorada no segundo domingo de setembro.

Na África do Sul a comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas ainda não é uma forte tradição.

Mas nosso objetivo nesse post não é só explicar a origem do Dia dos Pais.

Para homenagearmos os papais, realizamos uma extensa pesquisa, nas mais variadas instituições e países, sobre a influência da figura paterna na formação dos filhos. 

Carência de exemplos para os filhos, a falta de condução, de proximidade e de amor por parte do pai. Isso resulta em jovens sem valores, propensos a buscarem falsos ídolos, na ânsia de preencherem, sem sucesso, seus corações. 

Os resultados do levantamento feito pelo Ideias Barbara´s não deixa dúvidas sobre quanto a ausência de um pai pode ser prejudicial não só aos filhos, como a toda a sociedade.


ESTATÍSTICAS

- 2 em 3 menores infratores brasileiros não têm pai dentro de casa.

- 42% dos jovens brasileiros reclusos em instituições correcionais, além de não viverem com o pai, não tinham nenhum tipo de contato com ele.

- No Reino Unido, Indivíduos que crescem sem um pai presente têm: oito vezes mais chances de ir para a prisão, 5 vezes mais chances de cometer suicídio, 20 vezes mais chances de apresentar problemas comportamentais.

- Nos Estados Unidos, crianças que cresceram sem um pai presente são duas vezes mais propensas a largar a escola, 11 vezes mais propensas a um comportamento violento. (EUA)

- Indivíduos que cresceram sem um pai presente representam 72% dos adolescentes assassinos, 60% dos estupradores , 3 em cada 4 suicidas juvenis nos Estados Unidos.

- Meninas sem um pai nas suas vidas têm 2,5 vezes mais propensão a engravidarem na adolescência.

- Meninos sem um pai nas suas vidas têm 63% mais chances de fugirem de casa.

-Meninos e meninas sem pai têm duas vezes mais chances de necessitarem de cuidados profissionais para problemas emocionais ou de comportamento.

- Nos Estados Unidos, 70% dos jovens presentes em instituições estaduais de segurança e recuperação de drogas cresceram em lares sem um pai – 9 vezes maior que a média. (U.S. Department of Justice, Setembro, 1988)

- 85% de todos os jovens na prisão não possuem o pai no lar. (Fulton Co. Georgia, Texas Department of Correction)

- 90% de crianças de rua são vindas de lares sem um pai. (U.S. D.H.H.S., Bureau of the Census)

- 80% dos estupradores motivados pela raiva são vindos de lares sem um pai. (Criminal Justice & Behaviour, Vol 14, pp 403-26, 1978)

- 71% de adolescentes grávidas não possuem o pai no lar. (U.S. Department of Health and Human Services press release, Friday, March 26, 1999)

- 63% dos suicídios na adolescência são de lares sem um pai. (US D.H.H.S., Bureau of the Census)

- 85% de crianças com desordens de comportamento são de lares sem um pai. (Center for Disease Control)

- 90% de adolescentes que se envolvem em atos incendiários vivem somente com suas mães. (Wray Herbert, "Dousing the Kindlers," Psychology Today, January, 1985, p. 28)

- 71% de estudantes que largam o Ensino Médio vêm de lares sem um pai. [National Principals Association Report on the State of High Schools]

- 75% de adolescentes que são pacientes em clínicas de recuperação de drogados são provenientes de lares sem um pai. [Rainbows f for all God's Children]

- 70% dos adolescentes em instituições correcionais não possuem um pai presente. [US Department of Justice, Special Report, Sept. 1988]

- 85% dos jovens em prisões cresceram num lar sem o pai. [Fulton County Georgia jail populations, Texas Department of Corrections, 1992]

- Meninos e meninas sem um pai possuem o dobro de chances de largar os estudos, o dobro de chances de ser preso, 4 vezes mais chances de precisar de ajuda terapêutica ou médica para problemas de comportamento ou emocionais. [US D.H.H.S. news release, March 26, 1999]

- Crianças e adolescentes que vivem em um lar sem pai tem 279% mais chances de se envolverem com tráfico de armas e drogas do que aqueles que vivem com seus pais.


Tendo em vista todos esses dados, podemos confirmar que a erosão da paternidade vem contribuído significativamente para muitos dos principais problemas sociais do nosso século. O mais estarrecedor é constatarmos que estamos enfrentando não apenas a perda de pais, mas também a destruição do ideal de paternidade. É de extrema relevância combatermos as errôneas ideias plantadas por determinados movimentos sociais (especialmente os esquerdistas) na nossa sociedade, especialmente aquelas que espalham conceitos como a invisibilidade e irrelevância dos pais para o bem-estar de seus filhos, a menos que envolva suporte financeiro. 

Pai é figura fundamental na formação dos filhos, na formação da sociedade. Não adianta tentar mascarar ou esconder isso. As estatísticas não mentem. 

Então, celebre com seu pai esta data tão importante. Deixe que ele saiba o quanto é importante em sua vida, o quanto colaborou para que você se tornasse o ser que é hoje.

A todos os papais, desejamos um Feliz Dia dos Pais!


"O sorriso de um pai que tem orgulho de seu filho é uma das coisas mais incríveis do mundo."
The Lazy


Links

Link para matéria do Jornal Folha de São Paulo 
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/06/1786011-2-em-3-menores-infratores-nao-tem-pai-dentro-de-casa.shtml

Link para resultados das pesquisas da Father Hood Factor

Link para resultados das pesquisas da Father Less Generation

Link para artigo sobre as consequências da ausência do pai para crianças e adolescentes no Canadá
http://canadiancrc.com/Fatherlessness/Fatherlessness_in_Canada.aspx

Link para o Mapa da violência - Crianças e Adolescentes do Brasil , 2012
http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/MapaViolencia2012_Criancas_e_Adolescentes.pdf

Link para artigo do site Psychology Today sobre o declínio da paternidade e crise de identidade masculina
https://www.psychologytoday.com/blog/wired-success/201106/the-decline-fatherhood-and-the-male-identity-crisis

Link para resultados das pesquisas do National Center for Fathering


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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Brechó Infantil traz proposta de consumo consciente

Muita gente pensa que moda sustentável e moda consciente são a mesma coisa. Apesar de serem  complementares, há diferenças de conceito entre uma e outra.

Enquanto a moda sustentável se preocupa com as formas de produção da indústria têxtil, seus processos químicos e agressões ao meio ambiente, a moda consciente busca manifestar no consumidor, além das questões ambientais, questionamentos sociais que envolvem condições laborais das costureiras, salários dignos, jornada de trabalho e o debate sobre os impactos da produção em massa das fast fashions, marcas que produzem roupas seriadas como a C&A, Renner, Riachuelo, Zara, Forever 21...

O consumidor de uma moda consciente está a procura de peças que tenham significado e provoquem diálogo. Além disso, ele evita descartar a roupa rapidamente e preocupa-se em saber como foi a produção da peça. Isto é, se foi produzido em países do terceiro mundo em condições de trabalho precárias, o tipo de tecido e componentes usados, se é possível fazer a reciclagem total após o descarte e etc. Ele sabe que pode ser agente transformador da sociedade a partir de seu ato de consumo.

O foco central é incentivar a busca por  produtos com materiais sustentáveis e de qualidade e que, além de ter maior durabilidade, também sejam atemporais.

O primeiro passo para se tornar um consumidor consciente é analisar seu guarda-roupa e manter nele somente aquilo que você usa. As roupas não usadas podem ser doadas ou disponibilizadas para vendas em brechós.

Neste sentido, o Use Reuse Brechó Kids é um brechó com roupas, brinquedos e artigos infantis que segue a proposta da moda sustentável e consumo consciente. Funcionando através de Redes Sociais (Instagram e Facebook), o Use Reuse Brechó Kids envia seus produtos novos, semi novos e usados para todo o Brasil. Além disso, ainda dá ao consumidor a possibilidade de se tornar um fornecedor. 

A moda precisa ser pensada de forma consciente, pois o que você compra e, principalmente, o que descarta, não é uma escolha pessoal, já que estamos todos dividindo o mesmo planeta e recursos naturais.

Modinha Sustentável - Abrace essa causa!

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Instagram -  @usereusebrechokids

Entre em contato através do e-mail: usereusebk@gmail.com

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Comitê Sul Bahia e Movimento Ilhéus tem Jeito publicam nota de repúdio contra PSL - BA

Sérgio Rogério
O Presidente Bolsonaro está sendo traído por quem se diz ser seu aliado. PSL-BA faz acordo, para eleições 2020, com prefeito de Ilhéus (PSD), que apoiou e fez campanha para  o PT em 2018. Apoiadores do Presidente Bolsonaro, os membros do Comitê Sul Bahia Bolsonaro Presidente e do Movimento Ilhéus tem jeito, denunciam essas alianças espúrias e expressam seu repúdio e indignação contra as ações  do PSL na Bahia.

"Enquanto o PSL-BA estiver adotando essa política de toma lá e dá cá, condenada por nós e pelo Presidente Bolsonaro, nos manteremos afastados de qualquer associação ou envolvimento com o partido. Fazemos parte do movimento de direita conservadora cristã, que não se utiliza de movimentos políticos para pleitear cargos ou qualquer outro jogo político pelo poder. Agimos por um Brasil livre da corrupção e da velha política, que tanto tem destruído os alicerces e os pilares que estruturam a sociedade: Deus, Família e Pátria. Podem ter nos "roubado" o partido, mas não nos roubaram a liderança, a credibilidade e o compromisso com o nosso país (apoio irrestrito ao presidente Bolsonaro), com nosso estado (libertação dos tentáculos comunistas) e com nossa cidade (a construção, o resgate do protagonismo da cidade de Ilhéus, para região cacaueira e todo o estado). Eles levaram a sigla, mas não levam as pessoas que acreditam e comungam da nossa liderança. Brasil acima de tudo! Deus acima de todos!" - declarou Sérgio Rogério, presidente do Comitê Sul Bahia Bolsonaro Presidente de do Movimento Ilhéus tem Jeito.

Assistam o vídeo abaixo:



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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Governo Federal anuncia criação da Secretaria dos Animais

O presidente Jair Bolsonaro anunciou em seu Twitter, na noite da segunda-feira, 29 de julho, a criação da Secretaria dos Animais. Bolsonaro não detalhou o que a nova secretaria fará, mas afirmou que o órgão funcionará a partir de agosto.

"Em agosto criaremos a Secretaria dos Animais para atender a esses que nos são tão caros. Conversei com o ministro da Defesa sobre o uso das dependências das Forças Armadas para o início desse atendimento. Todos os poucos cargos virão de outras secretarias, sem qualquer nova despesa à União" – declarou o presidente.

O anúncio veio acompanhado de um vídeo em que Bolsonaro faz carinho em um cachorro.



A nova secretaria é uma promessa de campanha de Jair Bolsonaro. Durante as eleições, o presidente afirmou que criaria um órgão federal para a proteção dos animais domésticos.

"Em falar em animais de estimação, vocês podem ter certeza que em nosso governo teremos uma secretaria específica para tratar dos direitos dos animais, os animais merecem respeito." – disse Bolsonaro à época.

A luta pelos direitos dos animais é uma causa que mobiliza milhares de pessoas em todo o país. Ongs, ativistas, grupos de apoio, cuidadores, protetores e profissionais da área da Medicina Veterinária tem se unido cada vez mais para que uma legislação mais especifica e ampla seja normatizada, estipulando os direitos dos animais, os deveres dos donos, instituindo uma rede de amparo própria, que conte com pronto atendimento e acompanhamento de saúde. Além disso, embora a atual Lei de Crimes Ambientais criminalize os maus-tratos aos animais, ela não é suficiente para dirimir questões mais especificas sobre o assunto. Por isso, faz-se necessária a implantação de penalizações punitivas mais duras e específicas para quem agride, fere, maltrata, tortura, mutila e explora animais. 
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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Homem, que "se identifica" como mulher, processa salões de beleza que se recusaram a depilar seus genitais

No Canadá, um homem que "se identifica" como mulher, usando o nome de "Jessica" Yaniv, está processando vários salões de beleza que se recusaram a depilar seus genitais. Devemos frisar que os genitais em questão são masculinos.

Yaniv, que antes era conhecido como Jonathan Yaniv, levou dezesseis mulheres da Columbia Britânica ao tribunal citando discriminação baseada na identidade de gênero e buscando compensação financeira. Muitas das mulheres são imigrantes pobres, de etnias latinas e do leste asiático, cuja subsistência está ameaçada pelos processos. Entre elas está a brasileira Márcia da Silva. Acusada de discriminação e denunciada em um Tribunal de Direitos humanos, Márcia teve seu negócio, o sustendo de sua família, destruído pelas acusações de Yaniv.
"Jessica" Yaniv processou salões de beleza
por recusarem-se a depilar seus genitais


O assédio judicial praticado por "Jessica" Yaniv, trans, jornalista e ativista, cuja identidade foi ocultada por meses pela própria justiça, não ganhou repercussão na grande mídia. Seu caso é comentado única e exclusivamente pela mídia alternativa. O Post Millenial, jornal online que mais têm se dedicado ao caso, apurou que Yaniv tem um histórico perturbador de assédio a meninas menores de idade.

De acordo com o site do Post Millenial, mulheres relataram terem sido vítimas de Yaniv, quando eram adolescentes, menores de idade. Uma delas, Ashley Smith, relatou que foi seduzida por Yaniv, quando este se passava por empresário da Banda Teen-pop Cimorelli, uma girl band composta por 6 irmãs norte-americanas, que alcançaram o estrelado depois de seus vídeos viralizarem no Youtube. O aliciador procurava suas vítimas entre as fãs da banda em redes sociais. Se apresentava, enviava uma foto com as meninas da banda para mostrar à vítima que era próximo ao grupo, e quando ganhava a confiança das fãs, passava a trocar mensagens de cunho abusivo e sexual com as jovens, a quem iludia. O relato de Ashley Smith é recheado de prints das mensagens trocadas entre ela e Yaniv.
Esta é foto usada por Yaniv para
convencer as meninas que ele abordava
on-line de que conhecia a Banda Cimorelli


Mas Ashley não foi a primeira vítima de Yaniv. Outra mulher também se apresentou ao Post Millenial acusando Yaniv de Cyberbulling, assédio sexual e perseguição. Jessica Rumpel conheceu Yaniv on-line. Ela tinha 14 anos e ele se passava por um jovem na casa dos 20 anos, com problemas sentimentais e de auto-estima. De acordo com Jessica, Yaniv usou fotos de si mesmo quando era mais jovem em sua conversa inicial.  “No começo, eu pensei, você sabe, esse cara parece ter algum tipo de problema mental. Eu não achei que ele fosse um predador no começo.”


Yaniv fez contato com Jessica através do site de mídia social Ask.FM, portal on-line onde pessoas, incluindo anônimos, podem fazer perguntas aos usuários e receber respostas em formato abreviado.

Jessica Rumpel afirma que Yaniv enviou-lhe uma série de perguntas perturbadoras, de forma anônima, antes de adicioná-la ao aplicativo de mensagens Kik. O Kik é conhecido por sua notoriamente fraca política de proteção on-line às crianças, fazendo com que seja o aplicativo  preferido dos pedófilos para troca de mensagens e abordagens a crianças e adolescentes. 

Com pena de quem ela pensava ser um jovem emocionalmente perturbado, Jessica manteve contato regular com Yaniv. Mas o pesadelo estava só no começo. Yaniv assediava cada vez mais Jessica, falando sobre intimidades femininas como menstruação, absorventes internos, relações sexuais e pornografia infantil, o que acabou fazendo com que ela se sentisse violada e desconfortável. Assim, Jessica começou a responder cada vez menos às perguntas e interações de Yaniv, na tentativa de fazê-lo sair de sua vida. O que restou de sua simpatia finalmente desapareceu quando outras garotas entraram em contato com ela e relataram também terem sido assediadas on-line por Yaniv.

O tempo passou e Jessica procurou esquecer tudo. Porém, menos de quinze dias atrás, tudo veio a tona quando ela decidiu checar seus seguidores no Twitter. “Na semana passada decidi checar quem me segue e encontrei Jessica Yaniv. No começo eu estava tipo, quem diabos é isso? E então eu reconheci o sobrenome e aquele rosto."

“Eu cliquei no perfil e vi a foto 'lésbica orgulhosa' e que muitas pessoas estavam comentando sobre Yaniv ser um idiota. Eu vi imagens em onde várias pessoas mostravam Yaniv fazendo  perguntas perturbadoras.”  Foi justamente isso que levou Jessica a entrar em contato com o Post Millenial e contar sua história. 

“Não consigo expressar meus sentimentos… Meus pensamentos estão com as outras jovens que também passaram por isso.”


Tudo isso é ignorado pela imprensa, pelo simples motivo de ser inconveniente à ideologia de gênero. 

Isso nos leva ao lastimável retrato de um provável predador sexual, com a proteção da imprensa e dos fajutos tribunais de direitos humanos, usando a força do Estado para obrigar  mulheres a tocarem em seu pênis, destruindo suas vidas caso se recusem.

Isso ultrapassa o limite da insanidade. Não existem palavras suficientes para definir tamanha aberração.

Infelizmente, estamos vivendo em um mundo doente, cada vez mais permissivo, lascivo e desestruturado moralmente e eticamente. A ideologia de gênero é uma ameaça real não só às crianças e adolescentes, mas a toda a humanidade. Não podemos deixar que isso continue a se perpetuar, permitindo que oculte suas verdadeiras intenções por trás da falácia do combate ao preconceito. Devemos lutar com todas as forças para que a verdade seja exposta, ou seremos esmagados pelo império da loucura e da mentira.


OBS. A Banda Cimorelli não confirmou conhecer Jonathan "Jessica" Yaniv.

Links

Link para matéria sobre o processo contra a brasileira Márcia da Silva

Link para matéria com revelações de Jessica Rumpel

Link ´para matéria com revelações de Ashley Smith



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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Líder dos hackers confessa que era fonte do The Intercept

Walter Delgatti Neto, considerado o líder do grupo preso ontem, confirmou à Polícia Federal ter sido responsável pela invasão dos celulares de Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outras centenas de autoridades dos três poderes.
Walter Delgatti Neto, considerado o líder
do grupo de hackers presos ontem


Delgatti está colaborando com as investigações.

Ele permitiu que a PF tivesse acesso a todos os seus arquivos armazenados em nuvem e confirmou aos investigadores que o material divulgado pelo Intercept é fruto do ataque cibernético. Guardem bem essa informação!!!!

Segundo Delgatti, houve casos de invasões a celulares, outros de roubo de dados e ainda de sequestro da linha para simular conversas com terceiros.

A Polícia Federal já constatou que o grupo hackeou e invadiu os celulares e contas de aplicativos de mensagens de mais de 1000 (mil) pessoas, entre autoridades executivas, legislativas, judiciárias, empresários e jornalistas.

A notícia de que o grupo criminoso preso ontem em São Paulo é a fonte do site The Intercept está sacudindo a internet e a mídia em geral.

O site o Antagonista está fazendo uma ampla cobertura sobre todo caso.

Aguardamos ansiosos o desenrolar dessa apuração e esperamos que todos os envolvidos sejam alcançados e punidos no mais absoluto rigor da lei.


Links

https://www.oantagonista.com/brasil/exclusivo-lider-dos-hackers-confessou-crimes/


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